História Common Denominator - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Bandido, Bieber, Demi, Demi Lovato, Denominador Comum, Inimigos, Justin, Justin Bieber, Lovato, Prostituição, Sexo, Vadia
Visualizações 5.133
Palavras 5.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 32 - Truths


Fanfic / Fanfiction Common Denominator - Capítulo 32 - Truths

Allyson Mallette's P.O.V.

  - Menina, acho que você já pode parar de beber. - Rose advertiu, sobre todo aquele barulho, tentando pegar o copo de whisky da minha mão. Ri e neguei, enchendo-o um pouco mais e saindo pela porta da varanda. Algumas guardas faziam ronda. Eles me olhavam como se eu fosse uma maluca. Já estava bêbada. Eu só não me lembrava de como. Só sabia que estava rolando uma festa ali na casa de Justin, e que ela estava ótima.

 

Algumas horas antes...

 

  - Vai se foder! - gritei em alto e bom som, para que não só Justin, mas todos os seus lindos amiguinhos pudessem me ouvir.

Ele era um idiota.

  - Allyson! - gritou de volta, esperando que eu me virasse ou voltasse pedindo desculpas. Não fiz nem um, nem outro.

Estávamos discutindo pelo fato de ele ser um idiota. Um idiota público. Jaden trouxe um novo sócio de Justin aqui, e esse novo sócio tem uma mulher. Uma mulher grávida. E ele a trata com carinho e respeito. Então, ela começou a me contar sobre como eles se conheceram, aquela baboseira toda, e me contou sobre o dia que ele a ensinou a dirigir. Eu fiquei empolgada, pois sempre quis dirigir, e foi ai que tudo começou. Justin é um babaca, e fez questão de me humilhar na frente dos dois. Enganou-se ele se pensou que eu ficaria quieta. Foda-se ele, sua reputação, ou qualquer bosta dessas. Ele foi um ogro, então, eu serei mil vezes pior. 3° lei de Newton. Toda ação tem uma reação.  Só verificar.

Fiquei andando pelo Jardim, tentando fugir dele, fugir de Matthew, fugir de Jaden. Eu não queria ver ninguém. Matthew se tornara um pé no saco depois de ser rejeitado. Vive correndo atrás de mim, como um idiota. Isso me irrita. Eu já ando sem paciência, ele piora tudo. Então, fujo dele há cerca de um mês. É quase missão impossível quando moramos na mesma casa. Esse mês passou lento pra caralho, e Justin e sua ausência pioram tudo. Ele se encontra com os meninos, mas eu nunca consigo saber o que eles tratam escondidos. Outro roubo não pode ser, e sobre Tom... Justin não parece estar perseguindo ele. Mas eu também nunca insisto com ele. Para mim, que se foda ele e essa vidinha medíocre dele.

Mesmo tendo prometido nunca pedir para que ele largasse tudo e fugisse comigo para um lugar aonde poderíamos ser normais, junto a minha família e amigos, essa era a ideia que eu mais cogitava no momento. Porém, nunca consigo visualizar Justin fazendo outra coisa, que não a vida do crime. Também não consigo nos visualizar com uma criança, ou casados. Eu não sabia se faria parte de seu futuro.

Quando vi, já estava quase entrando na floresta que havia nas extremidades da mansão, e resolvi voltar. Entrei pela cozinha, para não ter que dar de cara com ele ou o casal perfeito, mas me enganei. Justin estava ali, falando com Rose. Ele me olhou raivoso, assim que pisei dentro da cozinha. Quase voltei para trás, mas me contive e continuei andando até ele puxar meu braço.

  - Você está louca? - perguntou entre dentes.

  - Não, mas parece que você sim. - olhei sua mão em meu braço, apertando-o. Dei um solavanco forte, fazendo-o soltar e ele bufou.

  - Você está sem controle, Allyson.

  - Ah, jura? - sorri falsa. - Vai te catar! - murmurei, continuando meu caminho. Segui pelas escadas de trás, para não ter que encontrar com ninguém, e fui direto para o meu quarto. Não queria trombar com Justin.

