História Common Denominator - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Bandido, Bieber, Demi, Demi Lovato, Denominador Comum, Inimigos, Justin, Justin Bieber, Lovato, Prostituição, Sexo, Vadia
Exibições 4.320
Palavras 3.857
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Enjoy! ;)





(Capa do capitulo feita por mim, então ignorem se estiver muito ruim... Estou perdendo o jeito com Photoshop)

Capítulo 36 - Switzerland?


Fanfic / Fanfiction Common Denominator - Capítulo 36 - Switzerland?

Eu já estava em casa a mais de um mês, e estava na hora de voltar à escola. Estava na hora de colocar tudo em ordem. Mamãe iria comigo no meu primeiro dia de aula, para que ela pudesse conversar com o Senhor Butler. Ela disse que eu teria direito a fazer uma prova para recuperar o ano, então, quem sabe eu não teria que repetir o segundo. Ela iria pedir ao diretor para que eu pudesse fazer isso.

Terminei de colocar a calça jeans e a blusa mais larga que eu tinha, e senti meu estômago reclamar. Era como se eu recebesse pequenos chutes de ansiedade. Estava enjoada só de pensar que teria que voltar para a escola e rever todas aquelas pessoas e aguentar as perguntas. Eu havia visto alguns, quando vinham me visitar ou quando eu saia, mas eles não passavam tanto tempo comigo, e não tinham tempo de fazer perguntas indiscretas, mas eu sabia que não fugiria agora.

Desci para tomar o café cuidadosamente preparado por minha mãe, e sorri para ela agradecendo. Sua expressão não era a melhor.

  - O que houve? - peguei em sua mão, por cima da mesa, e ela me olhou sorrindo tristonha.

  - Justin não aparece a tanto tempo, querida. Eu tento falar com ele, mas não consigo. Será que aconteceu alguma coisa? Jazmyn também não tem notícias dele.

Suspirei. Havia me esquecido disso. Justin não estava mais aparecendo aqui. Eu achava uma bênção - era mais fácil ignorar tudo o que eu sentia por ele assim -, mas esquecia de que minha mãe o amava, tanto ou mais do que a mim, e sofria com isso. Precisaria falar com Christian para ver se aquele traste estava bem, ou não. E a ideia dele não estar bem fez meu estômago se revirar mais e os pequenos chutes voltarem. Coloquei a mão na barriga discretamente, para que mamãe não percebesse, e suspirei. Ele estava bem. Tinha que estar. Era Justin Bieber, e nada de ruim acontece com ele.

 

Quando cheguei à escola foi como se fosse meu primeiro dia novamente. Estava ansiosa, nervosa e com medo. Jazmyn estava ao meu lado, como sempre, e todos me olhavam assustados e admirados ao mesmo tempo. Minha mãe me deixou para seguir até a diretoria, e essa foi a deixa para que todos corressem para mim, atirando-me perguntas e mais perguntas, dizendo o quanto sentiam falta, me bajulando. Encolhi ao lado de Jazmyn e ela percebeu.

  - Por favor, deixem-na em paz. Pelo menos por hoje. - pediu e todos param instantaneamente, olhando para mim. Analisando-me. Senti um enorme desconforto.

  - Ally, meu Deus! Você voltou! - Amanda apareceu, empurrando as pessoas ao nosso redor, seu rosto vermelho. - Eu escutei que você tinha voltado e até achei que fosse brincadeira. Desculpe não ter ido te visitar. Eu estava na França, de qualquer jeito.

  - Ah... Tudo bem. Não fez diferença alguma. - arqueei a sobrancelha, a raiva voltava com o cinismo dela.

  - Fique sabendo que assumi seu posto no grupo e estou saindo-me perfeitamente bem.

  - Jura? Porque ouvi falar que nós perdemos as estaduais.

  - Fomos sabotadas! Tenho certeza. - ri.

  - Claro que foram. Agora, por favor, eu preciso ir até a diretoria, mas é muito bom estar de volta. - falei, olhando ao meu redor, e sai correndo dali com Jazmyn.

No fim, ninguém ali mudará muito. Sentamos-nos do lado de fora da sala do diretor, e logo minha mãe me chamou para que eu entrasse.

