História Common Denominator - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Bandido, Bieber, Demi, Demi Lovato, Denominador Comum, Inimigos, Justin, Justin Bieber, Lovato, Prostituição, Sexo, Vadia
Visualizações 4.641
Palavras 2.486
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 31 - Indecision


Fanfic / Fanfiction Common Denominator - Capítulo 31 - Indecision

ALLYSON MALLETTEs P.O.V.

Antes de abrir os olhos eu podia sentir a claridade do quarto. Eu odiava aquilo. Estava com meu corpo cansado, meus braços doendo e minha cabeça latejando. Virei para o lado, tentando sentir Justin, mas ele não estava ali. Ele ainda não havia chegado? Já era de manhã e ele não chegara! Abri os olhos de imediato. Não me lembrava de ter ido para a cama ontem. Sentei na mesma, passando as mãos no rosto e me assustei ao ver meus braços enfaixados. Por que eles estavam assim? Eu não conseguia lembrar. A ultima coisa de que me lembro é de estar na sala, tentando imaginar aonde Justin estava, se estava ou não me traindo. Depois meu cérebro se desligou. Já havia acontecido algo assim, e eu suspeitava que fosse isso mesmo. Sempre que eu acabava lembrando-me do estupro, meu cérebro se desligava completamente. Era como se eu estivesse vivendo aquilo de novo. E geralmente eu ficava machucada. Isso devia explicar as faixas.

Levantei e fui até o banheiro. Lavei meu rosto, escovei os dentes e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo. Estava apreensiva com o sumiço de Justin. Será que ele passara a noite com Ellen?

Sai do quarto, ainda de pijama e desci para tomar café. Rose me explicaria melhor o que aconteceu ontem, já que ela devia ter enfaixado meus braços. Entrei na sala aonde fazíamos as refeições e me surpreendi ao ver Justin ali, tomando um copo de whisky.

  - Bebendo logo de manhã, Justin?! - falei em tom de repreensão e me achei uma ridícula depois.

  - Ah, você acordou. - olhou-me e parecia cauteloso.

  - Hã... E você...? Estava aonde?

  - Dormi em outro quarto.

  - Por quê? O que houve, Justin? - perguntei, sentando-me em uma cadeira ao seu lado. - Se foi por mais cedo, está tudo bem. Eu não fiquei magoada com você. E isso também não era motivo para você não dormir comigo. Eu te fiz algo? - perguntei rapidamente.

O fato dele não dormir em seu quarto era... Estranho. Do jeito que ele era, era bem capaz de ele me acordar e me por para fora do que ele mesmo ir para outro quarto.

  - Não se lembra?

  - Me lembrar...?

  - Ontem, quando cheguei você... - ele olhou para as faixas em meu braço e eu senti meu rosto corar instantaneamente. Ele havia presenciado meu pequeno surto. Droga! Eu não queria que ele soubesse disso. E geralmente não eram tão ruins, e duravam dois, três minuto, menos até.

  - Você se assustou?

  - Já aconteceram mais vezes?

  - Sim... - murmurei, passando as mãos pelo rosto. - Algumas.

  - Desde quando? - seu tom de voz era sério e morto. Não tinha emoção alguma, assim como seus olhos. Sua expressão era de seriedade, e ele parecia ter passado a noite acordado. Será que ele não iria mais querer nada comigo por causa disso?

  - Desde... - parei.

Eram desde o estupro. Geralmente, eu sonhava. Sonhos não eram perceptíveis, agora depois que ele me prendeu no quarto por dias a fio... Ai começou os ataques. Eram mais como ataques de fúria, que eu machucava apenas a minha mesma. É estranho, eu não sei direito como funciona. É algo repentino, e acontece quando estou sozinha e meus pensamentos vagam para além da onde posso controlar. Então... PUF! tudo desaparece e eu acordo poucos minutos depois, e volto ao normal. Isso já aconteceu enquanto eu ia tomar um banho, após uma de nossas transas. E era horrível pelo fato do sentimento de ódio que crescia em mim. Era como se eu o odiasse, mas eu sabia que não odiava. Eu o amava. E isso me deixava muito confusa.

  - Desde...? Vamos, fale.

