História Common Denominator - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Bandido, Bieber, Demi, Demi Lovato, Denominador Comum, Inimigos, Justin, Justin Bieber, Lovato, Prostituição, Sexo, Vadia
Exibições 6.222
Palavras 4.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Leiam lá embaixo, okay? Okay! Aproveitem o capitulo, espero que agrade!

Capítulo 27 - Party


Fanfic / Fanfiction Common Denominator - Capítulo 27 - Party

  - Obrigado. - murmurei, beijando o peito de Justin.

  - Você vai ter que ralar muito pra me recompensar.

  - E eu vou. - sussurrei, subindo em cima dele.

  - Eu acredito. - falou, sorrindo malicioso, puxando minha cabeça e me beijando vorazmente.

 

[…]

 

  - Ally, se arrume, hoje nós vamos sair. - meus olhos brilharam.

  - Sair?

  - Ryan vai participar de um racha. - deu de ombros. - Dez horas.

  - Em ponto. - sorri.

  - Duvido.

  - Vamos ver. - desafiei, beijando seus lábios e subindo as escadas. Ele havia vindo apenas para levar algo em seu escritório e já estava voltando pra onde estavam.

Eu finalmente sairia daquela casa.

Ultimamente eu estava muito feliz, em partes, mas estava. Eu havia me livrado daquela loira oxigenada e estava numa boa com Justin.

Eu tentava pensar em minha mãe o mínimo possível. Se pensasse não sairia do quarto.

  - Ally! - sorri, encarando Matt no final do corredor.

  - Matthew Bieber, por onde anda?

  - Passei o dia no meu quarto. Musica, TV. - deu de ombros. - Você?

  - Bom, não posso sair, então...

  - Claro. - ele riu. - Justin excêntrico.

  - Sempre. - mordi o lábio.

  - Quem sabe hoje de noite nós não assistimos a um filme qualquer. - propôs sorridente.

  - Hm... Hoje não dá. Justin e eu vamos sair.

  - Ah... Tudo bem. - sorriu de lado. - Quem sabe outro dia, não é?!

  - Claro! - sorri. - Agora eu vou ir ver minha roupa. - falei animada, beijando seu rosto e correndo para o quarto.

Eu estava ansiosa para sair.

Olhei para o relógio e ele marcava quatro da tarde. Eu teria tempo o suficiente para me arrumar na hora. Fiquei fazendo hora, assistindo a alguns programas, até as seis.

Tomei um banho demorado e comecei a fazer tudo o que eu julgava necessário para estar atraente e sexy. Eu precisava sentir minha autoestima no máximo, explodindo. Há séculos não me sentia desejada por vários homens, não me sentia bonita o suficiente para ser a namorada de Justin Bieber. Eu não me importava tanto com isso, já tinha o homem que queria e isso me bastava, mas admito que sentir o olhar dos homens em mim, sentir que me desejavam, me achavam bonita, era como um estimulo para mim. Antes, eu tinha isso quase todos os dias na escola. Meninos e mais meninos me chamando para sair, todos os dias. Falando-me que eu era linda, incrível. Até as piadinhas de mal gosto rolavam, mas eu ignorava.

Justin talvez me matasse se me visse com algo curto demais, então optei por algo mais comportado, mas ainda sim provocante. Eu rodei o closet inteiro em busca do vestido perfeito, ou até mesmo calça. Eu havia perdido um pouco meu senso de tempo dentro dessa casa, não sabia em que mês estávamos, ou em que dia, apenas as horas. Presumia que fosse Junho, ou Julho. O mês escolar estava quase acabando, eu já havia repetido de ano, havia perdido meu posto como líder das Faire, e provavelmente Camile estava liderando o grupo, á que ela fora a garota com mais pontos depois de mim. Imagino Jazmyn querendo arrancar os cabelos dela a cada berro que ela dá, ordenando um novo passo. Também fico imaginando que as coreografias não estejam boas, pois apesar de ótima ginasta, Camile não sabe dançar. Eu perdi um dos campeonatos mais importantes do ano, e tenho medo de que nossa escola não tenha conseguido um novo troféu, garantindo a tradição. Hoje vejo que eram coisas tão fúteis, mas que sempre fizeram parte de mim. Podiam ser coisas de adolescente mimada, mas ainda assim eu pertencia a essas coisas.

