História Common Denominator - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Bandido, Bieber, Demi, Demi Lovato, Denominador Comum, Inimigos, Justin, Justin Bieber, Lovato, Prostituição, Sexo, Vadia
Visualizações 9.166
Palavras 10.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ai eu to aqui!!! (( arrumei o lixinho que estava))

Capítulo 26 - Uma parte está resolvida!


Fanfic / Fanfiction Common Denominator - Capítulo 26 - Uma parte está resolvida!

ALLYSON MALLETTEs POV.

Antes de abrir meus olhos passei a mão preguiçosamente a cama, procurando por seu corpo ao meu lado, porém, ele não estava mais ali. Resmunguei e puxei seu travesseiro, o abraçando e aspirei seu cheiro para dentro de meus pulmões. Estava com preguiça de levantar.

  - Estranha. - sorri ao escutar sua voz.

  - Cala a boca, viado! - resmunguei, sem largar seu travesseiro. Seu cheiro era como calmante ao meu corpo dolorido.

  - Já se esqueceu da nossa noite, vadia? - perguntou e eu bufei, abrindo meus olhos devagar.

  - Para. - o fitei com os olhos semicerrados. - Sabe que odeio quando me chama assim. - falei séria, sentando-me na cama e ajeitando meus cabelos em um coque alto.

  - Por que estava abraçada ao meu travesseiro? Carência? - mudou de assunto, secando os cabelos com uma toalha.

  - Porque sim. - dei de ombros, me espreguiçando e sentindo todo o meu corpo latejar. - Ai, ai! - exclamei, caindo deitada no colchão macio novamente.

  - Você está bem? - com agilidade imensa ele já estava ao meu lado, sentando na cama e com a mão em minha barriga, acariciando a pele que ficava exposta.

  - Meu corpo está doendo. - sussurrei, fazendo careta. - Mas está tudo bem.

  - Toma. - abri os olhos para ver o que ele me oferecia e surpreendi-me ao ver que ele segurava em uma das mãos um pequeno comprimido, e com a outra, que ele havia tirado de mim, um copo d’água. Em que momento Justin se afastou para pegar isso?

  - Quando pegou isso?- franzi o cenho e ele riu de leve, insistindo para que eu pegasse logo. - Obrigada. - sussurrei, pegando o comprimido e enfiando na boca, tomando um longo gole de água junto a ele. O remédio deslizou por minha garganta, junto ao liquido, e eu lhe entreguei o copo vazio.

Justin o colocou na mesinha ao lado da cama e me ajudou a se ajeitar na cama. Ele ainda se sentia muito culpado com o que acontecerá.

  - Rose deixou o comprimido aqui enquanto você dormia. - explicou e eu assenti. - Fica de boa que logo ele faz efeito e você não vai mais sentir nada.

  - Obrigada, mas tenho que descer para tomar café. Estou morrendo de fome. - resmunguei, fazendo menção de me levantar.

  - Fique quieta, porra! - falou nervoso, e eu assenti, voltando a deitar de olhos arregalados. Cuidar de alguém não era normal para ele. O seu pavio curto não lhe permitia sucesso nisso, mas ele estava se saindo bem. - Eu já volto. - falou sério, jogando a toalha em suas mãos em uma poltrona ali e saiu do quarto só com um short no meio da bunda, totalmente sexy.

Ele estava sendo muito atencioso. Eu tinha até medo de que algo acontecesse e fizesse isso mudar. Aconcheguei-me entre os cobertores e travesseiros, peguei o controle e liguei a TV. Não passava nada, então acabei deixando em Bob Esponja.

Logo Justin apareceu com uma bandeja em mãos. Sorri o vendo se atrapalhar, mas logo instabilizar a mesma nos braços.

  - Acho que vou ficar dolorida por mais alguns dias. - comentei, sorrindo para ele e o mesmo riu.

  - Vou te deixar trancada no quarto. Não sou babá para cuidar de pirralha.

  - Pirralha? Falou o homem mais velho e experiente do mundo. - grunhi e ele riu.

  - Experiente, com certeza. Já velho... - ri do sorriso malicioso que se formara em seu rosto e me curvei na cama, o ajudando a pousar a bandeja de prata sobre os cobertores grossos e quentes.

  - Não foi você que cozinhou, certo? - perguntei, antes de colocar um pouco dos ovos na boca.

  - Tenho cara de cozinheiro? - arqueou as sobrancelhas e eu sorri, comendo.

  - Você na cozinha seria sexy, Justin.

  - Qualquer coisa que me tenha no meio é sexy. - piscou e eu ri.

  - Mais convencido não há!

Terminamos de tomar nosso café ali e eu sorria a todo o momento. Justin estava com uma expressão tão leve que nem parecia ele. Sua testa não estava mais franzida, com sinais de tensão, como antes, e seus ombros não estavam suspensos, como se ele tivesse milhares de problemas para resolver, estavam relaxados, como se ele não tivesse preocupações momentâneas. Ele ficava ainda mais bonito assim. Até mesmo seu olho um pouco roxo o deixava bonito. Talvez, eu estivesse te fazendo mesmo bem, como Rose dissera. Eu sei que ele me fazia bem. Fazia-me muito bem.

Senti meu corpo começar a ficar mole e ele pareceu perceber, pois tirou a bandeja de perto de nós, deixando-a no chão - ali já devia estar um pequeno lixo.

  - Eu vou me encontrar com os caras. - falou se levantando. - Eu vou descontar o que Tom lhe causou. Prometo. - falou, olhando-me profundamente.

 Senti todo o meu corpo se arrepiar com aquilo. Eu não o queria em mais problemas, não queria trazer ais problemas para a sua vida. Eu sei que ele faz isso desde que se entende por gente. Mata pessoas, age fora da lei, mas... Eu não me sentia bem o vendo fazer isso. Claro, nunca o pediria para parar. Não enquanto eu visse que ele estava bem fazendo isso e que não poderia morrer, mas com Tom é diferente. Tom é mais experiente, cobra criada. Justin é mais novo, tem uma mente brilhante e impossível de desvendar, mais ágil, porém, talvez, não seja palio para ele. Eu tenho medo de que algo lhe aconteça. Ele não pode simplesmente deixar passar? Tudo bem que o homem matou seu pai, mas era uma briga dos dois. Ele não pode fazer um tratado de paz ou qualquer merda dessas?

  - Justin, por favor, fica comigo hoje? - pedi manhosa, sentindo meus olhos pesarem. - Por favor, eu quero você aqui comigo. - sussurrei, vendo seu corpo reagir a isso. Ele estava tenso, nervoso. Ele ficava assim quando eu pedia carinho. Apesar de estar sendo carinhoso, eu sentia que Justin se sentia receoso aos meus pedidos repentinos.

  - Tudo bem. - suspirou e logo o senti deitar-se ao meu lado, abraçando-me.

Aconcheguei-me em seus braços quentes e acolhedores. Ele me protegia de todo o mundo. Logo eu estava dormindo por conta do maldito remédio.

[...]

  - Amor - Chamei e Justin me olhou estranho. - Quero dizer... É... Justin. - mordi o lábio, envergonhada.

Ele riu.

  - Fala, Allyson.

Não tinha certeza quanto ao falar á ele sobre o que ouvi ontem, mas ele podia fazer algo. Talvez ele investigasse as saídas suspeitas de Ellen, o motivo dela nunca estar em casa nesses últimos dias.

  - Ontem, quando eu estava subindo, Ellen estava chegando e... Bom, eu escutei algo realmente suspeito. - ele assentiu para que eu continuasse. - Ela falava ao telefone e dizia que ela tinha feito à parte dela e que os homens de quem estava do outro lado é quem eram incompetentes. Eu acho que ela estava falando sobre a invasão que teve aqui. - contei e Justin começou a rir. - Por que está rindo?

  - Ellen não estaria envolvida em algo assim.

  - Por que não?

  - Ally, eu cresci com ela, sei que a Ellen não se juntaria a Tom.

