História Common Denominator - Capítulo 37


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Bandido, Bieber, Demi, Demi Lovato, Denominador Comum, Inimigos, Justin, Justin Bieber, Lovato, Prostituição, Sexo, Vadia
Visualizações 4.000
Palavras 3.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hã, bom... Eu estou aqui! Antes de começar quero dizer coisas importantes, então, por favor, leiam. Não estou vindo com as minhas desculpas pela demora, porque já ficou cansativo e repetitivo; estou vindo para comentar sobre as suas opiniões.
Primeiro, queria muito agradecer aos comentários que criticaram o capítulo passado. Eu realmente gosto deles, pois me ajudam a me situar, então, se todas vocês pudessem me apontar os pontos positivos e negativos dos capítulos, com sinceridade, eu seria eternamente grata. Eu até mesmo anotei os users dessas pessoas, pois responderei por aqui. A primeira é a @ItsTomlinson ... Ela comenta em todos os capítulos e seus comentários são incríveis, pois são realistas e me ajudam muito (Obrigada, garota. Seus comentários são minha base em muitos momentos). O que tenho a te dizer, e que também serve à @sonnyride também, é: por favor, confiem em mim. Eu sei que muitos querem me crucificar pela gravidez, muitos odiaram a ideia e muitos amaram, e admito que eu também acho essa coisa de gravidez clichê, batida, entediante. No entanto, apenas peço que confiem em mim. A gravidez não veio a toa, e eu irei falar sobre isso quando for o momento, assim não entrego meus planos para a história. Eu tenho planos e a gravidez era necessária nesse ponto, okay? Pode parecer clichê, e talvez no final apenas seja mesmo, mas continuo a pedir que confiem em mim. Se depois que meus planos forem expostos vocês ainda acharem que dei um péssimo rumo a fic (porque eu sei que o que eu tenho em mente ainda continua sendo um clichê e algo batido), eu aceitarei todos os 'desfavoritos' que a fic ganhar (e olha que se até agora não foram poucos, imaginem depois). A Allyson está sendo uma menina fraca e toda chatinha, vocês acham que eu não sei? Mas isso é o que eu quero, tudo bem? Meus planos para ela ainda são "grandes", e eu quero fazer a Ally se tornar uma mulher forte e não dependente do Bieber. Apenas aguarde pelo resto da história. Serão 3 temporadas, pelo que planejei (talvez eu possa diminuir, o que estou seriamente considerando), então terão muitos momentos ainda para vocês me odiarem, ou me amarem. Apenas tenham paciência (eu sei que peço demais de vocês, já que paciência é o que não falta a quem tem que esperar pelos meus capítulos)
Agora, para a @raton . Querida, preciso te agradecer imensamente e te dar desculpas ainda maiores. Você apontou o ponto em que eu pequei de forma vergonhosa. Antes de escrever aquele capítulo, eu ainda não havia ido pesquisar sobre gravidez. Sendo uma leiga no assunto, escrevi algo que tornou-se um grande erro exatamente por ser o ponto principal do capítulo. Realmente, é impossível que se veja o bebe mexendo dentro da barriga da mãe antes dos sete meses, no mínimo. Eu não havia pesquisado sobre isso, apenas escrito, e ao ler seu comentário, eu realmente pensei e vi que era um pouco absurdo demais o que escrevi. Então, peço desculpas pelo erro, e cuidarei para que não se repita. Como já estava postado, não havia como eu mudar aquilo, pois já haviam pessoas que tinham lido o capítulo, por tanto, tive que inventar uma desculpa bem escrota para que isso passasse de forma correta. Ainda falando para a @raton, sinto muito, mas esse capítulo ainda irá te decepcionar. Desculpe, são os planos para a fic. Esse capítulo é um pouco parado e descartável, talvez, mas espero que mate um pouco da saudade. Então, apenas aproveitem que eu falo mais lá embaixo.

Obrigada e boa leitura!

Capítulo 37 - Turbilhão


Fanfic / Fanfiction Common Denominator - Capítulo 37 - Turbilhão

Allyson Mallette’s POV.

  - Jazmyn, pelo amor de Deus. Para de brincadeiras.

  - Okay, desculpe. Mas sua barriga mexeu de um jeito estranho.

  - Eu senti uma dor e me mexi estranho. - ri levemente. Ela havia me assustado. Ela parecia realmente chocada.

