História Common Denominator - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Bandido, Bieber, Demi, Demi Lovato, Denominador Comum, Inimigos, Justin, Justin Bieber, Lovato, Prostituição, Sexo, Vadia
Visualizações 5.081
Palavras 4.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Enjoy!

Capítulo 30 - Trauma - Second Part


Fanfic / Fanfiction Common Denominator - Capítulo 30 - Trauma - Second Part

Justin Bieber's P.O.V.

Bufei, deixando que ela fosse aonde queria, e peguei a chave na mesinha da sala. Rose me olhava atenta e com o olhar de repreensão.

  - O que foi? - perguntei irritado.

  - Ela estava muito animada. - falou e eu dei de ombros.

  - A culpa não é minha.

  - Não estrague tudo com ela. Ela não merece. - falou pegando suas coisas para voltar a cozinha. - E você também não. - completou, deixando-me sozinho na sala.

Mereço! Agora, na falta de uma, tenho duas para me atormentar.

 

Estacionei o carro em uma das garagens do prédio que eu havia arrumado para Ellen e subi pelo elevador.

  - Justin! - ela sorriu maliciosa a me ver parado em sua porta e selou nossos lábios rapidamente. - Entre. - deu espaço para que eu pudesse entrar e assim eu fiz.

O apartamento estava diferente de quando a trouxe para cá. Mais bagunçado, e com alguns objetos de decoração diferentes. Eu havia investido uma boa grana ali. O prédio era caro, luxuoso, e ainda estava bancando-a. Prometi ao meu pai que sempre cuidaria de Ellen, e é isso que venho fazendo. Ela aparentava ser essa mulher fria por fora, mas por dentro ainda era a menina traumatizada, que vira os pais morrerem, e que chegou em casa com os olhos assustados. Eu me lembrava exatamente daquele dia.

FLASHBACK ON.

Eu estava animado. Ansioso pela chegada de uma menina na casa. Eu tinha nove anos e as únicas pessoas da minha idade que conhecia era Ryan e Chaz. E eles, na maior parte do tempo, não podiam vir em casa porque suas mães não gostavam de meu pai. Agora eu teria uma pessoa com quem conversar. E era uma menina, o que significava que poderíamos ser mais que amigos também, como as mulheres que andavam com meu pai.

Acordei bem cedo naquele dia e desci para tomar café. Rose estava pondo a mesa.

  - Bom dia, Justin. - ela sorriu como uma mãe para mim, e eu balancei a cabeça, como meu pai sempre fazia a ela.

Rose era uma mulher bonita, gentil e doce. Eu não sabia exatamente porquê ela trabalhava para o meu pai. Ela nunca saia de casa, e eu achava isso estranho. Se eu pudesse sair, sairia, mas ela... Não. Já havia escutado pessoas dizendo que ela fazia isso para que meu pai poupasse a vida de uma de suas filhas, outras falavam que meu pai a salvou das ruas. Mas a história verdadeira nenhum dos dois contavam.

Ela me serviu e eu comi tudo rapidamente.

  - Justin, Jeremy está lhe chamando no escritório. - Jones, braço direto do meu pai, assim como Robert era, avisou. Seu olhar para mim era enojado. Ele não gostava de mim, e eu também não gostava dele. Ele era um babaca, que adorava bancar o chefe quando meu pai não estava, achando que algum dia ele comandaria tudo. Mas esse alguém seria eu. Eu seria o chefe desse império um dia, não ele, e isso o deixava puto. - Vamos logo!

  - Deixe-o terminar o café antes. - Rose pediu, acariciando meus cabelos.

   - Você está aqui para servir, vadia. - falou entre dentes e Rose se encolheu ao meu lado. - Vamos, garoto! Jeremy não gosta de esperar.

  - Estou indo. - falei me levantando e parei de frente a ele, erguendo a cabeça para poder vê-lo. Eu mal batia em sua cintura, era vergonhoso. - Não fale com ela desse jeito. Você também está aqui para servir, otário. - sorri de escárnio a ele e vi seus olhos faíscarem. Ele não podia fazer nada a mim, se fizesse, Jeremy o mataria.