  - Ela pode muito bem estar junto com ele. - afirmei começando a ficar nervosa. Como ele podia estar defendendo aquela cachorra? - Justin, ela não é uma santa como você pensa.

  - Eu sei disso, Allyson.

  - E por que está a defendendo? Ela não presta, e para mim está envolvida com toda essa merda.

  - Allyson, eu tenho certeza que ela não está envolvida com Tom. Tenho certeza.

  - Justin, aquela... Cachorra! Ela me mandou para aquele prostíbulo, lembra? Por culpa dela, eu quase fui obrigada a me prostituir e quase fui estuprada. Ela ia acabar com a minha vida por pura besteira. Sem falar que ela nunca está em casa, não que eu esteja reclamando.

  - Ally, vai por mim, ela não se aliaria a Tom. Deve ter sido outra coisa, você pode ter entendido errado.

  - Justin, eu não confio nela! Que saco, por que você está a defendendo? Está falando como se eu estivesse dizendo uma coisa absurda, e não estou! Ela não presta, a todo tempo está falando no celular e mandando mensagens, e nunca está aqui.

  - Allyson, chega desse assunto.

  - Quer saber? Eu cansei de tentar abrir seus olhos, seu babaca. - falei irritada, levantando da cama.

  - Allyson. - me chamou, mas eu continuei andando para a porta. - Allyson, porra, aquieta o cu! - falou nervoso, andando até mim, e eu mandei um olhar mortal a ele. Como Justin podia ser uma pessoa tão imbecil. - Olha, primeiro, não me xingue, estou muito legal com você e não quero que isso acabe.

  - A culpa não é minha se em vez de você pensar com a cabeça de cima, pensa com a de baixo.

  - Tom matou os pais dela. - abri a boca para continuar a xingá-lo, mas parei e o encarei, piscando rápido. - Robert trabalhava para o meu pai, era braço direito dele, e ele e sua mulher foram assassinados como um aviso para o meu pai. Por isso ele prometeu que cuidaria dela e é isso que eu estou fazendo. Continuando com a promessa.

  - Muito fofo da sua parte - sorri de lado. - Mas ela continua sendo uma cachorra, que dá em cima de você a cada vez que respira. - fiz bico e ele riu. - Você poderia continuar a promessa mesmo com ela morando em outro lugar. O que você acha?

  - Ally, qual é o problema dela continuar morando aqui?

  - Justin, qual NÃO é o problema dela morar aqui? - o imitei e ele bufou. - Olha, eu não gosto dela. Simples, não gosto. Aquela mulher vive para me irritar. Eu não vou ficar se ela continuar aqui. Você pode muito bem comprar um apartamento pra ela, de preferência bem longe daqui, e colocar homens para fazer a segurança dela, ou qualquer outra coisa que vá te fazer achar que ela esteja segura. O que eu sei é que não a quero por perto, não me sinto bem com isso.

  - Allyson...

  - Por favor, Justin. Por mim. - pedi, olhando-o dentro dos olhos.

  - Tudo bem, pequena. - sorri abertamente, ele me chamou de pequena!

  - Obrigada. - o abracei e ele retribuiu. - Você anda tão fofo ultimamente. - ele riu e se afastou.

  - Você está parecendo um monstro.

  - OK, talvez nem tão fofo assim. - fiz uma careta e ele riu.

  - Está sentindo dor?

  - Um pouco, mas não é nada demais. - dei de ombros. - Acho que vou acabar mofando de tanto que fico trancada nessa casa.

  - Allyson, você sabe que não pode sair daqui.

  - Só porque você quer. - sussurrei e ele me olhou com o cenho franzido. - Posso te pedir mais uma coisa? - seu olhar desconfiado chegava a ser engraçado, mas eu continuei seria, preciso falar com ele sobre as meninas presas naquele quartinho.

  - Fale.

  - O que você vai fazer com aquelas meninas?

  - Que meninas?

  - Você sabe. As meninas. As do quartinho.

  - Eu não sei. Vão ficar lá.

  - Justin! - exclamei incrédula e ele revirou os olhos. Isso me deixou puta. - Elas não podem ficar lá paradas, para nada.

  - E eu não posso soltá-las.

  - Por quê?

  - Pelo mesmo motivo que você não pode ir embora. Se elas saírem, a policia vai abrir um inquérito para descobrir como tudo aconteceu, vão ligar casos antigos. Não dá.

  - Mas elas não podem ficar lá pelo resto da vida, querido. - falei da maneira mais doce que eu podia. Eu tinha que convencer Justin a soltar ao menos minhas amigas.

  - Porra, Allyson, você é irritante pra caralho! - exclamou e eu semicerrei os olhos, o encarando com fúria. - Eu posso manda-las para as boates - suspirou derrotado.

  - Mas... A Payton e a Kyara?

  - Elas vão junto, caralho.

  - Não, por favor. - senti meus olhos lagrimejarem só de pensar nelas levando aquela vida. - A Kyara tem uma filha, ela perdeu a infância da menina. Não é justo.

  - Ally...

  - Sem essa de Ally, Bieber! - exclamei injuriada. - Por favor, mande alguém chamar as duas. - decidi no momento que queria vê-las. Saber que ele podia manda-las para uma boate e fazê-las se prostituir, deixá-las lá sofrendo e vivendo uma vida miserável. Uma sensação horrível fazia meu coração se apertar dolorosamente. Eu precisava abraçá-las e saber como estavam.

  - Que fogo no cu! - xingou e eu senti meu rosto queimar.

  - Eu estou cansada de só olhar para a sua cara. Eu quero minhas amigas aqui. Quero ter uma vida! Por que você tem que ser tão insensível? - perguntei irritada. - Eu quero vê-las, e você sabe que se não for você, eu farei um daqueles seguranças abrir a porra da parede. - falei, dando as costas para ele e saindo do quarto.

Eu estava sentindo uma puta dor no corpo, e na cabeça. Ele devia ter percebido, pois minha expressão mostrava aquilo. Nós estávamos tão bem, ele estava sendo um amor comigo, e eu até entendo que eu seja a culpada por isso acabar, porém, não suportarei olhar para a cara dele se ele mandar as minhas únicas amigas aqui dentro para aquele inferno na terra. O pai dele destruiu a vida de Kyara, a fez ficar longe da filha, perder anos da vida da menina, e ele ainda quer que ela perca mais? Eu entendo as merdas dos riscos, odeio admitir que ele têm o caralho da razão, mas ela precisa rever a filha. Eu prometi que ela veria e ela vai ver.

Parei, ainda no corredor, sentindo os cortes do meu rosto arderem um pouco. Talvez, eu tenha movido muito meus músculos. Alguns sangravam um pouco. Era como quando você corta o lábio e quando sorri ou os estica eles voltam a sangrar. Puxei a manga comprida da blusa que eu estava e passei sobre um corte, praguejando quase inaudível. Meu braço doía um pouco e minha cabeça parecia uma bateria com os "Bum, bum!".

Continuei o caminho e desci as escadas. Se Justin não me seguiu, significa que não vai querer abrir a porta da parede para mim, então, terei que dar meu jeito. Fui até a porta de entrada, já que não tinha mais seguranças dentro da casa. Lá fora tinham poucos perto do que tinha ontem, a maioria estava morto, e parecia que estavam reaparecendo aos poucos. Acho que era com o chefe da segurança que Justin conversava nervoso hoje mais cedo ao celular. Ele exigia a segurança restabelecida em minutos, ou... Bom, ai ele abaixou o volume da voz, percebendo que eu estava prestando atenção.

  - Hey, você. - chamei pelo chefe da segurança, não sabia seu nome, nem fazia questão. Ele estava falando com um grupo de homens, mas parou a me ver.

  - Antony, prazer. - sorriu galanteador.

  - Allyson, namorada do Justin. - Sorri falsa e ele assentiu, sério. - Preciso da senha da passagem. - falei, mostrando-me decidida, séria.

