História Common Opposites - Capítulo 3


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Categorias Infinite
Personagens Dongwoo, Hoya, Myungsoo (L), Sunggyu, Sungjong, Sungyeol, Woohyun
Tags Abo, Gyuwoo, Myungyeol, Omegaverse, Sunggyu, Woogyu, Woohyun, Yadong
Exibições 19
Palavras 2.242
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Lemon, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


★~(◡‿◡✿) olá lobinhos~~ como estão?
obrigada para quem está lendo ^^ aqui vai mais um capítulozinho
Acho que vou postar um capítulo por semana se tudo der certo (mas em dias aleatórios..)
Lembrando pra quem não sabe o que é ABO, dar uma lida nesse jornal para vocês não ficarem confusos ;)
//spiritfanfics.com/perfil/sunggyutrash/jornal/abo-explicacao-7116900

Se tiver errinhos, por favor, ignorem~ rsrs ★~(◡△◡✿)

Capítulo 3 - Conflito


Fanfic / Fanfiction Common Opposites - Capítulo 3 - Conflito

– Hyung. Você precisa me atacar com mais força. – Myungsoo reclamou pela milésima vez.

– Eu estou tentando ok?

Os dois estavam lutando há horas em suas formas de lobo. Era assim todos os dias. De manhã, enquanto Sunggyu os ensinavam técnicas de autodefesa, Myungsoo os ajudavam a lutar melhor. Valia tudo para eles ficarem mais fortes e aprenderam a se defender no caso de imprevistos. 

Apesar de se esforçarem com tudo que podiam, era óbvia a diferença de força de Myungsoo para o resto dos outros.

Por ser um alfa, Myungsoo era o mais forte dali e ele sentia que tinha obrigação de proteger a todos. Sungyeol e Sungjong como betas não ficavam para trás. Dongwoo que apesar de ser um ômega, era feroz quando precisava e tinha certa experiência com luta.

Sunggyu foi treinado desde pequeno para ser um alfa – por seu severo pai – mas de alguma forma, ele se tornou um ômega. Apesar disso, ele ficou quase tão forte quanto Myungsoo. O ômega tinha experiência e já passou por tantos maus bocados que o fez ficar ainda mais forte. Tudo que Myungsoo sabia, foi seu irmão quem o ensinou.

Entretanto, a natureza é severa. Um ômega nunca poderia superar um alfa, a diferença era gritante. No mínimo, talvez ele derrubasse um beta se tivesse sorte. Sunggyu era ciente disso, por isso treinava Myungsoo o quanto podia, mesmo que para isso ele se machucasse.

– Hyung... acho melhor fazermos um pausa.

– Não, Myung.. eu consigo, só.. – O mais novo lançou um olhar reprovador que fez Sunggyu se calar.

Quando Myungsoo entrou em casa, por fim, Sunggyu desmoronou no chão e suspirou. Ele estava exausto e seu corpo doía. Logo Dongwoo apareceu e lhe estendeu um copo de água. Assim que Sunggyu se trocou, ele aceitou. Dongwoo então começou a limpar suas feridas pequenas.

O líder sabia que Myungsoo não gostava de lutar com ele, contra ninguém dali na verdade. Porque Myungsoo estava ficando cada vez mais forte enquanto crescia e às vezes ele machucava quando esquecia que estava lutando com seus amigos mais fracos.

Apesar de não gostar, Myungsoo não rejeitava. Era necessário, afinal de contas.

ʕᵔᴥᵔʔ ~ ʕᵔᴥᵔʔ~ ʕᵔᴥᵔʔ~ ʕᵔᴥᵔʔ

– Woohyun, você tem certeza que é seguro vir por aqui?

– Sim, tenho certeza... apenas... me siga.

Woohyun e Hoya já estavam viajando há 3 dias. Quando chegava a noite, eles acampavam e descansavam. Eles viajaram em sua forma de lobo – porque era mais rápido e mais seguro caso fossem pegos – evitando aqui e ali chegar perto de fazendas, mas quando se aproximaram demais do lado dos humanos, tiveram que se transformar.

