História Common Denominator - Capítulo 41


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Bandido, Bieber, Demi, Demi Lovato, Denominador Comum, Inimigos, Justin, Justin Bieber, Lovato, Prostituição, Sexo, Vadia
Visualizações 1.531
Palavras 5.782
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olar, pessoinhas amadas! E não é que eu voltei na data certa? Eu, Sara Katrina, cumprindo prazos é quase inédito, hm?! Mas estou aqui para provar que tudo é possível e com determinação (e a ajuda de lembretes no celular) eu posso, sim, comprimir uma data (mesmo que meus empréstimos de livros na biblioteca da faculdade digam outra coisa)!
Gente, muito obrigada pelos favoritos e comentários nesse mês, viu?! Assim que postei o capítulo anterior, a chuva desfavoritos foi inevitável, acho que perdi em média uns vinte leitores para mais, mas conseguimos recuperar com uns quarenta favoritos novos e eu quase chorei de emoção em ver que todos os dias tinha pelo menos um ou dois favoritos! Vocês são muito fodas!
Em fim, não irei me alongar por aqui, okay? Okay! Apenas peço que me perdoem e que LEIAM AS NOTAS FINAIS, obrigada, de nada!

Boa leitura e perdoa os erros que devo ter deixado passar na minha última revisão (são quatro e meia da manhã e eu passei uma hora relendo e respondendo os comentários amorzinho de vocês)! Bora lá!

Capítulo 41 - Don't let go!


Fanfic / Fanfiction Common Denominator - Capítulo 41 - Don't let go!

Pequenos lapsos de memória pareciam ocorrer quando eu retomava a consciência, segundos antes de apagar novamente. Minha mente parecia agitada e imagens passavam rápidas como flashes de lembranças misturados a sonhos. Eu vi minha mãe quando eu era menor, em um de meus recitais. Eu revivi alguns segundos do momento em que Jazmyn e eu havíamos nos conhecido. Revivi meus dias dentro da casa de Justin de modo entrecortado e veloz. Eu sentia meu corpo desfalecer. Eu estava fraca demais para conseguir manter meus olhos abertos por mais de dez segundos. A consciência se misturando com a inconsciência, tornando-se um borrão confuso de se distinguir.

O meu último momento que pareceu real o bastante para ser chamado de lúcido, foi quando vozes se fizeram presentes ao meu redor. Vozes desconhecidas e desesperadas. Eu tentava entender o que elas falavam, mas tudo parecia ser tão rápido. Tudo parecia estar avançando em uma velocidade a qual meu cérebro não acompanhava. Uma última fisgada em meu ventre e um desespero cortante fez-me desfalecer mais uma vez.

Point of View Justin Bieber

Eu não sabia como havia ido parar naquele hospital. Eu não conseguia me lembrar de como havia dirigido até ali, nem como eu havia chegado àquela recepção. Após a ligação daquele maldito, eu apenas havia me desligado. Meu sangue corria por minhas veias desenfreadamente e eu enxergava tudo embaçado. Minha cabeça latejava, mas tudo o que eu queria era saber sobre Allyson.

  — Justin — Uma voz mansa, bastante conhecida por mim, fez-se presente às minhas costas, fazendo com que eu me distraísse de meu próximo ato: estrangular uma recepcionista incompetente.

  — O que faz aqui? — Rugi brandamente, fechando meus punhos para tentar me manter calmo. — Cadê ela?

  — Escute, eu tentei para-lo, tudo bem? Desculpe ter chegado muito tarde — Explicou-se, mantendo certa distância.

  — Muito tarde? Ellen, eu estou falando sério, cadê a Allyson?! Aquele filho da puta me ligou, gargalhando como um idiota, gritando e vangloriando-se de tê-la matado. Só me diga que isso é mentira. Diga-me que ele não fez nada contra ela.

  — Desculpe... — Sussurrou, olhando para seus pés. Aquilo não era do feitio de Ellen. Ela não abaixava a cabeça. — Ela está viva, mas eu não cheguei a tempo.

  — Tempo do quê? Ellen, sem meias palavras! — Gritei, perdendo qualquer autocontrole que eu fingia ter naquele momento. Ela só precisava estar bem.

  — Ela precisa te contar. Ela está em cirurgia. Só se acalme e aja calculadamente. Precisamos de seguranças aqui, Justin. Muitos. O imbecil do Matthew não completou o serviço, mas Tom mandará alguém, eu tenho certeza. Ligue para Ryan, peça que providencie isso. Você precisa falar com a sua mãe, avisá-la sobre isso. Também trate de colocar todos que conhece em segurança. — Falava rápido, enumerando cada item com os dedos. Mas eu só conseguia permanecer em silêncio. O que exatamente estava acontecendo com Allyson, porque ela não me falava. O que eu precisava saber diretamente dela? — Justin, pelo amor de Deus! — Exclamou irritada.

Ellen bufou, aproximando-se repentinamente e deixando um belo de um tapa em meu rosto. Algumas pessoas pararam para observar a cena ao nosso redor, e só então eu pude assumir meus sentidos. Agarrei um de seus braços, arrastando-a para longe daqueles olhares curiosos, que pareciam alertas com a nossa discussão. Prensei-a contra uma parede de um corredor calmo do hospital, mantendo seu corpo fortemente contra a parede.

  — O que está acontecendo?

  — Justin, esse não é o momento certo para...

