História Comatose - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Topp Dogg
Personagens B-Joo, Hansol, Jenissi, Personagens Originais, Yano
Tags Bjoo, Byungjoo, Hanbi, Hanjoo, Hansol, Toppdogg
Exibições 58
Palavras 2.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


UM OI AOS BEST LEITORES DESSE SPIRIT TODO
Gente, é sério, vocês me deixam emocionada com todo o carinho
Eu to meio emotiva e receosa, porque depois desse capítulo, a história chega ainda mais perto do fim
Mas eu prometo que ainda tem uns 6 pela frente e vou tentar fazê-los o mais rápido possível hohoho (aqueles políticos que só prometem q)
Chega de enrolação, segurem a bomba

Capítulo 9 - Coma


Os olhos se abriram, mas não houve nenhuma diferença, pois a escuridão perdurou. Nada era ouvido, apenas alguns ruídos ao longe. Por isso, a sensação de despertar não se fez turbulenta. Mesmo assim era difícil se acostumar à paralisia temporária a que seus membros foram submetidos.

“O que aconteceu…?”

Foi a primeira pergunta que Byung se fez. Lembrou-se logo da cirurgia e do que havia visto durante ela. Algumas imagens pareciam vagas, porém pelo que se recordava, havia tido uma espécie de experiência fora do corpo.

“Isso é ao menos possível?”

Apesar disso, não duvidou muito. Tinha passado por muitas coisas estranhas desde então. O que realmente importava era que estava vivo, ou acreditava que estava. Ele não sabia como era a morte para ter certeza de que existia alguma diferença.

Seus olhos encheram-se de lágrimas. Se permitiu chorar sem vergonha ou restrição depois de muito tempo. Foi quando algo tocou sua mão, algo frio, extremamente delicado.

— H-HanSol…?

Chamou, rouco. Observando melhor, o mesmo garoto estava ali, de pé ao seu lado. Ele sorria, embora carregasse um olhar triste. Ainda em silêncio, acariciou os braços do rapaz deitado e ajeitou um objeto em sua cama: seu porquinho de pelúcia.

— Espero que goste dele… foi difícil trazê-lo até aqui...

— É… fofo…

HanSol riu baixinho, e continuou a falar logo após.

— Você ficará bom logo, Byung…

Não existia nada deprimente naquela frase, mas por algum motivo, ByungJoo ficou triste. Talvez a forma com que tais palavras foram ditas o provocassem esse sentimento. Era como se tivesse que deixar HanSol para trás futuramente. Não queria pensar nessa possibilidade nunca mais. Não depois de tê-lo visto chorando.

— E você, meu HanSol…? Vai ficar bem também?

A voz falha dificilmente era ouvida, mas o garoto entendeu perfeitamente.

— Quando você melhorar, vou te mostrar tudo, não irei mais esconder quem eu sou… o que eu sou…

HanSol parecia decidido, de algum jeito, confiante. Com isso, ByungJoo só pode se apaixonar ainda mais. Um sorriso se formou em seus lábios. Sim, estava vivo e ainda conservava seus sentimentos mais bobos.

— HanSol… o que disse antes… sobre te salvar?

Começou, no entanto foi interrompido. Dessa vez, tinha certeza que fora o pequeno garoto quem iniciou o beijo. Aquele recostar gentil dos lábios fazia seu coração palpitar fortemente. As pálpebras fecharam-se com delicadeza enquanto aproveitava o frio, porém reconfortante, toque de HanSol. Era algo muito puro, com uma inocência que combinava com o albino. Ainda sim era clara a sua paixão ao executar mínimos movimentos, com a maior calma, para incrementar o ato.

— Eu amo você…

Disseram juntos, quase ao mesmo tempo, assim que as bocas se afastaram minimamente. Dessa maneira, olharam um para o outro e riram descontraídos. HanSol se mostrava corado de orelha à orelha, visivelmente trêmulo. Aquele pequeno espaço e momento havia se tornado o mundo dos dois, apenas deles.