Virei-me e segui pelo enorme corredor cheio de portas, parando de frente a uma que ficava entre a biblioteca e uma outra sala que eu não podia entrar, mas eu sabia que era aonde meu pai prendia mulheres que o satisfaziam quando ele quisesse. Achava aquilo o máximo. Ele tinha a mulher que queria, quando queria. Abri a porta do escritório e ele me lançou um olhar de repreensão por não ter batido na porta.

  - Volte e bata na porta. - mandou e eu assenti, abaixando a cabeça e fazendo o que ele queria. - Ótimo. Sente-se. - segui até a cadeira de couro a sua frente, que parecia enorme para mim nessa época, e me sentei nela, ajeitando-me. Olhei para ele atencioso, esperando que começasse.

Jeremy mexia em papéis e parecia concentrado. Eu gostava de ver meu pai assim. Ele cuidava de tudo o que era seu com tanta atenção, com tanta determinação. Eu o tinha como um herói. Eu seria como ele quando crescesse. Um homem temido, responsável, e teria todas as mulheres que quisesse. Mandaria em tudo. E meteria bala na cabeça de quem cruzasse meu caminho. Impiedoso, frio, calculista, sem amores. Apenas determinado.

  - Te chamei, pois preciso que me prometa uma coisa. - assenti. - Um de meus homens está chegando com Ellen, e eu preciso que me prometa que você irá cuidar dela. Ela acabou de perder os pais, está sozinha, e quero que você seja um amigo para ela. - assenti. - E, claro, quem sabe algo a mais. - sorriu malicioso e eu arqueei uma sobrancelha, sorrido do mesmo modo. - Ela daria uma ótima vadia. - falou, como se me aconselhasse, e eu assenti.

  - Certo, Jeremy.

  - E se lembre. Tudo pelo que ela está passando é culpa de Tom Walker. Tudo é culpa dele. - assenti, sentindo raiva desse homem.

Ele era um monstro, segundo meu pai. Já atacara nossa casa um milhão de vezes, ferira meu pai e prejudicara suas coisas. Eu o odiava com todas as minhas forças.

  - Agora saia daqui. - mandou e eu o fiz. Não era bom desafiar meu pai, eu sabia muito bem disso.

Marcas da minha última surra ainda podiam ser vistas por minha pele branca. Diferente de meus amigos, eu não tinha uma mãe para me proteger quando meu pai enlouquecia por causa das drogas, ou por estar irritado.

Sentei-me em um dos degraus da enorme escadaria e apoiei meu rosto em minhas mãos, esperando que a menina chegasse logo. Em alguns minutos eu teria aulas de Judô e Kung-Fu e não poderia recebê-la. Vi meu professor chegar, sendo escoltado por dois homens de meu pai e pedi mais alguns minutos, que ele concebeu enquanto arrumava o estúdio.

  - Justin. - escutei a voz de tio Gerard, pai de Chaz, e levantei a cabeça, sorrindo para a menina ao seu lado. Ela estava ali. - Essa é a Ellen, e ela vai morar aqui.

Tinha cabelos longos e louros, pele pálida e grandes olhos escuros. Sua boca era grande e carnuda e seu corpo miúdo. Era linda, como eu me lembrava de sua mãe. Ela sorriu tímida e vi seus olhos sem brilho quando cheguei perto. Ela tinha os ombros encolhidos, com medo. Sorri para ela e peguei sua mão.

Minutos após, nós dois conversávamos e brincávamos pela casa.

FLASHBACK OF

 

  - Jus, no que está pensando? - pisquei, deixando as lembranças vagarem para longe de minha mente e balancei a cabeça.

  - Nada.

  - Cerveja?

  - Com certeza. - ela sorriu e correu para a cozinha.