  — Eu juro que se não me contar exatamente o que aconteceu, esse daqui será o momento exato para a sua morte, filha da puta! — Ameacei, subindo a mão que a segurava até seu pescoço. Apertei-o com força, olhando para os lados checando se continuávamos sozinhos.

  — Matthew queria se vingar. Ele e Tom... — Engasgou brevemente, o que me fez diminuir a intensidade do aperto. — Eles estavam juntos. Ele sequestrou Allyson, eu não sei bem como. Ele apenas a levou até o lado norte da cidade e... Eu tentei chegar a tempo. Eu juro que tentei, mas eu não sabia para onde ele iria. Quando eu cheguei, consegui apenas impedir que ele atirasse mais. Ele iria transforma-la em uma peneira se eu não tivesse chegado.

  — E como sabia sobre isso? Como sabia dos planos dele e de Tom. Vocês estavam juntos, não estavam? — Ela hesitou, mas eu não. Prensei-a com mais força contra o concreto gelado em suas costas, fazendo-a engasgar com certa intensidade para aliviar o contato em seguida. — Diga-me tudo.

  — Eu também estava junto, mas não como pensa! — Correu para explicar-se. — Eu não queria que ninguém saísse machucado disso Justin. Eu só queria vingança!

  — De quem? De Tom? Ou de mim?

  — Dos dois.

  — Ellen... — Murmurei incrédulo, como em um aviso curto de que ela precisava me explicar aquilo direito. Eu nunca havia dado motivos para que ela sentisse necessidade de se vingar de mim. — Eu entendo você querer se vingar de Tom, mas eu... Eu nunca lhe dei motivos.

  — Você não, mas seu pai sim, seu idiota! Você realmente acha que Jeremy era apenas uma vítima de Tom? Você acha que tudo que acontecia... Apenas Tom tinha culpa sobre todos os fatos? Meus pais morreram pelas mãos de Tom, sim. Mas foi seu pai quem os entregou. Seu pai os usou como isca para que conseguisse chegar à mulher de Tom.

  — Mulher? Tom era casado? — Estreitei meus olhos em desconfiança, afrouxando mais meus dedos contra sua pele.

  — Sim, eu já te falei sobre isso. Ele tinha uma mulher e uma filha. E seu pai jogou meus pais na fogueira, para matar a família de Tom. — Ela aproveitou de meu momento de distração, para se soltar de meu aperto e me empurrar para longe. — Seu pai era um monstro! — Exclamou, acariciando a pele marcada de seu pescoço, que ostentava a marca de meus cinco dedos perfeitamente. — Você acha que ele me levou para a sua casa por compaixão? Você acha que ele queria cuidar de uma pirralha de dez anos? Você realmente é inocente assim, Bieber? — Ela se silenciou por alguns instantes para rir da minha expressão surpresa. — Ele abusou de mim por toda a minha infância. Ele me obrigava a me deitar com ele, e em seguida com você. Ele me levava em suas reuniões com comandantes de todo o mundo, com superintendentes americanos, e me oferecia como uma maldita prostituta. Ele fez da minha vida um inferno, Justin. Ele acabou com a minha infância... Com a minha inocência, a qual meus pais lutaram tanto para manter. Ele me destruiu. Eu apenas queria retribuir. — Respirou fundo. — Eu iria começar por Tom. Eu queria matá-lo. Ganhar sua confiança após entregar todo império em suas mãos. Iria fazer o nome Bieber comandar todo o país para, em seguida, destruir seu império. Eu só quero que tudo isso acabe, Justin. Eu estou cansada de ver quantas vidas são destruídas por causa de pessoas como vocês. Eu sacrifiquei tanto estando aqui. Eu só... Só vi o quanto você mudou. Você não é como seu pai. Você tem um coração ai dentro, por isso, eu não podia permitir que Allyson simplesmente morresse.

Permaneci quieto, tentando absorver todas as suas palavras. Eu sabia que meu pai não era um anjo. Eu sabia de sua sede de sangue, e sabia que ele tinha sangue inocente em suas mãos. Mas nunca imaginei que ele havia sido o culpado pela morte de seu melhor soldado. Ele havia jogado Perret aos leões. Ele próprio havia oferecido seu homem de confiança a seu inimigo, tudo para acabar com uma família. Tom podia não ser flor que se cheire, mas tinha a porra de uma família. Uma mulher e uma filha que agora estavam mortas... Tudo por causa de meu pai. Ele tratava Ellen como uma filha a minha frente, para oferecê-la a seus aliados em reuniões particulares. Ela era apenas uma criança. E eu nunca havia imaginado aquilo. Eu me sentia um lixo.

  — Justin... Eu sei que te contei muita coisa, mas realmente precisamos proteger esse lugar. Tom há essas horas já deve saber que ela não está morta e que eu tenho algo a ver com isso. Vamos, ligue para o Ryan!

 

Aos poucos, a movimentação ao redor do lugar começou a se agitar e não demorou a que homens vestidos formalmente em ternos escuros e revestidos em armamento pesado fizessem a segurança de todo o hospital. Foi preciso uma longa conversa com o diretor do mesmo, e uma boa quantia de dinheiro desembolsar, para que a Polícia não fosse envolvida.

Allyson já estava há algumas horas em uma sala de cirurgia e eu tinha um Christian bastante preocupado em meu encalço, insistindo no quanto era importante que eu avisasse minha mãe sobre o que estava acontecendo.