  - Falando em barriga, eu preciso te perguntar uma coisa. É um boato que começou na escola, e me abriu os olhos.

  - Ai, meu Deus! Meu primeiro dia e já sou assunto. - debochei.

  - É sério!

  - Okay! Fale.

  - Hoje, as meninas me perguntaram, e então eu comecei a prestar atenção. - assenti, fazendo um gesto para ela continuar. - A sua barriga... Babe, ela está redonda, não?

  - Claro que está! Eu te disse que engordei bastante nesse tempo. Eu tenho comido muito. - dei de ombros.

  - Não, ela está realmente redonda. Como você não percebe?

  - Aonde você quer chegar?

  - Allyson, vamos ser sinceras, você está... Grande.

  - Jazmyn! Eu sei que não estou em melhor forma, mas estou cuidando disso. Bom... Mais ou menos. O fato é que eu acabei engordando sem perceber, e infelizmente para voltar ao normal é complicado.

  - Não, não é sobre isso.

  - Okay, então me fale sobre o que é!

  - Estão achando que você está grávida. - falou de uma vez, finalmente sem enrolação. Era óbvio.

  - Não era óbvio que achariam isso? Quer dizer, está perceptível que eu engordei e era a primeira coisa que as pessoas pensariam.

  - Não, querida... Olhe-se no espelho. Sua barriga. Isso não é gordura, ou algo assim. Está redondinha e bonita. Por mais que você tenha usado camisetas largas, eu te vejo pelada e com roupas curtas o tempo todo, e percebo a diferença. Quer dizer, agora percebo. Antes isso não havia passado por minha mente, mas depois que ouvi aquilo... Bom, meu amor, está na hora de você me contar o que realmente aconteceu nesses meses que esteve longe.

Justin Bieber's POV

Joguei-me na cama do quarto de hotel e respirei fundo. Havia vendido as pedras de Tom. Pelo menos haviam me trazido uma bolada. Não que eu precisasse.

O tempo que estava passando na Suíça estava sendo uma tortura. Eu não tinha o que fazer aqui. Fui atrás de alguns caras que poderiam criar uma aliança comigo, mas, Tom já chegou à Suíça primeiro. Ele tinha mais alianças fora do país. Por outro lado, eu conseguiria comandar aquele país fácil se quisesse. De algum modo, tenho que admitir que formaríamos uma ótima dupla juntos. Mas trabalho melhor sozinho. E sou muito bom assim. Seria ainda melhor se tivesse acesso a todo o poder dele.

Meu celular tocou e eu me arrastei pela cama, até chegar ao travesseiro, aonde ele se encontrava. Era Jaden. Ele era o único que me ligava. Ninguém sabia esse número.

  - Justin Bieber falando. O que você quer?

  - Ai, patrão. Tenho notícias não muito boas. - bufei.

  - Fale logo.

  - Uma das boates queimou.

  - Queimou?

  - Incendiaram. Tom incendiou. Nós perdemos tudo e a policia está em cima.

  - Puta que pariu. Filho da puta.

Tom estava quieto. E ele me queria de volta a cidade, eu tinha certeza. Mas para quê? O porquê eu precisava estar na cidade? E minhas perguntas foram respondidas no mesmo instante. Meu pai veio em minha mente. Ele já havia me explicado tudo sobre isso. Hereditariedade. Essa era a palavra chave.

  - O que vamos fazer, patrão?

  - Enquanto eu estiver longe, Tom não pode atingir seus objetivos. - comentei. - Alguém sabe onde eu estou?

  - Não! Tu acha que eu sou o quê?

  - Continue assim e talvez tudo vá ficar bem. - passei a mão pelos cabelos e respirei fundo mais uma vez. - Quanto a policia... Bem, isso não vai foder com a gente. Só converse com Filipe, e ofereça dinheiro, o quanto for necessário, para que ele não abra a boca. Diga que qualquer coisa que acontecer, eu mesmo o visitarei. Leve o Jameson para... Sabe... Te ajudar.

  - Claro.

  - E minha mãe?

  - Tudo no lugar. Têm homens cuidando de cada passo que ela dá.

  - Jazmyn?