 

Passei o resto da tarde pensando no que Justin dissera. "Você está sem controle". Ele não estava errado. Eu não podia controlar o que estava acontecendo comigo. Eu apenas queria me provar. Estava parecendo uma maluca. Irritada, estourada, carente, temperamental. E ele vinha me aguentando há tempos assim. A única coisa que me acalmava era o sexo, e minha libido estava extremamente alta ultimamente. Iria pedir desculpas a ele por ter agido como uma filha da puta nas ultimas semanas, mas não por ter gritado com ele hoje. Ele havia, realmente, merecido aquilo. Ele disse que eu nunca seria capaz de dirigir um carro, e nunca daria um de seus na minha mão para que eu aprendesse, e muito menos colocaria sua vida em risco me ensinando. Eu queria pular em seu pescoço. Porém, fui controlada o suficiente para apenas gritar.

O céu lá fora estava começando a escurecer, e pela minha varanda eu podia ver movimentação de carros lá embaixo. Os homens de Justin ajudavam a descarregar carros e mais carros com bebidas diversas que eu não poderia identificar lá de cima.

  - Para quê Justin precisa de tudo isso? - murmurei, pensando alto e resolvi descer.

Com os pés descalços mesmo, sai do quarto e primeiro desci para verificar seu escritório, porém, quem estava lá era Jaden.

  - Hã... Você sabe onde Justin está? - murmurei, sem graça pelo show de hoje mais cedo.

  - No quarto do casal, patroa. - piscou e eu ri, agradecendo.

Fechei a porta atrás de mim e meus pés começaram a caminhar com ansiedade para o nosso quarto. Eu já sentia meu corpo queimar só por pensar em Justin. Eu andava fora de mim. Nem parei para respirar de frente a porta do quarto, apenas abri a porta e entrei, porém, arrependi-me em seguida. Justin e Ellen estavam ali. Ela estava no colo dele, beijando seu pescoço e ele com as mãos em sua cintura. Eu não sabia explicar o misto de emoções em mim, apenas podia sentir raiva, e tristeza. Meus olhos estavam molhados, e eu mantive um sorriso frio em meus lábios. Quando os olhos de Justin encontraram os meus, ele os arregalou e, de repente, Ellen estava no chão, estabacada, e ele vinha em minha direção.

  - Allyson...

  - Por favor, não fale "não é o que você está pensando"! - pedi, e ele se calou. - Ótimo. - bati levemente em seu rosto. - Divirtam-se! - sorri, fingindo estar animada, e sai porta a fora, trancando-me em meu quarto em seguida, sem dar-lhe tempo de vir atrás.

Eu não sabia como havia conseguido agir daquela forma, mas, de repente, a vontade de chorar não existia, ou eu estava reprimindo-a (o que era meu palpite, porém, não queria admitir que aquilo estivesse me abalando mais do que deveria). A única coisa que vinha em minha mente eram aquelas garrafas de bebida e em como minha boca encheu de água ao pensar nelas. E, claro, em um enorme prato de comida italiana. Não me pergunte o porquê eu queria aquilo, apenas queria.

Chamei Rose pelo interfone, perguntando-a o destino de toda aquela bebida. A resposta me surpreendeu, de certo modo. Era para uma festa. Eu nunca vi uma festa na casa de Justin. Isso seria... Interessante. Muito interessante!

Eu podia estar agindo como uma adolescente mimada, provavelmente. Mas, que hoje eu não seria a cachorrinha de Justin, ah, isso com certeza. Cansara de ser o brinquedinho fixo dele. Se ele realmente me amava, ele teria que arranjar outra maneira de provar, pois a atual era um lixo. Eu o amo, sim, mas, isso não me permitia ser idiota. Não mesmo! Se ele queria um animal de estimação que acatasse a todas as suas ordens, comprasse um cachorro... Ou continuasse com a Ellen. Não fazia a mínima diferença mesmo.