  — Ela está deixando os nossos homens loucos, Bieber! Está pedindo por informações sobre Allyson e sobre você.

  — Se eu dizer sobre isso, precisarei contar sobre quem realmente sou — Neguei, meus olhos ansiosos percorrendo o corredor do hospital em busca do médico.

  — E você realmente acha que ela já não sabe? Que universitário teria esse número de seguranças? Até hoje ela não sabia que tinha tanta gente a seguindo. Mas agora, nós fomos obrigados a mantê-la dentro de casa.

Droga! Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Allyson estava em uma sala de cirurgia há horas, correndo risco de vida. Tom poderia atacar a qualquer instante e ameaçar a vida de mais alguém. E agora, minha mãe precisava ser avisada do real motivo de estar trancada dentro de casa, com homens armados fazendo sua segurança. Caralho! Eu me sentia perdido... Eu só queria poder ficar ali, esperando por respostas. Eu não queria pensar em Tom agora; não queria pensar em minha mãe, ou Jazmyn e Jaxon. Mas eles eram minha responsabilidade naquele momento. Proteger a todos era o meu dever.

  — Mande Jaxon e Erin para a minha casa. A partir de hoje, todos moram lá. Mande Patrícia fazer as malas e leve-as também, assim como as de Jazzy. No entanto, traga Pattie e Jazzy para cá. Elas vão querer estar perto de Allyson, e ela também irá querê-las por perto. Os seguranças que estão em ambas as casas irão fazer a segurança delas por todo o caminho. Carros blindados, os melhores que conseguir. — Falei rapidamente, vendo-o assentir rapidamente. — Peça a Chaz para me enviar tudo o que ele conseguiu analisar desses últimos dias fiscalizando Tom, e mande Jaden cobrar dobrado sobre aquele novo cara das boates. Como é o nome dele mesmo?

  — Kwon JiYong...? — Pronunciou de forma incerta, dando de ombros. — Bom, irei fazer tudo isso agora mesmo. — Avisou, deixando tapinhas amigáveis em meu ombro, antes de se levantar e se afastar.

 

  — Você já sabe o que vai falar para a sua mãe? — A voz de Ellen me chamou a atenção.

Observei-a direito pela primeira vez naquele dia, e pude ver suas roupas muito diferentes do habitual. Ela vestia calças, algo que eu raramente a via usar, e seu corpo era coberto por preto, desde os sapatos, até o colar que mais parecia uma coleira em seu pescoço. E pela primeira vez, reparei que suas roupas estavam manchadas de sangue. O sangue de Allyson. Aquilo fez meu corpo tremer da cabeça aos pés. Eu dificilmente temia algo, mas naquele momento, eu sentia vontade de chorar devido ao medo que sentia de perder minha garota.

  — Não. Só não queria contar a verdade. — Dei de ombros, aceitando o café que ela me estendia. O levei até os lábios, tomando um longo gole e me surpreendendo ao perceber o álcool mesclando-se a cafeína. — Vodka? — Ela deu de ombros.

  — Você realmente gosta dela, não?

  — De Allyson? — Ela assentiu. — Eu a amo. Demorei a perceber o quão importante ela era, sabe? Mas depois que eu finalmente a vi passando por aquela porta... Em vez de pensar que era seu irmão, eu apenas conseguia vê-la como minha mulher. — Expliquei, recebendo seu silencio em resposta. — Eu sei que é doentio. Mas não consigo evitar.

  — Não penso que é um monstro. Só estava pensando em outra coisa.

Assenti, sem cabeça para perguntar no que ela estava pensando. Eu já tinha problemas demais para mim. E não conseguia pensar em nada. Em pouco tempo, Pattie estaria ali e eu ainda não sabia como contar que sua filha estava em estado crítico por minha causa. Como eu explicaria a nossa conexão? Eu não precisaria dizer que havíamos fodido, certo? Mas se não contasse, com o iria explicar sobre o sequestro?

  — Porra! — Resmunguei, bagunçando meus cabelos de tamanho médio. Eu estava mais perdido que um pinto em uma orgia doida, cheia de bucetas.

  — Bom, apresse-se em inventar alguma coisa porque ai vem elas! — Ellen resmungou, levantando-se rapidamente para se por encostada a parede de frente para mim com um sorrisinho filho da puta nos lábios.

Meus olhos se moveram até o inicio do corredor, vendo Pattie correr em minha direção, enquanto Jazmyn conversava com Chris um pouco mais atrás. Levantei-me para recebê-las e não tive tempo de raciocinar direito, pois logo o corpo pequeno e delicado de Patrícia de chocou ao meu.

  — O que houve com a minha menina, Justin? Por favor... Ela está bem, certo? — Pedia desesperada, agarrando-se ao meu corpo.

  — E-ela... Ela está na sala de cirurgia. — Murmurei receoso de falar mais alguma coisa e acabar revelando demais.

  — Como? O que houve com ela?

  — Ela... Ela foi baleada. — Respondi vagamente, esperando que aquilo bastasse por ora.

  — Mas ela vai ficar bem, certo? Eu não deveria tê-la deixado sozinha! — Agora era Jazmyn que questionava, parecendo aflita. — Ninguém corre risco? — Perguntou, arrancando de Ellen um pequeno riso. Franzi o cenho, ignorando o riso sarcástico que soava às minhas costas, e focando-me em minha irmã, que fizera aquela questão de modo suspeito.