E meu maior medo era que quando voltasse, as coisas estivessem mudadas demais para que eu pudesse assumir o controle de tudo novamente.

[…]

 

  - Você está gostosa! - Justin exclamou, comendo-me com os olhos.

  - Eu sei. - dei de ombros, seguindo na sua frente.

Ele riu, dando um tapa em minha bunda. Apenas balancei a cabeça em negativa e segui para fora de casa. Ele já havia tirado o carro. Uma de suas Ferraris. Sorri, pensando no como ele gosta de ostentar. Esse era um detalhe forte em Justin e, por incrível que pareça, gosto disso. Não esperei que ele abrisse a porta para mim, até porque isso nunca aconteceria.

O percurso foi longo, mas o clima estava leve. Justin ligara o rádio e conversava comigo sobre coisas banais. Ele perguntara novamente sobre minha família, sobre Jazmyn e sobre a família dela. Eu estranhava, com certeza, mas acho que ele estava apenas tentando se aproximar mais de mim. Para mim isso era bom, pois mostrava que ele queria algo a mais do que relações sexuais. Ele queria saber mais sobre mim.

Espremi os olhos, aguçando a visão, tentando enxergar onde estávamos entrando. Um matagal. Uma pequena trilha seguia por entre as árvores e plantas, e após uns minutos já se podia escutar a musica alta e o barulho dos motores acelerando. Já era tarde, as corridas provavelmente deviam ter começado.

Novamente, o idiota virou bruscamente para parar em um lugar, fazendo-me ir de encontro à porta do carro.

  - Quando fizer isso de novo eu juro que arranco a sua cabeça! - ameacei e ele riu, erguendo as mãos.

Saímos do carro e novamente eu tive aquela sensação horrível de ser o centro das atenções. Os homens me secavam e as mulheres me odiavam. Justin puxou-me pela cintura, deixando sua arma um pouco exposta na cintura e eu revirei os olhos, rindo levemente. Era como se ele estivesse dizendo a todos ali que eu pertencia a ele e não era bem assim. Nós estávamos juntos, mas eu não pertencia a ninguém. 

  - Vamos procurar por Ryan. - falou, passando pelo caminho que se abrira especialmente para ele.

Colocou-me a sua frente cobrindo parte de meu corpo com o seu. Até que eu gostava desse seu lado protetor.

  - Dude! - só então percebi que Ryan aparecera a nossa frente.

  - E ae! - ele e Justin fizeram um toque complicado, que eu demorei algum tempo para compreender, e ele me cumprimentou com um abraço e um beijo no rosto.

Eles engataram um assunto animado sobre algo que eu não conseguia entender ou me interessar, e eu me senti entediada.

  - Vou ir pegar alguma coisa para eu tomar. - avisei, antes de desaparecer entre a multidão.

A musica estava começando a ficar boa, mas aquilo ainda estava um pouco parado. Ia rebolando discretamente até a mesa cheia de copos vermelhos com bebidas misteriosas. Misteriosas por conta de serem aleatórias e não ser anunciado o conteúdo de cada copo. Mordi o lábio e dei de ombros, escolhendo um copo qualquer e o levando para perto do rosto, sentindo o cheiro forte.

Levei até meus lábios e senti o liquido amargo passar por toda a minha boca e então descer por minha garganta queimando.

  - Isso é horrível! - escutei uma voz um tanto conhecida e me virei, vendo Lucas ali.

  - Concordo! - exclamei, rindo levemente. - Está me perseguindo? - arqueei a sobrancelha e ele riu.

  - Quem sabe... - ri.

  - Justin está aqui, e eu estou com ele. - avisei e ele deu de ombros.

  - Ele e nada é a mesma coisa. - comentou e eu balancei a cabeça em negativa, virando o resto da bebida.

  - Com licença. - falei, pegando outro copo e saindo dali.

  - Ficou brava comigo? - gritou, seguindo-me e eu neguei.

  - Não tem motivos para ficar. Só acho que o "nada" está esperando-me. - dei de ombros, sem parar de andar.