  - Justin, isso não importa. - dei de ombros, pegando uma taça de salada de frutas. - Deixe pra lá. Estou bem, e não foi nada demais.

  - Responda, Allyson!

  - Para que quer saber?

  - São desde... Aquela vez? - ele vacilou um pouco para falar.

  - Justin...

  - Me responda, caralho! - gritou e eu arregalei os olhos, sentindo um tremor passar por meu corpo.

  - S-sim... Quer dizer, mais ou menos.

  - Como assim? - sua voz tinha voltado ao normal, mas agora ela parecia um pouco... Temerosa. Não sei direito.

  - Eu tinha sonhos ruins, desde aquilo, mas... Os ataques de pânico, como eu o chamo, começaram quando eu fiquei trancada naquele quarto por três dias. Eu não sei direito, mas eles são curtos. Eu tenho e menos de três minutos eu volto ao normal. Só que não me lembro de ter voltado ao normal ontem.

  - Não voltou. - respondeu, voltando a tomar sua xícara de café.

  - Ei, não fique assim. Desculpe-me se te assustei.

  - Me assustar? Ah, Deus! - bufou.

  - Justin... - sussurrei. - Me diz que não vai querer desistir de mim só por isso. Eu não sou problemática. - falei, tentando me aproximar, mas ele se levantou e saiu, deixando-me sozinha e com cara de tacho.

Ele ia desistir de mim, não é possível! Meu Deus, ele me achava problemática! Eu o assustei. Ele me mandaria de volta para o quartinho, junto a todas aquelas meninas. Ou me mandaria para um daqueles prostíbulos, aonde eu seria obrigada a me prostituir. Eu não queria isso. Não queria me afastar dele. Não sei se seria capaz de viver sem Justin. Não que eu fosse dependente dele, mas eu o amava e não queria ficar longe. Claro que também não queria me prostituir. Eu, que estava arranjando tudo para que Kyara e Peyton saíssem daqui, agora estava a perigo.

  - Menina, você está branca! Está se sentindo bem? - levantei a cabeça para observar Rose me encarando preocupada.

  - Acho que Justin quer se afastar de mim. Rose, eu acho que o assustei. Ele deve me achar um a problemática, maluca com traumas... Ele vai me mandar embora. Não quero me afastar dele. - falei rápido.

  - Não, querida! Ele não vai te abandonar.

  - Como não? Ele estava todo estranho e não me deixou me aproximar. Ele deve ter medo de mim! - falar aquilo era um pouco estranho, Justin não teria medo de mim. Mas no mínimo deve ter se assustado.

  - Medo? Justin? Não! Você não se lembra do que aconteceu?

  - Não! Eu nunca me lembro.

  - Querida, você... Justin se assustou, realmente, mas não é isso que está o afastando.

  - Então o que é? Droga!

  - Ally, você estava muito... Intensa. Estava com medo. Com medo dele. Você pedia ajuda ao olhar para ele, não o deixava se aproximar. Eu o peguei chorando, após ter que dizer a ele que você estava com medo dele.

  - Você disse isso?

  - Tive que dizer. Você estava assustada demais, chorando. Ele não queria te deixar sozinha no quarto, e eu tive que dizer isso para que ele saísse. Foi como se Justin escutasse aquilo e algo o atingisse. Ele saiu do quarto e caiu sentado no corredor. Quando o encontrei ele estava desolado com o seu medo.

  - Meu Deus! - exclamei boquiaberta. - Eu preciso falar com ele. - falei, levantando-me e correndo para o seu escritório.

Ele não podia achar que eu o temia. Eu não podia ficar tranquila sabendo que ele chorara com isso. Justin chorara por mim. Caramba! Entrei sem bater e ele estava olhando algo no notebook.

  - Allyson, estou ocupado. - falou sem olhar para mim.

  - Vai ficar me tratando assim? - perguntei.

  - Só quero ficar um pouco sozinho.

  - Eu entendo, mas eu quero conversar sobre ontem.

  - O que você quer conversar? Por onde começamos? Pela parte que você me odeia? Ou a que tem medo de mim? - apoiou as mãos na mesa e me encarou, esperado que eu começasse. Porém, ele não me deu chance de tal feito: - Deixe que eu fale para você. Primeiro você me escondeu a porra dos surtos! Por que me escondeu esses caralhos?

