História Como Conquistar Uma Ruiva - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Hyuuga Hiashi, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kushina Uzumaki, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Personagens Originais, Shikaku Nara, Tsunade Senju
Tags Kushina, Minakushi, Minato
Exibições 185
Palavras 1.970
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie!
Voltei com mais um capítulo fresquinho.
Boa leitura a todos!

Capítulo 3 - Encontro de Garotas


Fanfic / Fanfiction Como Conquistar Uma Ruiva - Capítulo 3 - Encontro de Garotas

Dois dias havia se passado desde o acontecimento na loja de dangos e durante esse tempo Minato esteve bastante ocupado com os documentos que envolviam a parceira com Suna e a organização do Festival de Primavera que aconteceria dentro de algumas semanas.

Não havia conseguido se encontrar com Kushina desde então, mas sabia que ela deveria estar treinando em um dos campos de treinamento como fazia quase todas as tardes quando não estava em alguma missão.

A imagem da ruiva com as bochechas coradas havia preenchido seus sonhos nas noites seguintes. Ainda podia sentir o cheiro que se desprendia dos cabelos dela, que eram tão macios e sedosos quanto imaginara.  Ele sempre tivera o desejo de tocá-los e a reação que Kushina teve ao vê-lo fazendo isso havia feito com que uma pequena chama de esperança se acendesse em seu coração.

Pela primeira vez, durante todos esses anos, ele conseguiu transpor a muralha invisível que a ruiva havia construído em torno de si mesma. Por Kami! Ele precisava arranjar um jeito de se aproximar dela novamente, mas antes teria que se livrar de toda aquela papelada.

A porta foi aberta e Shikaku entrou na sala carregando uma pilha de papéis que deixou sobre a escrivaninha.

— Esses são os últimos por hoje — disse, e Minato deu um longo suspiro, sucumbindo à vontade de atirar-se pela janela. Shikaku franziu o cenho — Você não parece nada bem.

— Eu estou ótimo, só preciso... Passar a noite aqui de novo — arrastou as palavras. Quando achava que estava terminando seu trabalho aparecia mais essa.

Shikaku olhou para o rosto cansado do Hokage e tomou uma decisão. Sabia que se arrependeria depois. Francamente! Porque escolhera ser conselheiro mesmo? Isso era tão problemático!

— Tudo bem, você pode ir embora. Eu cuido das coisas por aqui.

Minato levantou os olhos do documento que analisava e fitou o Nara, a sobrancelha esquerda arqueada.

— Tem certeza? A Yoshino não gosta quando você se atrasa para o jantar — ele ponderou, mas Shikaku abanou a mão demostrando que não havia com o que se preocupar — Obrigado, eu fico te devendo essa.

— Não me agradeça, Hokage-sama. É para isso que servem os amigos, não é? — sorriu, tão logo ocupando a cadeira, agora vazia, e começando a organizar os documentos. No entanto, antes que o Hokage deixasse a sala, chamou: — Ei, Minato! Posso te dar um conselho?

— Sim, do que se trata? — virou-se, retirando a mão da maçaneta.

— As termas são um ótimo lugar para relaxar. Você deveria ir lá de vez em quando.

Minato pensou por alguns segundos.

Talvez não fosse uma má ideia.

*    *    *

Kushina jogou o corpo para o lado e esquivou-se do golpe que atingiria seu abdômen. Em seguida levantou a perna esquerda e desferiu um forte que chute que foi bloqueado por sua oponente. De fato, os Hyuugas eram exímios lutadores de taijutso e seu Punho Gentil não só desativava e impedia o fluxo de chakra como também doía... Doía muito. Foi isso que a ruiva pensou ao ter seu ombro atingido.

Cambaleou um pouco para trás e em fração de segundos vislumbrou uma mão aberta, banhado em chakra, vindo em sua direção. O golpe a teria atingido em cheio se não tivesse parado a poucos centímetros.

— Parece que você venceu de novo, Kushina — a Hyuuga ajeitou a postura, mas não conseguiu mover a perna direita que estava presa por grossas correntes que saíam do subsolo.

— É, mas eu estou destruída — Kushina massageou o ombro dolorido e desmaterializou as Correntes de Selamento Adamantinas que havia conjurado para prender a perna da Hyuuga e impedir que o ataque fosse realizado — Você é bem durona, Hinami.

— Não tanto quanto você — ela suspirou, cansada. E então se jogou sobre a relva fofa e verdinha do campo de treinamento. Kushina deitou-se ao seu lado alguns segundos depois, sentindo a grama espetá-la na nuca.

Assim como Mikoto, Hinami havia sido um dos primeiros laços de amizade que Kushina construiu desde sua chegada à Konoha. E tudo havia acontecido ainda época da Academia, quando a ruiva espancara um grupo de garotos que caçoavam da cor dos olhos da Hyuuga.

— Como vão os preparativos para o casamento? — Kushina perguntou, olhando para o céu do fim de tarde, onde algumas nuvens passavam lentamente.

— Está tudo indo muito bem — ela não parecia nenhum pouquinho animada.

— Parece que você está falando do seu próprio enterro — virou o rosto para encará-la — O que foi? Finalmente decidiu largar aquele Hyuuga rabugento?