  - Me desculpe, não tenho permissão.

  - Você escutou o que eu disse? Sou a namorada de Justin, tenho permissão para toda e qualquer coisa que queria fazer dentro dessa casa. - fui petulante. - Se zela pela vida, por favor, me passe a porra da senha. - Fechei os olhos, fechando o punho também, estava irritada com Justin, e agora esse idiota vem tirar minha mínima calma.

  - Senhora...

  - Eu dou a senha a ela. - me virei, vendo um homem conhecido por mim, mas eu não conseguia lembrar direito da onde.

Quando ele virou, deixou o outro lado do seu rosto a mostra, permitindo a visão da sua cicatriz, e então eu lembrei. Ele foi um dos seguranças que me buscaram no quartinho.

  - Me siga. - falou, seguindo na frente e assim eu fiz. - Justin me mandou para guiá-la. - informou e eu sorri de lado, convencida. Sabia que ele daria o braço a torcer. Ele só é muito orgulhoso para poder mostrar que cedeu.

  - O patrão muda a senha a cada dois meses, ele mudou a menos de duas semanas.

  - Hm...

  - 09183672ndts*. - falou enquanto digitava.

  - Mais que porra é essa? NDTS? Isso tem lógica?

  - Nove mais nove dezoito. Dezoito mais dezoito trinta e seis. Trinta e seis mais trinta e seis setenta e dois. Nove começa com n, dezoito com d, trinta com t e setenta com s.

  - Que idiota! - ele riu, dando de ombros.

 A parede se moveu lentamente e ele fez sinal para que eu entrasse na frente. Assim fiz e caminhei lentamente, enquanto via os seguranças que ficavam ali dentro se levantarem e ficarem em forma respeitosa, como se um general tivesse entrado ali. James balançava a cabeça em sinal de cumprimento e me guiou até uma das últimas portas através daquele corredor sujo e úmido.

  - Abram - sua voz soou forte aos meus ouvidos, ele estava bem atrás de mim. - Pode chamar quem quiser, chefa. - olhei para ele, sorrindo animada e impressionada.

Chefa? Uau! Eu chefa de alguma coisa. Era como se eu fosse a primeira dama, ou algo assim? Provavelmente... Justin é um tipo de Obama para esses caras, então...

  - Pode deixar - me virei e entrei no quarto.

Todos os olhos estavam vidrados ali, provavelmente esperando que Justin entrasse me trazendo pelos cabelos, dizendo que enjoou de mim.

  - Allyson! - senti dois corpos se chocarem com o meu, me libertando dos meus pensamentos. - Você está bem! - sorri abertamente.

Todas ali nos olhavam espantadas, outras cochichavam sobre meu rosto todo machucado.

  - Eu só consegui convencer Justin a me deixar ver vocês agora. - falei, alto o suficiente para que aquelas vadias ali escutassem. Tenho que admitir, eu gostava de esfregar na cara delas que ele era meu!

  - Vocês... - sorri, assentindo. - Oh, meu Deus! - Peyton gritou animada.

  - Vem, vamos. - chamei, puxando-as para fora do quarto. - Obrigada. - sorri ao homem que me levara até ali.

  - A suas ordens, patroa. - assenti levemente, saindo com as meninas.

Assim que deixamos aquele corredor cheio de homens e sujo, me senti muito aliviada, era como se o ar fosse mais limpo. Com certeza era.

  - Patroa? - Kyara me olhou sorrindo sugestiva.

  - Sou especial. - joguei o cabelo rindo e elas gargalharam.

  - Não acredito que conseguiu domar o Justin.

  - Ninguém doma aquele cabeça-dura - murmurei. - Mas, eu tento.

  - E pelo que vi, consegue.

  - To no caminho. - rimos. - Então... O que vamos fazer? Nada que envolva esforço físico, por favor. - pedi e elas riram.

  - Parece que você foi atropelada por um caminhão. Está horrível.

  - Nossa, muito obrigado, Peyton. - Sorri falsa.

  - Sem querer ofender. - sorriu amarelo.

  - Não ofendeu. - ri. - Dia na piscina?

  - Ai, que chique amiga!

  - Vamos escolher um biquíni. - as puxei para o andar de cima e levei direto para o quarto que era meu antes deu me mudar para o de Justin.

Era bom ter aquele quarto ali, era como um refúgio. Quando eu não queria olhar para a cara dele, ia ali, passava uma noite longe, e no outro dia tudo estava mais calmo. Com ele as coisas só funcionavam assim. Se você não faz um charme, evita o contato por algum tempo, é dura e irritante às vezes, ele acha que está no controle de tudo e todos. E eu não quero que ele pense isso. Ele não manda em mim.

E, hoje era um dia desses. Eu estava puta com ele por ele defender aquela vadia. Foda-se se Tom matou os pais dela, isso não a impede de se juntar a ele. Ela se envolve com qualquer um que vá lhe dar lucro, pode muito bem estar ao lado do assassino de seus pais se isso for lhe trazer benefícios. Que tipo de benefícios eu não sei, mas que deve ter algo por trás disso, ah tem!

Mas, tenho certeza de uma coisa: se ela não for embora, eu vou. Além de aguentar a saudade da minha família e dos meus amigos, não tenho que aturar essa cachorra atrapalhando minha vida com Justin.

  - Allyson! - Pisquei rápido, desviando o olhar da parede branca, na qual ele estava fixado, e olhei para Kyara, sorrindo sem graça. - Deus! No que está pensando?

  - Nada. - balancei a cabeça, voltando a minha atenção aos biquínis que estavam estendidos na cama.

As ajudei a escolher um, emprestei um short e uma blusinha, e peguei algumas toalhas que tinham ali. Descemos pra piscina e eu as deixei ali, seguindo até a cozinha, para pegar algumas coisas. Rose estava ali, mesmo após eu ter dito para ela tirar uma folga hoje.

  - Rose, o que está fazendo aqui?

  - Ai, menina, eu não consigo ficar deitada. Não consigo ficar parada. - riu e eu sorri.

  - Tudo bem. - dei de ombros.

Ela me ajudou a fazer alguns lanches e eu os levo até a piscina, logo voltando para pegar os sucos.

  - Há quanto tempo não temos esse tipo de luxo? - Peyton perguntou a Kyara e eu ri.

  - Nunca tivemos. - Kyara dá de ombros. - Mas então, Ally, como andam as coisas? Conseguiu ver sua mãe?

Ri sem humor. Aquilo parecia com um sonho distante.

  - Não, porque eu sou estúpida! - resmunguei. - Sou tão idiota, que desisto das minhas coisas pra viver as dele. Ele não quer que eu veja a minha mãe, fala que vai chamar a atenção da policia, ou o caralho a quatro.

  - Fique tranquila, querida, você vai ver, logo estará com ela, e com ele. - ela colocou sua mão em meu joelho, me confortando.

  - Espero, eu não aguento mais ficar aqui. Já fazem o que... Uns quatro ou cinco meses? Porra, eu nunca passei mais de dois dias longe dela.

  - Tudo vai se resolver, você vai ver. - Peyton sorriu. - Mas, e as festas?

  - Festas? Isso existe? - brinquei e elas riram. - Eu saia tanto antes, pensei que com ele seria mais animado.

  - E é. Por que não estão saindo? Ele saia quase todas as noites.

  - A única vez que me lembro dele sair foi quando eu sai também e encontrei ele numa balada ai.

  - Como assim?

Ri e expliquei a elas sobre a noite em que eu fugi com Chris e fui para o mesmo lugar onde Justin estava. Claro que acabou em sexo não tinha um final diferente para uma história com ele.

  - Nossa, que fogosos vocês. - elas riram. - E agora, onde ele está?

  - Não sei, já deve ter saído ou... - fui interrompida pelo som dos passos dele vindo até nós. Seus olhos praticamente comeram Kyara e Peyton, que estavam só de biquíni, e eu revirei os olhos, bufando e cruzando os braços a baixo dos seios. - O que você quer? - perguntei, assim que ele parou e tirou os óculos escuros.