HanSol ainda conservava muito de sua aura misteriosa, porém parte dela se desfez, como se sua própria existência fosse menos translúcida a partir de então. Sua personalidade ia aos poucos surgindo mais intensamente e junto a ela o amor de ByungJoo somente crescia.

Foi a primeira vez que não se sentiu triste depois que HanSol deixou o quarto. Seus medos e inseguranças desapareceram. Não estava mais sozinho, nunca esteve e finalmente percebeu.

“Ele diz que eu posso salvá-lo… mas ele é o único fazendo isso por mim a todo tempo.”

O dia clareou. Apesar do repouso, o rapaz não dormiu para ter certeza de que não era um sonho. De qualquer forma, assim que amanheceu, uma figura familiar surgiu na porta, trazendo o café da manhã.

— Bom dia, Sr. problemático. Como se sente depois de assustar os médicos mais uma vez?

SooMin deixou a bandeja na mesinha ao lado e se apressou em reajustar a cama para que seu paciente se sentasse. ByungJoo deu de ombros, sempre implicante.

— Me sinto ótimo.

— Vamos ver se vai continuar assim depois que eu te der uma surra.

A enfermeira brincava, mas seus olhos estavam visivelmente marejados. Ela tentou esconder a qualquer custo a vontade de chorar e continuou naturalmente.

— Sente algo estranho? Dor, incômodo?

Perguntou, servindo o potinho de sopa para ByungJoo.

— Só uma dormência…

Respondeu. De fato, fazia muito tempo que as dores não o deixavam em paz.

— Logo irá passar, teve que tomar uma anestesia bem forte e ainda sofreu complicações… Ah, você ainda não sabe disso, certo, Byung?

— Na verdade eu sei… eu vi.

Aproveitou então a chance de contar tudo para ela, afinal eram amigos. Falou sobre ter visto a si mesmo durante a cirurgia, a sensação de esquecer quem era a si próprio e também de HanSol. SooMin já não tinha forças para duvidar de qualquer coisa, só não sabia o quanto daquilo era real.

— HanSol, hm? Você parece mais seguro falando sobre ele, agora.

ByungJoo acenou a cabeça positivamente. Sabia que provavelmente parecia insistente falando daquele jeito, mas queria provar aos outros que não estava errado.

— Ele me trouxe isso.

E indicou a pelúcia ao seu lado. O porquinho rosa tão fofo quanto o garoto albino. O mesmo que o vira carregando na primeira vez que ele veio até seu quarto.

SooMin permaneceu tranquila por alguns segundos, mas então deu um salto e falou muito alto, quase acordando o paciente da cama próxima.

— Isso! Eu já vi isso antes!

ByungJoo se assustou, não sabia o que aquilo significava e tinha certo receio de descobrir. No entanto, uma vez que SooMin começava a falar, era difícil impedí-la.

— Ontem mesmo uma enfermeira carregou isso para fora de um quarto no qual eu estava. Eu não entendi porque ela levaria o pertence de um dos pacientes, mas a mulher nem tentou esconder, então não podia ser roubo…

— Vai com calma, noona! — pediu e teve que ele mesmo fazer uma pausa para respirar. — Que… que quarto era esse?

— Era um de internação, aqui da área pública. Se não me engano, há dois rapazes lá, mas um está sempre com as cortinas fechadas e poucas enfermeiras têm permissão para… Espera… Byung, você não acha que…?

“Não… não pode ser tão fácil assim.”

Imaginou, porém sabia que uma vez que aquela ideia o circundasse, não ia conseguir tirá-la da cabeça até desvendá-la.

— Você não acha que pode ser ele, acha?

Mas SooMin não precisava perguntar. Estava escrito no rosto de seu paciente, eles haviam, de alguma forma, encontrado algo que poderia levá-los até HanSol.