  — Ninguém? O que quer dizer com isso? — Indaguei, ainda afagando as costas de Pattie, que agora se afastara minimamente de meu corpo para encarar a mais nova também.

  — Sobre isso... Eu... Bom... — Gaguejou nervosos, seus dedos se entrelaçando afoitamente.

  — Justin, acho que precisamos conversar — Chris interferiu, vindo até mim. — Tenho algo importante para te falar.

Suspirei alto, usando aquilo como desculpa para poder me afastar de minha mãe e evitar mais indagações das quais eu não poderia responder. Segui com Chris alguns passos à frente, parando no início do corredor, alguns metros longe delas, que agora pareciam questionar algo a Ellen.

  — O que houve? — Indaguei ansioso, olhando mais uma vez para onde elas estavam, bem próximas a porta da ala de cirurgias. Aguardando por algum médico. Já se passavam boas horas desde que Allyson adentrara por aquelas portas automáticas e não havia voltado até então.

  — Eu... Bom, eu acho que... Descobri o motivo de Tom ter atacado Allyson. — Informou, respirando fundo.

  — Como? — Tornei minha atenção a ele, franzindo o cenho em confusão. Como ele havia descoberto algo em tão pouco tempo?

  — Eu acho que descobri o motivo dele tê-la atacado... Olha, o que irei te contar... É delicado. Eu sei que você é explosivo, então, irei pedir que tente se conter um pouco, cara!

  — Christian, cacete, desembucha logo, porra!

  — Allyson e você... Serão papais! — Exclamou, forçando um sorriso no rosto. Semicerrei meus olhos, observando-o minuciosamente. Estudei suas expressões, buscando qualquer sinal de diversão em seu rosto. Busquei por algo que indicasse que ele estava brincando com a minha cara, tentando descontrair o ambiente ou qualquer merda, mas ele estava sério. Sério demais.

  — Desculpa, o quê? Você está brincando com a porra da minha cara, seu filho da puta? — Indaguei um pouco mais alto do que queria. Foda-se. — Você acha que isso aqui é a porra do momento certo, caralho? Vai tomar no seu cu, seu filho da puta desgraçado!

  — Cala boca, seu babaca! Você acha que eu tenho cara de idiota para brincar com isso? Jazmyn está toda nervosa porque disse que Allyson está gravida. Eu sei que é complicado de acreditar, mas...

Não fiquei ali para escutar o resto daquela porra toda. Segui em passos firmes pelo corredor, minha mente em um branco total. Filho? Ser pai? Que merda de brincadeira era aquela? O que Christian estava falando? O que Jazmyn estava espalhando por ai?

  — Justin! — Jazmyn gritou surpresa quando agarrei seu braço bruscamente, prensando-a contra a parede. — O-o que houve?

  — O que quer dizer com Allyson estar grávida? — Murmurei baixo, ignorando os resmungos surpresos de Pattie.

  — E-eu... Ela está. Desculpa esconder... Eu... Ela está grávida de gêmeos.

Aquela informação tomou todo o ar de meus pulmões, fazendo-me perder toda a força e cair de joelhos no chão. Meus olhos estavam arregalados, minha boca aberta em surpresa e descrença, e eu podia sentir meu corpo tremer. Aquilo não podia ser verdade. Allyson não podia estar gravida. Ela não podia! Nós... Nós éramos irmãos. Aquilo... Como isso podia estar acontecendo?

  — Droga! Justin, por favor... — Senti a mão de Ellen tocar meu ombro de modo gentil, mas eu não conseguia responder. Eu não conseguia controlar a porra da minha mente. Eu estava em choque. — Porra, não vai me dizer que vai ficar ai, catatônico, justo agora. — Praguejou, chacoalhando meu corpo. — Vamos, não estamos em tempo de você ficar em choque com isso, tudo bem? Ele pode aparecer a qualquer momento para terminar o que começou, e você ficar ai feito um babaca não vai ajudar.

  — Ellen, você poderia calar a porra da sua boca? — Christian a puxou para longe, logo ficando de frente para mim. — Irmão, eu sei que você deve estar imaginando mil coisas, mas nós precisamos que você fique focado agora, certo? — Pediu, olhando em meus olhos. — Essa é uma noticia maravilhosa, eu sei, mas as coisas podem piorar.

  — Filhos, Christian. Gêmeos. — Murmurei, finalmente aceitando aquela ideia. Filhos... Porra, filhos! — Você tem noção do que são gêmeos? — Indaguei, rindo histericamente e permitindo meu corpo cair sentado no meio do corredor.

Escondi minha cabeça entre meus joelhos, puxando meus cabelos levemente enquanto ria meio bobo. Eu e Allyson seriamos pais. Pais! Puta que pariu! Eu não conseguia pensar no resto do mundo após aquilo. Eu só conseguia focar em meus filhos. Crianças. Crianças! Eu podia ser o cara mais fodido do mundo, mas filhos... Cacete!

  — Eu sei, cara! — Christian sorriu, deixando alguns tapinhas em meus ombros, como se me parabenizasse. — Allyson grávida... Uau!