Fiquei pensando em como queria ser como meu pai quando criança, e vi que não estava me saindo tão bem. Eu nunca consegui ser como meu pai. Nunca fui duro o suficiente, nunca fui frio o suficiente. Ele nunca se deixaria se apaixonar, ao menos ser comandado por alguém. Meu pai era forte e decidido. Eu ultimamente estava me saindo um belo marica. Estava de quatro por Allyson, havia me encantado com meus irmãos, e gostava da ideia de ter uma mãe, uma pessoa que se importava comigo. Já não estava mais tão ligado nas minhas coisas, e Tom já não era mais meu foco principal. O ódio que foi incitado por meu pai, hoje em dia não era maior do que o que eu sentia por Allyson. Era assustador. E eu não me assustava fácil. Porém, o que essa garota estava fazendo comigo era incrível. Ela não passava de uma pirralha, mas conseguia me controlar como ninguém antes.

  - Toma. - virei-me para Ellen, que segurava uma garrafa de cerveja em minha direção e a peguei. Ela também estava com uma. - Você está tão pensativo.

  - Minha cabeça está cheia. - dei de ombros, tomando um gole da cerveja. - Para que me chamou?

Ela sorriu, sentando-se ao meu lado, as pernas junto ao corpo.

  - Me sinto sozinha aqui. - falou, dando de ombros. - Esse apartamento é enorme e vazio. Não estava acostumada a ficar solitária assim. Sempre tive você.

  - Fiquei sabendo que tem saído bastante.

  - Ainda assim, sinto-me sozinha. - riu fraco. - Me deixe voltar para casa.

  - Não dá, Ellen.

  - Só por que a pirralha é insegura? Justin...

  - Não complica. - suspirei.

  - Você está tenso. - falou, levantando-se e deixando a cerveja em cima da mesa de centro. Ela se posicionou atrás do sofá e começou a massagear meus ombros. - O que tem acontecido?

  - Nada demais. As coisas andam iguais.

  - Ah, qual é, Justin?! Vamos, você pode confiar em mim. - falou, beijando minha bochecha. - Tom aprontou novamente?

  - Não. E isso me preocupa. - admiti. - Ele anda de boa. Ultimamente, tudo está calmo.

  - E por que está assim?

  - Allyson.

  - Meu Deus! Se eu fosse você, já tinha me livrado dessa menina. Ela só empata as coisas.

  - Allyson ao menos sabe do que acontece ao redor dela. - dei de ombros, não querendo admitir em voz alta que não podia me livrar dela, que não suportaria me ver longe dela.

  - Enfim, você tem algo planejado para Tom?

  - E por que quer saber?

  - Ele matou meus pais, Justin. Aliás, nossos pais. Eu o quero morto. Somos iguais, Jus.

  - E ele morrerá. Eu e os caras temos o observado. Sabemos seus passos. Mas ele não tem feito nada. Sua casa está... Quieta.

  - Talvez ele esteja esperando que você ataque primeiro.

  - Não sei... Ele sempre foi tão descontrolado em relação a mim. Ele sempre atacou primeiro.

  - Acho que você deveria tentar pegar em seu ponto fraco.

  - E qual seria ele? - ri debochado. - Nem mesmo meu pai sabia.

  - Eu escutei por ai que ele tem uma filha. - franzi a testa.

  - Filha?

  - Sim. Mas ninguém sabe quem é ela. Parece que ele a deu. Deixou na porta de uma casa.

  - Ela tem sorte. - ela riu.

  - Provavelmente.

Eu ao menos sabia que Tom teve uma mulher, quem dera uma filha. Se eu conseguisse chegar a essa menina e... A tivesse como uma carta. Ele não arriscaria a vida de uma filha, ninguém faria isso. Eu precisava achar essa menina. Precisava tê-la ao meu lado. Após a morte de seu pai, tudo seria dela. E se eu a tivesse, tudo seria meu. Eu ampliaria nossos negócios. Seria algo mundial. Eu sei que Tom tem pontos em vários cantos do mundo. Ele esconde tudo com presas fantasmas, investimentos, lavagem de dinheiro. Ele tem aliados poderosos no governo, não só dos EUA como também da China, Alemanha, e diversos outros.

  - E os diamantes que roubou do cofre dele? Aonde você os colocou?

  - Como sabe disso? - franzi o cenho, apoiando a cabeça no encosto do sofá, e ela sorriu.

  - Chaz.