  - Ela andou indo em alguns rachas e festas não muito legais para uma dama, mas sabe como é... Nós demos um jeito. - riu levemente e eu até imaginava. Jazzy deve ter tido problemas com manchas em seus vestidos, ou com cabelos e maquiagens arruinados. Nada muito grave.

  - Allyson? - murmurei seu nome, sentindo meu estômago revirar. Puta que pariu, eu tô virando um viado.

  - Começou hoje na escola. E depois foi almoçar com Christian. Mas não tem saído muito ultimamente.

  - Ótimo. Mantenha-me informado sobre a boate.

Desliguei o celular e o joguei de volta onde estava. Allyson e Christian eram muito próximos e isso me incomodava demais. Eles podiam se considerar irmãos, ou o caralho que fosse, mas Christian é homem e Allyson é uma puta de uma gostosa. Aquilo não acabaria apenas em amizade. Afinal, irmão por irmão, nós também éramos.

Allyson Mallette's POV

  - C-como assim? - gaguejei, sentindo meu corpo tremer.

  - Bom... Tia Pattie me contou tudo sobre o seu tempo afastada. E, sim, eu sei que prometi não especular até você se sentir pronta para se abrir, mas de qualquer jeito, não vem ao caso agora. O fato é que: ela não mencionou estupro, ou nada parecido. E eu acho um pouco impossível que você tenha engravidado antes disso tudo, pois sei que me falaria. Nossa conexão pode estar abalada agora, mas eu sempre soube tudo sobre você. Então, algo está sendo escondido em baixo do tapete de toda a merda pela qual você passou, e eu preciso saber.

  - Mas... Mas... Eu não estou grávida. Continuo virgem, eu... Eu... É sério.

  - Allyson, por favor. Seja sincera consigo mesma. Dizem que mulheres sentem essa coisa de gravidez.

  - Eu não estou grávida, Jazmyn! - falei irritada, levantando-me da cama. - Que saco! Por que não confia em mim?

  - Como você quer que eu confie em você? Você sempre foi a minha melhor amiga. Minha irmã. Mas desde que você voltou, não parece você mesma. Eu sei que você tem me escondido coisas. Eu sinto. - falou, levantando-se junto a mim. Jazmyn começou a andar pelo quarto. - Você acha que eu engoli totalmente aquela história daquele menino? Christian, ou seja lá qual for o nome dele. Em um momento você o conheceu em uma fila do MC Donalds, e então ele se torna seu melhor amiguinho, seu irmão? Uma simples conversa numa fila para comprar batatas fritas não faz pessoas criarem laços fraternais assim. Então, ou você sempre mentiu para mim, ou você está escondendo coisas. E, sinceramente, para que possamos continuar nossa amizade, a sinceridade tem que aparecer em primeiro lugar.

Suspirei. Respirei fundo. Bufei. Eu precisava ser sincera com Jazmyn. Ela estava certa. Mas eu não podia contar sobre Justin. Ela nunca mais olharia na minha cara. E não conseguiria conviver com Justin. Ele assaltar bancos ou traficar é uma coisa, ele estuprar uma mulher, espancá-la e transar com a sua irmã é outra. Para você a primeira opção pode parecer mais loucura, ou não. E eu sabia exatamente qual iria parecer pior para Jazmyn. Eu a conhecia.

  - Teve um cara. Nesse tempo. - comecei. - No meio de toda a merda, ele era a coisa boa. Apesar de fazer parte dos meus pesadelos, ele também podia me fazer sonhar. Ao mesmo tempo em que eu sofria por vocês, eu podia ver as coisas positivas de tudo o que aconteceu comigo. E nós... Nós nos gostávamos. Pelo menos eu achava. E eu... Eu deixei acontecer, Jazmyn. Eu quis que acontecesse. Eu me entreguei de corpo e alma à relação que criei em minha mente. Christian era um amigo desse cara, e me ajudou a fugir. Ele sempre soube de tudo, e se tornou uma parte fundamental para a minha vida. - murmurei baixinho, mas alto o suficiente para ela ouvir. - Me perdoe se não posso falar do resto, mas é melhor, tudo bem? Eu sinto muito por ter escondido isso, mas não era algo da qual eu pretendesse me orgulhar no futuro. Eu só queria poder esquecer, por mais difícil que fosse.