Ainda rindo levemente, olhei para ele, sentindo meus olhos marejarem com a alegria de ser pai. Ser pai dos filhos de Allyson, a mulher que eu mais amava em todo o mundo. Foda-se se aquilo era errado! Foda-se se nossos filhos pudessem nascer deficientes, ou com qualquer problema que os DNAs semelhantes pudessem causar... Eu seria pai, caralho! E eu nunca havia sentido aquela felicidade me tomar. Era diferente de qualquer outra coisa. Eu me sentia eufórico. Eu queria gritar o quanto estava feliz. Eu nunca havia imaginado que poderia ficar tão feliz em saber que teria dois pirralhinhos correndo e me chamando de “pai”. Era surreal aquele sentimento.

  — Ele está chorando? — A voz de Jazmyn veio baixa e curiosa de minhas costas, fazendo-me lembrar de que ela e minha mãe ainda estavam ali. E que ela sabia disso e não havia me contado.

  — Eu sabia que Justin era mole demais para assumir tudo. Um maricas! Viadinho de merda! — Ellen resmungou, dando as costas para nós. Ignorei aquilo, conseguindo finalmente me levantar do chão.

Passei as costas das mãos sobre os olhos, limpando as lagrimas que ainda não haviam caído, e mirei Jazmyn mortalmente.

  — Há quanto tempo você sabia disso? — Exigi, mais uma vez a prensando contra a parede daquele corredor, porém, usando mais forca do que eu planejava. Ela arquejou em surpresa e dor. Aquilo nunca me parava, no entanto.

  — Algum tempo... Ela... — Gaguejou, buscando por palavras, enquanto me olhava assustada. Seus olhos continham uma pontinha de medo que eu não fiz questão de registrar.

  — Quem é o pai? Por que Allyson nunca me contou sobre isso? Deus, ela é muito jovem! — Pattie exclamou, chorando desesperada, interrompendo a garota.

  — Ela disse que se envolveu com alguém enquanto era forçada a trabalhar naquele lugar. Ela ficou com medo e achou que seria melhor esconder até quando possível.

  — Quanto tempo? Ela está de quantos meses? Ela foi estuprada? — A mais velha continuou a indagar nervosa, parecendo a ponto de um colapso, aquilo me irritou.

  — Não! Ela disse que foi consensual. Ela está entrando no sexto mês de gestação. — Jazmyn apressou-se a explicar, balançando a cabeça, enquanto mantinha seus olhos arregalados e marejados sobre mim.

  — Sexto mês? — Indaguei surpreso.

Tendo os fatos expostos na minha cara, as coisas só pareciam tão obvias. Eu, mais do que ninguém, conhecia o corpo de Allyson de olhos fechados. Eu poderia mapeá-lo se pedissem por isso, e explorá-lo provavelmente se tornara o meu passatempo favorito por meses e meses. Era óbvio que seu corpo havia mudado. Allyson havia engordado, mas não era apenas isso! Allyson não estava gorda, Allyson estava grávida. E eu deveria ter reparado em sua barriga mais redonda, mas suas curvas ainda assim acentuadas e parecendo ainda mais apetitosas e chamativas. O brilho nos olhos dela... Aquilo definitivamente a denunciava.

Porra, como eu pude ignorar algo assim? Como eu pude ter fechado meus olhos a essas mudanças? Era tão obvio o tempo todo. Droga, eu era um idiota! Um maldito idiota, que se focara demais em tentar vê-la como irmã, quando claramente aquilo nunca daria certo. Allyson e eu nunca seriamos irmãos. Não importava se dividíamos o mesmo sangue, a mesma mãe ou o caralho a quatro... Nós nos amávamos e não tinha quaisquer indícios de um sentimento fraternal ali. Eu a desejava o tempo todo, com uma intensidade filha da puta de surreal, e eu sei que ela negaria até a morte, mas era o mesmo com seus sentimentos. O laço que dividíamos era carnal e totalmente de homem para mulher. 

Allyson era minha mulher, não minha irmã!

  — Ela é tão jovem... Por que ela não abortou, Jazmyn? — Pattie indagou rancorosa. Ela parecia ter certo nojo e eu só pude interpretar aquilo como indignação ao fato de Allyson estar levando uma gravidez que para ela era parte de algo sujo.

  — Nem pense nesta hipótese! Allyson nunca irá abortar. Nunca!

Grunhi, irritado. Aquela hipótese não poderia nem mesmo ser cogitada. Meu tom de voz pareceu chocar a mulher, que me olhou assustada e com um brilho estranho em seus olhos. Naquele momento eu não me importava realmente com o que elas pensavam. Proteger Allyson e nossos filhos era o principal.

Soltei Jazmyn que pareceu aliviada, e ignorei Pattie e seu olhar indecifrável, seguindo até Christian, que assistia a tudo parecendo indignado.

  — Cara, você tem que controlar esses seus picos de humor. Sua irmã e sua mãe estão assustadas e toda essa fachada ridícula de bom menino e filhinho da mamãe estão indo ladeira abaixo. — Aconselhou aos sussurros, assim que me aproximei.

  — Foda-se! Quero mais homens aqui. Dois naquela porta — Apontei a entrada da ala cirúrgica, a qual não tinha permissão de entrada. Eu já estava cogitando invadir aquela porra para buscar por notícias de Allyson.

  — Tudo bem.

  — Chaz já enviou o que pedi? — Ele negou enquanto digitava furiosamente em seu smartphone. — Eu resolvo isso.

Puxei meu celular do bolso traseiro de minha calça jeans, mantendo o número três pressionado até que começasse a chamar. Não demorou a que Charles me atendesse.