Dei de ombros para os meus pensamentos e segui saltitante para o nosso quarto novamente. Infelizmente, eu já havia esvaziado o guarda-roupa desse quarto, e todas as minhas roupas de festa estavam em nosso quarto - que talvez não fosse tão nosso no momento, mas eu não me importava. No fundo, eu temia brevemente encontrar-me com Justin e Ellen na troca de saliva incansável, mas, isso não aconteceu, pois, assim que abri a porta de nosso quarto, Justin estava sentado na cama olhando fixamente para a porta. Ele soltou um suspiro de alivio a me ver passando por ela.

  - Allyson, eu acho que nós precisamos...

  - Conversar? - completei a frase para ele. O mesmo assentiu. - Ah, não, por favor!

  - Mas...

  - Querido, tenho uma festa para ir, hoje à noite, que a propósito ninguém me avisou.

  - Não deu tempo. Você saiu berrando da sala hoje cedo. - explicou.

  - Ah... Em fim, tenho que me arrumar. Que tipo de festa pensa em dar? Como será?

Ele começou a falar da festa, mesmo estranhando meu repentino surto de "foda-se", e eu juro, juro mesmo, que só Deus sabia o como era difícil aquilo. Eu não estava tão tranquila quanto ao que vi hoje, só não queria tocar no assunto e acabar deixando minha personagem ir embora facilmente. Eu sabia que, muito provavelmente, iria chorar feito uma sonsa que acabara de presenciar o namorado traí-la - o que era o caso, mas eu não queria agir daquela forma. Era o que Ellen queria que eu fizesse, tinha certeza disso.

  - Eu, dificilmente, dou festas em casa. - ele explicou, após eu questiona-lo sobre o porquê da festa. - Mas, a ligação com esse cara será, realmente, muito importante para os negócios. Ele é quem comanda boa parte dos esquemas em São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil, e Uruguai. Eu posso triplicar o lucro que tenho. - falou, seus olhos brilhando e eu não pude deixar de sorrir. Justin, naquele momento, parecia um dono de empresa, pensando no lucro e no fluxo de dinheiro. Eu, finalmente, podia enxergá-lo fazendo algo sem ser isso tudo. Ele dirigiria uma empresa como ninguém.

  - Que legal. - minha voz não saiu tão animada quanto ele devia estar esperando, pois o mesmo me fitou de maneira estranha, o que me fez rir. - Desculpe, eu não entendo bem dessas coisas todas ai, bonitão. - expliquei, remexendo em algumas das roupas que eu separara e estavam jogadas na cama.

Justin abraçou-me por trás, todo carinhoso, e eu quase me esqueci que estava com raiva dele, e acabara de pega-lo no flagra com aquela poodle domesticada. Seus lábios começaram a descer por meu pescoço e eu bufei, empurrando-o. Precisei de muita força de vontade para aquilo.

  - O que foi?

  - Você não tem que se arrumar? - perguntei, voltando minha atenção para as roupas e foi sua vez de bufar.

  - Você disfarçou bem. - arqueei a sobrancelha, olhando para ele. - Essa coisa de fingir que estava tudo bem, e que não se importava... Eu quase caio. - sorriu de lado. - Quase pensei que estava de boa. - começou a caminhar para a porta, porém, parou e completou: - Ela nunca significou nada para mim, mas eu não pedirei desculpas, pois não fiz nada de errado. - o Encarei com a sobrancelha arqueada e um sorriso debochado no rosto. Ele não podia estar falando sério. Não respondi, apenas esperei que ele saísse.

  - Filho da puta! - xinguei.

Aquilo só serviu para deixar-me com ainda mais raiva. Justin era um desgraçado, e eu estava quase deixando que tudo passasse, mas não, ele merece o troco.

Eu só não sabia ainda qual seria esse troco.

Ellen Perret's P.O.V

  - Como você é inútil! - xinguei Matthew, bufando em seguida. - Conquistar aquela garota deve ser a coisa mais simples do mundo, Matthew. Diga que a ama, dê flores, chocolates... Qualquer merda dessas.

  - Não é tão simples assim, gata. - revirei os olhos. - Ela me evita desde que me declarei para ela. - riu debochado.

  - Idiota! Aproveite hoje. Faça com que ela e Justin se afastem. Ganhe vantagem. Ela precisa confiar em você, pensar que realmente a ama.