  - Vou ir encontrar com os caras. - falou e eu dei de ombros.

  - E desde quando você deve satisfações a mim? - ele riu.

  - E vou ir ver uns apartamentos. - olhei para ele sorrateira.

  - Apartamentos? - perguntei, para confirmar o que ele havia falado e o mesmo sorriu assentindo.

  - Apartamentos. - disse e abaixou, ficando a minha altura. - Está feliz, agora?

  - Você vai me deixar sair daqui? - ele suspirou cansado. - Foi o que pensei. 

  - Tudo bem. - deu de ombros e veio me dar um beijo, mas eu desviei e ele revirou os olhos, prendendo meu rosto com uma de suas mãos e me beijando a força. - Te vejo mais tarde. - falou, saindo com aquela pose de "eu sou o foda".

  - Filho da mãe! - xinguei e escutei as risadinhas das meninas ao meu lado.

  - Que casal mais fofo. - Kyara suspirou e eu revirei os olhos, balançando a cabeça em negativa.

  - E explosivo! - Peyton completou, fazendo-me rir.

  - Bora dar um mergulho? - Kyara sugeriu e eu assenti, mas no momento em que olhei para o lado e vi Ellen chegando, sabia que precisava falar com ela.

  - Vão, eu já volto. - falei levantado e correndo até a porta, para pegar ela antes de subir as escadas. - Ellen. - chamei a fazendo virar e fazer cara de desgosto a me ver, mas em seguida mostrar um sorriso debochado.

  - Putinha, o que houve? - desceu os poucos degraus que havia subido e parou no pé da escada, me encarando com tédio.

 Respirei fundo, me controlando para não meter a mão na cara daquele ser. Sorri do mesmo modo que ela, demonstrando frieza em minha expressão, e encarei as unhas, como se fizesse pouco caso daquilo que iria falar.

  - Sabe, ontem, após a invasão...

  - Ah, sim - riu fraco. - Fiquei sabendo por um dos seguranças.

  - Imagino que essa não seja a verdade. - ela franziu o cenho. - Onde estava quando fomos atacados?

  - Eu não te devo explicações, pirralha. - riu e eu percebi seu nervosismo.

  - Eu acho que você está escondendo algo. Acho não, tenho certeza. - me aproximei. - Você precisa tomar mais cuidado ao falar no telefone.

  - Olha aqui, putinha...

  - Não... Não quero ouvir suas desculpas, apenas quero te avisar uma coisa - estava frente a frente com ela, e sorria fria -, Justin pode ser imbecil de acreditar em você, mas eu... Não, a mim você não engana. Não me importo com pais mortos por Tom, sei que isso não te impediria de agir como uma vadia, afinal, isso é normal para você. Eu sei que tem dedo seu nisso. Só vou avisar uma vez... Se eu descobrir que você está do lado do Tom para foder com o Justin, juro que eu mesma te mato.

Ela gargalhou e eu sorri, enfiando minha mão por debaixo de seus cabelos e o puxando fortemente.

  - Eu não estou brincando. - falei com a voz forte, quase como um grito, porém, baixo. - Tome cuidado comigo! - avisei e soltei seus cabelos brutalmente, dando as costas a ela e seguindo para a piscina.

Estava satisfeita comigo mesma. Eu havia passado meu recado, se ela fosse esperta, seguiria meu conselho. Por Justin eu seria capaz de toda e qualquer coisa. Não me importava com nada quando se tratava dele. E se ele era tolo ao ponto de acreditar nela, eu teria que ser a pessoa com o olho aberto.

  - Ally, onde você estava?

  - Resolvendo umas coisinhas. - dei de ombros, tirando minha regata e meu short jeans.

  - Esqueceu que ela é a dona da casa agora, Kyara? - Peyton zombou e eu revirei os olhos, indo até a beira da piscina e chutando água em seu rosto.

  - Cala a boca, idiota!

Pulei na piscina junto com elas e Peyton aproveitou para me afogar várias e várias vezes, e Kyara ajudava. Aquelas vacas!

[...]

  - Matt, meu Deus, onde você estava? - corri em direção a ele, o abraçando forte. - Você não sabe o como agradeci por você não estar aqui ontem, quando tudo aconteceu.

  - Acalme-se, princesa. - beijou o topo da minha cabeça. - Fui visitar um amigo e acabei ficando por lá mesmo.

  - Ainda bem. - ele sorriu de lado, passando os dedos por meus machucados. Seus olhos tinham uma chama... Algo piedoso, não sei bem. Ele estava sem brilho, negros. - Não se preocupe. - sorri e ele balançou a cabeça. Sorrindo, ele se afastou um pouco.

  - Eu vou subir e descansar um pouco, no jantar nos vemos.

  - Tudo bem. - beijei sua bochecha.

Ele virou o rosto em seguida, ficando bem de frente ao meu. Nossos olhos se prenderam uns aos outros. Suas mãos em minha cintura se apertaram e eu senti meu corpo reagir estranho a isso. Entreabri minha boca, e pisquei rápido, me soltando dele.

  - Até daqui a pouco. - passei as mãos pelos meus cabelos sem graça e ele balançou a cabeça, subindo as escadas correndo.

Eu já estava sozinha novamente.

Sentei-me no sofá e liguei a TV, mas apenas me deitei e fiquei encarando o teto. Eu e Matt tínhamos ficado muito próximos e eu senti como se fôssemos nos beijar. Aquilo era estranho. Eu senti meu estômago revirar. Não sei se era bom, ou não. Não era o que eu sentia quando estava com Justin, mas era algo. Eu apenas não sabia o que era.

Espantei esses pensamentos ao escutar barulho de carro chegando. Justin não gostaria de imaginar sequer que eu estava confusa sobre Matthew. Nunca estaria confusa sobre ele, apenas sobre Matt, mas ele nunca entenderia isso.

  - Allyson. - levantei, sentando no sofá, e sorri ao meu loirinho. Por um lado, eu queria esquecer aquela briga de hoje mais cedo. Não gostava de ficar brigada com ele.

  - Bieber! - exclamei e corri até ele, pulando em seu pescoço. - Demorou muito. - me ajeitei em seu colo, envolvendo sua cintura com as minhas pernas.

  - Tínhamos algumas coisas para resolver. - deu de ombros, caminhando comigo até o sofá, e caindo em cima de mim. - Ficou por ai se lamentando por eu não estar aqui para suprir sua carência? - selou nossos lábios.

  - Não sou carente! - exclamei, dando um tapa em seu ombro e levei minha mão até sua nuca, puxando sua cabeça e em minha direção e tomando seus lábios com os meus. Suas mãos apertaram a minha cintura e ele invadiu minha boca, explorando cada pedaço dela. - Espera, espera. - pedi, chupando seu lábio e parando o beijo. Ele tentou mais alguns, me dando selinhos. - Bieber, espere.

  - O que foi? - perguntou emburrado.

  - Depois eu que sou a carente. - ri. - E o apartamento? - ele riu.

  - Allyson...

  - Não me enrole! Quero essa puta longe da minha casa hoje.

  - Sua casa? - só então percebi a idiotice que falei.

  - Oh, meu Deus! Me desculpe, - exclamei, revirando os olhos - a SUA casa. Agora, me diz que ela vai sair daqui ainda hoje, por favor.

  - As coisas não são assim.

  - Ah, não? - o empurrei de cima de mim, trocando nossas posições e sentando em sua cintura. - E como são? - semicerrei os olhos.

  - Não dá para ela se mudar assim, no mesmo dia.

  - Ah, por favor, você consegue tudo, mas não consegue fazer uma piranha se mudar em um dia. Que irônico. - sorri falsa e me levantei, irritada.

  - Qual é Ally! - ele bufou.

  - Eu a quero longe da gente, Justin! - falei mais alto, e ele assentiu cansado.