Em poucos minutos o lugar tinha se enchido mais. Havia muitos jovens começando a beber e dançar, e a musica parecia mais alta, mais contagiante. Balançava a cabeça de acordo com a música.

  - Vamos dançar? - perguntou e eu neguei. - Vamos, só um pouco! - falou, puxando minha mão, fazendo-me virar bruscamente e meu copo cair aos meus pés, esparramando o líquido azul pelo chão, se misturando com a terra.

Ele colou nossos corpos e começou a balançar o meu desengonçadamente, fazendo-me rir.

  - Lucas, pare! - exclamei, rindo feito idiota, sentindo a sensação estranha de ser controlada feito uma boneca. Ele continuou jogando nossos corpos para lá e para cá, em ritmo algum.

  - Se divirta! - exclamou, rindo junto a mim e eu revirei os olhos, usando um pouco mais de força para me afastar dele e sair dali, sem dizer mais uma palavra se quer.

Eu havia sido muito grosseira, não? Droga! Mas a culpa é dele... E se Justin tivesse visto sua namorada - ou seja lá o que eu sou dele - dançando com seu quase-inimigo. Talvez não poupasse nem a minha vida, imagine a dele. Justin é um pouco intenso... Talvez muito. Eu apenas estava protegendo Lucas. Bom, e eu também não tinha que me preocupar. Não era como se nós fossemos amigos, ele apenas me deu uma carona um dia desses.

  - Aonde estava? - assustei-me com Justin perguntando, sua voz intensa.

  - E-eu... Pegando uma bebida. - falei, apontando para trás, meio boba e perdida.

  - E cadê ela?

  - Ela quem?

  - A bebida.

  - Ah! Eu já bebi. Bebida para beber... Sabe né?!

  - Allyson - se levantou, afastando o banco de plástico onde estava sentado, e parou de frente a mim. Sussurrou, bem próximo do meu ouvido: - se eu descobrir que estava com macho, arranco unha a unha de seus belos dedinhos. - sorriu doce, passando a mão por meus cabelos.

Meus olhos se arregalaram levemente e eu balancei a cabeça desesperadamente, tentando negar. Ele riu.

Isso, Ally, sua retardada, pare de demonstrar medo desse idiota, ele vai achar que tem você na mão dele.

Na verdade, Justin é um imbecil!

  - Tudo isso é medo de ser corno, querido? - perguntei no mesmo tom, debochadamente, achando a voz que eu tinha perdido. Ele sorriu de lado, passando sua mão livre, sem a bebida, em meu corpo, e me puxou para perto de si.

Sua língua passou primeiramente em meu lábio inferior e ele o chupou, fazendo o mesmo com o de cima, e em seguida mordeu um deles, começando um beijo rápido e violento. Aquele era Justin. O meu Justin. Bipolar, mas meu. Puxei seus cabelos, descendo minha mão até sua nuca e a arranhando.

  - Ae, chega de agarração! - Ryan gritou. - Partiu largada! - gritou animado, levantando.

Justin me soltou, deixando um beijo em minha bochecha e eu mordi o lábio, tentando recuperar minha respiração. Porra, que homem!

Limpei o canto da boca, sentindo-me um pouco acuada por ser o centro das atenções ali. Eles não tinham mais o que fazer?

Meio sem graça, andei entre as pessoas, seguindo Justin.

  - Hey, gata! - gritaram e eu ignorei. Provavelmente não era para mim. - Mina do Bieber! - gritaram novamente e eu parei, de cenho franzido, e me virei, vendo que um menino um pouco mais velho que eu, de cabelos negros, pele branca feito leite e olhos escondidos pela baixa iluminação se aproximava de mim.

  - Está me chamando? - perguntei e ele assentiu.

  - Desculpe. - sorriu, tomando fôlego. - Eu sou um dos organizadores do racha e meus parceiros estavam pensando se não quer dar a largada da nossa corrida mais esperada da noite.

  - Essa do Ryan?

  - Sim, dele e do Chuck.

  - Hm... Não sei. Eu nunca fiz isso.

  - Não se preocupe. - riu levemente. - Eu te explicou.