  - Ah, claro. - revirei os olhos e os fechei em seguida. Esses diamantes haviam sido perda de tempo. Senti ela pressionar a boca na minha e não me importei. Isso não era nada, ao menos chegava a ser uma traição. - Eu os deixei com Christian. Ele os guardou. Mas também não me serviram de nada.

  - Que pena.

A senti sentar em meu colo e me assustei, mal tinha percebido que ela dera a volta no sofá. Ellen começou a descer beijos por meu pescoço e então voltou a minha boca, atacando-a com ferocidade. Retribui o beijo, colocando minha mão entre os fios de cabelos loiros de sua cabeça. Ela gemeu em minha boca, rebolando em meu colo. Eu começava a ficar excitado, mas Allyson não merecia isso. Afastei-me subitamente, e ela me olhou com o cenho franzido.

  - Eu estou com a Ally.

  - Ah, por favor! Vamos, Justin. Esqueça ela. Ou você acha que ela é fiel a você?

  - Ela é.

  - E Matthew? Você realmente acredita que eles nunca tiveram nada? - sussurrou e eu balancei a cabeça.

  - Ellen...

  - Só hoje. Ela nunca irá ficar sabendo, te juro. Nosso segredinho, lembra? - sorriu e lembranças de nossa infância vieram em minha mente, novamente.

FLASHBACK ON

  - Justin. - Ellen gemeu contra a minha boca, enquanto eu a apertava mais ao meu corpo.

  - Eu te quero. - murmurei, descendo minha boca por seu pescoço. 

  - Eu... Não estou pronta, Jus.

  - Ellen, vamos!

  - Eu não estou pronta. Eu... - ela sorriu maliciosa e tomou meus lábios com os dela, num beijo voraz. Senti suas mãos descerem por meu corpo franzino na época e ela parou em meu cinto. - Mas eu posso... Te ajudar. - murmurou.

  - Está falando sério?

  - Com certeza. - falou, descendo por meu abdômen.

Quando senti suas mãos sobre meu pênis, senti que eu entraria em combustão a qualquer momento. Tínhamos doze anos. Ainda não tinha controle de mim mesmo, e a primeira sensação de ter mãos que não as minhas... Trabalhando ali. Uau! Era incrível! Quando senti sua boca em meu membro, não resisti por muito mais tempo, minutos depois gozei e lambuzei todo o seu rosto quando ela tirou meu pau de sua boca e o passou na cara. Mordi o lábio, e ela sorriu, corando. O rosto cheio de porra.

  - Foi bom?

  - Incrível. - murmurei, ainda atordoado pelo meu primeiro orgasmos por um boquete.

  - Podemos repetir...

  - Todos os dias. - ela sorriu. - Será nosso segredinho. - pisquei e ela assentiu.

FLASHBACK OF

 

Ellen rebolou de novo, e mordeu meu lábio.

  - Vamos, Jus. Pelos velhos tempos. - pediu, sorrindo maliciosa, rebolando mais rápido e intensamente. Gemi, colando nossas bocas.

  - Foda-se ela. - falei, entorpecido pelo tesão, ficando por cima dela no sofá.

Allyson Mallette's P.O.V.

  - Você acha possível? - mordi o lábio insegura, observando a expressão suave de Christian.

  - Bom, é possível para Ryan. Ele saca tudo dessas paradas. Mas você tem que ver se Justin permitiria. Elas ainda são dele, e isso ainda poderia representar um risco grande para nós. Mas bom plano. Essa cabecinha tem futuro. - tocou minha testa com a ponta do dedo e eu ri.

  - Chris, não poderia viver com a culpa de que mandei as únicas pessoas que me ajudaram para um prostíbulo. Eu preciso deixar Kyara aproveitar a filha dela.

  - Eu entendo. - sorriu, acariciando minha mão. - Vou conversar com ele e vemos isso depois, tudo bem?

  - Obrigada! - exclamei, o abraçando forte. - Você não sabe o quanto isso significa!

  - Agora eu tenho que ir, vim só porque você disse que era importante.

  - Tudo bem. Cuide-se! - ele assentiu, rindo, e se levantou, beijou minha testa, e foi embora.

Eu estava muito mais animada.