  - Não se preocupe. - aproximou-se de mim, tomando um pouco de sua cerveja. - Eu cumpro o que prometo. - selou nossos lábios levemente, e saiu andando, deixando-me sozinha no lado escuro da casa.

Justin Bieber's P.O.V.

  - Jaden. - balancei a cabeça e ele repetiu o ato, comprovando que estava tudo pronto.

A musica alta lotava a casa e, assim que pisei no andar inferior, os olhos viraram para mim. A casa estava cheia. Pessoas já dançavam na pista de dança que antes fora minha sala de estar; e um bar funcionava no canto da sala, aonde antes era o meu bar particular. Era para ser uma festa mais social, mas não dava para controlar as pessoas. Minhas festas eram as melhores, e não por serem elegantes. Ainda que vestidas em vestidos longos e exuberantes, as vadias sabiam rebolar a bunda como se deve. O ambiente não estava escuro; estava claro, muito claro. Não imaginava como, mas um enorme lustre dourado estava no alto, bem ao centro da sala. A sala toda era banhada por um brilho dourado.

E no meio de tudo aqui estava o homem ao qual aquela festa era dedicada. Breno Grund. Ele comandava a América do Sul. Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina, Chile. Aquilo lucrava pra caralho. Eu precisava conseguir infiltrar minha mercadoria naqueles países. Triplicaria minha fortuna.

Expandir era o grande sonho de meu pai, e eu iria conquistá-lo. Por sua memória. Assim como daria um fim em Tom, mas isso já era outra história.

Ajeitei meu smoking e caminhei até ele.

  - Breno. - cumprimentei, fazendo sinal para o garçom. Peguei um whisky. - Não vejo sua mulher.

  - Ah, sim, ela está em casa. - deu de ombros, passando os olhos famintos pelo local. Ele queria caçar. Só Allyson para pensar que ele era tão fiel e carinhoso com a mulher quanto demonstrava.

  - Se divirta. - acenei as mulheres que vinham em nossa direção. Eu as conhecia bem. Tirei-as do quartinho especialmente para hoje. Sabia que fariam um ótimo serviço.

  - Ah, eu vou. - sorriu e deixou-me para ir de encontro a elas.

Revirei os olhos, bebendo o conteúdo de meu copo, e analisei o lugar. Algo faltava ali e eu sabia o que era. Allyson. Onde ela estaria? Eu a queria perto de mim. Fora muita mancada o que ela presenciara hoje mais cedo, mas eu não me culpava por aquilo. Ela precisava entender que eu estava com ela. Ellen era um passatempo, uma brincadeira. Ela não podia querer me fazer pagar por algo que não representava nada. O pior é que ela era vingativa. Vingativa demais. Allyson também era imprevisível. Uma bomba relógio, eu diria. Ah, nada a descreveria melhor.

  - Bieber. - pisquei, saindo do inferno que estava minha mente. Christian estava ao meu lado.

  - Beadles. - olhei para ele. Seu rosto estava branco. Eu diria que... pálido. Arqueei uma sobrancelha. - Você está... Hã... Bem?

  - Acho que sim. - apoiou-se contra o balcão que eu estava e piscou mais do que qualquer pessoa normal. - Caitlin ligou. - arregalei os olhos, surpreso com aquilo.

Caitlin era irmã de Christian. Uma pirralha como Allyson, se não me engano. Sua família o havia abandonado, ou parte dela. Sua mãe não aceitava o que seu pai fazia... Um jogador nato, incrível e inteligente. Ele brincava com fogo, via a morte como amiga, até que um dia... Bum! morreu. Ela ficou toda putinha porque Christian iria seguir os mesmo passos que o pai. Claro que com um pouco mais de classe, afinal ele era meu parceiro. Ela resolveu se afastar do que lhe faria mal no futuro, no caso, seu filho. E junto a ela levou Caitlin, irmã mais nova de Christian. Ele a amava demais, e sofreu muito quando se viu sozinho, apesar de não demonstrar.

  - E o que ela queria?