  - Exatamente por causa disso. Eu não queria que você ficasse neurótico.

  - Neurótico? Allyson, você devia ter me contado. Eu teria chamado um médico, ou sei lá que porra cuida disso.

  - Ah, claro! - bufei.  - Escute, eu serei muito sincera com você, Bieber. - respirei fundo. - O nosso começo foi horrível, tudo bem? Foi péssimo. Eu sofri mais do que tudo que passei de ruim em toda a minha vida. Você foi um verdadeiro monstro comigo. E se isso me marcou? Com certeza! Marcou sim e temo que eu possa ter isso por mais um tempo. Meu cérebro sempre guardará aquelas minhas primeiras horas aqui. Porém, isso servirá para que você veja se realmente me quer. Se você realmente me ama, então não desista de tudo que estamos construindo aos poucos. Agora, se não me ama, então significa que o que eu faço aqui dentro é inútil e o melhor que você tem a fazer é me deixar ir. Eu estou aceitando deixar a minha antiga vida para trás por um tempo, até que você esteja pronto para se encaixar nela, e você acha que isso é fácil? Não! Nunca foi e nunca será, mas eu te amo, e quero trabalhar isso com você.

Terminei e fiquei encarando seu rosto inexpressivo. Ele não falou nada, nem esboçou alguma reação e eu balancei a cabeça. Ele precisava pensar em tudo o que eu lhe disse, e eu também. Eu também precisava pensar em toda a merda que estava acontecendo.

Não sobre ele. Justin era uma certeza para mim. Claro que eu tinha os momentos de dúvida, como quando beijei Matthew. Mas aquilo... Aquilo nunca seria a minha realidade. Justin era uma realidade, e eu queria que ele pudesse se juntar a minha antiga vida. Eu não poderia ser mais feliz.

Deixei o seu escritório sem dizer uma palavra. Eu não poderia mudar uma decisão dele, mas também não aceitaria que ele me deixasse aqui dentro se não me amasse. Ele não tinha o direito e eu merecia mais.

Às vezes, achava que Justin precisava desse amor que eu lhe dou. Ele cresceu sem isso, nunca havia tido uma paixão, nunca havia sentido algo assim. Acho que também não existiu ninguém a lhe dar carinho, abraça-lo, dizer que ele era importante. Ele se garantia com coisas que, ao menos para mim, não julgavam nada. Em meu mundo, dinheiro e poder não eram importantes. Era clichê dizer aquilo, provavelmente, mas era a minha verdade. Eu não conseguia acreditar que ele era feliz assim. Ainda não acredito que ele seja feliz agora, mesmo comigo. Sinto que lhe falta uma família.

  - Allyson. - virei-me, vendo Matthew no topo da escada.

  - Matt! - exclamei, sorrindo. - Voltou hoje?

  - Acabei de deixar minhas malas em meu quarto.

  - Hã... Vamos dar uma volta no jardim para você me contar?

  - Claro! - desceu rapidamente. - Estava com saudades. - me abraçou, beijando minha bochecha.

  - Também, Matt! - sorri mais ainda. Ele era um ótimo amigo.

  - Vamos?

Assenti e segui com ele para fora da casa. Ele me contou que havia voltado ao Canadá para visitar sua família e para ajudar seu pai. Ele me dizia que era grato por Justin estar lhe ensinando tudo que ele precisava, e eu tentava imaginar o que Justin tinha contra o primo. Ele parecia idolatra-lo. Eu admirava isso.

  - Ally, será que podemos conversar sobre... O beijo?

  - Desculpe-me, eu não devia ter...

  - Não, não estou repreendendo, ou dizendo que não deveria acontecer. Pelo contrário. Foi incrível. Eu... Eu tinha dúvidas sobre meus sentimentos, mas aquele beijo dissipou-as. Agora tenho certeza. Eu gosto de você. Eu quero ficar com você. Quero poder te beijar.

  - Matthew. - meus olhos estavam arregalados e minha voz parecia ter sumido. Como assim ele gostava de mim? Eu... Eu nunca imaginária isso.