Havia pedido a ele que tentasse por um plano meu em prática. Eu queria que ele tentasse fazer com que todos esses anos que Kyara e Peyton passaram aqui, fossem como se ela tivesse passado em outro lugar. Como se tivessem abandonado tudo e partido para um novo país, ganhado uma vida diferente. Seria cruel com as famílias que ficaram preocupadas todo esse tempo e depois achariam que foi por nada, mas era um modo delas voltarem sem levantar desconfiança. Eu havia gasto meu tempo naquilo. Passara o dia pensando em como poderia, e minha mente chegou nisso. Não era um plano de mestre, mas daria certo. Depois que Christian confirmasse comigo que era possível, eu mesma conversaria com Justin e argumentaria do meu jeito. Eu sabia que ele era ranzinza e acharia 'n' motivos em cada detalhe que eu lhe falasse, mas eu tentaria convencê-lo. Porém, isso era preocupação futura.

O que mais me incomodava agora, era o fato de que Justin havia saído para a casa da Ellen, e que já era dez da noite e ele ainda não havia dado a cara. Eu estava insegura, raivosa, e tinha certeza que ele não passou a tarde conversando. Os meninos também não haviam se encontrado hoje, Christian falara. Qualquer desculpa não seria válida. Eu sentia meu sangue ferver como fogo passando entre minhas veias, morria de ciúme e ódio dela. Eu não podia acreditar que ele desprezara uma tarde comigo para se encontrar com ela. Ele estava jogando tudo para o alto.

Sabia que não podia tomar as dores de corna antes da hora, mas ele me traia, e eu tinha 99% de certeza. O que mais me doía era saber que, se fosse verdade, eu teria que continuar vivendo com ele todos os dias, cedendo à suas vontades, pois ele podia fazer coisas horríveis comigo.

Imagens do meu primeiro dia nessa casa eram nítidas em minha mente. Cada segundo que passei de agonia e dor, cada sentimento de medo, culpa e impotência, cada gota de suor que descia por minha testa e nuca pelo medo, cada lágrima derramada por alguém que nunca as mereceu. Lembro-me da dor de cada soco, de cada chute. De suas palavras duras e asquerosas. Do seu corpo sobre mim de maneira possessiva, agressiva, doente. Seus olhos dilatados, negros e irritados. Provavelmente ele estava drogado naquele dia. Suas mãos apertando meu corpo. Eu me sentia suja, e era como se aquela sensação ainda se fizesse presente em mim. A dor que eu sentia. O modo como parecia estar quebrada por dentro. A vergonha. Eu sentia vergonha e só conseguia pensar em minha mãe naquele momento.

  - Allyson! Caralho! - a voz de Justin me chamou a atenção por um segundo, e eu o enxerguei em meio às lágrimas, sentindo medo.

Estava em transi.

JUSTIN BIEBERs P.O.V.

Fiquei parado, em choque, vendo Allyson chorar e soluçar, enquanto passava as unhas tão fortes sobre os próprios braços que arrancava pele e sangrava. Seus olhos arregalados, fixos e assustados, enquanto seus lábios se moviam sussurrando "não, não, não".

Era uma visão horrível.

  - Allyson! Caralho! - gritei, finalmente conseguindo me mover. - Allyson. - cheguei perto dela, mas seus olhos brilhavam de medo e ela se afastou, sussurrando.

  - Não. Não. Não. Dói. Sai. - falava, se encolhendo para longe de mim. - Não. Não. Não. Não me toca.

  - Você está se machucando. - falei baixo, quase como se implorasse para que ela permitisse que eu me aproximasse.

  - Homem ruim. Não. Machuca. - sussurrava desesperada, e quem estava prestes a entrar em estado de desespero era eu. Ela estava se machucando, sua unha infincando em sua carne, o sangue escorrendo lenta e dolorosamente sobre meu sofá de couro negro.

Eu não sabia o que estava acontecendo com ela.

  - Allyson! - falei agoniado, querendo pegá-la em meus braços, mas ela se encolhia balançando a cabeça e sussurrando que eu era um homem ruim. Aquelas palavras, de alguma forma, atingiam-me duramente.