Haviam acabado de passar por um vilarejo humano, onde fingiram ser viajantes e se hospedaram por uma noite. Os aldeões os acolheram alegremente por alguns trocados e os dois decidiram partir viagem no dia seguinte. Um senhor informou-os que a cidade grande mais próxima ficava há alguns dias a pé dali e ele até ofereceu carona, mas os dois declinaram educadamente. Agora sabiam qual caminho evitar. Cidades humanas só significavam uma coisa na qual eles evitavam: caçadores.

Era o quinto dia deles de viagem quando eles resolveram parar em uma cachoeira para descasar.

 – Então... alguma ideia ainda aonde vamos, Príncipe? – Perguntou Hoya, abraçando o joelho contra si. Ele estava na beirada do rio, enquanto Woohyun mergulhava por entre as águas.

– Para onde o vento nos levar... – O mais velho sorriu debochadamente e boiou de costas, observando o céu azul limpo de nuvens.

– Estou sendo sério aqui, Woohyun. Precisamos achar um lugar para ficar. Temos andando por dias e ainda não encontramos ninguém igual à gente. Talvez devêssemos ir para o oeste, ouvi falar que a alcateia do Onew-hyung fica pra lá.

– Ah sim. A alcateia do Key. É talvez eles aceitem a gente... talvez não. Não sei se estariam dispostos a arriscarem sua alcateia contra o Rei Nam.

– Você disse que Boohyun-hyung vai lhe dar cobertura. Que eles te liberaram.

– Sim, mas talvez meu pai já tenha despachado seus subordinados para nos perseguir... quem sabe?

Hoya suspirou. Naquele momento, sabia que era inútil conversar com Woohyun. O menor apenas nadava e estava pouco se preocupando com aquilo.

Howon prometeu seguir Woohyun e protegê-lo aonde fosse, mas desde que cresceram, o mais velho não sabia fazer nada a não ser criar problema. E agora que um problema maior estava à frente deles, ele agia assim.

Não é muito diferente de como ele sempre age, de qualquer forma.

– Então o que pretende?

Woohyun saiu do rio e chacoalhou o cabelo. Ele se vestiu e deitou ao lado de Hoya, levantando os braços até a cabeça e se deitando sobre eles.

– Seguir o plano, ué. Vamos procurar alguém que sobreviveu do norte e saber sobre Sungjong e Dongwoo-hyung.

– E depois disso?

Woohyun abriu seu sorriso, o canino ficando proeminente.

– Aí podemos fazer nossa própria alcateia, quando acharmos os outros. Eu não precisaria me preocupar com você e Dongwoo-hyung né. Eu sei bem que vocês tem algo. – O moreno piscou.

Hoya revirou os olhos, mas Woohyun percebeu que ele estava envergonhado.

 – Cala boca e vamos caçar logo. Estou com fome.

Os dois rapazes se transformaram, pegaram suas coisas e decidiram procurar por um veado ou algo assim. Não demorou muito a Woohyun achar um e sem que o bicho notasse, o lobo marrom pulou sobre ele, mordendo o pescoço e matando o animal na hora. Assim, os dois se banquetearam por alguns minutos, aproveitando a carne fresca.

Distraídos, mal sabiam que algo os espreitava e só foram perceber que tinha alguém em volta quando um barulho de tiro foi ouvido e Hoya soltou um grunhido, se transformando de volta e segurando sua perna. Assustado, Woohyun olhou para seu parceiro e depois para o caçador atrás deles, que se aproximava cuidadosamente. O alfa rosnou ameaçadoramente, seus olhos na arma do homem.

– Calma lobinho. Isso não vai demorar nada... – o caçador sussurrava.

E de fato não demorou, quando Woohyun desviou do tiro e pulou no humano, fazendo-o cair de costas pelo susto. O lobo não demorou duas vezes e rasgou a garganta do atirador. O homem gritou e sangue jorrava de dentro dele, mas Woohyun apenas saiu de cima do caçador e foi até Hoya, o ajudando a se equilibrar.

O alfa pegou as coisas deles e eles continuaram seguindo caminho. Se havia um caçador, provavelmente haveria mais e Woohyun queria fugir mais rápido possível dali.

Hoya mancava, mas não estava totalmente consciente então eles iam a passos mais lentos do que o normal. Até que Woohyun parou. 