  - Quer saber, vai se foder! - falou irritado e me deixou falando sozinha e subiu as escadas.

Bufei, praguejando todos os palavrões possíveis, e segui para a cozinha. Agora, além de eu estar irritada, Justin também está irritado comigo. Ele irritado comigo é pior do que quarenta mulheres de TPM na mesma sala. Ele se torna um capeta. Ele fica me provocando, ou me ignora. Às vezes até mesmo dá em cima daquela vadia.

  - Rose... Eu... Eu acho que... - sorri, tendo uma ideia. - Tem como você separar dois pratos, eu quero comer no quarto com o Justin.

  - Claro, menina. - sorriu.

Fiquei ali ajudando ela enquanto conversávamos sobre nada em especial. Preparei um suco para mim, e peguei uma garrafinha de cerveja para ele. Também coloquei uma taça de morangos e peguei uma calda de chocolate, que ela fizera mais cedo para por em um bolo, e joguei neles, colocando um spray de chantilly. Ela me ajudou a colocar tudo em uma bandeja e sorri abertamente, beijando a bochecha da mulher a minha frente.

Eu não queria brigar com Justin, estávamos tão bem, e por um lado eu tinha que entendê-lo. Subi com a bandeja e ele ainda não tinha saído do banheiro. Ele demora muito, principalmente quando está nervoso.

Resolvi apimentar um pouquinho as coisas. Sorri maliciosa. Justin exalava sexo, e só de pensar nisso, eu já conseguia ficar excitada. Só de imaginar a noite que teríamos, senti todo o tesão passar como eletricidade por meu corpo. Corri até o closet e comecei a me preparar. Peguei um creme perfumado que te fazia se inebriar com o aroma de flores, de longe. Fique nua e o esparramei por meu corpo. Havia tomado um longo banho mais cedo. Após tê-lo esparramado por todo o meu corpo, escolhi uma lingerie super provocante, e coloquei um baby-doll preto transparente, assim como a calcinha que eu usava. Nunca me imaginei usando algo tão provocante. Não levo sexo como tabu, não depois de conhecer Justin, mas era muito improvável de que eu usasse isso algum dia em minha vida. Porém, aqui estou eu, com panos que não serviam para nada, pronta para provocar um homem ao qual tenho um desejo iminente. Fui até o enorme espelho, e eu ainda estava com uma cara bem inocente e destroçada. Eu gostava de parecer inocente. Peguei um delineador e com o máximo de cuidado, corri a ponta do mesmo, fazendo uma linha grossa e puxei na beira, como um gatinho. Passei uma camada de rímel, e um batom vermelho. Eu passaria um pó para esconder os roxos e os cortes que eu tinha pelo rosto, mas eles podiam piorar a cicatrização ou algo assim. Meus cabelos estavam juntos em um coque, e assim deixei. Procurei pelo meu hobbie e o coloquei, amarrando na cintura. Sorri.

Essa noite prometia.

Voltei ao quarto no exato momento em que Justin abriu a porta da suíte. Ele me olhou dos pés a cabeça, com uma sobrancelha arqueada.

  - Hoje nós vamos jantar aqui. - sorri, apontando a bandeja. Agradecia a Rose se lembrar de tampar tudo com uma tampa de metal, assim a comida permaneceria aquecida.

  - Você não perguntou se eu queria ou não, jantar aqui. - sua voz soara fria.

Mordi o lábio inferior, o xingando mentalmente.

  - Vai se trocar. - pedi baixo, indo se sentar na cama. Cruzei as pernas, fazendo "perna de índio", e destapei em silencio. Ele fez o que eu pedi e eu agradeci por isso. Coloquei a taça de morangos e chocolate na mesa perto da cama, junto ao chantilly. Logo ele voltou, apenas com um short na metade da bunda e eu me senti quase que na obrigação de morder o lábio. Aquele homem era uma tentação. Sorri maliciosa ao poder observar aquele abdômen. Queria poder pular direto para a sobremesa, mas me contive.

  - Senta aqui. - pedi, olhando para ele com um sorriso doce nos lábios, e tirei uma mexa de cabelo que escapara do coque alto em minha cabeça.

  - Vou jantar lá embaixo. Na mesa. Com Ellen. - falou e pos um sorriso debochado nos lábios. Senti meu sangue pulsar em minhas veias, mas tentei não demonstrar. Levantei-me e caminhei até ele, segurando seu braço para que ele não saísse do quarto.

  - Olhe, por favor, eu sei que fui uma insuportável hoje, e você não ficou atrás - o encarei com os olhos semicerrados, e ele permaneceu implacável  -, eu só não quero ficar brigada com você. Por favor. - fiz biquinho e pisquei os olhos rapidamente, ele riu e assentiu lentamente. - Obrigada. - beijei sua bochecha. - Não vai se arrepender. - sussurrei em seu ouvido, mordendo seu lóbulo e ele riu, segurando forte em minha cintura. - Vem. - me virei, o guiando até a cama.

Sentamos-nos e eu tentei puxar conversa, ele respondia, às vezes ria com as gracinhas que eu fazia, e elogiava a comida. Era bom estar com ele. Mesmo ele me zoando por motivos tontos, de vez em quando.

  - Justin, eu vou me casar com a sua cozinheira. - falei, me jogando na cama.

  - Cala a boca, ela já é minha há anos. - rebateu e eu arqueei a sobrancelha.

  - Sua? Sua? - ele riu.

  - Que tal a sobremesa? - Fechei os olhos e mordi o lábio com aquele tom de voz extremamente rouco e sexy.

  - Justin. - gemi baixo e ele sorriu.

 Levantei-me, antes que ele pudesse pular em cima de mim e o empurrei na cama, fazendo sinal para que esperasse um minuto. Já no closet, procurei por gravatas, pensei que não fosse encontrar, mas Justin tinha algumas muito bonitas e de seda. Deviam ser caras à beça. Dei de ombro, as pegando e voltando para o quarto. Subi em cima dele e comecei a beijar seu pescoço, enquanto ele dizia coisas indecentes ao meu ouvido. - Essa noite, eu comando - sussurrei em seu ouvido, pegando uma de suas mãos e prendendo na cabeceira da cama com a gravata. Fiz o mesmo com a outra mão e logo ele estava a minha mercê. - Bieber, Bieber... Você não sabe o como é excitante te ver assim. Tão vulnerável a mim.

  - Allyson, me solta, agora! - mandou entre dentes e eu ri, fazendo que não com o dedo indicador.

  - Meu amor, acalme-se. - pedi, soltando meus cabelos do coque, fazendo-os caírem em cascata sobre meus ombros. Os joguei de lado, indo até a mesinha com o que eu usaria. - Gosta de morangos? - sorri maliciosa, pegando a taça generosa de morangos e chocolate, e fui até cama.

  - Allyson! - grunhiu nervoso, tentando se soltar.

  - Você sabia que eu fiz parte das escoteiras quando pequena? Esses nós não se soltam tão fácil. - ri, mordendo um dos morangos, deliciando-me com aquele chocolate se misturando ao azedinho do morango. - Quer querido? - caminhei até a cama e me sentei em cima dele.

Justin ainda estava inquieto embaixo de mim, tentando se soltar. Ele olhava para as mãos presas, indignado. Ri e abri um pouco do meu roupão, deixando meus seios fartos à mostra para ele. - Bieber! - o chamei com a voz prepotente e direcionei um tapa leve, mas forte o suficiente para ele me olhar feio.

  - Quando eu me soltar, juro que te mato sua piranha! - falou alto e ameaçador, mas eu gargalhei, me sentindo ainda mais excitada.