  — Eu já estou indo. — Respondeu, assim que a ligação foi atendida. — Estarei aí em dez minutos — Finalizou a ligação, fazendo-me sorrir minimamente.

Outra ligação e Ryan também se encontrava a caminho do hospital. Jaden permaneceria a cargo das boates e dos carregamentos que estavam para chegar naquele inicio de mês. Tudo precisava continuar andando, afinal de contas.

  — Justin, acho que nós precisamos conversar — A voz de Patrícia chegou baixinha aos meus ouvidos, enquanto eu digitava a Jaden para tomar cuidado com aquele cara novo e com as negociações com a Ásia. Virei-me para ela, quase conseguindo adivinhar sobre o que ela queria falar. Movimentei minha cabeça levemente, indicando para que ela prosseguisse. — O que está acontecendo?

  — Allyson sofreu um assalto, mãe. Nada mais que isso. — Dei de ombros, terminando de mandar a mensagem.

  — Não, tem mais que isso, não tem? — Respirou fundo. — Olhe, eu estou realmente em nervos aqui. Eu precisei arrumar minhas coisas às pressas e entrar em um carro estranho. Fiquei sabendo que serei avó há alguns minutos, e minha filha está em uma cirurgia lá dentro. Sem falar nesse batalhão de homens armados fazendo a segurança desse lugar. — Expressou sua frustração de modo afobado, a beira das lágrimas. Fechei os olhos, abismado com a situação em que me encontrava. Eu sabia mentir. Eu estava acostumado a mentir. Mas só não sabia exatamente o que falar naquele instante.

  — Chaz está aqui. — Abri meus olhos, vendo o idiota correndo em nossa direção com várias bolsas em mãos, meio destrambelhado.

  — Eu demorei, eu sei... Eu estava um pouco... Ocupado, quando me ligou. — Explicou a Christian, deixando as bolsas sobre as cadeiras de espera que havia por todo aquele corredor. — A baixinha esta bem?

  — Ocupado, claro. — Resmunguei, levantando-me, deixando que Chris se ocupasse em respondê-lo sobre o estado de Allyson. — Mãe, acho que podemos conversar sobre isso depois. — Esperei que ela se afastasse para voltar ao que interessava. — E então?

Chaz já estava rodeado com três notebooks e digitava furiosamente, intercalando entre os três teclados ao mesmo tempo. Arqueei uma de minhas sobrancelhas, impressionado. Em pouco tempo, ele já me mostrava imagens de Matthew adentrando a mansão daquele desgraçado horas mais cedo. E Ellen estava junto.

  — Eu sei o que está pensando — Minha mão foi direto para a minha cintura, buscando minha arma devido ao susto. — Calma, bonitão! E, não, eu não estou com Tom. Eu te disse, estava infiltrada.

  — Você? Infiltrada? — Chaz debochou e eu não pude deixar de rir. Ellen fazendo algo além de compras e sexo era realmente novo. — Por favor!

  — Cale a boca, imbecil! Escute, Tom tinha homens seguindo suas irmãzinhas. E Matthew conseguiu os exames que Allyson fez naquele hospital. Eu não sei que merda você fez para ele no passado, mas aquele pirralho imbecil queria a todo custo se vingar. E você sabe o porquê de Tom atacar Allyson, certo?

  — Hereditariedade. — Assenti. — Meus filhos significam que meu império tem um futuro definido. Ele não poderia assumir tudo tão rápido quanto deseja.

  — Filhos? — Chaz gritou animado e chocado ao mesmo tempo, chamando a atenção de uma enfermeira que passava por ali, assim como de minha mãe e de Jazmyn.

  — Elas não sabem, cala essa porra que chama de boca, caralho!

  — Não sabem? E você pretende manter isso em segredo até quando?

  — Até que Allyson esteja bem e acordada. — Dei de ombros.

  — Allyson está bem? — E mais uma vez, minha mão seguiu direto a minha cintura, buscando pela arma, quando a voz de Ryan se fez presente.

  — Porra, Ryan! Parece a merda de um fantasma, cara! — Chaz resmungou, voltando a digitar logo em seguida.

  — Ela está em cirurgia — Murmurei, deixando-me cair sentado ao lado de Charles. — Matthew... Eu quero saber onde ele está. Agora mesmo e...

  — Ele está agora mesmo dentro de um carro, seguindo direto para a sua casa. — Ryan me cortou, mexendo em seu celular para em seguida virá-lo em minha direção. — Assim que Christian avisou o que havia acontecido, Chaz o localizou e eu fui com alguns homens pegá-lo.

Não pude deixar de sorrir, impressionado com a eficiência de meus garotos, mas não surpreso, na real. Eu sabia o quão capaz eles eram, e sabia que não era necessário que eu vivesse mandando e desmandando para que as coisas acontecessem. Tanto que eu os havia deixado por semanas quando me afastei.

  — Ótimo! Irei esperar por novas informações de Allyson e, então, tomarei conta desse merda. — Ele assentiu. — Até então, tenha certeza de criar o pior ambiente possível. Mas não encoste nele. Eu mesmo quero ter o prazer de acabar com a vida desse filho da puta.  — Todos eles concordaram em silêncio.

