História Com você Carl Grimes|2 - Capítulo 19


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Categorias Chandler Riggs, Sabrina Carpenter, The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Tara Chambler
Tags Carl Grimes, Chandler Riggs, Sabrina Carpenter, The Walking Dead
Exibições 178
Palavras 1.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HELLO, IT'S MEEE!
Demorei? Demorei. Tive um bloqueio de criatividade, pensa em um troço ruim!
Mas voltei... Conheçam a Família Casteline!
Boa leitura!

Capítulo 19 - Family Casteline


VICTÓRIA RHEE

Fui empurrada por vários corredores pelos guardas, cada um deles mais bruto que o outro. Carl era empurrado também em minha frente, e quem nos conduzia era a “Líder”.

- Quero conversar primeiramente com a Victória. – Líder disse, e os guardas pararam de nos empurrar. – Não se preocupe, garoto. Se for para alguém de vocês morrer, será você.

Senti meu coração parar por milésimos segundos.

Os guardas me empurraram para dentro de uma sala grande, cheia de móveis rústicos. Líder entrou também, e os soldados fecharam a porta para ela.

Ela caminhou pela sala, e parou em frente a uma estante de livros grossos. Passou o dedo por alguns, e finalmente, tirou um livro grosso e verde de lá.

- O que quer comigo? – Perguntei, cansada de esperar.

Ela fingiu não ter notado minha pergunta, e se sentou em uma cadeira, abrindo o livro ao meio.

Suspirei, frustrada.

- Sente-se. – Ela literalmente ordenou. Caminhei até ela, e me sentei em outra cadeira em sua frente. – Me conte sobre sua comunidade.

Isto é sério?

- Porque eu contaria? – Perguntei, a desafiando.

- Porque se você não me responder, seu namorado, ou o que quer que ele seja, irá ter a garganta rasgada.

Engoli em seco. Se por acaso eu mentisse, ela saberia?

- Será que vou ter que repetir? – Ela perguntou, ainda com o livro aberto.

- O que exatamente quer saber? – Perguntei, tomando muito cuidado em escolher as palavras.

- Me conte sobre sua “família”. As pessoas que moram com você aonde você dorme.

 Pensei um pouco. Em cada uma das pessoas...

- Uma mulher, um bebê e uma criança.

- Qual o nome desta mulher? – Perguntou.

- Maggie.

Um brilho nasceu em seus olhos.

- Ah, a mulher que meus guardas trouxeram? – Assenti como resposta. E ao tocar no nome de Maggie, me senti enjoada apenas por imaginar algo ruim acontecendo a ela. – Tá bom. Agora quero saber do bebê.

- Filho desta mulher. – Respondi, sem querer entrar em detalhes.

Líder assentiu com a cabeça.

- E a criança? Qual o nome dela?

- Elisa. – Respondi.

Líder deixa seu livro cair no chão, e ela fechou os olhos por alguns segundos. Parecia tentar engolir tudo aquilo, enquanto fiquei totalmente confusa com a sua alteração.

- Quero que você saía. – Ela falou, alto demais. – Saí daqui! – Ela gritou, me assustando o suficiente para sair daquela sala.

Quando saí, vi Carl jogado no chão, enquanto os guardas riam por ele estar desacordado. Me joguei no chão, sentindo as lagrimas molharem meu rosto. Haviam alguns hematomas em seu rosto, e eu abracei sua cabeça, tentando fazer com que ele ficasse bem. Querendo que ele acordasse logo.

- Acorde, Carl, por favor. – Os guardas pararam de rir, e eu ouvi a porta sendo aberta atrás de mim, mas não me virei para ver se era realmente a Líder. – O que vocês fizeram com ele? – Disparei, ainda chorando demais para que eles notassem o quanto eu estou desesperada.

Os guardas se afastaram, e dois vieram em minha direção, tentando tomar Carl de meus braços.

- Não. Não toquem nele. – Gritei, abraçando Carl com força.

