História Com você Carl Grimes|2 - Capítulo 20


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Categorias Chandler Riggs, Sabrina Carpenter, The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Tara Chambler
Tags Carl Grimes, Chandler Riggs, Sabrina Carpenter, The Walking Dead
Exibições 124
Palavras 1.658
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HELLO, IT'S MEEEEEE
Boa leituraa!
LEIA AS NOTAS FINAIS!!

Capítulo 20 - Amigos ou inimigos?


VICTÓRIA RHEE

- Faço tudo por eles. – Disse, decidida. Tasha sorriu para mim, e foi até uma porta ao lado do armário.

Tasha abriu a porta, e indicou o banheiro.

- Você precisa de um banho. – Ela disse. – Vou esconder você, os guardas não saberão que você está comigo. Por isso precisa usar as mesmas roupas que usamos.

Assenti, caminhando em sua direção.

- Meu amigo, Carl, ele estava desmaiado quando os guardas me afastaram dele. Ele vai ficar bem? – Perguntei, com medo da resposta. Eu não sei o que eu faria se algo acontecesse ao Carl, eu nunca m perdoaria.

- Scott cuidará dele, Victória, não se preocupe. – Ela disse. – Não sei quando vocês poderão se ver, nem sei quando você poderá ver os seus outros amigos, mas você precisa confiar em mim e fazer o que eu disser. Tudo bem?

Confirmei com a cabeça. Mesmo que ela esteja me ajudando, não posso sair confiando nas pessoas. Isso tudo pode ser encenação, e não sei ao certo aonde isso irá parar.

- Deixarei outro vestido para você sob a cama. Junto com a meia-calça, o sapato e as luvas. Eu mesma irei te ajudar a arrumar seu cabelo. – Ela disse, tirando algumas vestimentas de dentro do armário.

- Porque vocês usam estas coisas? Digo, não seria melhor usar calças e uma camiseta qualquer?

- São ordens de minha mãe. Todos se vestem assim por aqui, e a maioria sabe lutar. As vestimentas podem atrapalhar, mas somos treinados para vencer, mesmo que seja usando um vestido longo e pesado.

- Poderei usar armas? – Perguntei.

- Sim. Cuidarei disto também. Agora você precisa tomar um banho, modere um pouco. A água é uma coisa sagrada por esses anos.

Assenti, e fui em direção ao banheiro, fechando a porta atrás de mim. Tirei aquele vestido longo, e me observei no espelho. As marcas de ferimentos, as manchas de sujeira, os roxos em meus braços. Realmente, preciso me restaurar.

 

Tasha penteava meu cabelo, que já estava bem longo. Ela pegou um pequeno prendedor, e prendeu uma pequena parte de meu cabelo, deixando que alguns fios caíssem em volta do meu rosto. Desta vez meu vestido é azul, e ainda reclamo por ter que usar isto.

- Pronto. – Tasha disse, observando meu reflexo no espelho. Ela se levantou e pegou um baú embaixo da cama. Ela o abriu, revelando as armas que estavam lá dentro. – Você sabe atirar, não é?

- Sei. – Respondi, e ela assentiu. – Tem algum coldre ou algo assim?

Tasha riu fraco.

- Não. Você colocará em sua cintura, o vestido cobrirá a arma, impossibilitando de deixá-la cair. – Ela enfiou uma arma em minha cintura, e colocou o tecido por cima, escondendo a arma. – Em sua meia-calça, haverá uma caixa de munição. E em seus sapatos, haverá uma faca. Isto é tudo o que você precisa.

Guardei a munição e a faca, assim como ela me ensinou.

- Você não será reconhecida. Estava muito suja quando chegou, sem ofensas. – Ela disse, me fazendo sorrir. – Vamos ver se Scott conseguiu se encontrar com... Carl?

- É. – Afirmei.

- É. Vamos então.

Saímos do quarto, agi normalmente, como se eu fosse parte desta comunidade. Os primeiros empregados estranharam minha presença, até alguns guardas, mas parei de prestar atenção assim que chegamos a um quarto. Cujo a porta deste é de metal.

- O que tem aqui? – Perguntei, parando de caminhar e apontando para a porta.

Ela hesitou.

- Nosso artesanal. – Explicou, tentando não entrar em detalhes. – Podemos continuar?

Voltei a caminhar, a alcançando. Passando novamente por outros corredores, pude ver Scott sentado em um banco no fim de um corredor. E ao seu lado, Carl estava sentado com uma bolsa de gelo na cabeça.

Corri para abraça-lo, e quando ele percebeu minha presença, enlaçou seus braços em minha volta, me abraçando forte.

- Você está bem? – Perguntei, ainda o abraçando. Ele assentiu com a cabeça, deixando claro que não queria falar sobre o assunto. – O que eles fizeram com você?

- Deram uma bela surra nele. – Scott disse, se levantando. – Ele vai ficar bem.

Depois de nos abraçarmos, encarei o rosto de Carl.  O olho roxo se destacava, mas ele sorria fraco, talvez por me ver.

- Precisamos conversar. – Scott disse, chamando nossa atenção. – Entrem aqui.

Entramos no quarto, que parecia não ser frequentado recentemente. As cadeiras espalhadas pelo mesmo só deixava o quarto mais sombrio, e a medida em que caminhávamos para dentro do quarto, nossos pés ficavam marcados no chão. Espirrei com a poeira.

- Acho que Tasha já conversou com você, Victória. – Scott disse, atraindo nossa atenção. – Precisamos ver nossa irmã, mas nossa mãe não.

- Sim, eu já estou sabendo. – Disse, e Scott assentiu. – Vocês podem sair daqui à hora que quiserem?

- Este é o problema. – Tasha disse. – Depois do desaparecimento de nossa irmã, minha mãe não nos deixa sair daqui, com medo de que possa também nos perder.