Alfa, betas... ômegas. Woohyun reconhecia aqueles cheiros.

Seguiu o rastro na sua frente. A alcateia devia estar por perto. Não demorou muito até achar uma casa por entre a floresta. Em frente dela, havia três rapazes, aparentemente perto de sua idade. Mas o cheiro deles... Woohyun tinha certeza. Eram lobos.

Ele ajudou Hoya a colocar suas roupas e se transformou – afinal aparecer em forma de lobo em outra alcateia era praticamente pedir para brigar, o que era oposto do que ele queria – e cambaleante, se apresentou na frente dos rapazes. Woohyun os sentiu ficarem alerta quando avistaram-no, mas não falaram nada até o alfa se apresentar. Quando seu olhar se fixou no ômega no meio deles, Woohyun o reconheceu instantemente.  

Ah... é ele.

– Olá, eu sou Woohyun. – O alfa se curvou.

ʕᵔᴥᵔʔ ~ ʕᵔᴥᵔʔ~ ʕᵔᴥᵔʔ~ ʕᵔᴥᵔʔ

 O coração de Sunggyu disparou quando ele ouviu.

Era um som distante, mas mesmo assim conseguiu escutar. Ele ficou rígido e no mesmo momento, se levantou. Myungsoo o seguiu e olhou para fora da janela.

Sungjong e Sungyeol pareciam com medo e Dongwoo que estava na cozinha, foi até a sala e olhou para o líder preocupado.

Sunggyu engoliu a seco.

– Sungjong, Sungyeol e Dongwoo, fiquem aqui. Myungsoo, você vem comigo. Vamos ver o que é.

– Hyung, não. – Sungjong olhou temeroso para o líder e segurou sua mão. Sunggyu encarou os olhos pedintes do menor.

Deus, Sungjong é só um garoto. Tenho que protegê-lo.

– Não se preocupe Jong. A gente já volta.

Assim o líder e seu irmão mais novo saíram. Eles olharam e volta e rodearam a casa em busca de algo, mas tudo que tinha era a imensidão escura da floresta e o som das cigarras nas árvores.

Myungsoo encontrou seu olhar e Sunggyu concordou, o mais novo voltou para casa.

Ele deve estar preocupado com Jong e Yeol.

Quando Myungsoo entrou, Sunggyu decidiu ficar um pouco mais do lado de fora, olhando em volta, tentando sentir o cheiro de algo ou alguém.

Droga de olfato de ômega – se xingou mentalmente – se eu fosse um alfa, poderia encontrar...

Ainda era um costume que Sunggyu tinha que desapegar. Procurar tudo pelo cheiro. É algo típico de alfa (por eles terem um olfato mais apurado que o resto), mas ele foi ensinado assim.

– Hyung, você não vem? – Myungsoo apareceu de repente e Dongwoo estava junto. Seus olhares preocupados refletiam os de Sunggyu. Até que Myungsoo desviou o olhar e começou a rosnar.

Na distância, Sunggyu percebeu duas figuras se aproximando. Dois rapazes, um segurando outro que se apoiava nele.

Ele está ferido. – Sunggyu notou.

– Alfas. – Num segundo, Sunggyu se enrijeceu e ficou nervoso. Não havia notado de primeiro, nem sentido – ugh sentidos de ômega – mas Myungsoo era um alfa, então ele sabia. Sunggyu notou Dongwoo se encolhendo para perto do mais novo, que apenas ficava com os olhos fixos nas figuras.

– Myung, não. – Sunggyu alertou. Não queria levar isso a uma luta porque se dependesse de seu irmão isso que aconteceria.

Quando os alfas se aproximaram e um deles se apresentou, Sunggyu reconheceu o rosto familiar. Quando seus olhos se encontraram, o mais velho sentiu um arrepio estranho.

Ele então arqueou a sobrancelha. Ia perguntar o que um príncipe estava fazendo ali, mas antes que pudesse impedi-lo, Dongwoo se apressou para o alfa do lado do príncipe.

– Howonnie! Howon, você está me escutando?! – Ele gritou desesperado e ajudou Woohyun, pegando o outro alfa pelo ombro.