Os guardas vieram novamente, e desta vez, conseguiram tirar Carl de meus braços. Me impedindo de ajuda-lo de qualquer forma. Outros guardas me puseram de pé, me fazendo encarar Líder com um olhar furioso.

- Levem-na daqui. – Ela mandou, ainda olhando em meus olhos. – Mais tarde podemos continuar com nossa conversa. Enquanto isso, não faça besteira.

Os guardas começaram a me levar para longe, me separando de Carl que continuava desacordado. Carl desapareceu do meu campo de visão porque viramos em outro corredor. Em exatos cinco minutos, pelo o que pude contar, uma garota nos fez parar.

- Soltem-na. – Ela mandou, me fazendo ficar confusa na mesma hora. – Eu a levo a partir de agora.

Os guardas não me soltaram.

- Sem querer ofender, majestade, mas a senhorita não teria alguma chance contra ela... – Um guarda tentou argumentar.

Majestade? Isso é sério? Que tipo de século eles estão pensando que estão? Ou pior, que tipo de pessoas eles pensam que são?

A garota - que vestia um vestido longo e vermelho, incrivelmente exagerado – tirou uma arma de sua cintura, e a apontou para os guardas.

- Será que vocês ficaram surdos? – Ela perguntou, com um tom ameaçador em sua voz. Estremeci de medo, pois eu não sabia de que lado ela estava. Do meu ou da Líder.

Os guardas me soltaram, erguendo as mãos em forma de rendição.

- Obrigada. – A garota disse, mudando de humor imediatamente. – Espero que isto fique entre nós, ou vocês estão querendo ser expulsos?

Os guardas balançaram a cabeça em negação.

- Ótimo. – Ela disse, sorrindo, e depois apontou a arma para mim. – Andando.

Não esperei por outra ordem, afinal, eu não tinha escolha. A garota me levou para outros corredores. Aquele lugar parecia não ter fim. Em silêncio, ela me mandou entrar em uma pequena sala.

- Vista as roupas que estão penduradas aí dentro. – Desta vez, eu sabia que ela estava pedindo. – Tente ser rápida.

Não entendi ao certo o que ela pretendia fazer comigo, mas não discuti. Não posso fazer bobagem, não posso tentar fugir. E se esta garota está tentando me ajudar, assim como Scott tentou?

No cabide, um vestido amarelo claro e longo me esperava. Quando o vesti, fiquei impressionada em como aquilo atrapalhava meus movimentos. Saí da pequena sala, com minhas antigas roupas em mãos, mas a garota as jogou dentro da sala novamente e trancou a porta em seguida.

- Você precisa fingir que é uma de nós. – Ela me explicou, começando a me guiar pelos corredores, desta vez sem a arma. – Scott me mandou aqui para te ajudar.

Fiquei surpresa imediatamente.

- Seja lá que pergunta você tem em mente agora, deixe para perguntar mais tarde. – Começamos a apressar o passo. Subimos escadas, viramos em outros corredores e finalmente ela abriu uma porta, revelando o imenso quarto.

Adentramos, e ela dispensou algumas empregadas que limpavam uma penteadeira.

- Preciso saber onde estão meus amigos. – Falei, sentindo minhas lágrimas brotarem.

Ela assentiu, se sentando na cama.

- Scott tentará vir aqui o mais rápido que puder. – Ela avisou.

- Mas preciso salvar meus amigos agora mesmo. Eles correm perigo...

- Entendo, eu entendo, mas você não pode estragar tudo. Não agora. Nos deixe tentar ajuda-la, e ajudaremos seus amigos também.

Um sentimento de desconfiança nasceu em meu peito.

- O que vocês querem? – Perguntei, e a garota franziu o cenho. – Vocês querem algo em troca, não é?

 A garota se levantou e andou em minha direção.

- Preciso que me responda uma coisa, primeiramente. – Ela começou, assenti logo em seguida. – Você conhece Elisa?

Porque voltamos novamente a falar de Elisa? O medo permaneceu em mim. Medo de dizer alguma coisa que me prejudicasse, ou que prejudicasse meus amigos.