- Queremos ver Elisa. Esta é a questão. Mas não podemos ir até sua comunidade, então, a única opção restante...

- Não. – Falei, rapidamente. – Elisa não irá botar os pés aqui dentro. De jeito nenhum!

- Precisamos vê-la, Victória, por favor. – Tasha insistiu.

- Vocês pretendem protegê-la de sua mãe, como vão fazer isto com Elisa bem no nariz dela?

Isto está fora de questão! Não vou colocar mais vidas em risco, principalmente a de Elisa que tanto amo. Não vou perdê-la.

- Ajudaremos seus amigos. Acho que isto já é o bastante. – Scott disse, deixando claro que já começava a ficar irritado.

- Elisa não fará parte disso. Não vou colocá-la em perigo. Vocês como verdadeiros irmãos, deveriam entender!

- Vic, ouça-os. – Carl disse, colocando a mão em meu braço. – Não deixaremos que nada de ruim aconteça a Elisa, vamos cuidar disso. Mas, por favor, é meu pai e sua mãe que está prestes a morrer. Por favor, faça por eles.

Os olhos de Carl marejaram. Eu não pensei desta forma, não pensei em Maggie, nem em Rick. Apenas pensei em Elisa, e em como ela ficaria assustada com tudo isso.

Todos ficaram olhando para mim, esperando minha decisão.

- Posso conversar com Carl um minuto? – Perguntei, suspirando. Scott e Tasha assentiram e foram para um canto afastado de nós. – Eu não sei o que fazer, Carl...

- Vic, são nossos pais... É nossa família. – Ele disse, segurando meu rosto, eu já podia sentir a ardência em meus olhos.

- Como podemos confiar neles?

- Oh, Vic, eles já fizeram tanto por nós.

- Não. Você não entende! – As lágrimas começaram a escorrer.

- Entendo sim. Você só não confia nas pessoas, Vic, precisa confiar desta vez...

- Como confiaremos nestas pessoas que mataram nossa filha?! – Gritei, chorando. Não me importei se precisamos ficar em silêncio, eu estava tirando isso de meu peito, eu precisava dizer em alto e bom som.

Carl engoliu em seco, e depois me envolveu em um abraço. Acho que o vazio que Yasmim deixou em meu peito, nunca será preenchido. E eu nunca vou me perdoar, por sugerir o passeio à noite, que tipo de mãe faz isso? Que tipo de ser humano colocaria uma das pessoas que mais ama em perigo?

- Foi culpa minha. – Disse, soluçando. – Yasmim se foi para sempre, para sempre, Carl. Os gritos dela... Carl, sonho todos os dias com ela gritando por ajuda, chorando de desespero...

- Shii – Carl fez com a boca. – Não foi culpa sua, Vic. – Pelo seu tom de voz, ele estava se segurando para não chorar também. – Eu prometo fazer de tudo para que todos fiquem bem. Prometo escolher sua segurança a minha, não deixarei nada acontecer conosco.

- Com licença – Ouvi a voz de Tasha, e em seguida, vi os olhos de Scott me observando por cima dos ombros de Carl. – Quem é Yasmim?

Não respondemos.

- Vocês podem confiar... – Ela insistiu.

Me soltei do abraço de Carl e encarei Tasha, com o rosto vermelho e molhado.

- Yasmim era nossa filha. Ela foi morta pelos seus homens! Pelos homens desta comunidade! Ela era tudo para mim, e vocês a tiraram de nossos braços!

Os olhos de Tasha se encheram d’agua, e em seguida, ela me abraçou, mostrando que realmente se importa com o que aconteceu. Não correspondi, congelei, e não sei por quê.

- Eu sinto muito! Nós não sabíamos de nada disso, Victória. Perdão! – Ela falou, desta vez olhando para mim e Carl.

- Líder passou dos limites. – Scott disse, olhando para Carl. - Cara, não somos como eles. Podem confiar em nós. Não fazemos parte disto.

Caminhei até Scott.

- Eu juro, que quando eu tiver a oportunidade, matarei todos aqueles envolvidos que mataram minha filha. Matarei aqueles homens, e matarei Líder. Não me importa o que vocês disserem, tirarei a vida de sua mãe, assim como ela tirou a de minha filha.

Scott assentiu sem discutir, talvez quisesse dizer alguma coisa, mas preferiu deixar para outra hora.

Eu queria vomitar, chorar, eu queria minha família. Mas parece que nada disto é fácil de se conseguir hoje, e eu não tenho dúvidas de que, eu cumprirei cada palavra que pronunciei.

- Temos algumas pessoas que estavam a nossa procura. Vocês têm notícias delas? – Carl perguntou, tentando mudar de assunto, enquanto eu ainda encarava Scott com raiva. Sei que ele pode não ter relação com a morte de minha Yasmim, mas a algo nele que me intriga. Ele esconde alguma coisa.

- Eles foram mandados de volta para a sua comunidade. Os acharam, e os prenderam dentro de suas casas. Eles não poderão ajudá-los. – Scott disse.

Pensei em Daryl, pensei em como ele deve estar preocupado neste momento. Pensei em Enid, em Jack, em Eric, em Elisa, em Arthur...

Suspirei, olhando para o nada.

- Vamos fazer isto então. – Disse. – Mas eu quero deixar bem claro: se algo acontecer a Elisa, matarei vocês dois.

Tasha e Scott se entreolharam.

- Feito. – Scott disse. – Que tal começarmos agora mesmo?

 


Notas Finais


Minha amiga está com uma fic nova! Chandlyn caraaaaaaa
Sério, leiam, juro que a Isa é incrível! Link:
https://spiritfanfics.com/historia/lembre-se-de-nao-se-apaixonar-7157092


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