  - Tudo bem. - dei de ombros, seguindo o resto do caminho com ele.

Ele me explicou o que eu já sabia, não tinha segredo. Basicamente, era o que se via nos filmes. Olhei para Justin, através da multidão e sorri a encontrá-lo olhando para os lados tentando me achar. Não sei se ele iria gostar de me ver na frente de todos, agindo de maneira sexy e provocante.

  - Pronta?

  - Claro. - sorri, pegando o lenço que ele me dera. Era de um vermelho sangue bem vivo.

Caminhei até o meio dos dois carros que aceleravam ansiosos. Ryan sorriu a me ver, piscando e eu devolvi o sorriso. Assobios e elogios gritados sobraram ao perceberem-me ali. Sorri sedutora e olhei de esguio para Justin, que cerrava os dentes. Era só o que me faltava!

Parei em uma posição sexy, como as que eu via em filmes, e movi o lenço para cima e para baixo, flexionando um pouco os joelhos e deixando minha bunda um pouco empinada. Fechei os olhos e então, tudo o que eu podia ver e sentir ao meu redor era poeira. Poeira e mais poeira. Esperei até aquilo passar para abrir meus olhos e voltar a prestar atenção na realidade a minha volta. O menino, Rex, veio até mim, elogiou-me e me guiou até Justin. Sorri agradecendo e o mesmo voltou para onde os carros chegariam, para recebê-los e entregar sei-lá-o-que que seria de prêmio.

  - O que estava fazendo lá? - meu corpo tremeu com o tom de voz que Justin usará comigo.

  - Hey, o que houve? - perguntei, aproximando-me. - Por que está falando neste tom comigo?

  - Porque estava lá, se mostrando como uma vadia sem dono. - grunhiu e eu bufei.

  - Vadia sem dono? Você é algum tipo de retardado? Eles me chamaram e eu aceitei, apenas. Nada de mais. - vi a fúria em seus olhos. O fogo queimando por trás de suas pupilas dilatadas. Sua narina dilatando-se pouco a pouco por conta de sua respiração pesada. Suas mãos fecharam-se em punhos, e uma delas começou a erguer. Ele iria me bater ali? Na frente de todas aquelas pessoas? Não, ele não era besta. - Isso, vamos lá! Me bata na frente de todas essas pessoas! Mostre que você manda em mim, que você é meu dono! Não é isso que gosta de mostrar? - perguntei debochada, sentindo raiva por ele estar agindo como um idiota. Justin fungou, e eu reparei melhor em seus olhos. Estavam avermelhados. - Se drogou, não foi? - mordi o lábio, apontando o dedo no peito dele. - É por isso que está agindo como um babaca!

  - Cale a sua boca, sua vadia! - grunhiu, pegando forte em meu braço.

Agradeci pela muvuca que estava aquele lugar. O barulho ensurdecedor de gritos, assobios e torcidas. O motor dos carros acelerando já dava para serem ouvidos dali. A euforia não permitia que ninguém ali prestasse atenção em nossa discussão.

  - Vadia, é aquela sua protegida nojenta. Não ouse me chamar assim novamente! - avisei dando um tranco em meu braço, fazendo-o soltá-lo.

Nossos olhos, cravados um ao outro, duelando para ver quem tinha razão. Ardendo em chamas, em raiva. O certo e o errado.

Eu devia ser a única idiota o bastante para encará-lo de frente, para dizer que ele estava errado, e não me importava com isso. Ele e seu egocentrismo que se fodam.

  - Está agindo como um homem das cavernas. - falei e ele sorriu debochado.

  - E você como uma cachorra no cio, louca para arranjar um homem. Estou te avisando, eu mato quem chegar perto de você, está me ouvindo. - ameaçou e eu gargalhei em sua cara.

Assustei-me ao ouvir Ryan chegar comemorando que havia ganhado.

  - Parabéns. - murmurei, ainda olhando para Justin e saindo dali, fugindo entre aquela multidão de pessoas drogadas e bêbadas, que mal se aguentavam com si mesmas.