  - Ai, que sexy você fica assim, Justin. - falei no meu pior tom de vadia e ele manteve a cara fechada. - Coma. - passei o morango por seus lábios, mas ele se fez de difícil. - Ai, que desfeita. - me fingi de decepcionada. - Vamos! Eu preparei tudo com tanto carinho. - ele bufou e mordeu o morango, o mastigando nervoso. - Que menino bonzinho. - sorri, beijando seus lábios e o tomando com voracidade. Invadi sua boca com a minha língua e ele retribuiu ao beijo sem pestanejar. Percebi que ele parecia ficar aflito sem poder me tocar, tomar o controle da situação. Quando finalizei o beijo com uma mordida bruta em seu lábio inferior, minha respiração estava totalmente descompassada e minha calcinha encharcada. - Só você tem o poder de me excitar com um beijo. - mordi o lábio, me levantando. - Da última vez que aquela mulher veio, sabe a das roupas? Então, eu escolhi algo especialmente para você, meu amor. - sorri safada e ele me olhava atento. Desfiz o laço do meu roupão totalmente, o deixando aberto. A pouca visão já parecia agradá-lo bastante. - Você gosta do que vê? - perguntei, colocando a mão na cintura por debaixo do tecido de seda do hobbie, deixando ainda mais a mostra. Minha intimidade não tinha quase nada a cobrindo, por conta da transparência dos tecidos. - O que você achou? Muito vulgar? Eu não tenho certeza se fiz uma boa escolha. - falei com a cabeça jogada para o lado. Vez ou outra olhando para o meu próprio corpo.

  - Ally, me desamarra, vamos! - pediu mais manso e eu ri.

  - Mas eu quero brincar, amor. - fiz biquinho. 

  - Nós dois juntos podemos brincar muito melhor. - sorriu sacana.

Aquele sorriso me mataria.

  - Não, não... Quero realizar alguns dos meus desejos, e você vai colaborar, certo? Ou não brinco mais. - ele respirou fundo, remexendo o quadril desconfortavelmente, e assentiu.

  - Sou seu. - falou firme, como sempre.

  - Ótimo. - sorri e caminhei lentamente até ele. Provavelmente, se eu estivesse de salto, estaria mais sexy, mas, mesmo descalça, Justin parecia gostar muito do que via.

  - Ally... - sussurrou, mordendo o lábio e me olhando de cima a baixo.

Subi em cima dele e me estiquei, pegando o chantilly na mesa de cabeceira.

  - Uma vez, eu e Jazzy entramos em um site pornô qualquer, apenas por curiosidade, e eu vi uma mulher usando isso. - expliquei, chacoalhando o spray. Ele me olhava quieto e atento. - Achei tão excitante o modo como ela chupava o seu parceiro enquanto degustava o chantilly. Deixou-me instigada. - sorri de lado e ele sorriu safado.

  - Sempre soube que você não prestava. - ele riu e eu balancei a cabeça, negando.

  - Calado, amor. - falei, apertando suas bochechas com uma das mãos e beijando seus lábios.

Tirei a tampa do spray e o apertei, jogando um pouco em uma de suas bochechas. Passei a língua ali, chupando o creme e ele fechou os olhos. Espirrei agora no canto de sua boca, passando a língua ali e limpando todo o creme, sugando seus lábios com os meus, iniciando um beijo ardente, fogoso. Minha língua se enrolava com a dele em uma sequência frenética, sensual. Puxei seu lábio inferior com meus dentes e acariciei seus cabelos macios. Sentei um pouco mais a baixo de sua cintura, bem em cima de seu membro, que estava começando a endurecer, e comecei a jogar o creme, desde seu pescoço até seu umbigo.

Seus olhos se cravaram aos meus e todos os pelos existentes em meu corpo se arrepiaram. Suspirei e dei-lhe meu melhor sorriso malicioso, tentando transmitir sexo em meus movimentos, assim como ele fazia. Coloquei a língua para fora e me inclinei sobre ele, passando-a por seu pescoço, enquanto deixava beijos e chupões por ali. Desci mais, por seu peitoral, passando a língua ao redor de seus mamilos e chupando a pele. Minha boca passou lentamente por seu abdômen definido, limpando todo o chantilly que eu coloquei ali. Após o processo lento, o olhei, enquanto desabotoava a sua bermuda, que não servia para nada, a abaixando lentamente. Sua cueca boxer azul marinho já deixava sua excitação a mostra, mordi o lábio, levando minha mão até ali, após me livrar por completo de sua bermuda e jogá-la em qualquer lugar.

  - Porra, Ally. - gemeu baixo em frustração, quando eu deixei um beijinho ali e me levantei. - Jura?

Apenas balancei a cabeça, rindo e peguei o controle, ligando a TV em um radio qualquer oferecido pela Companhia de TV a cabo, uma musica provocante e animada tocava e eu me virei para ele.

  - Que tal... Eu tirar um pouco de roupa? Já estou ficando com calor. Você não? - perguntei com o meu tom de voz provocativo e ele sorriu cafajeste.

Comecei a movimentar meus quadris lentamente, pegando o ritmo da batida. Fique de frente a ele e mordi o lábio, o puxando com meus dentes e deixando meu roupão escorregar por meus ombros e costas, caindo em meus pés. Deixei meu corpo coberto apenas pela camisola transparente e pela lingerie minúscula totalmente exposto a ele, que mordeu o lábio, observando-me remexer. Virei-me de costas, lhe dando uma ótima visão de minha bunda, que não estava coberta com praticamente nada, e rebolei, descendo até o chão e levantei a empinando. Rebolei novamente, virando de frente a ele e passando a mão por meu corpo, provocando-o. Coloquei minha mão debaixo da camisola, a puxando para cima e a jogando em qualquer canto do quarto. Continuei rebolando e levei minha mão ao feixe do sutiã, o tirando por completo. Justin sorriso abertamente, soltando um gemido baixo. Gargalhei e resolvi provocar mais, colocando as pontas dos meus dedos por dentro do fino pano da calcinha, tocando minha intimidade.

  - Justin. - Gemi baixo, apertando meu dedo contra meu clitóris

  - Allyson, me desamarra. - pediu manhoso, sua cueca faltava rasgar.

  - Você disse que era meu, hoje. - neguei, retirando meus dedos de onde estavam. Eu estava começando a gostar do que estava prestes a fazer, mas ele parecia realmente necessitado. Justin bufou, respirando fundo.

Resolvi que estava na hora de fazê-lo um agrado. Voltei à cama, montando em cima dele e ele prendeu a respiração ao meu sentir se sentar em cima de seu membro. Tomei seus lábios com os meus e ele retribuiu o beijo, assumindo o controle. Mesmo sem poder me tomar, ele me excitava com seus lábios macios, e seus gestos vorazes. Larguei os mesmo, descendo por seu pescoço e tronco, até chegar a sua cueca. Ele me olhava com certa esperança, o que me fez rir. A abaixei com determinação, vendo seu pau pular em minha frente, duro, grosso e ereto. Mordi o lábio e ele fechou os olhos, os abrindo novamente. Passei minha língua na cabecinha vermelha e a contornei, o fazendo gemer. Minha língua percorreu toda a extensão, dando leves beijinhos e eu massageei suas bolas. Finalmente o abocanhei, começando a chupá-lo vigorosamente, alternando meus movimentos com a língua. Minha mão o massageava enquanto eu chupava o que cabia em minha boca. Seus gemidos, ora altos ora moderados, me estimulavam a ir cada vez mais rápido e melhor. Eu sentia minha vagina se contrair, e o fino pano da calcinha ficar úmido. Senti as veias de seu membro engrossarem e não parei, apenas intensifiquei mais meus movimentos, chegando com seu pênis em minha garganta. Não me importava. Ele faltava revirar os olhos de tanto prazer que eu lhe proporcionava, e aquilo me deixava mais segura. Segura de mim mesma. Logo, um jato forte de porra foi lançado em minha boca. Passei a língua por seu membro, o limpando por completo, e lambi os lábios, olhando em seus olhos. Ele sorriu de maneira extremamente maliciosa e eu senti meu coração parar por um instante.

  - Porra, Allyson! Como consegue me levar ao céu desse jeito? - perguntou extasiado e eu subi até seus lábios, os selando rapidamente.