  - Allyson, é muito bom revê-la. - Sr. Butler sorriu. Ele me lembrava de alguém. Sorri de volta aos seus confortantes olhos azuis.

  - Igualmente.

  - Bom, sua mãe veio me perguntar se há uma maneira de você recuperar o ano. - assenti. - Geralmente, nós não damos essa chance a ninguém, no entanto, seu motivo é... Convincente. - assenti novamente. - O método não é fácil, porém, você pode dar conta. Você precisará de uma cota de aulas dadas, e no final, fará uma prova geral. Como eu sei que não quer perder tanto tempo das aulas do 3° ano, encurtei o tempo, e em um mês, se você passar na prova, estará junto aos seus amigos. - sorri. - Lembre-se que você terá que trabalhar bastante para isso dar certo, Okay?

  - Claro. Eu vou. E quando essas aulas começam?

  - Semana que vem. Eu ainda preciso conversar com os professores. Enquanto isso, você continua tendo aulas normalmente.

  - Junto com o segundo ano? - Jazmyn perguntou, parecia incrédula.

  - Sim. Desculpe, não posso permitir que ela assista às aulas do terceiro ano.

  - Está tudo bem. - garanti. - Eu estou bem com isso. - falei a Jazmyn, e ela assentiu parecendo contrariada.

Depois de escutar mais algumas recomendações, ele nos liberou, mas mamãe continuou lá dentro. Eles pareciam já se conhecer. Dei de ombros, sem me importar e segui com Jazmyn até a secretária. Eu precisava de um horário, dos livros e do uniforme de educação física. A Senhora Millôr foi extremamente gentil comigo e deu-me tudo que era necessário, e após um "boa sorte" dela, eu sai para os corredores amarrotados de gente.

  - Muita gente do primeiro. - murmurei para Jazmyn.

  - Dê graças à Deus que você ainda ficará no segundo. Primeiro ano é tão infantil quanto se pode ser.

  - Imagino. - murmurei, vendo dois alunos do primeiro ano brincando de lutinha, quase se jogando contra os armários.

Eu não sei se é por que passei muito tempo longe, mas esse grau de infantilidade me irritava agora. Após passar no meu antigo armário e deixar minhas coisas, fomos ao banheiro. Eu estava indo muito mais ao banheiro, parecia uma louca com incontinência. Porém, também estava tomando muito mais água, já que pegara firme em uma dieta. Eu iria emagrecer. O sinal bateu quando estávamos terminando de retocar o batom, e Jazmyn bufou. Eu, no entanto, estava super animada para ter aulas. Estava com saudades. Ajeitei meu caderno e livros no braço e deixei que Jazmyn me guiasse para a minha primeira aula, como se eu não conhecesse aquela escola como a palma da minha mão.

  - Boa sorte, amiga. Qualquer coisa, eu estarei tendo biologia na E-5. - assenti.

  - Tudo bem, obrigada. Boa aula. - beijei sua bochecha antes de entrar na sala de aula.

A sala era padrão, não mudava de uma para a outra. As carteiras se erguiam como em um auditório, organizadas e limpas. A mesa da professora ao lado. Tudo era familiar para mim. Algumas pessoas ocupavam mesas e corredores da sala, e eu sinceramente não queria conversar com elas. Não hoje. Eu apenas queria me esconder. Sentei no fundo, um pouco afastada, mas isso não evitou chamar a atenção das pessoas. O pessoal do segundo me conhecia, sabiam quem eu era e sabiam o que acontecera comigo. Quer dizer... Alguns acreditavam em histórias inventadas, mas isso ficava à escolha deles.

  - Allyson! - a voz parecia familiar para mim e realmente era. Johann estava ali. Arqueei uma sobrancelha para ele, sorrindo levemente. - Parece que estamos na mesma turma de Física. - sorriu radiante e se sentou ao meu lado.

  - O que faz aqui?

  - Tendo aulas, gata.

  - No segundo ano? Não acredito que repetiu, Johann! - exclamei incrédula.

  - Acontece. Os professores nunca gostaram de mim, sabe como é. - deu de ombros, sorrindo lindamente.

