História Come To Hell - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Amor Proibido, Anjo Caído, Yoonmin
Exibições 15
Palavras 1.939
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Mistério, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEEEEEEEEEEEEYY amores!
Bem, acho que devo começar por uma apresentação básica, então lá vamos nós:
Esta não é a primeira fic que escrevo ou posto, mas a primeira do universo K-Pop que aparece por aqui; então espero que gostem!
Gostaria, antes de mais nada, de dedicar esta fic especialmente à minha amada Nutella-chan, porque sem ela eu jamais teria me aventurado a escrever este tipo de coisas; então, Lolita, muito obrigada!
Acho que é só isso mesmo gente, muito obrigada desde já a todos que me acompanharão nesta jornada, espero de verdade que gostem.
Prontas para se deliciar no inferno?

Capítulo 1 - Nightmare


Luzes Alaranjadas. Era tudo o que podia ver.

Estava quente; tão quente que todo o seu corpo era banhado pelo suor, fazendo com que as roupas grudassem em sua pele.

Sua visão estava terrivelmente turva e era difícil até mesmo respirar. Todo o seu corpo doía e podia sentir o gosto de sangue em sua boca.

Estava escuro; o único indício de luz no lugar eram as luzes que dançavam ao seu redor, nas mais belas variações de tons laranja.

Virou o rosto, sentindo a terra ás pera lhe arranhar a pele e grudar na mesma.

As luzes estavam por toda parte, e permitiam que enxergasse a silhueta de algo grande, que parecia destruído, apenas a alguns metros de si.

Foi então que viu.

Glorioso e onipotente em meio às chamas que sequer o tocavam.

Ele não ousou se mexer enquanto apenas observava aquele ser em sua direção, com movimentos tão suaves e graciosos que ele parecia flutuar. Podia enxergar o contorno de suas grandes asas presas na parte de trás do corpo esguio, mas não era capas de distinguir detalhes ou ver seu rosto com clareza.

Fechou os olhos quando enfim o outro o alcançou e ajoelhou-se ao seu lado, afagando seus cabelos com ternura.

Sentiu quando os braços delicados envolveram seu corpo com cuidado, o erguendo do chão sem esforço algum. Aconchegou-se melhor nos braços do outro e afundou seu rosto na pele aveludada se seu pescoço, sem ousar abrir os olhos; enquanto sentia todas as suas dores se dissipavam aos poucos, como se tivesse sido anestesiado.

Acordou assustado com o barulho do despertador, ressonando alto pelo quarto.

O garoto se sentou na cama, desligando o aparelho. Suspirou pesadamente passando a mão pelos cabelos molhados de suor.

Já era a segunda vez seguida que tinha exatamente o mesmo sonho; e não conseguia compreender o porquê daquilo.

Se levantou da cama seguindo para o banheiro, para tomar um banho quente e tentar relaxar; afinal, teria aulas o dia todo na faculdade.

Ouviu o celular tocar sobre a cômoda, enquanto se vestia. Atendeu à chamada sem mesmo verificar quem era, enquanto tentava equilibrar o aparelho entre o ombro e sua bochecha e vestir as calças simultaneamente.

- Sim? – Disse tentando passar a peça jeans pelas pernas, bufando ao não obter sucesso.

- Hyung? – Ouviu a risada de Jungkook soar do outro lado da linha. Reconheceria a voz de seu dongsaeng em qualquer situação. – Deixe-me adivinhar: demorou no banho outra vez e para variar está atrasado?

- Aish Jungkook, foi para isso que me ligou? – Perguntou impaciente, optando por apenas segurar o celular com a mão e abandona a calça a seus pés. – Sim, estou atrasado, outra vez.

- Aigoo, acordou de mau humor? – Riu. – Eu só queria pedir para não se esquecer de trazer meu gorro vermelho, que ficou com você na semana passada.

- Tudo bem, eu levo; mas pelo visto, não chegarei na primeira aula. – Resmungou com um bico nos lábios carnudos, ouvindo o mais novo rir novamente.

- Certo, nos vemos no almoço então?

- Tudo bem.

E assim finalizou a ligação apressando-se em terminar de se vestir.

(...)

Deu graças aos céus quando ouviu soar o sinal que indicava o encerramento das aulas da manhã para o almoço.

Não que não gostasse de estudar; amava cursar Dança, na Escola de Artes de Seul, mas certas vezes as aulas sobre origem dos ritmos e suas histórias podiam ser bem cansativas.

Sentia como se todos os ossos de seu corpo pesassem o dobro, precisava se alongar.