  - Eu sei que parece chocante agora, mas eu posso te fazer se apaixonar por mim.

  - Matt... Eu... Eu e Justin...

  - Ele não merece alguém como você. Justin não sabe amar alguém, ele tem posse. Ele acha que você é um objeto a qual pertence a ele. Eu posso te tratar como uma rainha, a minha rainha. - se aproximou de mim.

  - Eu... Estou presa aqui.

  - Nós poderíamos fugir. Assim que você estiver com a sua família, Justin não vai mais atrás de você.

  - Eu não posso... Desculpe-me. - murmurei, saindo rapidamente dali.

Era loucura o que ele estava propondo. Eu não podia aceitar. Eu gostava dele, muito mesmo, mas Justin era quem eu amava.

  - Menina! Aonde vai?

  - Rose... Eu não sei. - balancei a cabeça, subindo as escadas e parando de frente a porta do quarto de Justin.

Neguei, e me virei e voltei pelo corredor, até o quarto que eu usava. Como... Era loucura! Meu Deus. Matthew gostava de mim, Justin estava indeciso sobre nós, e minha cabeça estava uma bagunça. Como era possível Matt gostar de mim? Eu nunca deveria ter o beijado. Ele levou isso como um sinal. E não era um sinal. Eu estava bêbada. Eu odeio bebidas alcoólicas. Nunca mais irei beber na minha vida.

Após horas dentro daquele quarto, eu sentia que precisava sair e comer algo. Não havia tocado em meu café da manhã, e o cheiro da comida de Rose estava fazendo eu estomago colar nas costas. Assim que abri a porta, dei com Justin, que iria bater na porta no mesmo instante.

  - Hã... Oi. - murmurei, erguendo a cabeça para olhá-lo, pois eram uns dez centímetros de diferença.

Ele não respondeu, apenas passou os braços por minha cintura e colou seus lábios nos meus, beijando-me profundamente. Eu nunca fora beijada daquela forma. Até para Justin era novo. Eu não sabia como descrever. Era carinhoso, mas ao mesmo tempo brusco. Não tinha como explicar direito.

Pisquei rapidamente, ainda sentindo meu corpo formigar após aquele beijo. Olhei para ele, que analisava a minha reação.

  - Uau?! - falei ainda atordoada. - Isso significa alguma coisa?

  - Significa. Significa sim. - balançou a cabeça prontamente e eu fiquei esperando que ele me falasse algo mais. Então ele percebeu a espera. - Ah, sim. Eu... Hã... Ainda é estranho admitir em voz alta, mas eu não posso desistir de você. Não posso porque você me faz sentir algo diferente. Você me mostra um mundo diferente e... Eu não sei. Acho que não estou preparado para ficar longe.

  - Então isso quer dizer que...

  - Que... - ele parecia uma criança. - Que eu precisei de alguns copos de whisky, mas que eu tenho certeza que te amo e não posso te deixar ir embora. - mordi o lábio, tentando conter o sorriso e ele deu de ombros. - E, claro, eu vou te foder. - aquele sorriso cafajeste surgiu em seus lábios e eu sorri também. 


Notas Finais


Capitulo pequeno, mas necessário. Eu demorei um pouco pq tive que dar uma reescrevida nele, pq não estava me agradando antes...

Eu não gostei, mesmo tendo mudado boa parte, mas eu não via muita coisa para fazer nele, já que nada me vinha a mente. O próximo capítulo será melhor e muitas coisas se revelarão... Obrigada pelos comentários cativantes, eu agradeço mesmo todos eles, vocês são especiais demais!

Ah, e eu queria dar um aviso, na verdade, pedir uma coisa. Por favor, não divulguem fanfics nos comentários, tudo bem? Eu sei que posso estar parecendo, sei lá, ingrata, mas eu acho bem chato isso. Mandem por msg privada, como muita gente faz, mas nos comentários eu acho bem chato mesmo, e já vi acontecer em várias fanfics, e também já vi várias autoras que não curtem muito isso. Então, isso é a única coisa que peço, e me desculpe se alguém acha que estou equivocada, mas é uma opinião minha.

Beijos e até terça!!! Amo vocês :D


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