Resolvi que meu joguinho já não era tão excitante sem que ele me tocasse da maneira que apenas ele sabia para me levar a loucura. Segui um caminho de beijos por seu braço, chegando à gravata e desamarrando aquele nó dos infernos. Puta que pariu, desde quando eu conseguia fazer aquele nó com tamanha perfeição? Fiz o mesmo com a outra mão e assim que o nó ficou mais solto ele puxou seu braço com força, rasgando o pano e me puxou com brutalidade, me fazendo cair por cima de si. 

  - Eu vou acabar com você. - murmurou e eu sorri.

  - O que está esperando? - sussurrei, grudando nossos lábios selvagenmente.

Ele virou, ficando por cima de mim na cama, e me beijou novamente. Ele me transmitia tantos sentimentos por seus beijos, tantas coisas...

Seus lábios se desgrudaram dos meus, descendo por meu pescoço,mordendo, lambendo e chupando ali com intensidade. Gemi baixo, sentindo minha pele queimar.

Suas mãos me apertavam forte, sem medo de me machucar, de deixar marcas ou algo assim. Suas mãos foram de encontro aos meus seios e seus dedos os rodearam, apertando com força. Gritei de prazer e, por mais que ele não estivesse parecendo se preocupar se ele me machucava ou não, suas mãos afrouxaram um pouco.

  - Não. - murmurei, abrindo os olhos e colocando minhas mãos sobre a sua, o fazendo apertar mais forte e eu gemi alto novamente.

Puxei sua nuca, o beijando, enquanto o sentia me apertar mais. Seus dedos apertaram os bicos rígidos dos meus seios, os friccionando. Mordi o lábio, tentando evitar um gemido e recebi um apertão mais forte, e ele investiu seu pau duro contra a minha intimidade, sem causar a penetração.

  - Gema, quero que todos escutem o quanto te deixo louca. - ordenou, seu tom prepotente, e automaticamente eu liberei um gemido alto, um grito. - Isso... Vadia. - mordeu meu lábio inferior, senti o gosto metálico do sangue e aquilo me excitou pra caralho. Eu o queria brincando comigo. Minha vagina precisava de atenção, e agora.

Meu corpo soltou fogos de artifício por dentro quando senti seus lábios descerem por meu abdômen, dando leves mordidas e chupões ali. Ele chegou à calcinha e me olhou com um sorriso sacana nos lábios. Mordi o lábio, com cara de vadia, e gemi seu nome de maneira suja ao vê-lo rasgar o pano negro e o jogar pelos ares, passando o rosto por minha intimidade.

  - Molhadinha.

  - Só por você, meu amor. Sou sua. - murmurei como se gemidos saíssem de minha boca e ele sorriu, dando um tapa estalado em minha nádega. - Vamos, Justin. Mostre-me o que sabe fazer.

  - Você não vai lembrar seu nome. - suspirei ao ouvi-lo dizer aquilo.

Sua língua passou pela extensão da minha vagina e eu xinguei. Fechei os olhos, sentindo sua boca passear por minha intimidade, proporcionando espasmos deliciosos por todo o meu corpo. Era como se ele tivesse um mapa sexual do meu corpo, onde apontava para ele todas as minhas fraquezas e pontos mágicos. Senti meu corpo vibrar, aquela onda de eletricidade e prazer desceu por meu ventre e eu me curvei, puxando mais seu rosto contra minha intimidade. Relaxei todos os meus músculos ao sentir aquela sensação e gemi como uma cadela; não me importava com isso. Eu flutuava em nuvens cor de rosa, enquanto fadas cantavam para mim.

Justin não me deu tempo de normalizar minha respiração, logo seu membro me invadia com tamanha brutalidade e desejo. Eu não tinha controle sobre minha boca, nem sobre os gemidos-quase-gritos que eu soltava. Ele me suspendeu em seus braços, indo cada vez mais fundo em mim. Sussurrava coisas sujas em meu ouvido e eu retribuía, gemendo em seu ouvido e arranhando suas costas, o puxando mais para mim.

  - Oh, Justin! Mais forte! - gemi em êxtase, e ele riu rouco em meu pescoço, mordendo a pele ali e entrando em mim com mais força e destreza. Seus lábios desceram mais por meu pescoço, até chegar a meu colo e ele abocanhar meus seios, os chupando e mordiscando. Mordi seu ombro, me sentindo gozar em seu pau. Ele gemeu rouco ao pé do meu ouvido, apertando seus dedos em minha coxa, estocando mais forte e fundo, em busca do seu orgasmo. Mais algumas bombadas dentro de mim e ele caiu em cima de mim, com seu rosto enterrado em meu pescoço. Aspirei aquele seu perfume gostoso, junto ao cheiro de sexo e suor no ar. Aquilo era viciante. Eu nunca me cansaria de me entregar a ele e poder desfrutar dessa sensação gostosa. Tê-lo junto a mim era indescritível. O abracei, acariciando seus cabelos e ele se mexeu milimetricamente, se aconchegando mais a mim. Eu não me importava com seu peso sobre mim, era bom. Aquela leve pressão sobre meu tronco me dava à sensação de que ele era parte de mim. Senti seus dedos fazerem um leve carinho em minha cintura, desenhando círculos imaginários e sorri. Ele andava carinhoso comigo, eu nem conseguia mais me lembrar daquele Justin bruto e medonho que conheci quando vim para cá. Eu não tinha direito de lhe exigir nada, como estava exigindo em relação à Ellen. Ele estava fazendo o que podia e eu agira como uma princesinha mimada. Ele estava dando o seu melhor para se manter fiel e não me mandar se foder cada vez que eu torrar sua paciência.

Justin se mexeu, erguendo a cabeça e me olhando. Sorri de lado, passando minha mão por sua testa, tirando os cabelos grudados ali.

  - Acho que vou te mandar se foder todos os dias. - murmurou e eu ri, beijando seus lábios.

  - Não precisamos brigar para termos um sexo incrível. - sorri maliciosa, arqueando a sobrancelha.

  - Você podia dançar para mim todos os dias, não me importaria. Streep é sempre bem vindo. - seu sorriso maroto me fez rir.

  - Vou pensar no seu caso, Bieber. - o puxei para um beijo rápido e selvagem. Ele se moveu dentro de mim e eu gemi entre o beijo, empurrando meu quadril contra o dele para conseguir um contato maior. Ele riu, separando nossos lábios e moveu o quadril lentamente, me fazendo gemer manhosa.

  - Eu adoro o seu gemido. - se moveu novamente dentro de mim, um pouco mais bruscamente e eu me mexi novamente. - Gemi para mim, Allyson. - sussurrou em meu ouvido, movendo seu quadril contra o meu.

  - Justin. - gemi, fechando os olhos.

  - Abra os olhos, quero vê-los se enchendo de luxuria com o prazer que eu te dou. - fiz o que ele mandou relutante, principalmente ao senti-lo pressionar meu clitóris e se mover.

  - Awn, Justin! - senti meu rosto queimar de vergonha por estar olhando em seus olhos ao gemer. Não é hora de sentir vergonha, Allyson! - Não para! - Esbravejei, sentindo-o tirar o dedo de meu clitóris. Levei minha mão em sua bunda, a apertando e tentando empurrá-lo contra mim. Ele riu.

  - Agora está com presas? - pressionou seu dedo mais forte em mim e me penetrou forte de uma só vez e parou.

  - Justin, por favor. - Encarei seus olhos, pidona e ele riu, começando a se mover com mais frequência.

Ele parou, me torturando e eu bufei, resolvendo tomar o controle novamente. Tirei força não sei de onde para me virar com ele ainda em cima de mim e me sentar em seu membro.

  - Não gosto de embolação. - falei e ele riu.

  - Eu também não. - sorriu, mostrando que estava apenas me castigando por tê-lo deixado amarado e o torturado.