Passei as próximas duas longas horas discutindo com Jaden sobre um carregamento que chegaria em pouco tempo à Atlanta, ajudando-o a planejar algumas coisas básicas e dando-o completa autoridade para cuidar daquela parte pelas próximas semanas. Eu não teria tempo para pensar naquelas coisas a partir do momento que Allyson acordasse. Eu sabia que precisava deixa-la em paz. Eu sabia que era necessário que eu acabasse com meus sentimentos errados para que ela pudesse viver confortavelmente. Porém, com aquele acontecimento, tudo o que ela mais precisaria era de minha presença. Ela precisaria de minha proteção e de meus cuidados, e eu não iria negar isso a ela. Eu precisava deixa-la ir sentimentalmente, mas depois dos acontecimentos daquele dia, isso não iria acontecer. Não enquanto eu estivesse vivo. Allyson era minha e por mais narcisista e egoísta que pudesse soar: eu não me afastaria dela. Eu nunca mais a deixaria sozinha, porque não poderia aguentar que algo pior a acontecesse. Eu a amava e sabia que continuaria com aqueles sentimentos, não importava o quão longe estivéssemos, portanto, afastar-me era ilógico e perigoso.

E foi enquanto pensava nisso que a porta de vidro foi aberta e alguns médicos saíram pela mesma, acompanhados de enfermeiras e assistentes. Coloquei-me de pé assim que o cirurgião que era responsável por Allyson deu as caras entre os diversos profissionais.

  — Ela está bem? — Foi minha mãe que tomou as rédeas assim que descobriu quem era o verdadeiro responsável. Analisei a expressão do homem ainda de longe, vendo-o suspirar ruidosamente. Eu sabia que aquilo não era uma coisa boa.

  — O que houve? — Indaguei ansiosamente, esperando por alguma coisa. Ele tomou mais alguns segundos, que parecerem anos para alguém angustiado por alguma notícia como eu, para, finalmente, começar.

  — A paciente chegou gravemente ferida, no entanto, conseguimos estabilizar a situação durante a cirurgia. A senhorita Mallette está fora de risco, porém, será necessário que ela passe essa noite em observação em nossa Unidade de Tratamento Intensivo. Seu quadro ainda pode vir a piorar.

  — E os bebês? — Jazmyn perguntou ansiosa, retirando as palavras de minha boca.

  — Bom... Eu sinto muito, mas não conseguimos salvar as crianças. — Seu tom de voz estava carregado com pesar e culpa por não poder salva-los. — Explicando de forma bastante resumida e simples, dois dos quatro tiros foram direcionados a região da barriga da paciente, tornando impossível que conseguíssemos manter sua gestação. Os fetos não eram fortes o suficiente, nem estavam formados por completo. Por ser uma gravidez de gêmeos, mesmo que saudável Allyson ainda tem dezesseis anos e a gestação de adolescentes sempre são mais delicadas. Eu sinto muito.

Senti os olhos de todos os meus amigos queimarem sobre minha tez, e meu coração parecia saltar em puro ódio. Fechei meus punhos, tentando controlar minha raiva e frustração, enquanto sentia minhas unhas ligeiramente curtas, cortadas grosseiramente por meus dentes num momento de ansiedade, rasgarem a pele de minha palma de forma lenta e indolor. Apesar de minha visão periférica capturar a imagem de Jazmyn desolada, largada ao chão em lágrimas, e minha mãe estática entre a felicidade e a incredulidade para com a situação, não pude fazer nada mais do que me virar e deixar aquele hospital em passos rápidos e determinados.

Allyson estava bem, porém, não sentia que poderia realmente ficar feliz ou satisfeito com a notícia. Nossos filhos estavam mortos. Os bebês que ela permanecera sozinha protegendo e amando por todos esses meses. As crianças que lhe traziam alegria e que a faziam temer o futuro. Eu sabia como ela se sentia. Eu havia conseguido desfrutar daquele misto de sensações por alguns poucos minutos, antes de descobrir que meus filhos haviam sido arrancados de mim antes mesmo que eu pudesse conhecê-los. Matthew havia bancado o esperto e destruído algo muito importante para mim.

 

  — Primo, que saudade! — Debochou assim que coloquei meus pés dentro daquele quarto, antes preenchido com os mais diversos tipos de mulheres. — Hm... Sua expressão não me parece muito boa. Algo aconteceu?

Sua expressão debochada e dissimulada, junto de seu tom de voz sarcástico e alegre, fez com que meu sangue corresse mais rápido em minhas veias e toda a raiva que eu acumulava se apossasse de meu corpo. O respondi com um soco certeiro em seu estômago, fazendo-o se curvar em meio a risos e engasgos.

  — Todos saíam. — Ordenei, permitindo que minha jaqueta deslizasse por meus ombros. Joguei-a em qualquer lugar do quarto amplo e vazio, estralando meus dedos em ansiedade. Seu rostinho debochado parecia chamar por meus punhos.

  — Oh, acho que teremos uma conversa séria. — Matthew riu, deixando que seu corpo ficasse confortável na cadeira de madeira pequena. — Será que consegui realizar o que queria? Por sua postura rígida e esses seus olhos vermelhos... Prevejo que sim! — Cantarolou feliz, rindo mais um pouco.

  — Filho da puta! — Amaldiçoei a plenos pulmões, avançando sobre seu corpo pequeno. Matthew era menor e mais fraco. Não tinha treinamento o suficiente, nem mesmo chances mínimas contra minhas investidas ágeis contra seu rosto debochado. No entanto, quando mais meus punhos encontravam seu rosto, mais seu sorriso aumentava.

