História Como cães e gatos - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Malhação
Tags Fabiela, Fábio, Malhação, Manuela
Exibições 114
Palavras 1.145
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - "Eu estou ferrado"


“Se eu subir eu vou acabar fazendo algo que vai te fazer me odiar de verdade” A frase de Fábio não saia da minha cabeça, o que ele quis dizer com aquilo? Esqueceríamos aquele momento de civilidade e voltaríamos a nos comportar como gato e cachorro? Ou talvez... não, ele não poderia estar pensando em...

-Manu! Eu recebi uma ligação da escola perguntando se você estava doente. – Meu pai diz entrando no quarto sem bater. -Eu liguei no seu telefone e nada, liguei pra casa também. Você gostaria de me explicar...

-Vamos devagar! – Grito. – Você não pode entrar no meu quarto assim, sem bater. Eu mereço um pouco de respeito e privacidade, não mereço?

-Me desculpe. Eu fiquei preocupado..

-Essa é nova. – Digo bufando. – Barbara me deixou na escola mas eu não me senti bem e voltei.

-Como? Não ligou para ninguém.

-Peguei um táxi. Eu sou grande o suficiente para pegar um táxi sozinha. E é claro que eu não liguei para ninguém, eu não suporto olhar pra nenhum de vocês no momento. Com todas essas brigas e gritos. E eu não queria atrapalhar o tio Caio. – Sabia exatamente que aquele era o ponto para fazer com meu pai se sentisse culpado, ele deveria se sentir de fato, mas aquela era uma forma de garantir. Seu ciúme da minha relação com tio Caio era evidente, mas ele só podia culpar a si mesmo por isso. Eu não fazia de propósito, meu tipo sempre esteve presente por mim, mas minhas aulas de Judó, nos campeonatos, trocas de faixa, qualquer coisa que eu precisasse, enquanto meu pai sempre esteve ausente.

-Manu... – ele começa a dizer sentando-se na minha cama. – Eu sei que não tem sido fácil e que a chegada da Joana altera ainda mais as coisas, mas eu preciso que você saiba que eu estou tentando ao máximo.

-Esse é seu máximo? – Pergunto irritada. – Cara, você precisa melhorar muito.

-Você está sendo injusta! – E lá estava ele novamente. Um minuto sem armadura e meu pai rapidamente voltava ao seu trono sagrado da razão, um lugar tão alto no qual ninguém poderia tocá-lo, mas ele não podia se sentar lá parecendo bom depois que o segredo sobre a Joana foi relevado, não mesmo.

-Olha, eu não tenho nada contra a Joana. Eu até gosto dela. Mas ou vocês decidem me contar toda a verdade, o que aconteceu, o que minha mãe sabia, ou nem adianta, eu não vou querer saber meias verdades.

-Essa história não te diz respeito. – Ele fala ficando de pé.

-Ótimo. Aproveita que você levantou, sai do meu quarto e fecha a porta. – Digo colocando fones de ouvido. Meu pai me olha por um tempo, talvez decidindo se valia a pena comprar a briga, mas depois de um tempo desiste, fazendo o que indiquei.

..........................x.....................................

Estou na escola, andando pelos corredores estranhamente vazios, até que ela aparece, Manuela, seus cabelos soltos, a boca vermelha, aquele colar preto em seu pescoço, cada detalhe dela parece feito à mão. Estamos passando um pelo outro quando ela chama meu nome “Fábio”, diz como em um sussurro. Paro e me viro em sua direção, de repente, estamos tão perto que eu mal posso respirar. “Eu esqueci de te entregar algo ontem”, ela diz. Me pergunto o que poderia ser, mas antes que possa dizer algo Manu fica na ponta dos pés e me beija.

-Fábio! Fábio! – Uma voz me chama. Abro os olhos e minha irmã me encara com uma expressão irritada. -A mamãe e a Joana vão chegar do trabalho e você ainda está de farda dormindo no sofá, dá pra levantar daí?

-Calma – Reclamo ainda sonolento. – Você também não precisa gritar. Eu sou o irmão mais velho aqui, não você.

-Não parece! – Ela diz com uma voz estridente. Me sento no sofá e penso no sonho que estava tendo, não acredito que estava sonhando com Manuela novamente.

-Eu estou ferrado. – Digo em voz alta sem prestar atenção ao fato de que Luiza continuava em pé ao meu lado batendo o pé impacientemente.

-Ah, você deveria estar ferrado. Mas eu sou uma boa irmã. Aonde você foi hein? – Questiona me encarando. – Não me diz que estava fazendo alguma besteira.

-Não estava. – Respondo. – Luiza, eu sou grandinho tá? Você me faz o favor de não se meter na minha vida.

-Ah é? Então dá próxima vez você arruma alguém que queria mentir pra minha mãe, porque não vou ser eu.

-Desculpa. Eu precisei faltar, mas eu te prometo que não estava fazendo nada errado. – Digo ficando de pé.

-Também não precisa exagerar. – Luiza retruca. – Nem você nem a Manuela foram à aula – a menção do nome de Manuela faz meu peito gelar. – e vão precisar fazer o trabalho de biologia juntos.

-Certo. – Digo tirando a farda da escola.

-Certo? Não vai reclamar? – Ela questiona cruzando os braços e me seguindo enquanto eu caminho em direção ao banheiro.

-Vai mudar alguma coisa? – Pergunto tentando disfarçar. – Eu vou tomar um banho e te ajudo a preparar a mesa, ok?

-Você também vai lavar os pratos por me fazer mentir. – Ela faça aumentando o tom de voz para que eu possa ouvir.

-Tudo bem, mas você seca. – Digo fechando a porta.

....................................................x.............................

Jantamos num silêncio interrompido apenas os barulhos dos talheres e copos sendo movimentados na mesa. A família reunida, nós quatro, na sala de jantar, forçados a esse momento de convivência depois dos últimos acontecimentos. Barbara mal tocou na comida, Juliana estava comendo mas fazia questão de não olhar para o nosso pai.

-Meninas... – meu pai começou. – Eu quero comunicar que amanhã a Joana vai vir jantar aqui conosco, acho que vai ser bom pra todo mundo tentar se conhecer um pouco mais.

-Eu já conheço ela o suficiente. – Juliana diz

-Eu não vou aceitar aquela retirante aqui, de forma alguma. – O modo como minha irmã fala tem tanto ódio que me assusta.

-Você não deveria falar assim. – Digo. Barbara me olha irritada.

– Vai defender ela agora Manu? Ótimo! Mas você deveria era proteger a nossa família, não aquela... garota.

-Já chega Bárbara! – Meu pai explode. -Amanhã à noite a Joana vem jantar aqui. Eu vou colocar cinco pratos nessa mesa e espero que vocês todas apareçam.

“Dá uma chance pra Joana” a voz de Fábio ecoa na minha cabeça e, por mais insuportável que ele seja, a voz ecoa com razão.

-Eu topo. – Falo. Todos me olham curiosos. – Eu topo jantar com a Joana, eu acho que nada disso é culpa dela. A Joana é tão vítima nisso quanto nos três. – Digo me dirigindo às minhas irmãs. Barbara e Juliana levantam da mesa de imediato depois disso, Ju parece mais calma que Bárbara.

-Obrigado Manu. – Meu pai diz com um sorriso quando estamos só nós dois.

-Eu não fiz por você. Eu fiz pela Joana e por mim mesma. Se eu tenho mais uma irmã, eu quero conhece-la. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...