  - Disse que precisava de mim e sente a minha falta.

  - E...?

  - Apenas isso. "Chris, oh meu Deus! Eu sinto tanto a sua falta e preciso tanto de você...". E então a ligação caiu.

  - Isso foi agora?

  - Sim.

  - Esquece isso. Adolescente que não tem o que fazer. - dei de ombros.

  - Mas...

  - Ei! - gritei, acenando para que a loira gostosa que passava por nós. Ela se virou e arqueou a sobrancelha. - Venha aqui. - ela obedeceu, andando de maneira sensual, e seu olhar não desgrudava de mim. - Como é seu nome?

  - Hayka. Hayka Benits.

  - Hm... Hayka. Esse é Christian. Ele está com problemas. Faça-o esquecer deles. - sorri malicioso para ela, que entendeu o recado e se virou para Christian. - Se divirta, parceiro. - pisquei, vendo-a arrastar ele para longe.

Meus olhos correram novamente pelo lugar e vi Chaz dançando com uma garota qualquer e Ryan parecia entretido com as vadias em cima dele. Jaden estava cuidando de tudo, e estava se saindo bem. Todos estavam bem. Todos se divertiam, mas a minha diversão ainda não havia descido.

Allyson Mallette's P.O.V.

Sorri para o resultado no espelho e tampei o batom vermelho e provocante. Meu vestido longo era lindo. No final, precisei da ajuda de Rose para retoques, mas ele era perfeito. Vermelho. Chamativo. Era o que eu precisava.

Porém, se você me perguntasse: "Qual o seu plano?", eu lhe diria que não faço a menor ideia. O que eu poderia fazer? Ficar com outro cara? Justin mataria a mim e a ele, e a morte não era o que eu precisava. Provocar e depois negar fogo? Eu sabia que teria sexo com ele daqui a um dia ou uma semana, não importa, eu não resistiria. Talvez eu pudesse... Não, é bobagem.

Até a metade da escada, eu ainda não havia tido um plano sequer, e também não percebera que já estava às vistas dos convidados. Parei por um instante, vendo que era a pequena atração naquele momento. As mulheres me olhavam, os homens me olhavam, e ele me olhava. Justin tinha seus olhos como brasa quente em mim. Eu estava com as pernas bambas. O sorriso em seu rosto... Oh, céus!

Quando eu cheguei aos últimos degraus, Justin me esperava no final da escada. Ele me olhava de cima a baixo, e eu não podia evitar fazer o mesmo. Justin estava de smoking. Smoking! Vocês podem ouvir meus gemidos internos? Oh, sim, eles estão prestes a serem liberados. Ele fica estupendo em um smoking. Ele fica perfeito!

Resisti a todas as minhas vontades e desejos internos e o ignorei, seguindo para o bar. Senti certos olhares de indignação para mim, mas não me importei. Nenhum desses tinha que conviver com Justin. Pedi uma bebida forte e logo ela estava em minha mão.

  - Você está linda.

Eu queria enfiar minha mão na cara de Justin, mas não o fiz. Virei-me para ele e sorri.

  - Eu sei. - pisquei, saindo de perto dele.

A pista de dança estava fervendo e eu estava me animando em vê-la daquele jeito. Logo eu estava ali no meio, e copos rolavam por minhas mãos, enquanto o tempo passava e eu recebia diversos olhares de Justin. Ele estava rodeado de mulheres lindas e a um passo de tirarem a roupa ali mesmo, mas seus olhos não estavam nelas, apesar de que suas mãos sim. Sorri provocante para ele - ou eu pelo menos pensava que estava provocante. Ele retribuiu. Peguei mais um copo de bebida e resolvi espantar aquelas garotas dali. Segui com os passos mais confiantes que o nível de álcool em meu sangue permitira que eu fizesse, e logo estava de frente a ele. Justin não hesitou em me puxar pela cintura, fazendo-me entrar no meio daquelas mulheres.

  - Você demorou. - sussurrou contra meus lábios.

  - Aham - dei de ombros, sorrindo maliciosa.