  — Eu sei o que está sentindo agora mesmo. — Murmurou enquanto limpava o sangue de seus lábios, nariz e supercílio, que escorria em abundância por seu rosto. — Seu coração parece estar sendo esmagado, não? Como se sua razão de viver fosse arrancada de você... Um vazio inexplicável e doloroso.

  — Cala essa maldita boca! — Mandei. Minha respiração estava acelerada, e meus músculos queimavam devido ao excesso de exercício repentino.

  — Eu me senti assim quanto você os tirou de mim também. Você se lembra, não? — Indagou. Algumas lágrimas pareciam querer deixar seus olhos avermelhados. Sua voz estava embargada.

  — Do que está falando?

  — Da casa que vocês queimaram. Você não se lembra? Minha mulher estava dormindo dentro daquela pequena casa ao norte de Quebec. Minha mulher e seu filho. Uma criança inocente. — Gritou enfurecido. Seus olhos tinham um sentimento profundo de ódio, espelhando os meus. Eu reconhecia aquilo. — Eu nunca quis fazer parte de nada disso! Eu nunca quis assumir nada! Mas seu pai e meu pai tinham a porra de um acordo, não tinham?

  — Isso não tem nada a ver comigo.

  — Eu apenas os vinguei. — Murmurou, como se aquilo anulasse suas ações ou a dor que elas causariam na pessoa mais importante do mundo para mim. Ri baixo, desacreditando no que ouvia.

  — Meus filhos e Allyson não tinham nada a ver com esses assuntos. Meu pai fez o acordo, eu nem mesmo estava no Canadá na época. — Dei de ombros, deixando um chute certeiro contra a lateral de seu rosto, jogando seu corpo longe da cadeira.

Matthew seria o primeiro a pagar por meus filhos e Allyson. 


Eu te agarro infinitamente
Mas eu preciso te deixar ir, eu não tenho nada para fazer por você
Você apenas será feliz sem eu aqui, deixando ir (..)

(..) Porque eu sei que se eu te segurar, não vai ser o melhor para você
Eu estou me esforçando a te empurrar.

Letting Go — DAY6


Notas Finais


Musica que coloquei no capitulo: https://www.youtube.com/watch?v=1-1TGNmQqZA (Letting Go - DAY6) Eu não me inspirei nela, nem nada, só queria divulgar meus nenéns e compartilhar talento com vocês, então, vão ouvir!
Aliás, ouçam essa daqui também: https://www.youtube.com/watch?v=4x6RSdJ1GJk é provavelmente uma das melhores coisas que vocês irão ouvir hoje (senão no ano inteiro, desculpa, sou sincera)
Agora, sobre o capítulo...
SCRR TO COM MEDO DA REAÇÃO DE VOCÊS!
Eu só posto mensalmente e quando volto, já volto com um capítulo desses! Eu sei que vocês querem me matar, sorry! No entanto, eu disse para vocês que a gravidez tinha uma razão! Eu criei uma rivalidade entre o Tom e o Justin, que se dava a partir de ataques esporádicos e ódio mútuo, então, não poderia simplesmente criar algo decisivo no meio dos dois do nada! Eu precisava de um bom motivo, um estopim para que tudo pudesse acontecer, então, uma gravidez me pareceu lógica na época, e eu ainda concordo atualmente. Infelizmente, nem tudo são flores e a relação de Justin e Allyson é um enorme exemplo disso certo? Eu espero que vocês possam entender e aguardar ansiosamente pelo mês que vem!
Em fim, eu só queria agradecer mais uma vez, pois os comentários do capítulo anterior me deixaram muito feliz e eu não sei nem como posso expressar minha gratidão a vocês! Eu amo muito vocês, e acreditem quando digo isso! Vocês, cada leitor, até mesmo os fantasmas (que são a maioria, visto que temos mais de 2000 favs, cerca de 500 a 1000 visualizações por capitulo e em média de 15 a 20 comentários), são especiais e importantes para mim e para que essa fanfic aconteça. Eu me sinto tão motivada quando alguém comenta que CD é uma das primeiras fanfics que leu, ou que é sua favorita nos site, até mesmo que marcou sua adolescência! Eu sinto que tem um propósito para que eu continue, que vai muito além de uma satisfação pessoal. Eu me sinto imensamente grata por ter cada um de vocês!
Obrigada por não desistirem de mim, e por continuarem aqui! Sinto que estou esquecendo de dizer algo, mas finalizarei por aqui, já que minhas notas sempre ficam enormes!
Favoritem, comentem, divulguem, mandem mensagens (se vocês ouvirem mesmo as músicas que indiquei, me mandem uma mensagem por aqui, nos comentários, no privado, no twitter... Em fim, só me deixem saber o que acharam dos meus meninos, tudo bem? Me falem também sobre as musicas que têm ouvido, o que têm assistido, o que andam fazendo da vida de vocês!), me xinguem, me elogiem... Em fim, sintam-se livres para expressar o que sentiram com o capítulo! Gosto de saber o que estão pensando sobre a fanfic, pois vocês sabem o quão insegura sou, não?
Até mês que vem! (ah, e não se esqueçam de dar uma olhada nas minhas outras fanfics, okay?) AMO VOCÊS, CHUCHUS!


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