Ela ficou incontáveis minutos em silêncio, como se vagasse longe, pensando em casa detalhe do que lhe contei. Eu tecnicamente não menti, apenas havia omitido as partes que não a fariam bem. E que me beneficiariam. Eu estava sendo egoísta. Mais uma vez. Mas se Jazmyn descobrisse tudo, com certeza se machucaria.

  - Allyson... - olhei-a apreensiva, esperando por suas palavras. - Você precisa fazer o teste de gravidez, okay? Volto em meia hora.

E assim ela me deixou no quarto. Totalmente confusa. Como assim? Eu acabo de contar boa parte do que aconteceu nesse tempo longe, e ela... Sai? Ótimo!

Joguei-me na cadeira da escrivaninha e respirei fundo varias vezes. Estava cansada. E agora, minha cabeça só tinha espaço para uma coisa: gravidez. Eu não podia estar grávida. Imagine o desastre. Eu. Grávida. Do meu irmão. O que seria de um bebê vindo de um pecado desse? Ele não seria perfeito, talvez nem viesse a nascer. Eu não podia imaginar nada assim. Minha mãe descobriria tudo o que aconteceu, e passaria a me olhar diferente. Assim como a Justin. E ele me parecia gostar tanto de ter uma família. Eu não queria destruir isso para ele. Sem contar em sua reação ao saber de algo assim. Justin surtaria. Ele iria querer que eu abortasse no mesmo instante. Eu não podia estar grávida.

A curiosidade me fez levantar e parar de frente ao espelho. Com a minha postura normal, meio curvada e totalmente errada, minha barriga parecia apenas gordura. Quando eu ficava reta e com a postura alinhada, minha barriga não parecia tão grande. Era como se eu tivesse engordado um pouco e ainda por cima estivesse com prisão de ventre. Então, não era possível eu estar grávida. Se estivesse, teria que estar de no mínimo uns três meses, e com três meses já dá para perceber. Ou não. Ah, Deus!

Soltei um muxoxo de desespero e sentei no chão, de frente ao espelho. Eu só estava mal cuidada, nada além disso. Por favor!

 

  - Aqui. Eu comprei alguns. Três. A moça disse que pode dar errado. - Jazmyn invadiu meu quarto, fazendo-me pular. - Vamos, Allyson. Pare de me olhar e vá mijar.

Ela me puxou do chão e me empurrou para o banheiro.

  - Olhe, você precisa mijar aqui, tudo bem? Ai depois vai aparecer aqui se você está ou não grávida. A mulher disse que é simples. Quer ajuda?

  - N-não. - sussurrei, sentindo meus olhos queimarem. Eu nunca imaginei que teria que passar por isso.

Após longos minutos tentando fazer xixi, eu finalmente consegui molhar o palitinho, e o deixei de lado para esperar.

  - Jazmyn! - chamei por ela e em segundos ela entrou. - Eu fiz xixi.

  - Ótimo, alguns minutos e nós vamos saber. - ela sorriu, reconfortando-me.

 

 

 

  - Obrigada por nos atender tão rápido, Emily. - Jazmyn sorriu para a ginecologista a nossa frente. Ela era amiga de uma amiga de não sei quem. O que sei é que Jazmyn conseguiu uma consulta para o dia seguinte após fazermos o teste. E sim - olhe a grande surpresa -, eu estou grávida. Como estou me sentindo no momento? Bom... Eu não estou nada bem. Estava vendo a hora em que aquela doutora iria dizer que meu filho nasceria cheio de problemas, ou que não chegaria ao final da gestação. E aquela nem era a pior coisa. O que todos iam pensar? O que mamãe ia pensar? Quem eu diria que seria o pai? Eu... Não podia ter um filho. Em qualquer outro momento, em qualquer outra situação, eu não pensaria duas vezes em criar essa criança, sem ao menos se importar com qualquer risco, ou problema. Se isso acontecesse há alguns meses... Talvez a ideia não me parecesse tão absurda. Mas agora eu sei de toda a verdade.

  - Allyson! - Jazmyn me chacoalhou e eu pisquei, olhando para ela.

Eu havia passado a noite às claras, e devia estar demonstrando o cansaço, pois a medica suspirou e disse:

  - Jazmyn, querida, por favor... Eu preciso ficar sozinha com Allyson. É um procedimento padrão, se não se importar.

  - Tudo bem. Eu só... Eu estarei ali fora, tudo bem? - ela segurou minhas mãos entre as suas, apertando-as.