Ele conseguia estragar as coisas mais simples. Hoje ele estava com o cão, e eu não conseguia suportá-lo assim. Eu já havia pedido inúmeras vezes para que ele não se drogasse, ou bebesse, tanto. Mas que porra ele tem com essa maldita droga para ter que usa-la sempre que saímos? Idiota, é isso que ele é! Não consegue ver que isso pode acabar com a sua vida.

Voltei a mesa de bebidas e peguei um copo qualquer, virando a bebida em minha boca e quase cuspindo-a em seguida. Que merda! Tentei a sorte e peguei outra, virando e sentindo um gosto pouco mais suportável e conhecido. Vodka pura. Ótimo. Mandei Justin para o inferno mentalmente, ele e aquele seu pozinho mágico; e como um reflexo, apanhei mais um copo vermelho de plástico. O liquido passou por minha garganta como laminas e eu puxei o ar rapidamente, pegando outro.

Já havia virado uns sete copos seguidos, sem saber o conteúdo de nenhum, e minha cabeça já dava mil voltas. Avistei Lucas dançando com uma puta qualquer, num lugar mais vazio, e sorri, puxando mais um copo comigo.

  - Sai! - mandei, entrando ele e a putinha, que ficou irritada comigo, porém, Lucas a mandou passear. Minha voz já estava bem grogue. Meus atos eram quase automáticos.

  - Allyson! Mudou de ideia, gata? - perguntou, sorrindo como um cafajeste, o que o deixou ainda mais bonito, e eu revirei os olhos, virando o restante do conteúdo. - Ei, vai com calma!

  - Ah, cale a boca e dance comigo! - o puxei, trazendo-o para o meio da pista de terra improvisada, virando-me de costas para ele e começando a roçar meu corpo ao seu em uma dança sensual e insinuativa. Eu ao menos ligava para o que estava fazendo. Ria aos quatro ventos.

Estava feliz por nem saber da existência de Justin por alguns minutos. Ele não vira atrás de mim, então eu também não iria ir atrás dele. Provavelmente estava por ai se drogando ainda mais e com uma puta em seu colo. Apesar de a imagem me fazer ter ânsia, eu não queria ligar. O álcool me ajudava muito, e eu me animava ao ver que estava conseguindo o meu propósito.

  - Justin é um babaca! - gritei repentinamente, rindo ainda mais e me jogado contra Lucas, agora de frente para o mesmo, abraçando seu pescoço enquanto tropicava sem saber como.

  - Nunca poderia discordar disso. - Lucas riu, querendo colar ainda mais seu corpo ao meu, porém o afastei. Já estava ficando entediada com ele.

  - Não, você está chato demais! - exclamei, desvencilhando-me dele e seguindo entre as pessoas, que pareciam cada uma querer ir para um lado.

Acabei parando em um lugar amplo, a musica ainda mais alta, com ainda mais pessoas. Olhei um pouco perdida, mais que o normal, e senti minha cabeça rodar ainda mais. Um homem parou ao meu lado, sorrindo malicioso para mim e me estendeu uma garrafa de whisky. Sorri, e sem pensar, peguei-a e virei entre meus lábios. Foram mais goles longos na garrafa, e muitos copos com o conteúdo desconhecido, até que eu me pegasse dançando em cima de uma caminhonete, junto a uma mulher desconhecida, porém, muito atraente. Até mesmo para mim.

Ela me oferecia mais bebidas, e eu aceitava sem pudor. Estava puta da vida, mas nem me lembrava do motivo àquela altura da noite.

Não tinha ideia de onde meus sapatos poderiam estar, muito menos meu casaco. O frio que eu poderia sentir não existia. Eu rebolava para lá e para cá, empinando a bunda às vezes, gritando e me apoiando a mulher. Ela sorria sedutora para mim. Seus lábios marcados por um batom marrom escuro, sua pele branca opaca com as luzes e seus olhos inteiramente pretos. Seu corpo era marcado por um vestido curto e colado de couro preto, que deixava suas curvas mais acentuadas. Ela não tinha um corpo incrível, exagerado. Seus seios pareciam pequenos e sua bunda mediana e seus cabelos loiros enormes, até um pouco abaixo da cintura, mas era muito sexy e desprovida de juízo, pelo que percebi. Ela rebolava, descendo até o chão, seduzindo todos ao nosso redor, e eu a seguia, tentando não ficar para trás.