Não podia mais vê-la daquele jeito, apenas a peguei em meus braços, com protestos, mais lágrimas, e alguns gritos que chamaram a atenção de Rose e de alguns seguranças, que entraram alarmados rapidamente em casa.

  - Rose, você tem que me ajudar. - falei desesperado, vendo Allyson encolhida em meu colo, ainda se machucando. Acho que ela pode ver a agonia em meus olhos, pois correu, guiando-me para o meu quarto, aonde me fez colocar Allyson em nossa cama e me mandou sair.

  - Não vou sair.

  - Me ajuda. - Allyson sussurrou para ela, olhando com um medo que nunca vi antes em seus olhos. Um medo intenso. Ela me olhava e se encolhia nos braços de Rose, que agora a rodeavam.

  - Justin, você não vê que é quem está causando isso? É de você que ela está com medo!

Aquelas palavras me atingiram como uma apunhalada nas costas. Cambaleei para trás, procurando a maçaneta e sai do quarto, vendo os olhos dela brilhando sobre mim.

  "É de você que ela tem medo."

Eu... Ela... Por que medo de mim? Eu não lhe faria mal! Encostei-me à parede de frente a porta do quarto e esperei. Minha cabeça rodava e eu nunca havia pensado que causar o medo em alguém me faria tão mal. Allyson não tinha por que sentir medo de mim, eu nunca a machucaria. Eu ainda podia sentir seu olhar sobre mim. Lembrei-me dos olhares que meio pai recebia das pessoas para quem ele apontava a arma na cabeça. Eram grandes, piedosos, cheios de dor. Ele gostava daqueles olhares, e eu também. Sempre trazia a sensação de poder, era como se eu estivesse no controle do mundo. Porém, ao ver aquele olhar vindo de Allyson, foi como se o mundo não fizesse mais sentido e eu fosse tirado de órbita. Nada fazia sentido. Eu não estava mais no controle de nada, não queria mais aquela sensação de poder. Não queria mais ser como meu pai.

  - Justin. - senti a mão de Rose passar por meus cabelos e levantei a cabeça. - Está chorando, querido. - sorriu de lado, triste, e me abraçou, de modo que minha cabeça ficasse encostada em seu peito e eu pudesse sentir o ritmo de seu coração. Eu não percebera que estava chorando, e não me importei com ela me vendo daquele modo. Estava agindo como uma mãe, como sei que Pattie agiria se estivesse aqui. - Não se preocupe. - seus dedos acariciavam meus cabelos carinhosamente.

  - Ela tem medo de mim.

  - Ela está bem agora. Eu lhe dei um banho e lhe dei um calmante. Não precisa mais chorar. - beijou o topo de minha cabeça. - Venha, se levante.

Fiz como ela pediu, e passei a mão pelo rosto. Ela me olhava com ternura e compaixão. Pena. Era o que eu menos precisava.

  - Não me olhe com pena. - pude me ouvir ríspido e amargo, porém, ela pareceu não se importar.

  - Tome um banho e deite. Acho melhor dormir em outro quarto. Dê espaço a ela.

Não respondi ou assenti, apenas entrei no quarto, querendo ver Allyson. Ela dormia serenamente. Seus braços cobertos por uma faixa. Seu rosto ainda tinha marcas da invasão, alguns roxinhos ou casquinhas, mas aquilo não diminuía sua beleza. Senti-me sujo pelo que fiz mais cedo. Não devia ter cedido a Ellen. Arrependia-me.

Tomei um banho rápido, colocando uma calça de moletom em seguida, e fiquei de pé de frente a cama. Não iria dormir em outro quarto. Aquele era meu quarto.

  - Justin. - falou baixo e eu pensei que ela tivesse acordado, mas não. Ela estava sonhando. Comigo. - Justin. Pare. Não faça isso, por favor. Não faça isso. Dói. - falou, sua voz chorosa. - Não faz isso comigo. Não me toque assim. Não me toque assim. - ela se encolheu na cama. - Dói, Justin. Eu... Não. Pare. - sua expressão era mais dura. - Mamãe. Não. Eu estou suja, não me abrace. - senti meu estomago revirar-se. - Justin me tocou... Ele me sujou. Sim. Sim. Eu... Eu o odeio. - acabara de levar um soco no estômago. - Me desculpe, mamãe. Ele é ruim. Ele me tocou.