Quando seus lábios vieram para encontrar-se com os meus, neguei e me afastei um pouco jogando o conteúdo do grande copo de batida-de-alguma-coisa na cabeça de uma por uma daquelas vadias. Elas me olharam indignadas e Justin arregalou os olhos, rindo levemente delas.

  - Já não basta ser corna uma vez no dia, certo? - falei séria e com raiva.

  - Bieber! - gritaram entre a musica alta e o zumbido presente em meu cérebro, interrompendo o que quer que Justin fosse falar.  - Preciso falar contigo! - a voz era de Ryan. Ou Chaz. Não fiz questão de virar.

Eu podia me lembrar de pouca coisa depois daquilo. Justin me deixará, eu bebi, eu dancei, refleti sobre a declaração dele há um mês, conversei com pessoas que nunca vi em minha vida, e bebi mais um pouco.

Atualmente

  - Garota! - Rose gritou, enquanto eu andava pelo jardim em direção à piscina.

O vestido grudava em meu corpo, e estava me irritando. O tempo estava virando, e pequenas gotas de chuva pingavam fracas contra minha pele. Logo elas aumentariam, e eu não ligava para aquilo. Ele já não devia estar com Chaz... Ou Ryan.  

  - Allyson, baby! - Matthew apareceu ao meu lado e eu revirei os olhos.

  - Matthew, baby! - repeti o seu ato, e franzi a testa quando ele passou os braços por minha cintura.

  - Você não acha que já bebeu demais? - perguntou em meu ouvido.

  - Você não é o primeiro a achar isso. - ri alto, desvencilhando-me dele.

Como eu havia dito, ele estava muito próximo e grudento.

  - Vamos parar, princesa.

Bufei.

  - Matthew, por favor, eu quero encontrar o Justin. - falei, como se pedisse pra ele se afastar.

  - Ah, eu acho que o vi com a Ellen em algum canto. Acho que eles iam subir para o quarto. - falou mais alto porque eu já tinha me afastado, e aquilo me irritou.

Justin Bieber's P.O.V.

  - Me diz que o que acabei de ouvir não é verdade.

  - Hã... Infelizmente Chaz me acha um idiota, sim.

  - Não se faça de idiota! - Christian gritou, fazendo-me bufar.

Deixei-o falar sozinho e segui para o lado de fora da casa, aonde eu podia respirar ar puro.

  - Christian...

  - Seu nojento!

  - Christian...

  - Como pôde?

Encostei-me em uma árvore ao lado da piscina, respirei fundo pela milésima vez e passei a mão por meu cabelo úmido da chuva. A paciência escoria por minhas orelhas àquela altura. Preferi me manter calado.

  - Ela é sua irmã?! E você sabia disso?

  - Você pegou o bonde andando, amigo. - puxei um cigarro um pouco amassado de meu bolso traseiro, e junto dele um isqueiro. Em segundos sugava a nicotina para meus pulmões. Meus nervos se relaxaram.

  - Mas peguei o suficiente para entender que Allyson é sua irmã, seu doente! Sua irmã!

  - Christian...

  - Bieber, como pôde... Oh meu, Deus!

  - Não dê chilique, por favor!

  - Ela ao menos sabe disso? Aposto que não!

  - Christian, como eu poderia chegar nela e dizer: "Allyson, sabe, nós fodemos, e então eu descobri que, olha que interessante... Temos a mesma mãe! Engraçado, não? Que tal me chupar agora?". - debochei e ele bufou, e então nós paralisamos.

Allyson Mallette's P.O.V.

  - Allyson, sabe, nós fodemos, e então eu descobri que, olha que interessante... Temos a mesma mãe! Engraçado, não? Que tal me chupar agora? - eu parei no mesmo instante.

Eu estava bêbada demais, mas eu realmente tinha ouvido aquilo? Justin disse...

  - Ally?! - sua voz soava espantada. - O que você...?

  - Eu... Eu estou muito bêbada, mas... Do que estavam falando? Eu... Você... Mesma mãe? - ri levemente. - Eu estou... Minha cabeça está uma bagunça no momento.