Eu sempre tive meio que... Uma enorme queda por ele. Ele tem esse estilo badboy: barba rala, cabelos pretos e arrepiados, olhos azuis escuros, roupas estilosas, essa vibe de foda-se o mundo. Era atraente pra caralho. Eu me lembro de sentir meu coração bater mais forte quando ele estava por perto, ou vinha falar comigo. Eu mal sabia o que responder. Hoje, o máximo que sinto é atração, mas sem toda aquela vontade de tê-lo para mim.

  - Então vamos ser parceiros?

  - Se você for boa em Física. - brincou, piscando.

 

  - Fez dupla com o Johann? Porra, Allyson! Aquele homem é uma delicia. - Jazmyn mordeu o lábio e eu ri.

  - Jazzy, pare com isso. Você tem namorado.

  - Mas não sou cega, nem santa.

  - Nenhuma de nós é! - Taylor exclamou se abanando.

Estávamos todos em uma enorme mesa no refeitório. Muitas pessoas olhavam para a nossa mesa, e não era apenas porque era a mesa dos populares, ou seja lá como nos chamam. Eles olhavam para mim, e eu estava quase me enfiando debaixo da mesa. Era constrangedor. Eu suportei isso por todo o dia, a única coisa que eu queria era poder ir embora e me esconder em um lugar aonde ninguém pudesse me olhar com curiosidade.

Meu celular começou a apitar em cima da mesa e a foto de Christian apareceu na tela, fazendo as meninas ficarem atiçadas.

  - Quem é esse? - Taylor pegou o celular antes de mim, observando a foto tirada por ele mesmo. - Meu Deus, ele é quente! - exclamou, mostrando para as outras e eu revirei os olhos.

  - Com licença. - pedi, puxando o celular de suas mãos e saindo da mesa para atendê-lo. - Christian! Dê-me uma boa noticia! - pedi, entrando no corredor vazio.

  - Hm... Dia ruim?

  - Voltei à escola. Todos ficam me olhando, especulando. Eu odeio isso.

  - Ah.

  - E ai? O que me manda?

  - Só queria saber como você está. Sabe, depois dessa coisa com Justin.

  - Ah, está tudo bem. Ele não aparece há algumas semanas.

  - Sim, ele viajou e deixou tudo em nossas mãos. - bufou.

  - Como assim? Justin viajou? Christian, quando foi isso? Por quê? Por que ele não me avisou?

Meu coração se apertou no peito, e minhas mãos começaram a soar. Os pequenos chutes em meu estômago voltaram mais fortes e eu quase me curvei com o incomodo, começando a achar aquilo anormal. Como assim Justin viajara?

  - Calma, Allyson. Muitas perguntas. 

  - Okay, faz o seguinte, vem me buscar. Eu preciso que você me conte tudo o que sabe sobre isso.

  - Ir te buscar? Mas suas aulas nem acabaram ainda.

  - Por favor. Eu preciso saber mais sobre isso. Tenho aulas todos os dias.

  - Meu Deus, Allyson! Vamos fazer assim: para você não perder aulas, assim que bater o sinal eu estarei ai na porta. E nem pense em vir para a minha casa antes disso.

Bufei, revirando os olhos.

  - Tudo bem. De qualquer jeito, eu não sei como chegar ai mesmo. - ele riu suavemente.

  - Ótimo, daqui a pouco nos vemos.

Ele desligou e eu suspirei. Droga de consciência do Christian! Eu queria saber por que Justin não havia me falado nada sobre sua viajem. Ele não podia simplesmente viajar e deixar todo mundo sem saber de nada. Mamãe estava preocupada, e eu também. Era impossível fingir que não me importava com Justin, porque eu me importava... E me importava pra caralho. Foram meses vivendo juntos, e meses muito intensos.

Optei por não voltar para a mesa e ser bombardeada com perguntas, e fiquei esperando por Jazmyn no corredor de nosso armário. Em poucos minutos o sinal bateu e em segundos o corredor foi lotado por jovens exalando tédio por ter que voltar às aulas. Eu não queria ter mais três aulas. Eu precisava saber de Justin. O que ele estava fazendo e por quê? Eu precisava saber.

 

Passei as mãos pelo rosto, suspirando com o fim de mais uma aula. Eu finalmente estava indo para a minha última aula do dia. Sociologia era um pouco mais aceitável, e eu apenas precisava sentar e ouvir. Segundo Jazmyn, o professor andava numa vibe de falar sobre faculdades e futuro. Eu no momento não tinha mais certeza de nada sobre meu futuro, então não achava a aula proveitosa. Assim que me sentei ele começou a falar, e eu apenas rabiscava minha mesa, enquanto olhava para a parede. Passei minutos assim, até meu nome ser chamado por alguém.