  - Okay. - murmurei.

Eu agradecia por ela não estar ali. Eu precisava fazer perguntas a Doutora, tê-la ali me impediria. Assim que ficamos sozinhas, e médica sorriu para mim. Ela parecia uma menina, como se nunca tivesse crescido.

  - Então... Vamos começar? - assenti. - Você fez o teste?

  - Sim... Três.

  - E todos deram positivos.

  - Aham.

  - E como se sente?

  - Sinceramente? Essa criança não pode nascer. - ela prendeu a respiração por um segundo. - Ela foi gerada a partir de um pecado, por favor. Eu estou pensando no bem dela.

  - Oh, meu Deus. Querida, faça um favor para mim. Deite-se ali, naquela maca.

Dei de ombros e fiz o que ela pediu. Eu estava agindo automaticamente. Deitei-me na maca e logo ela veio até mim. Levemente, ela levantou minha blusa, deixando a minha barriga pouco protuberante a mostra. Em seguida, ela colocou um gel ali, pegando um objeto para fazer um ultrassom.

  - De quanto tempo acha que está? - perguntou, tentando puxar assunto, e parecendo animada.

  - Três meses, talvez. - dei de ombros. Minha voz estava sem emoções. Eu presumia que tivesse engravidado pouco antes de descobrir a verdade, já que menstruara, mesmo que pouco.

  - Bom, vamos ver... Há! Olhe só... Allyson, acho que temos uma surpresa. - ela sorriu abertamente, e mexeu nos botões e logo o som de um coração ecoou pela sala. Engoli a seco, mordendo meu lábio.

  - Escuta?

  - Hã... Sim...? Um coração. - murmurei, minha voz sufocada na garganta.

  - Um não, querida, dois corações. Consegue distinguir? - eu acho que parei de respirar, pois a doutora me olhou assustada, e sorriu, tentando me reconfortar. - Eu sei, é assustador. Eu também tive gêmeos, sabia? Dá mais trabalho, mas a alegria é em dobro.

  - Não pode ser gêmeos, doutora. Eu... Minha barriga está quase imperceptível.

  - Bom, pelo que vejo você pode estar de... Hm, acho que... Dezoito semanas.

Calma, isso são... Um mês quatro semanas; dois meses oito; oito com oito são dezesseis... Oh! Eu estou de...

  - Quatro meses e meio. - a médica completou. - É normal que a barriga não apareça. Há casos em que a barriga só aparece depois do sexto mês de gestação. E para isso não importa se são gêmeos ou não.

O coração das crianças ainda batia forte, ecoando por toda a sala. Era emocionante saber que aquilo estava dentro de mim. Ao mesmo tempo assustador. Jazmyn precisava escutar aquilo.

  - Jazmyn...

  - Eu pedi para que saísse para que pudéssemos conversar melhor. Eu vi que você estava um pouco... Assustada.

  - Posso gravar? - perguntei, referido-me aos batimentos dos corações e ela sorriu, vendo as lágrimas em meus olhos.

Ela assentiu, pegando minha bolsa para mim, e logo em seguida, começou a me mostrar as crianças na tela. Eu queria saber o sexo. Queria saber como eles seriam. Queria saber se eles teriam problemas. Mas como eu poderia perguntar a doutora se filhos de irmãos nascem mesmo com problemas? Como iria falar que me deitei com o meu irmão?

  - Ainda não podemos definir os sexos deles, mas daqui a um mês você volta e acho que já poderemos ter respostas. Agora, por favor, pergunte. Posso ver tantas dúvidas em seu rosto. - falou carinhosa.

  - Eu... - não sabia como perguntar aquilo, então acabei fugido e indo para uma questão mais simples. - Eles se mexem. Quer dizer, faz pouco tempo desde que senti pela primeira vez, e achei que estivesse passando mal. - ela riu levemente.

  - Você já passou da décima sétima semana, então é normal que eles se mexam.

  - São bem agitados. - comentei, rindo levemente. E eles sempre mexiam quando eu pensava em Justin.- Agora... - suspirei e resolvi prender minha duvida na garganta. - Bom, acho que não tenho nenhuma duvida. - murmurei.