  - Allyson, você precisa parar de beber. - Christian tirou o copo de minha mão e despejou o conteúdo no chão. - Esse não era um momento propicio para estar bêbada. - balançou a cabeça, puxando-me pelo braço.

Estava entorpecida demais. Mesma mãe? Isso não era verdade. Eu estava bêbada! Meus olhos se arregalaram ao ter minha nuca pressionada nada para baixo e minha cabeça enfiada debaixo d'água gélida da piscina. Lutei contra a pressão, debatendo-me, tentando me soltar. Christian tirou minha cabeça d'água para que eu respirasse, falou algo que não entendi, assim como a voz de Justin ao fundo, que parecia um pouco indignado; e, antes que eu pudesse imaginar, enfiou-a de volta. Foram mais cinco minutos de desespero, até que ele, finamente, deixou-me respirar livre. Puxei lufadas de ar, sentindo que todo o álcool de meu corpo havia se esvaído.

  - Nunca beba tanto. - falou, e parecia irritado. - Seus reflexos ficam fracos. E sua mente inútil. - passou as mãos pelos fios louros alguns tons mais escuros que os de Justin.

  - Mesma mãe...? - repeti e Justin bufou. - Justin, do que você estava falando?

  - Nada... Não falei nada.

  - Nós... Justin! Do que estavam falando? Patricia? Quem é a sua mãe? - exigi nervosa.

  - Allyson...

  - Quem é a porra da sua mãe?

  - Allyson...

  - Responde o caralho da minha pergunta. Quem é a sua mãe? - eu não percebera, mas estava gritando.

  - Justin, por favor. - Christian tocou o ombro de Justin, que estava de pé, parado ao meu lado, que estava sentada no chão.

  - Patricia Mallette. - ele parecia com dor a dizer aquelas palavras.

Fechei os olhos e balancei a cabeça. Não...

  - Pattie é minha mãe também, Allyson. Desculpe-me... Eu...

  - Pattie. Não! Ela é minha mãe, Justin. Que tipo de brincadeira de mau gosto é essa?

  - Eu... Eu descobri há alguns meses.

Levantei do chão, ainda atordoada demais, e comecei a me afastar lentamente. Patricia era mãe de Justin? Mas... Ela era a minha mãe.

  - Por que você está fazendo uma brincadeira dessas? Se eu te ignorei foi por achar justo. Você não devia me dar nenhum troco.

  - Eu não estou dando a merda de um troco, ou qualquer coisa assim. - ele parecia perturbado.

  - Então...

Não completei minha frase, apenas sai correndo para qualquer lugar longe dali. Dele.

Justin Bieber's P.O.V.

  - Allyson! - chamei antes que ela entrasse em casa. - Porra!

  - Cara...

  - Não era assim que ela deveria descobrir! - gritei, sentindo minha cabeça rodar em possibilidades de como tudo poderia ser agora.

  - Você esperava que ela descobrisse em algum momento? - ele gritou de volta.

  - Não, Christian. Eu esperava que ela nunca descobrisse... Porque eu não esperava perder essa garota. - falei baixo, admitindo aquilo em voz alta pela primeira vez. - Eu não quero perdê-la.

  - Ela é sua irmã, Justin!

  - E eu a amo, Christian! Eu sou enfeitiçado por essa menina.

Comecei a andar em direção a casa, e logo estava correndo, procurando por Allyson. Eu não podia deixá-la partir. Entrei dentro da casa e me deparei com uma multidão. Ia amanhecer e a casa não tinha esvaziado nem um pouco. Respirei fundo, sem conseguir controlar a irritação em mim, e segui até as caixas de som. Despluguei-as da tomada e então tudo apagou. As luzes, a musica.

  - A porra toda acabou! Vazem! - gritei, fazendo muitos olharem estranho para mim. - Agora, caralho!

Todos começaram a se mover, e eu voltei a subir as escadas.

  - Allyson! - gritei do corredor, abrindo as portas, e então ela saiu do lugar mais improvável. O quarto de Matthew. - O que... O que você faz ai?