Virei a garrafa que tinha em minha mão e que ela havia me oferecido. Era mais Whisky. Aquela porra estava acabando com a minha garganta. Depois de quatro goles, eu já estava anestesiada e não sentia quase nada. Meu corpo levou um choque ao sentir a loira me segurar pela cintura, se esfregando em mim. Aquilo era extremamente excitante. Ela apertou minha bunda, me puxando mais para perto e esfregou seu sexo sobre minha coxa desnuda. Ofeguei.

  - Você é muito gostosa! - exclamou em meu ouvido, sua voz rouca.

Eu não tinha forças para afastá-la e tinha que admitir, aquilo era bom. Eu me sentia encharcada. Mulher não era a minha praia, nunca seria, mas eu não tinha sentidos o suficiente para chegar a essa conclusão naquele momento.

Ela continuava a se esfregar em mim, apertando-me e eu começava a gemer, como uma cadela. Suas mãos eram hábeis. Meu coração acelerou ao sentir seus lábios contra os meus. Senhor, eu estava beijando uma mulher. Sua língua invadiu minha boca com brutalidade, e eu não neguei o beijo. Ao fundo, a música me deixava zonza e os gritos dos homens, atordoavam-me. Retribui aquele beijo intenso, seguido de mais outros e outros. A temperatura de meu corpo estava nos céus. Era como brasa ardente. Eu queria sexo, precisava de sexo. Precisava satisfazer-me. Quando já estava disposta a tudo, até mesmo ir para a cama com aquela mulher, senti meu corpo ser puxado de cima do carro. Alguém havia me pegado e estava me arrastando para longe. Aos poucos, até mesmo o som ficou distante. Então, eu comecei a rir. Rir como uma retardada.

  - Allyson! - gritaram meu nome e eu ri ainda mais. - Merda, Allyson! Fala comigo. - era Matthew.

  - Por que me tirou de lá? Eu queria ficar lá, Matt!

  - Amanhã vai me agradecer! - exclamou e eu gargalhei, fazendo que não com o dedo.

  - Aquela mulher era gostosa! - falei, enrolando-me nas palavras, fazendo a frase mal sair direito.

  - Eu sei. - senti meu corpo ser jogado contra algo fofo. Era o banco de um carro. Eu mal enxergava o que estava acontecendo. - Eu vou te levar para casa.

  - Não! Eu quero ficar.

  - Outro dia pequena! - sorriu doce, dando partida no carro.

Minha cabeça estava girando. Em segundos eu apaguei ali mesmo.

 

  - Ally. - me balançaram e eu resmunguei. - Allyson, vamos, chegamos! - era Matt. Pisquei rapidamente, sentindo uma puta dor de cabeça.

  - Minha cabeça.

  - Imagino. - riu levemente, me pegando no colo e carregando para dentro da mansão de Justin.

No momento, eu desejava que Justin não estivesse ali me esperando como quando peguei carona com Lucas. Alguns flashes passavam pela minha mente, enquanto eu sentia meu corpo balançar. Matt me levou ao quarto que eu dormia quando estava nervosa com Justin e me levou direto para o banho. Jogou-me ali de roupa e tudo. Eu ainda estava sem sapato... Acho que o perdi. Droga! Ele era lindo... Assim como o meu casaco.

  - Caralho, tá fria! - gritei, pulando para o lado ao sentir a água gelada pinicar minha pele e doer.

  - Bebeu, agora aguente, princesa. - falou, rindo novamente, e me enfiando debaixo daquele jato de água fria de novo.

Eu dava pulinhos e gritinhos, mas ele me mantinha ali. Aos poucos era como se parte da minha bebedeira fosse indo embora ralo a baixo, junto à água.

  - Pronto, acho que agora está sóbria. Tome um banho de verdade que estarei lhe esperando no quarto. - falou, deixando-me ali, apoiada a parede e saiu do banheiro.