  - Sim? - murmurei, olhando para o professor moreno e alto. Ele era lindo.

  - Aonde se vê daqui a cinco anos? - perguntou e eu arregalei levemente meus olhos.

Minha mente vagou para longe, num futuro utópico onde eu e Justin estávamos juntos. Estávamos felizes, e tínhamos filhos. Filhos lindos, como ele. Eu apenas cuidava da casa. Não era mais um lugar tão grande e solitário, era aconchegante, com cores mais vivas, decoração mais chamativa. Justin não abandonara o que ele era, mas era um ótimo pai e um companheiro exemplar. Então, ele se ajoelhou na minha frente, uma caixinha da Tiffany's em sua mão.

  - Senhorita Mallette?

A voz do professor fez com que a minha fantasia fosse embora como uma nuvem de fumaça, e apenas a imagem de Justin permaneceu em minha mente. Gemi de frustração, e todos da sala riram.

  - Não sei. - murmurei. - Com meu consultório aberto, talvez.

  - Quer fazer medicina?

  - Psicologia. - corrigi, mordendo o lábio, incerta.

  - Tudo bem.

Assim que sua atenção não estava mais voltada para mim, suspirei baixo, encostando-me a cadeira. Ai droga... Eu não podia sonhar com Justin. Eu não podia querer uma família com ele, até porque ele não iria querer isso. Eu também não podia ama-lo. Era errado. Puta que pariu, foda-se o errado. Se ele estivesse na minha frente agora eu poderia agarrá-lo tamanha a saudade que sinto. Chega a ser insuportável como seu toque me faz falta. Como sua voz faz falta. Seus olhos. Seu jeito insuportável. Tudo nele me fazia sentir saudades e esquecer que tínhamos um laço de sangue. Às vezes, eu queria apenas poder ficar com ele e esquecer que somos irmãos, mas era impossível. Toda vez que eu olhava para o rosto de Pattie me sentia suja e culpada. Sempre que Jazmyn me perguntava como era ter um irmão eu queria gritar que era insuportável e que eu preferiria morrer a viver assim.

  - Tenham uma boa tarde, crianças. - revirei os olhos, puxando minha bolsa que nem fora aberta e pulando da cadeira. - Allyson, eu quero falar com você, por favor.

Parei, franzindo a testa, e mudando a direção. Jura mesmo? Agora?

  - Pode falar. - murmurei, ajeitando a mochila em meu ombro.

  - Percebi que está muito dispersa hoje, alguma coisa aconteceu? - Ah, meu Deus!

  - Não, nada. Estou bem.

  - Tem certeza? Parece que algo a está abalando. Eu sei que você passou por coisas difíceis, mas é necessário que preste atenção à aula. - Ah, meu Deus!

  - Desculpe, professor. Realmente, o que me aconteceu me abalou. Mas muito obrigada por se importar. - Forcei um sorriso simpático.

  - Tudo bem. Bom, eu não te chamei exatamente para isso. - Ah, ótimo, tem mais! - O Senhor Butler veio falar comigo, e disse que você começará suas aulas particulares. Eu queria lhe mostrar o conteúdo que veremos.

Ah, não! Puta que pariu! Caralho, velho! Alguém me tira daqui. Porra!

E como se Deus tivesse ouvido minhas preces nada gentis, Jazmyn apareceu na porta.

  - Com licença, professor. O Mr. Butler está chamando a Allyson.

  - Ah, bom. Parece que teremos que deixar para outro dia.

  - Que pena. Bom, eu acho melhor ir logo. Com licença.

Corri para Jazmyn, a abraçando assim que saímos da sala.

  - Obrigada. Eu te amo. Agora preciso ir.

  - Como assim, ir?

  - Um amigo está me esperando.

  - Ah, um amigo? Allyson, que amigo?

  - Um amigo. Você não conhece. Ele vai me dar uma carona, só isso.