Deixou a sala rapidamente, se espreguiçando pelos corredores mesmo, enquanto seguia seu caminho de costume até a lanchonete do campus.

Pode avistar Jungkook sentado na mesma mesa de sempre, com seus fones de ouvido e o caderno de desenhos, como todos os dias.

- Está aqui seu gorro. – Atirou a peça contra o rosto do mais novo, o assustando.

- Yah, não me assuste assim, Jimin hyung! – Exclamou vestindo o gorro por cimas dos cabelos castanho-claro bem alinhados. – Eu estava distraído.

- Eu percebi. – Riu o mais velho.

- Isso não tem graça alguma. – Bufou. – Vamos fazer os pedidos de uma vez; eu ainda tenho algumas tarefas para terminar.

- Não fique tão bravo, Jungkook-ah. – Jimin encostou-se em sua cadeira. – Eu é quem devia estar de mau humor.

- Por quê? Aconteceu alguma coisa? – Perguntou o mais novo despreocupado acenando para a garçonete.

O mais velho ponderou por um instante se deveria contar ao outro sobre o sonho que tivera em duas noites seguidas, afinal eram melhores amigos; mas optou por não dizer nada. Talvez só precisasse parar de pensar sobre o assunto.

- Não... está tudo bem. Só estou um pouco sonolento; duas aulas seguidas de origem dos ritmos podem ser bem cansativas.

A garçonete logo se aproximou, anotando aos pedidos, e o assunto fora encerrado.

Ambos comeram em silêncio; Jungkook por estar tentando terminar suas tarefas enquanto comia, e Jimin por não conseguir parar de pensar em seu sonho.

(...)

Assim que se despediu de Jungkook, na saída da faculdade, tomou um táxi para a academia de dança do centro, onde trabalhava dando aulas.

Almejava ser um grande dançarino, e estava trabalhando duro nos ensaios todas as noites após as aulas. Embora fosse professor, e amasse sua ocupação, sonhava estrelar em um grande espetáculo, e talvez ter sua própria companhia de dança futuramente.

Atualmente estava dedicando-se ao máximo, por vezes até mesmo perdendo noites ensaiando; haveria uma audição dali a dois meses em uma Academia maior para um espetáculo importante, e desejava conseguir um bom papel.

E não pouparia esforços para isso.

Já havia dado o horário de deixar o local, mas como não teria aulas pela manhã, no dia seguinte, decidira que talvez fosse melhor passar algum tempo a mais treinando; e se comprometeu a deixar tudo em ordem e trancar a academia ao sair.

Ele repetia os mesmos passos inúmeras vezes em frente aos vários espelhos do salão, observando minunciosamente onde poderia melhorar, e por vezes voltando ao início da coreografia.

Mas Jimin se sentia estranho.

Não havia mais ninguém na academia, além dele; todos já haviam ido para casa; até mesmo aqueles que estavam nos vestiários, ele mesmo verificou tudo antes de voltar sozinho para o salão principal. Então por que ele se sentia observado?

Olhou ao redor, apenas para confirmar o que já sabia: não poderia estar mais sozinho.

Suspirou pesadamente, tentando fixar em sua mente que não havia com o que se preocupar.

Sentou-se no chão, puxando o celular do bolso. Já haviam duas mensagens de seu dongsaeng perguntando se ele havia chegado bem em casa, como ele sempre fazia. Achava fofa a maneira como Jeon se preocupava com ele, embora fosse o mais novo, e isso o deixava contente.

Sentia-se muito sozinho deste que se mudara para Seul para cursar sua faculdade. Seus pais ligavam algumas vezes no mês, quando se lembravam, e não tinha muitos amigos em que confiasse; Jeon era seu laço mais consistente, e ele se preocupava muito com o outro; gostava de saber que o sentimento era recíproco.

Decidiu ligar para o mais novo, para que não se preocupasse.

- Hyung? – O outro parecia sonolento.

- Eu o acordei? Sinto muito. – Disse. – Eu só liguei para avisar que decidi ficar um pouco mais na academia.

- Até este horário? Hyung, está tarde; você sabe como é perigoso ficar até tarde na rua.

- Eu precisava ensaiar um pouco mais...

Parou ao ouvir o mais novo suspirar, antes de voltar a falar com a voz aveludada, como sempre fazia quando estava preocupado.

- Eu sei como isso é importante para você, hyung, e torço muito para que dê tudo certo, mas você não pode se matar nos treinos, ainda mais quando já conhece toda a coreografia de trás para frente. Também precisa de descanso.