Tirei o vestido com um pouco dificuldade, e depois minha lingerie. Peguei o sabonete líquido e espalhei por meu corpo, o massageando enquanto o ensaboava. Eu ainda estava meio bêbada, mas conseguia lembrar-me perfeitamente do que fiz e estava fazendo. Queria que não pudesse. Eu quase fodi com uma mulher! Senhor! E o pior, ela conseguiu me excitar. Eu nunca havia sentido atração por uma mulher, e esperava não sentir mais. Era estranho, eu não gostava de mulheres. Mas eu senti um puta tesão por ela. Que aquele beijo fique no passado. Mas que foi bom... Ah, foi!

Quando percebi, eu apertava meus seios e mordia o lábio, lembrando novamente da maneira bruta que ela me pegou. Bem que falam que mulheres sabem satisfazer mulheres. E ai, aquele beijo que Justin me deu. Aquele beijo quente, selvagem, com paixão. Porra, aquela foi A noite!

Enxaguei-me antes que partisse para algo mais sério e sai do box. Enrolei-me em uma toalha que tinha ali e sai do banheiro assim. Matt me esperava sentado na cama. A bebida ainda estava me deixando desinibida, pois não senti um pingo de vergonha ao passar apenas de toalha em sua frente, indo até o closet. Entrei naquele pequeno espaço e me troquei ali.

  - Tome. - entregou-me um comprimido e eu o engoli a seco. - Está melhor?

  - Consciente de meus atos. - ri levemente e me sentei na cama ao seu lado. - Obrigada.

  - Amigos estão aqui para isso.

  - É acho que sim... - dei de ombros, olhando para minha perna.

 Ficamos em silêncio, apenas nossas respirações eram ouvidas pelo quarto. Levantei a cabeça quando ele se moveu na cama, e me arrependi, pois ele estava a minha frente, centímetros de distância. Sua língua passou por seus lábios, umedecendo-os e eu mordi o meu. Eu estava com vontade de beijá-lo. Muita vontade. Respirei fundo e me impulsionei para frente, colando meus lábios nos dele. Ele ficou surpreso. Suas mãos, foram direto ao meu quadril, segurando carinhosamente ali e sua língua passou por meus lábios, pedindo passagem. Cedi, dando início a um beijo carinhoso. Ele era delicado comigo, tratava-me como porcelana. Puxei sua cabeça mais para mim e ele me empurrou para deitar, tudo calmamente. Era diferente dos meus beijos com Justin. Calmo, terno, delicado. Mas era bom, ele beijava muito bem.

  - Matt, Matt! - o empurrei, mesmo lamentando ter que desgrudar nossos lábios.

Aquilo era errado. Eu amava Justin. Ele podia ser um idiota comigo, mas era com ele que eu estava e já havia beijado duas pessoas diferentes em apenas uma noite.

  - Me desculpe... Eu não deveria ter lhe beijado. - escondi meu rosto entre minhas mãos.

 - Eu... Não se desculpe. - murmurou, senti ele se levantar da cama. - Boa noite.

A porta bateu, e só então tive coragem de tirar as mãos do rosto. O que eu havia feito? Eu era retardada? Por que eu o beijei? Eu não devia! Justin tinha razão, eu era uma grande vadia! Não! Não pense assim, Allyson! Droga, Matthew! Por que você também tem que mexer comigo dessa maneira? Não é justo!

Bufei e resolvi tomar uma água. Estava com certo receio de encontrar Justin, mas também tinha receio de não encontrá-lo. Ele não estando em casa significa que passou a noite fora e provavelmente rodeado de mulheres. Essa ideia me atormentava. Ele não podia!

Peguei meu copo d'água e dei uma volta pela casa escura e silenciosa. Aquilo era horrível. Senti meu corpo se arrepiar. O relógio marcava cinco da manhã e a casa estava fria. Eu estava meio bêbada, tropeçava em meus próprios pés, vez ou outra. Subi as escadas e fui até nosso quarto; ele não estava ali. Aquilo fez meu coração se apertar em meu peito. Ele estava com outras, eu tinha certeza. Ele estava drogado, bêbado, não devia nem saber aonde estava.

Não iria dormir ali hoje. Voltei ao quarto que era meu antes e me aconcheguei na cama quente e macia. Não era tão confortável quanto a nossa, mas eu gostava dela. Eu estava meio bêbada, então cair no sono não foi sacrifício para mim.