Comecei a me mover rápido e forte, sentando e subindo sobre seu pênis. Meus quadris rebolavam e eu me movia com voracidade, em busca do meu prazer. Justin gemeu junto a mim quando sai e sentei rápido e forte.

Amanhã eu estaria dolorida.

Justin segurava forte em minha cintura, me ajudando nos movimentos, enquanto eu me apoiava em seu peito.

Cheguei ao meu orgasmo após minutos, e ele também. Porém, nossa noite não acabou ali. Continuamos sem nos cansar por horas a fio. Diversas posições, gemidos altos e prazerosos, beijos ardentes e carícias amorosas. Ele era violento às vezes, me penetrava forte e quase me quebrava no meio, mas eu gostava. Excitava-me ainda mais. Eu estava disposta a tudo para trazer prazer a ele. Fiz coisas que nunca imaginei, e o deixei me possuir como bem entendesse. Fomos dormir quando o Sol já raiava no horizonte.

[...]

Abri meus olhos, sentindo meu corpo dolorido. Voltei a fechá-los. A claridade atravessava minhas pálpebras, incomodando-me. Virei-me, colocando minha cabeça entre os travesseiros. Senti um leve beijo em meu pescoço e resmunguei, apreciando a carícia.

  - Eu volto logo. - escutei e sorri, me virando de frente para ele.

  - Que horas são?

  - Quase seis da tarde. - falou, pegando a carteira ao lado da cama e eu abri os olhos.

  - Que sono. - me virei, ficando de costas a porta da varanda e de frente a ele. O observei se mover calmamente.

  - Dorme então. Vou mandar Rose trazer algo para você comer. - deu de ombros. - Volto daqui a pouco para levar Ellen para o apartamento. - explicou e não consegui evitar um sorriso enorme.

  - Obrigado. - murmurei e ele deu de ombros, vindo até mim e me dando um beijo rápido.

Ele saiu do quarto e eu fechei os olhos, tentando dormir mais um pouco. Não consegui, mas preferi ficar com os olhos fechados. Logo Rose apareceu com uma bandeja enorme com muita comida, e eu virei pimentão por ela ter me visto assim. Descabelada, nua, envolta apenas por um lençol. Eu devia exibir varias marcas por meu corpo também. Minha intimidade também estava um pouco dolorida, a noite anterior havia acabado comigo. 

Comi quase toda a comida que ele me trouxera e resolvido tomar um banho depois. Fiquei longo minutos debaixo daquele jato de água gostoso e morno.  Lavei meus cabelos e sai. Enrolei-me na toalha e fui dançando para o closet, sem me importar com a dor no meio de minhas pernas. Justin um dia me deixa sem andar!

Coloquei um short e uma blusinha e fui pentear meus cabelos. Não tinha muito que fazer, já que já estava escurecendo. Sem ele aqui, era um tédio. Sentei-me na cama, esperando por algo que me tirasse do tédio, e esse algo veio logo. Meia hora depois, Ellen estava entrando no quarto parecendo uma louca descontrolada.

  - Por que fez isso?! - gritou raivosa e eu me levantei rápido, franzindo o cenho. - Por que mandou ele me tirar daqui, sua putinha?! - entendendo o que ela falava eu gargalhei.

  - Ah, isso? - dei de ombros. - Eu te disse para tomar cuidado comigo. - sorri.

  - Você não devia ter feito isso! - Gritou. - Essa casa também é minha!

  - Se fosse você não estaria indo embora. - debochei.

  - Justin não devia ter feito isso! Eu cresci aqui!

  - Mas fez, e com uma pequena ajuda minha, admito. - sorri de lado, maldosa.

  - Sua puta! - gritou, avançando para cima de mim e eu não tive tempo de reagir, apenas cai na cama, com a cachorra em cima de mim. - Você nunca deveria ter se metido em nossas vidas! - Gritava feito louca, enquanto eu apenas me esquivava de suas mãos e tentava não deixar pegar em meu rosto machucado.

Em um momento de completa fúria, minha mão foi direto em seu rosto, com punho fechado, e a fiz ficar um pouco tonta, mas ela não era ruim naquilo, pelo contrário, parecia um homem brigando, vinha de socos e pontapés. Eu tinha que confessar que eu era um alvo fácil. Nunca havia brigado, apenas coisa boba, tipo a do quartinho, que eu imobilizei com facilidade pelo porte pequeno. Agora com Ellen, porra!, eu não sabia nada. Aquela ali já era cobra criada, mas eu não apanharia de graça.

 Meu corpo ainda doía pela surra que levei no dia da invasão, e essa vadia só piorava, mas eu conseguia bater nela.

Quando eu finalmente estava ganhando vantagem, ela foi arrancada de cima de mim.

  - Já chega! - escutei a voz de Justin e me senti um pouco envergonhada. - Que porra é essa? Parecem dois animais!

  - Jus, você não pode me tirar dessa casa! - Ellen exclamou, arrumando os cabelos. - Eu cresci aqui. - olhou para ele com os lhos cheios de lágrimas.

  - Falsa! - exclamei irritada, sentindo meu rosto doer.

  - Ally! - Justin esbravejou comigo e eu o olhei nervosa.

Toquei os cortes que eu já tinha no rosto, percebendo que eles sangravam.

  - Sua hora já chegou, vamos. - ele a puxou pelo braço e eu sorri.

Antes de sair, Justin piscou para mim e fechou a porta. Senhor, esse homem é perfeito!

Fui até o banheiro e limpei meu rosto, passando um pouco mais de pomada. Voltei ao quarto e fui até a varanda. Os seguranças se moviam por todo o jardim, e logo eu pude ver o porquê. Justin ia sair. O carro estava na "rotatória" que tinha ali, e os seguranças levavam as malas da vadia até ele. Assim que tudo estava ali dentro, vi Justin vir com ela ao seu lado. Ela conversava com ele e ele balançava a cabeça, ora em negativa ora em positiva.

Ellen olhou para cima, antes de adentrar o carro e eu sorri, mandando um tchau e um beijo para ela.

Parte da minha mudança estava feita... Agora, eu precisava liberar as meninas.

 


Notas Finais


*Preguiça de pensar em algo elaborado e não-estúpido, ok?
OMG! EU APARECIIIIIII!
Tudo bem?
Desculpas, desculpas e mais mil desculpas! Então... Sabem a ETEC aqui em Jundiaí? Eu passei (Heeeee!). A escola é perfeita, menos o tanto de tarefas. Tipo, eu faço o técnico integrado ao ensino médio, passo 8hrs por dia (40hrs por semana) na escola, e os professores passam dever feito loucos, e eu morro de sono pq mal durmo. E, ainda estou tendo que escutar as porras das reclamacões da minha mãe pq eu durmo e não faço nada nesse caralho! Eu estou enlouquecendo... De verdade! Minha cabeça está de pernas para o ar, rodando em números e letras e informações demais para se caber no meu humilde cérebro. Por isso, demorei cerca de 3 meses para fazer esse capitulo! TRÊS MESES! Eu NUNCA demorei tanto para escrever um capitulo, mas eu simplesmente não consigo parar para escrever e pensar. Eu sinto muito poresse capitulo horrível, estou com vergonha de postar isso, mas é o que deu.. pelo menos ele ficou grande, MUITO GRANDE!
Agora.... CHEGAMOS AOS 1003 FAVORITOOOOOOS!!!!!!!!! M.E.U D.E.U.S! Se eu surtei quando vi? Imagina... É, sim, muito ajjsuajjakkdks Obrigada a todas vcs que aguentam a minha demora e meus desabafos, eu sou muito feliz por vocês! Agradeço a cada comentário fofo, e a cada ameaça de morte em prol de um novo capitulo... Eu adoro vocês!
Eu vou tentar escrever o próximo capitulo mais rápido, e vou arrumar a edição desse quando conseguir um PC... Estou postando pelo celular, por isso essa coisa nojentinha!

BEIJINHOS DE LUZ DAZ FADAS E GUINÔMOS. ^-^


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