O estupro. Eu havia feito aquilo com ela. Eu a machuquei. Ela nunca se esqueceu disso. É claro! Eu a deixei... Traumatizada. A forcei a foder comigo e a fiz sentir dor. Eu não havia pensando nisso, e admito que ao menos lembrava disso. Não havia tido importância para mim. Não era comum eu fazer aquilo, foi uma exceção. Porém, essa exceção... Para Allyson foi doloroso. Lembro-me dela pedindo para que eu parasse no dia, implorando enquanto chorava, mas eu nunca me importei. Não me importava, até ver esse seu ataque. Vasculhei minha mente, procurando lembrar se ela já havia tido esses ataques. Será que esse fora o primeiro? Então, foi como flashes. Vezes que eu a vi com os braços vermelhos após o banho durante esses meses. Eram marcas como arranhões. Nunca reparei, nós a maior parte do tempo voltamos a foder depois disso. Após esses surtos dela, eu a comia. Como eu nunca percebi? Ela falava "Eu te amo" diversas vezes, como se tentasse colocar isso na cabeça.

Eu devia deixá-la ir embora. Eu devia permitir que ela voltasse para casa e descobrisse toda a verdade. A ajudaria a decidir que me odeia e que eu sou um filho da puta. Porém, sou egoísta. Não permitia que ela se afastasse de mim. Ela nunca descobriria que somos irmãos.

Ela nunca voltaria para Pattie.


Notas Finais


Hã... Olhem só quem voltou na data marcada! Milagre? É, Deus existe pessoinhas!!! ahsuahsu

Eu não sei se para vocês esse capitulo ficou... Estranho...? Mas, eu acho que qualquer uma que passe por traumas como a Allyson passou, não pode simplesmente se apaixonar pelo cara e PUM! acabou, fim da história. Eu pelo menos, não sei se me apaixonaria por alguém que fizesse isso comigo. Na verdade, nunca aconteceria! Essa ideia foi algo que surgiu do nada, e como a minha mente é doentia, eu apostei na ideia. Deu certo, mas acho que a maioria das pessoas acham a ideia doente, como eu andei vendo por ai. Espero que eu esteja conseguindo fazer a continuidade da fic andar junto a coerência (apesar de ter coisinhas bem sonhadoras, que são a base e o encantamento de uma fanfiction). Então, esse surto foi meio que a forma que eu encontrei para mostrar como o acontecido a marcou. Eu nem tenho ideia se esses surtos podem acontecer de verdade.

Enfim, o próximo capitulo posso adiantar que será um pouco paradinho, mas... Bem, é vocês que têm que decidir, certo? Obrigada por cada comentário e favorito, isso é algo imensuravelmente incrível para mim. Vocês são as melhores leitoras que qualquer pessoa poderia desejar, me fazem sorrir demais com cada comentário engraçado e fofo. Devo muito a vocês, e aposto que vocês nem fazem ideia!

PREVISÃO PARA O PRÓXIMO CAPITULO: Não há data certa, pois eu ainda estou analisando ele direitinho, pois para mim ele está muito ruim. Tentarei até quarta. Podemos fazer isso, okay? Toda Quarta e Sexta, ou algo assim... Verei as melhores datas, mas talvez fique mesmo duas postagens por semana. Pode ser que sejam sem dias específicos, ou que tenham. Isso eu decidirei em breve.

Beijos, beijos, beijos, e desculpem por eu ter escrito praticamente um novo capitulo aqui nas notas finais!

PS.: Ah, e teve uma leitora que me pediu para seguir no twitter, mas o meu twitter aqui não está carregando muito bem, então, deixarei o meu user aqui e quem quiser é só seguir que eu sigo de volta. Acho que agora nas férias, lá é o lugar que eu posso responder vcs mais rápido... https://twitter.com/swagsofjusten E fiquem de olho no meu perfil aqui no SS pq eu posto novidades e avisos aqui, mas não sei se vcs entram para ver...


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