 

Os corredores nunca pareceram tão longos. Na verdade, ByungJoo não podia deixar o repouso, mas sua insistência venceu a enfermeira que agora empurrava a cadeira de rodas pelo hospital. O nervosismo tomava conta de seu corpo inteiro. O ambiente não era tão silencioso quanto na área particular, mas ainda era quieto, fazendo o som das rodinhas se destacarem.

Pararam na porta do quarto. SooMin estivera ali no dia anterior. Não havia nada excepcionalmente anormal.

— Eu não sei se é uma boa ideia, Byung… já vi médicos darem broncas em enfermeiras que mexem com pacientes restritos.

— Já chegamos até aqui, noona… e não vamos mexer em nada...  — comentou numa mistura de ansiedade e medo.

— Eu ainda vou ser demitida por sua causa…

Apesar das muitas reclamações, finalmente entraram. Com sorte, parecia que um dos rapazes havia saído para fazer exames. O quarto estava praticamente vazio, exceto pelas cortinas que rodeavam uma única cama no fim do cômodo. Era a hora da verdade, de descobrir se aquele por quem ByungJoo era perdidamente apaixonado estava ali, escondido de todos, escondido do mundo.

Aproximou-se na cadeira de rodas com auxílio de SooMin. Colocou a mão na ponta de uma das cortinas. Algo lhe dizia para não abri-las, porém sua determinação era imparável. Queria confirmar que não estava louco, que tudo era real. Puxou-as de uma vez.

HanSol estava ali.

“É real…”

Um nó apertou sua garganta. Era real, mas ainda sim muito triste.

Aquele HanSol repousado sobre a cama era com certeza o seu pequeno e misterioso garoto albino. No entanto, naquele ar descansado, decorado com um rosto inexpressivo e ligado a tantos aparelhos, parecia ironicamente sem vida.

— Byung, esse é…?

SooMin questionou, mas não recebeu resposta. Não uma verbal, porque as ações de ByungJoo mostravam-lhe tudo.

“Tão diferente…”

Acariciou o rosto. A pele de HanSol era morna, mesmo seus lábios. Constatou que o mesmo se repetia em suas pequenas mãos.

“Por que tão diferente?”

Parecia mais um de seus sonhos, ou experiências esquisitas. O HanSol do qual se lembrava carregava a pureza de um anjo. A vivacidade que jamais havia visto antes. Aquele era excepcionalmente humano e isso, por um lado, até que o tranquilizou um pouco.

“Não importa… ele disse que responderia a tudo. É o meu HanSol. Ele existe. Eu o amo.”

Sim, essa era a verdade. Seu amor o manteve em segurança e, em silêncio, agradeceu por isso. Não conseguia tirar os olhos de HanSol, dos traços inocentes de seu rosto e daqueles lábios cheios que lhe beijaram tão docemente.

— Ah, droga…

SooMin lamentou. Um médico entrou no quarto e ela tinha certeza que seria repreendida por estar ali. Surpreendentemente,  não foi o que aconteceu.

— Oh! Vocês vieram visitar HanSol? Isso é bom, isso é bom… faz tempo que ele não recebe amigos.

SeHyuk, o médico, pareceu descontraído apesar da feição assustadora. Ele, esboçando uma expressão triste, se aproximou de ByungJoo e tocou-lhe no ombro.

— Se conhecem desde quando? Talvez uma amizade de infância?

SooMin olhou meio atravessado para o médico, mas não o impediu de fazer tais perguntas. ByungJoo negou.

— Na verdade, faz algumas semanas...

— Há! Não brinque, rapaz! — e riu genuinamente. — Você sabe muito bem em que condições ele está.

A enfermeira e o paciente se entreolharam, cada qual com uma expressão diferente.

“O que quer dizer…?”

Um sentimento ruim preencheu a mente inquieta.

— Não demorem aqui, o.k.?

SeHyuk recolheu a papelada que precisava e saiu depois de um breve aceno, deixando os dois restantes paralisados junto ao garoto que dormia em um sono muito, muito profundo.

— Era isso que eu precisava lhe contar…

— HanSol!?