Eu estava assustada demais, e ao mesmo tempo maravilhada. Eu nunca pensei que fosse engravidar, apesar de ser bem óbvio. Eu e Justin nunca usávamos camisinha, e ele nunca foi atrás de conseguir anticoncepcional. De qualquer forma, eu ainda tinha menstruando nos primeiros meses de gestação. Por fim, a medica me explicou que isso era normal.

Sorri para ela, tentando mostrar que estava aceitando bem, apesar de ter lhe falado que não podia ter as crianças. Crianças, no plural. Louco, completamente louco.

Como Justin reagiria ao saber disso? Como seria quando mamãe descobrisse? Como seria quando essas crianças chegassem ao mundo? Eu não podia esconder, mas também não podia contar a verdade. Eu estava perdida. Eu iria realmente ter essas crianças? Obviamente, eu não poderia simplesmente abortar. Se viessem diferentes das outras crianças ou não; se era fruto de algo errado ou não... Nenhuma dessas coisas era importante o suficiente para que eu abortasse. E, no fundo, bem no fundo, eu sabia que queria ter essas crianças. Eu não sabia o que sentia por Justin no momento, mas sabia que ainda era algo forte.

Então, pensamentos de como as crianças poderiam ser, de como meu futuro seria, de como Justin reagiria quando eu desse a luz a elas... Tudo isso passou em minha mente enquanto voltava para casa no carro de Jazmyn. Ela falava, e não parava. Eu só queria ficar quieta e sozinha para poder pensar. Era muita coisa para que eu pudesse pensar.

Quando finalmente estava sozinha em meu quarto, após ter que jantar com minha mãe e escutar suas reclamações sobre o sumiço de Justin, minha mente parecia um liquidificador. Girava com todos os pensamentos e lembranças. Eu não conseguia tirar meus momentos com Justin da cabeça. Não conseguir esquecer seu sorriso. Não podia esquecer-me de seus momentos fofos, por mais que fossem raros. Lagrimas rolaram facilmente por meu rosto, enquanto eu tentava fortemente controlar os soluços que eu deixava escapar. Por que tudo tinha que virar essa bola de neve? Por que eu não podia ter conhecido Justin de algum outro jeito? Por que eu tinha que estar naquele parque, naquele horário, sozinha? E se Jeremy não tivesse roubado Justin de Pattie? Eu estaria aqui? Nós teríamos nos conhecido? Ficar juntos seria o nosso destino? Se tudo isso tivesse acontecido, mas Justin não fosse meu irmão perdido, nós iríamos criar nossos filhos, ou ele iria me pedir para abortar? Eu deveria contar a ele? Deveria manter em segredo? O que contaria a todos?

Em meio a esses pensamentos perturbados, acabei caindo no sono ali mesmo, no chão gelado de meu quarto, chorando como uma desesperada. 


Notas Finais


Então? Curto e chato, eu sei. Queria cortar meus pulsos escrevendo esse capítulo, e minha mente continua divida. Um lado vive me perguntando "você tem certeza de que está indo para o caminho certo?" e o outro "Bom, tente, quem sabe dá em algo?". Como eu disse no jornal que postei (que acho que ninguém leu), eu continuo achando que common denominator foi uma fic que comecei sem a capacidade de terminar, mas eu tentarei. Para quem não leu o jornal, lá tem SPOILERS do próximo capítulo, ao qual estou trabalhando. Se você quer ver, então, por favor: https://socialspirit.com.br/perfil/sarakatrina/jornal/spoiler-pessoas-bonitas-kpop-kdramas-desculpas-agradecimentos-3526139 ... Lá não falo apenas da fanfic, mas também de um pouco de variedades, para tentar descontrair um pouco. De qualquer modo, leiam se puderem. A quem citei lá em cima (@ItsTomlinson @sonnyride e @raton) obrigada. E a quem não citei, obrigada também. A @ItsTomlinson também levantou a questão de que eu poderia não ler os comentários, mas eu leio. Saibam que tudo o que vocês dizem eu leio, só não respondo por conta do tempo, sinto muito sobre isso. Vou tentar comentar mais sobre os comentários a partir de agora. Em fim, o próximo capítulo não tem previsão para ser postado, mas tentarei que seja ainda essa semana. Ele terá um pouco mais de ação.

OBRIGADA A QUEM LEU TUDO, E OBRIGADA A QUEM CONTINUA AQUI. AMOR VOCÊS!


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