 

  - Allyson. - escutei meu nome ser pronunciado enrolado, bem ao fundo de meu inconsciente. Remexi-me na cama, querendo que aquilo desaparecesse, quando senti mãos me chacoalharem. - Allyson, acorda! - resmunguei, mandando Justin pro inferno. Só podia ser aquela desgraça.

  - Justin, por favor, vá para o seu quarto. - murmurei, com a voz rouca, sem querer abrir os olhos.

  - Mas, meu quarto fica quieto demais sem você! - sua voz parecia de uma criança mimada. Aquele não era o Justin sóbrio, com certeza não. Aquele era um Justin bêbado e carente. - Eu vou dormir aqui! - exclamou, se jogando deitado na cama, em cima de mim e eu me rebati, tentando sair debaixo dele.

  - Céus, Justin! Deixe-me em paz! - exclamei, tentando tirá-lo da minha cama.

  - Shiu, Allyson! Eu quero dormir. - pôs a mão no meu rosto, calando-me e me sufocando também. Dei um tapa irritado em sua mão e fui mais para o lado, tomando cuidado para não cair na pequena cama de solteiro.

  - Justin, você é um saco bêbado! - exclamei, tentando tirar o cobertor debaixo dele para passar direito por seu corpo. Com dificuldade consegui, porém o quarto parecia ainda mais frio e claro. A porta da varanda estava aberta. - Você abriu a porta da minha varanda? - perguntei incrédula.

  - Eu queria ver o sol, mas ele está demorando pra aparecer. Eu até dancei para ele aparecer! - não aguentei e explodi em uma gargalhada. Justin parecia um ET no momento. - Allyson, shiu!

  - Okay! Desculpe! Durma, agora. - levantei-me e fechei a porta da varanda, voltando até a cama e me deitando ao seu lado.

Justin, no seu normal, já ocupava espaço na cama, bêbado então, só faltou me empurrar dali. E para ajudar ainda estávamos em uma cama de solteiro. Em algum momento da noite, ou dia, tanto faz, nossos corpos se encaixaram e eu senti que ali, finalmente, entravamos em harmonia para um sono tranquilo. 


Notas Finais


Hã... Ei! Bom, o capitulo não ficou bom, né? Tipo, eu meio que... estou travada para CD, desculpem-me. Eu estou um pouco perdida, não estou com ideias concretas e que vá me levar a algum lugar com a fic. Estou tentando dar o meu melhor, mas mesmo assim peço-lhes desculpas.
E outra coisinha, pequenininha assim, sabem?! Tipo, assim NÓS ESTAMOS COM 1200 FAVORITOS! Gente, se eu dissesse que entrei em choque estaria dizendo pouco. Nunca imaginei que dariam "atenção" a fic, e bom... ao que parece, estão! Eu realmente me sinto MUITO animada e grata. Muito obrigada mesmo, por cada comentário e favorito. Ah, e também sei que não estou em meu melhor momento para pedir algo, mas eu realmente gostaria de vê-los comentando. Então, por favor, me falem o que estão achando da fic, falem o que estão esperando, se estou decepcionando alguém que começou a ler com um propósito e está lendo outro. Não sei! Apenas mandem sugestões ou qualquer coisa. Obrigada por quem ainda está comigo, pois sei que metade de quem favoritou a fic, provavelmente, não a acompanha mais.
Em fim, uma porção de obrigados a todos vocês, me desculpem pelos capítulos ruins que já escrevi e que posso vir a postar, e paciência que eu não abandonarei nenhuma de minhas fanfics nunca! Não teria coragem, podem acreditar me mim.

Sabem, qualquer coisa: Twitter: @swagsofjusten Instagram: SahKatrina Facebook: Sara Katrina e agora Shots (que eu ainda não postei porra nenhuma por motivos de sou feia, e sem efeitos piora, ah!, e minha câmera piora tudo): SahKatrina. Procurem "Katrina" por ai que vocês me acham.
Kisses e até o próximo.

OBS: O próximo pode demorar no minimo uma semana, casa eu consiga, volto antes!


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