  - Não se aproxime de mim! - ela estava chorando. Bufei, tentando me aproximar dela novamente. - Não se aproxime de mim! - gritou e eu parei onde estava.

  - Allyson, eu preciso te explicar, eu tive motivos para...

  - Cala a boca! - mandou e eu senti vontade de mandá-la para o inferno, ao mesmo tempo em que queria fazê-la ficar. - Como pôde? Como você pôde, Justin? - gritou novamente, deixando suas lagrimas rolarem por seu rosto. - Nós fizemos amor, Justin! Eu falei que te amava. Você me iludiu! Nós somos irmãos! - fechei os olhos. Aquelas palavras até então eram como uma mentira para mim. Vindas de sua boca eram como tiros. - Você me iludiu! Mentiu... - passava as mãos desesperadamente pelos cabelos. - Você tem noção de como estou me sentindo agora? É como se eu fosse a pior pessoa do mundo. Eu... Eu me sinto como uma doente. Agora é como se tudo viesse claramente para mim. A única coisa que preciso é sair daqui.

Sem me dar chance alguma de falar qualquer outra coisa ela entrou em nosso quarto e seguiu até o closet, tirando sua roupa no meio do caminho.

  - Eu nunca quis te magoar.

  - Não? Jeito errado de demonstrar isso, Justin. Claro, levando em consideração que você me magoa desde o meu primeiro segundo dentro dessa casa. - ela pegou uma camiseta qualquer em uma de suas gavetas e buscou por mais alguma coisa. Assim que achou uma calça jeans, ela a colocou o mais rápido que pôde.

  - Eu te juro. Eu te amo. - murmurei baixo. Ainda era difícil e estranho dizer aquilo em voz alta.

Ela enfiou um par de tênis no pé e então me encarou. Seus olhos inchados, seu rosto manchado com a maquiagem preta. Ela tremia e soluçava. Allyson chegou perto de mim, e me encarou com nojo. Ela olhou de cima a baixo, medindo cada detalhe meu. Então, passou suas mãos bruscamente pelo rosto, limpando ele e tentando controlar o choro.

  - Você é doente! - cuspiu as palavras sobre mim, passado para o quarto.

Aquelas palavras nunca me fizeram tanto jus. Eu era doente. E sabia disso. Eu não podia amar minha irmã desse modo. Eu não faria apenas ela sofrer, Pattie também sofreria. E eu não queria isso.

  - Allyson - peguei em seu braço, tentando impedi-la de sair do quarto. - Por favor...

  - Me. Solta. - murmurou entre dentes, olhando para a minha mão segurando seu braço. Resisti, colando-a ao meu corpo, apenas para tentar ter a ilusão de que ela não me deixaria depois de tudo. - Escute - sua voz estava irreconhecível. - Eu já li sobre isso uma vez... Eu tenho algo como... Um transtorno. Eu não sei. Mas, agora, depois desse choque de realidade... Justin, o que aconteceu entre nós é uma loucura. Eu me sinto uma tola. Não tinha como isso dar certo, era algo doentio. Abra seus olhos. Eu nunca poderia continuar com você, pois tenho nojo de tudo o que fizemos. Já começou errado, não pode terminar certo. Eu não posso continuar aqui.

  - Foi por isso que eu escondi de você, porra! Eu não posso te deixar ir.

  - E essa foi sua pior decisão. - murmurou, dando um tranco em seu braço.

Allyson correu de mim, sem ao menos olhar para trás.


Notas Finais


Ai porra, esse capitulo chegou.
Não vou alongar demais aqui, apenas deixo que é provável que hm... Sábado tenha um capitulo novo. Eu já estou trabalhando nele. Talvez eu volte antes, okay?
Obrigada pelos comentários, e principalmente para as meninas que deixaram suas críticas construtivas, dizendo que achava que a fic não estava num rumo legal. Eu sei e estou tentando fazer melhor que isso. Eu gosto muito quando vocês dizem o que realmente pensam da fic. Em fim, obrigada.
Ah, e saibam que eu estou tendo um surtinho básico sobre os mais de 1400 favoritos. VOCÊS SÃO AS MELHORES!
beijos, até sábado!


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