Realmente apreciava os cuidados do outro consigo; fazia com que se sentisse realmente importante; mas não podia evitar achar graça pelo fato de que às vezes era Jeon quem parecia o hyung.

- Mais alguma coisa appa? – Perguntou o mais velho rindo, ouvindo o outro bufar.

- É sério, hyung; por favor, não fique na rua muito tarde.

- Araso... se te conforta, eu já estava indo embora; o salão parece assustador à noite. – Ouviu a risada do mais novo. – Boa noite, Jungkook-ah.

- Boa noite hyung.

Guardou o celular no bolso e juntou suas coisas. Preferia tomar banho e comer alguma coisa em casa.

Jungkook tinha razão, ele precisava de descanso; estava exausto.

Trancou a porta, assim como havia prometido, e guardou na bolsa. Entregaria ao professor pela manhã, antes de ir para a faculdade.

Puxou o capuz do moletom pesado para proteger sua cabeça do chuvisco, e enfiou as mãos nos bolsos.

Estava muito frio e as ruas estavam escuras e vazias; dando ao cenário um ar sombrio e melancólico. O garoto apressou-se, querendo chegar logo em casa; estava assustado. Agora além da sensação de ser observado, ele também tinha a sensação de estar sendo seguido.

Por diversas vezes se virou e olhou ao redor, apenas para encarar a escuridão silenciosa da rua vazia. Seu coração batia rápido, e a respiração estava descompassada. Ele praticamente corria quando chegou ao à esquina de sua casa, onde congelou no lugar.

Ele seria capaz de jurar ter escutado uma risada.

Virou-se novamente, mas não havia nada; então correu o mais rápido que pôde em direção ao seu prédio, praticamente atirando-se contra a porta estreita, assustando o porteiro.

Totalmente ofegante, entrou no elevador, ignorando as perguntas do porteiro, e retirou o capuz. Sentia-se terrivelmente paranoico; está certo que as ruas de fato eram perigosas àquele horário, mas todas as vezes que se virou não havia ninguém, absolutamente ninguém.

Respirou fundo quando chegou ao seu apartamento e trancou a porta. Jogou a mochila em cima do sofá, e seguiu diretamente para a cozinha.

Preparou rapidamente um rámen, e voltou para o sofá, ligando a televisão em um dorama qualquer que passava; apenas para quebrar o silêncio do apartamento vazio.

Havia ficado estressado demais por conta de um sonho bobo; já devia estar acostumado com aquilo, certo? Afinal costumava ter sonhos ruins naquela época do ano; e embora estivesse sendo um pouco diferente agora, sabia que deveria apenas visitar sua psicóloga, e ela o acalmaria de alguma forma, como sempre fazia; até o ano seguinte.

A única coisa que o intrigara era a risada que ouvira na rua escura; parecia tão real que era difícil crer que sua imaginação adotara tamanha fertilidade para projetar aquele som com tanta precisão e sua mente.

Suspirou cansado, levando sua louça para a pia, seguindo para o banheiro. Tudo o que precisava agora era de um banho e uma boa noite de sono.

Quando acabou o banho e enrolou-se na toalha, pegou o secador de cabelos e o colocou sobre a pia, para ocupar-se em limpar o espelho embaçado.

Entretanto, Jimin levou um susto ao iniciar sua missão. Assim que passou a mão pelo vidro, mesmo que este ainda permanecesse parcialmente embaçado, notou algo um tanto quanto peculiar.

Ali, bem ao lado de seu reflexo estupefato, havia um outro reflexo, que não deveria estar ali.

Virou-se rapidamente para trás, deparando-se apenas com o box de vidro ainda molhado; nada além disso. Voltou a encarar o espelho e apressou-se em o desembaçar de uma vez.

Mas não havia mais nada; nem um mísero vestígio de mais alguém no cômodo. O único reflexo presente era o seu; ele estava tão sozinho quanto possível.

Cobriu o rosto com as mãos e encostou-se na pia, suspirando pesado.

Definitivamente estava na hora de fazer uma visita à sua psicóloga.

 


Notas Finais


Bem, foi isso, este foi apenas um prólogo para mostrar como as coisas funcionam. mais uma vez espero que tenham gostado; então deixem aquele comentário pra tia aqui saber o que estão achando, okay? Criticas construtivas são sempre bem vindas!
Infelizmente não posso prometer nada quanto aos intervalos de atualizações, porque eu realmente me dedico muito ao que escrevo, para não sair de qualquer jeito, então leva certo tempo... mas espero que vocês estejam aqui para me apoiar; por favor me deem muito amor *------*


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