Corri para o estacionamento e Jazmyn veio atrás. Ótimo, ela irá conhecer Christian. O estacionamento estava praticamente vazio, e Christian me esperava encostado em seu carro. Era menos chamativo que a Ferrari, no entanto, ainda era roxo e reluzente. Eu senti vontade de suspirar ao vê-lo ali, encostado ao carro, com óculos de sol, lindo e maravilhoso. Eu não sabia como ele chegara a minha escola, já que eu não havia dado o nome ou endereço, mas tinha uma leve suspeita de que Ryan ajudara nisso.

  - Hey Babe! - ele sorriu, tirando o óculos e vindo me abraçar.

  - Chris. - beijei seu rosto.

Jazmyn me fulminava com o olhar, como se esperasse que eu os apresentasse. E eu não podia não apresentar.

  - Christian, essa é Jazmyn Bieber. - ele me olhou com a sobrancelha arqueada e eu assenti de leve, sabendo que Jazmyn estava observando cada movimento meu. - E Jazmyn, esse é Christian Beadles.

  - Hm... E como vocês se conheceram? - me encarou, os olhos semicerrados.

  - Hã... Uma vez eu saí quando você não estava e encontrei com ele no MC. Na fila. Bom, nos tornamos bons amigos.

Um sorriso malicioso abriu em seus lábios.

  - Hm... Tudo bem. Aproveitem o resto do dia. - piscou, abraçando-me. - Boa, garota! - exclamou em meu ouvido, beijando minha bochecha e sumindo em segundos.

  - Está vendo? Bipolaridade é de família. - comentei e ele sorriu.

  - Ela é linda. - falou e eu neguei veemente com a cabeça.

  - Não! Não mesmo, mocinho. Nada de chegar perto dela. Se você não teme por sua vida, eu o faço. Além do mais, ela tem namorado.

  - Não tenho ciúmes, querida. - piscou e eu balancei a cabeça.

Okay, ele não tinha jeito, e eu estava preocupada com outra coisa no momento.

 

Dentro de uma hora, Christian havia me levado para sua casa, e estávamos almoçando. Ele era um bom cozinheiro, apenas de só cozinhar massas. Seu macarrão a carbonara era maravilhoso. Ele me serviu um pouco de vinho para acompanhar, após muita insistência minha. Por ele eu tomava apenas Coca-cola e Soda.

  - Allyson, desculpe-me, mas você está comendo demais, hein?

  - Estou com uma fome surreal. Sério, poderia comer essa panela. Não é a toa que estou desse tamanho. - dei de ombros e ele arqueou a sobrancelha, pronto para dizer algo, no entanto, eu o corte: - Então? E Justin?

  - Oh, meu Deus! Pelo que eu estou vendo, você não pode evitar, não é mesmo?

  - É muito maior que eu, e você sabe disso. Mamãe e Jazmyn também estão querendo saber dele.

  - Okay. Bom, eu não sei muito. Justin foi embora. Simples. Do nada.

  - Como assim do nada?

  - Bem, Jaden não conseguiu nada dele, mas eu deduzi algumas coisas. - limpou a boca suja com o molho branco, e tomou um pouco de sua taça de vinho branco.

  - E...?

  - O dia da partida dele. Ele foi embora quando te beijou. E foi repentino demais. Conhecendo Justin, ele desistiu de você. - minha boca abriu e meus olhos encheram-se de lágrimas. Deixei o garfo de lado e peguei o guardanapo. Ele percebeu minha reação. Por que mesmo eu estava chorando? - Não! Não digo assim. Por favor. - ele foi rápido para tentar se explicar. - Isso é novo para Justin, e então ele fugiu. Justin pode aguentar levar uma bala; pode continuar lutando mesmo ferido, mas assuntos do coração? Ele não sabe lidar com isso. Ele cresceu ignorando sentimentos, e agora aqui está você, o fazendo ficar maluco e sentir coisas de magnitudes enormes. Sua reação o assustou, e ele fugiu. Isso me parece meio obvio. - deu de ombros.

Eu soluçava com seu pequeno discurso. Eu pensava exatamente igual. Mas saber que Justin não estava por perto me magoava, e me fazia querer chorar.

  - Ele partiu apenas com o passaporte e os diamantes de Tom. Foi para a Suíça.

  - Diamantes de Tom? - assentiu e eu levei minha mão ao peito, apertando o diamante na ponta da corrente que achara em meu quarto. Ele havia deixado para mim, era obvio. Aquilo me fez chorar ainda mais.

