História Com você Carl Grimes|2 - Capítulo 10


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Categorias Chandler Riggs, Sabrina Carpenter, The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Tara Chambler
Tags Carl Grimes, Chandler Riggs, Sabrina Carpenter, The Walking Dead
Exibições 233
Palavras 1.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HIII MY BABYSSS
Preparem a música: Say Something. Só coloquem na hora que aparecer em!

Capítulo 10 - Mas eu me recuso a voltar atrás.


VICTÓRIA RHEE

Corremos até a enfermaria. As ruas estavam desertas e silenciosas demais. Havia sangue espalhados por alguns lugares, mas nenhum corpo. Espero não me deparar com um zumbi por aqui. Quando finalmente abrimos a porta da enfermaria, vemos Rick tentando cobrir o ferimento na lateral de sua barriga.

- Carl... – Rick sussurra enquanto observa eu ajudando Carl a se deitar na maca. – Achei que não conseguiriam chegar aqui. – Seus olhos estavam cheios d’ agua. Rick tentou se levantar, mas foi contido pelo seu ferimento.

- O que aconteceu aqui? – Jack pergunta. Me afasto de Carl e vou imediatamente cuidar do “braço” de Eric.

- Fomos atacados. – ele responde.

- Quem atacou? Minha família está bem? – Jack pergunta, preocupado.

- Eu não sei, Jack. Foi tudo muito rápido.

- Mas você não estava no carro que a Vic falou? – Jack continuo com as perguntas.

- Eu e Daryl chegamos na hora que o ataque havia começado, portanto não havia muitos zumbis para enfrentar, e sim pessoas. – Jack assentiu. Acho que como todos aqui, estávamos tentando entender tudo. A pergunta que roda minha cabeça é:

Quem são as pessoas que nos atacaram?

E involuntariamente, meus pensamentos foram levados para aqueles homens que mataram minha filha. Minha Yasmim.

- Vic, eu preciso achar minha família. – Jack disse, pegando sua arma. – Eu preciso mesmo...

- Tá tudo bem. Pode ir. – E ele foi tão rápido que eu pude sentir o vento que a porta fez. – Pronto, Eric. Você só precisa descansar. – Observei a faixa branca enrolada em seu braço.

Me afasto de Eric já deitado na maca, e vou direto para Rick, seu ferimento ainda sangrava, mas não parecia algo de tão grave, do contrario, ele não estaria aguentando nem a falar.

- Foi um tiro de raspão? – Perguntei, limpando o sangue.

- Um filho da puta queria me esfaquear. – Ele respondeu, assenti e em seguida terminei o curativo em sua pele. – Achei que você não queria ser mais médica.

- E não quero. Me traz muitas lembranças ruins. – E em seguida, olhei para Carl que também me olhava, mas ainda incomodado com a dor. – Mas preciso ajudar vocês.

Rick se levantou e pegou sua arma novamente. – Preciso ajudar a cuidar das pessoas que ainda estão vivas. Vocês vão ficar bem?

- Eu e o Eric vamos. – Respondi. Rick riu e depois saiu pela porta. Me deixando com meu inimigo enfraquecido que, nem ao menos conseguia andar. Eu poderia tirar proveito disso. Eu posso, não é?

Lavo minhas mãos, e me aproximo de Carl. Ele mantinha seus olhos na porta, provavelmente imaginando como está tudo lá fora. Ou também pode estar preocupado com seu pai ferido no meio disso tudo. Ainda não entendo o que pode passar em uma cabeça psicopata, ainda não entendo como funciona a cabeça de Carl, e acho que nunca entendi.

 OUÇAM: A Great Big World, Christina Aguilera - Say Something

Elisa ainda me pergunta se sinto algo por Carl, como se já não estivesse obvio. Ele quer me matar, eu quero mata-lo, mas ainda sim, ainda lá no fundo, meu coração teima em gostar dele. Acho que isso torna nossa relação – se é que ainda temos alguma – mais prazerosa. É como se eu pedisse para ter alguma coisa para enfrentar, como se meu coração ainda fosse dele, como se eu ainda não tivesse o esquecido.

O que você está pensando, Victória? Não. Eu o odeio, e ele me odeia. Mas... Mas eu ainda sinto. Ainda sinto o que sentia quando apenas éramos eu e ele, naquela sala de dança.

Não, definitivamente não! Isto é perca de tempo. Como posso ainda pensar assim? Como ainda posso pensar nele em meio a tantas coisas que ele falou e fez? Como ainda posso gostar de uma pessoa que, provavelmente está planejando em como me matar? É injusto. Tudo o que está acontecendo na minha vida é injusto. Eu simplesmente não aguento, não aguento esse ódio que sinto e que recebo. Não era para ser assim, não éramos para estar nesta situação.

Mas eu me recuso a voltar atrás.

- Se vire para eu examinar suas costas. – Falei, mas ele pôs aqueles olhos azuis em mim, e é como se ele estivesse examinando minha alma. Ele não tinha mais aquele olhar de ódio que me oferecia toda vez que olhava para mim, não sei decifrar o seu olhar neste momento, mas se fosse de ódio, eu já saberia.

E então, ele suspirou. Sentou direito na maca com dificuldade, e pôs seus olhos em mim novamente. – Ainda planeja em como vai me matar? – ele disse, e depois riu. Era isso que eu mais odiava nele! Agora, sou eu a fraca da história, claro, sempre fui.

- Acho melhor você calar a boca e se virar logo, ante que eu seja bem egoísta e deixe você pegar alguma infecção, para depois morrer. – E o sorriso dele se fechou aos poucos, por um momento, pensei que ele ficou sem graça. – Você pode se virar, Grimes?

- Não precisa, eu cuido de mim mesmo. – Ele respondeu, assenti e quando eu iria me afastar ele continuou: - Sabe qual é o seu problema nisto tudo? – E eu me virei para ouvi-lo melhor. – Você ainda continua perdidamente apaixonada por mim. – Ele provocou. – Você continua sendo fraca! Imatura! – Me ofendeu de varias formas praticamente gritando. E foi aí que eu ouvi alguma coisa bater na parede pelo lado de fora. Carl não calou a boca, continuou me ofendendo e cada vez mais eu percebia que eram zumbis prontos para nos pegar.

E foi aí que tapei a boca de Carl com minha mão, fiz sinal de silencio e continuei olhando ao redor. Os barulhos continuavam, mas eu não conseguia me concentrar com os lábios de Carl tocando a palma da minha mão. E por incrível que pareça, ele colocou sua mão sobre a minha, atraindo completamente minha atenção.

Os olhos dele ainda postos sobre mim, a boca ainda tapada com minha mão, a dor ainda presente em seus olhos, e o meu coração ainda acelerado. Ele olhou para minha boca, e a observou como se nunca tivesse tocado ou desejado. Me perdi em meio ao mar de seus olhos, enquanto minha cabeça ainda não parava de estar confusa, enquanto eu ainda me perguntava porque razão eu estava o querendo de volta, enquanto o meu coração ainda era dele, enquanto meu desejo era ter de volta o seu amor, mas eu ainda não entendia o porque da reviravolta tanto das minhas emoções quanto as da dele. Eu não quero tentar recomeçar minha vida com esse ódio que sentimos, eu não quero ter que lamentar por cada chance que desperdicei de tê-lo para mim novamente. Eu o quero tanto, mas eu não vou voltar atrás!

 


Notas Finais


Até o próximo cap!


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