– Dongwoo-hyung? – O outro indagou confuso.

– Dongwoo, sai daí agora. – Ordenou Sunggyu, mas ele apenas ergueu os olhos marejados, desesperado.

– Hyung, temos que ajuda-lo. Ele está sangrando muito.

Myungsoo olhou para seu hyung confuso.

– Ele os conhece?

– Isso seria muito apreciado. – O príncipe alfa se pronunciou e Sunggyu o encarou apreensivamente. – Se eu pudesse falar com o líder da sua alcateia, poderia-

– Sunggyu-hyung é o líder. É a permissão dele que você precisa. – Myungsoo se pronunciou.

Woohyun ficou surpreso.

– Oh...você é o líder? Ah... então eu só preciso de ajuda com o meu amigo Hoya, depois nós vamos embora se você preferir..

– Vocês vão ficar conversando aí mesmo ou vão me ajudar? Hyung desculpa, mas Howonnie é meu amigo e eu vou ajudar ele. Vamos.

 Então Dongwoo adentrou a casa, segurando o ferido, juntamente com Woohyun. Sunggyu e Myungsoo os acompanharam.

– Hyung, o que está havendo?  – Sungyeol perguntou confuso e Sungjong também estava.

– Sungjong, prepara água quente para mim. Sungyeol, eu preciso de pano e a gaze que está no armário. – Dongwoo ordenou e os garotos se entreolharam, mas por fim fizeram o que foi mandado. 

– Dongwoo... – Sunggyu protestou, mas o mais novo apenas o ignorou.

Dongwoo os guiou até seu quarto, onde deitou Hoya na cama e foi procurar o kit de primeiros socorros. Woohyun se sentou do lado do mais novo e segurou a mão dele.

– Ei, amigo. Você vai ficar bem. Aguenta aí. – Mas Hoya já havia apagado.

– Hyung, é seguro deixar eles entrarem aqui? – Myungsoo o perguntou enquanto observavam do canto do quarto. Sungyeol entrou no quarto e entregou as coisas que Dongwoo pediu.

– Bem, acho que Dongwoo sabe o que está fazendo. E eu os conheço. São do reino do sul... já os encontrei algumas vezes. Eu vou falar com eles depois, agora acho melhor deixar Dongwoo cuidando do ferido. – Sunggyu sussurrou de volta, apreensivo. Sungyeol ainda parecia confuso, mas ele preferiu não perguntar nada.

Sungjong bateu na porta e entrou por fim no quarto. Ele colocou o balde de água do lado de Dongwoo, que tentava tampar o fluxo de sangue, quando o mais novo arregalou os olhos.

– HOYA-HYUNG! – Surpreso, o beta se aproximou e se ajoelhou do lado do rapaz na cama.

Dongwoo que havia voltado com o kit, se ajoelhou também, colocando sua atenção no ferimento da perna de Hoya.

– Jong, se acalme, eu preciso que você me ajude passando as coisas que eu te pedir. Vou ter que tirar a bala da perna dele e depois costurar. Woohyun-goon, você pode se afastar um pouco?

Woohyun se afastou e deixou o beta e o ômega ajudarem seu amigo. Ele sabia que Dongwoo tinha algum conhecimento de medicina – os pais dele eram os médicos do norte, segundo Hoya.

– Eu gostaria também ao resto de vocês, que pudesse deixar o quarto, eu ficaria mais a vontade. – Dongwoo os encarou seriamente e todos entenderam e se retiraram, exceto Sungjong. Woohyun olhou mais uma vez para seu escudeiro inconsciente – depois de receber um aceno de Dongwoo – ele se retirou do quarto.

Soltou um suspiro e encostou a cabeça na parede do lado. Sentiu olhos o observando.

Virou-se e se deparou com três rapazes sérios.

– Olá, eu sou Woohyun. – Ele se curvou de novo por cortesia.

Desde quando você é cortês Woohyun? Tch.

– Nós sabemos e estamos bem confusos do porque está aqui, Vossa Majestade. – Sunggyu o encarou, com braços cruzados.

– É uma longa história. – Ele suspirou. – Mas será que podiam me dar um copo de água antes? E eu posso me sentar também? Estou exausto. 



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