  - Allyson, por que está chorando?

  - Eu não sei. Justin. Suíça. Diamantes. Tudo isso. - solucei e em segundo ele estava do meu lado, afagando minhas costas. - Eu estou tão confusa. Eu o quero aqui, mas também o quero longe.

Os pequenos chutes voltaram a me atingir no estômago, e eu suspirei, os ignorando. Mal estar não era coisa para se preocupar.

Christian me ajudou a me recuperar e então, levou-me de volta para casa. Eu não sabia o que dizer a minha mãe, então apenas entrei e corri para o meu quarto, alegando estar com dor de cabeça. Era a desculpa clássica. Após horas trancada em meu quarto, era obvio que mamãe estranharia, e então, Jazmyn Bieber apareceu como um furação em minha porta, exigindo que eu a deixasse entrar. Era Jazmyn. Eu não conseguia ser resistente com ela. Poder dos Bieber’s, vai entender.

  - Amiga, o que está acontecendo? Eu juro que estou te achando estranha. Aquele gato não era tudo o que você pensava? Ele te magoou de alguma forma?

  - Não, Jazmyn. Eu e Christian não... Não temos nada. - sussurrei quando me acalmei e conseguia falar normalmente. - Ele é apenas um amigo. Quase um irmão. Eu e Christian nunca teríamos nada.

  - Jura? - assenti. - Okay, então o que está te deixando aflita? Eu não consigo mais adivinhar. - agora era ela que parecia aflita.

Antes, Jazmyn sempre sabia o que me deixava mal. No entanto, como ela poderia descobrir agora, se não sabia nem um terço de toda a história? Isso a fazia pensar que, talvez, nós duas não fôssemos mais tão próximas.

  - Eu não estou bem. Sinto-me pressionada com toda essa coisa de prova para poder voltar aonde eu deveria estar. Sabe, ter que me esforçar ainda mais. Ter mais coisas em cima de mim. - menti rapidamente, e devo ter parecido extremamente confiante em minha resposta, pois o olhar de Jazmyn se tornou mais calmo, ameno. Ela sorriu conspiratória para mim, e me abraçou.

  - Eu estou aqui, meu amor. Tudo vai se resolver. - murmurou, beijando meus cabelos.

E eu acreditava nela. Sempre acreditaria.

 

  - O que acha de uma festa do pijama? - Jazmyn me encarou, enquanto massageava meus pés inchados.

Eles viviam assim, e eu achava que era pelo stress sofrido ultimamente. Jazmyn concordava comigo. Após um banho relaxante, coloquei um top e um shortinho, e Jazmyn se ofereceu para massagear meus pés e drenar o liquido que eu, provavelmente, deveria ter retido em meu corpo. Ela aprendia todo tipo de massagem com tia Erin. Sua mãe adorava tratamentos de beleza, e amava saber como cada um funcionava. Assim, ela havia feito cursos de estética e passado sua preciosa sabedoria a sua única filha mulher. Eu precisava agradecê-la de joelhos por isso.

  - Eu acho muito interessante. Adoro festas do pijama. - dei de ombros.

Minha mente estava longe. Na Suíça, para ser mais precisa. E então a minha imaginação da aula de Sociologia invadiu minha mente, e os chutes em eu estômago voltaram, ainda mais fortes. A sensação me fez forçar os olhos fechados.

  - Ótimo, nó... - Jazmyn parou bruscamente no meio de uma frase, fazendo-me abrir os olhos rapidamente. Seu sorriso sumindo do rosto, e seus olhos se arregalando. - Allyson, eu juro, alguma coisa está tentando sair de sua barriga!

Como?


Notas Finais


Hmmmmm E esse final, hein? ashuashuhs
Eu demorei e foi por falta de tempo, então, a partir de agora, não teremos datas especificas para poder postar, okay? A escola ocupa mais tempo do que eu imaginava e então eu não posso dar data exata nem nada. De qualquer jeito, teremos capítulos novos sempre que possível...

Esse capitulo não foi meu melhor, mas estou satisfeita com ele, apenas da Allyson estar muito confusa.

Em fim, obrigada por cada comentário e favorito :3 Até o próximo!

Beijos.......


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