De repente, tudo ficou claro.

- Você não... – Tentei falar, mas espantada demais para continuar.   

- Há alguns anos, minha irmã desapareceu. E não sei se ela está viva, então, por favor, nos ajude também. – Seus olhos marejaram. – Recebemos a notícia de que uma garotinha parecida com minha irmã vive em sua comunidade.

Então o dia em que eu e Carl encontramos Elisa na floresta passou em minhas memórias. E se eles estão acreditando nessa teoria, eu nunca tiraria isto de Elisa. Não consigo imaginar como Elisa reagiria a esta teoria.

- Como você se chama? – Perguntei, querendo mudar o rumo desta conversa.

A garota sorriu, e respondeu:

- Tasha Casteline. Acho que você já conheceu minha mãe...

E aos poucos, toda a situação se encaixava. Líder estava querendo saber de minha família, porque certamente, quer saber se Elisa faz parte dela. Scott e Tasha estão me ajudando porque querem a irmã perdida, querem vê-la.

- Ainda não entendo. – Comecei, olhando no fundo dos olhos de Tasha, percebendo toda a sua preocupação. – Porque precisam de mim, sabendo que podem ir até minha comunidade agora mesmo?

Tasha sorriu fraco, talvez achando engraçado minha confusão. Então ela explicou:

- Victória, não queremos que nossa mãe coloque as mãos em Elisa.

- Porque não?

- Porque ela já nos faz mal o bastante. E amamos nossa irmã demais para deixar que nossa mãe faça o mesmo com ela.

Tasha caminhou até a penteadeira e abriu a gaveta da mesma, pegou uma foto e estendeu para mim.

Na foto, um casal e três crianças sorriam. Era impossível não reconhecer Líder, e quase impossível de não notar a diferença em seus olhos. Ela estava feliz. O homem ao seu lado, olhava para ela como nunca vi alguém olhar... ou talvez sim. De qualquer forma, ele a fazia feliz. O menino mais alto, Scott, sorria ainda mais, talvez gargalhando de alguém do outro lado da câmera. Os olhos de Tasha brilhavam, e ela era a única que não mostrava os dentes naquela foto, mas ainda sim, ela sorria.

A bebê no colo do pai sorria também. Com a gengiva exposta, pois ainda era muita nova para ter dentes, e toda aquela beleza e inocência que um bebê carrega. Aparentemente, esta era Elisa.

- Meu pai morreu há um ano. – Tasha disse. – Ainda é difícil, e nem quero entrar em detalhes com você sobre a morte dele.

Assenti, percebendo a dor em seus olhos que brilhavam com as lágrimas que carregavam.

- Depois da morte dele, minha mãe enlouqueceu. – Continuou. – Foi então que um tempo depois, perdemos Elisa. Acreditávamos que ela estivesse morta. Uma criança no meio desses bichos não iria sobreviver de jeito nenhum.

Uma lágrima escapou de seus olhos, mas ela nem se importou.

- Acho que você não sabe como é a dor de perder uma criança...

- Eu sei. – A interrompi, imediatamente. Eu não iria conversar deste assunto com ninguém. Eu não iria conversar sobre Yasmim.

- Não, você não...

- Eu sei. Sei como dói. – Interrompi novamente. Porque ela ainda insistia? – E prefiro não falar sobre isso.

Tasha afirmou com a cabeça.

- Então é isso? Você apenas quer ver Elisa? – Perguntei, apenas para ter certeza de que havia um acordo.

- É. – Respondeu. – Scott e eu iremos cuidar para que ninguém mais saiba sobre ela.

Assenti com a cabeça. Eu nem queria imaginar o estrago no psicológico de Elisa. Seria impactante.

- Mas primeiro, vamos libertar seus amigos. – Ela disse, fazendo meu coração bater forte no peito. – Não se preocupe, sou mais esperta que o Scott. Não irá acontecer nada aos seus amigos. 

 

 


Notas Finais


Até o próximo cap!


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