ByungJoo berrou após ouvir aquela voz tão característica e se virou logo para o garoto, mas seu corpo aparentemente frágil permanecia imóvel.

— Se acalme, Byung…

SooMin pediu. Ela não entendia o que estava acontecendo, mas temia pela saúde de seu paciente. Tentando encontrar respostas, começou a verificar nas estantes os arquivos correspondentes ao misterioso HanSol. Acabou fazendo muito barulho dessa forma.

— Fica quieta!

Irritado, ByungJoo se afastou, virando a cadeira na direção oposta.

HanSol apareceu. Foi uma das sensações mais estranhas que ByungJoo já teve. Depois de tudo, tinha se acostumado.

— O que é isso tudo, meu HanSol...? Você não existe, existe?

Olhando ao redor, SooMin não enxergou mais ninguém. Para ela, seu paciente estava falando sozinho, porém pretendia observar ao máximo para compreender o que acontecia enquanto bisbilhotava. Na visão de ByungJoo, o HanSol de pé acenou a cabeça negativamente.

— Eu existo. — e continuou antes que pudesse ser interrompido. — Não são todos que podem me ver… e você é o único que pode me tocar…

Nessa hora, a enfermeira soltou uma pequena exclamação, anunciando sua descoberta.

— ByungJoo… esse garoto… ele… ele está em coma… faz dois anos...

— O que você é?!

ByungJoo demonstrou sua impaciência. Seu coração doía, mais pelo fato do seu amado não ter o sorriso de sempre nos lábios. Aquele ar sério o assustava.

— Uma essência, meu Byung… uma memória, embora eu não possa me recordar de nada… alguns chamam de alma, outros de espectro…

Enquanto dizia aquelas palavras, parecia prestes a se desfazer como uma frágil orquídea branca. ByungJoo não conseguia se pronunciar a respeito de nada, até que SooMin tocou sua mão com delicadeza. Aquilo o despertou.

— Está me dizendo… que esse tempo todo... é um fantasma?

Lágrimas escorreram pelo rosto pálido de HanSol. Mesmo para ele era difícil admitir a verdade, ainda mais a alguém que amava. No entanto, ao ver aquelas gotas descendo pelas bochechas alheias, ByungJoo fez questão de respirar fundo e relembrar tudo, cada mínimo detalhe desde que conheceu o garoto. E sorriu.

— Eu não me importo.

— Não minta, meu Byung… — retrucou.

— Eu não estou mentindo.

— Byung!

Agora era a voz feminina que sobressaía, tentando dar um basta na situação.

— Eu acabei de dizer… que ele está nessa condição há bastante tempo! Com quem você continua falando?

ByungJoo suspirou.

“O quão difícil será explicar…?”

Não sabia. Temia que ninguém acreditasse nele e essa sensação era estranhamente familiar.

“Não foi isso que aconteceu da primeira vez…?”

Aquilo que custava a lembrar, de repente parecia muito mais claro em sua mente.

“Primeira vez…?”

Sim, todas as tardes brincava com alguém que ninguém mais podia ver. Uma dor de cabeça surgiu, talvez seu subconsciente se negando a revelar tal época, apenas por segurança. No entanto, não podia se proteger para sempre. Quer fossem espíritos ou alucinações, ele via algo de extraordinário e não devia esperar que o levassem a sério. Por um instante, pareceu que toda sua vida fazia sentido, que tudo o levava diretamente àquele ponto, que tudo o levava diretamente até HanSol. Esse continuava a observar ByungJoo, um sorriso travesso nos lábios, segurando o choro com todas as forças. Sendo assim, o jovem reuniu coragem e finalmente falou com a enfermeira.

— SooMin noona, você com certeza vai tentar me jogar no hospício mais próximo… mas precisamos conversar.


Notas Finais


Kaboooom
Plot twist realizado ;;;
Espero que me matem menos dessa vez
Mais uma vez obrigado e tomara que tenham gostado s2
Até o próximo~~~~


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