Em outra ocasião Hinami a repreenderia por se referir à Hiashi dessa maneira, mas naquele momento a Hyuuga não esboçou nenhuma reação, o que deixou Kushina ainda mais intrigada.

— Não é nada disso, é só que... — interrompeu-se, puxando o ar e respirando fundo — Hiashi quer que eu desista da carreira ninja depois do casamento.

— Como é que é? — Kushina elevou um pouco a voz, incrédula. Não eram poucas as Kunoichis que desistiam da vida ninja para se dedicarem à família. Mikoto havia feito a mesma coisa. No entanto, a ruiva sabia que com Hinami seria diferente. A Hyuuga havia se esforçado muito para chegar até ali e ganhar o reconhecimento de seu Clã que até pouco tempo não acreditava em suas habilidades — No que ele estava pensando quanto te propôs um absurdo desses?

— Ele diz que é para a minha própria proteção.

— Até parece! Ele também pediu seus sapatos?

— Meus... O quê? — Hinami a olhou sem entender do que ela falava.

— Não é isso que todo homem antiquado pensa? Que as mulheres só servem para cuidar da casa e dos filhos?

Hinami começou a rir. Não podia se conter. Kushina estava longe de ser uma mulher subserviente. O homem que quisesse casar com ela teria que ter paciência, muita paciência. E isso era algo que Minato parecia ter de sobra.

— Você não está pensando em aceitar, não é?

— Não — disse, convicta — Mas toda vez que conversamos sobre o assunto acabamos discutindo.

— Se você quiser eu posso fazê-lo mudar de ideia agora mesmo — estalou os dedos, sorrindo malignamente. Seria um enorme prazer poder surrar a cara de Hiashi.

— Eu não quero ficar viúva antes do casamento, Kushina — sorriu levemente — E tudo o que preciso agora é de um banho. Combinei com Mebuki e Mikoto de nos encontramos nas termas. Por que você não vem com a gente? Pode ser divertido.

 

*    *    *

— Jiraiya-sensei, não seja infantil! — ralhou Minato, encostado na borda da fonte. Havia seguido o conselho de Shikaku e ido até as termas para relaxar. Ele só não esperava encontrar o Sannin no caminho e o mesmo insistir para acompanhá-lo.

A casa de banho estava vazia exceto por eles. Uma parede de bambu dividia os dois lados da terma e não havia demorado muito para que Jiraiya encontrasse uma fresta suficientemente grande para espionar o outro lado.

Pelo burburinho que ouvia, Minato conseguiu identificar as vozes de Mikoto, Mebuki e Hinami. Só faltava mesmo...

— Kushina, porque você ainda está de toalha? — alguém disse do outro lado e o Hokage aguçou os ouvidos. Fazendo jus ao apelido de Relâmpago Amarelo, num instante estava junto à parede de bambu, espionando através de uma fresta tão grande quanto a que Jiraiya havia encontrado.

— Eu não sei se é uma boa ideia — respondeu a ruiva. Pela fresta, Minato podia ver seu rosto, as bochechas coradas tanto pelo vapor da água quanto pela vergonha, os cabelos presos no alto da cabeça e o corpo envolvido apenas por uma toalha branca.

Engoliu em seco.

— Quem é o infantil agora? — um sorriso sacana se formou nos lábios do Sannin, mas Minato resolveu ignorá-lo. Sua atenção estava voltada para a ruiva do outro lado.

— Você não precisa ficar com vergonha, Kushina. Estamos entre mulheres aqui — ouviu Mikoto dizer e arregalou os olhos quando viu a ruiva levar as mãos até o nó da toalha a fim de desatá-lo. Virou o rosto no mesmo momento. Não se atreveria a tanto. Já havia quebrado regras demais do seu código de moral por um dia.

— Hinami, tira a mão daí! — exclamou Mebuki. A essa altura, Kushina já havia se juntado a elas na fonte, o corpo submerso na água até os ombros.

— Mas é que eles ficam flutuando... — a Hyuuga disse baixinho e, relutantemente, retirou as mãos que cobriam ambos os seios. Minato que ainda estava com rosto virado não viu o que aconteceu, mas pelo filete de sangue que escorria do nariz de Jiraiya já dava pra ter uma ideia.

— Nossa! Que peitões, hein? — Mebuki cutucou a Hyuuga, provocando — Diz aí, o Hiashi deve se esbaldar neles, não é?

— Mebuki! — repreendeu Mikoto. Hinami estava corada até a raiz dos cabelos e parecia prestes a entrar em ebulição a qualquer momento.

— N-Não é nada disso, Hiashi e eu, nós não...

— Tudo bem, Hinami. A gente já entendeu. Não precisa desmaiar — a Haruno suspirou, frustrada. Não tinha graça brincar com a Hyuuga. Ela sempre levava suas brincadeiras a sério — E quanto a você, Kushina?

— O que tem eu? — a ruiva que até então estava encolhida num canto, olhou-a confusa. Minato voltou a espionar pela fresta.

— Você é a única de nós que continua solteira.

— E o que isso importa? — assumiu a defensiva. Não estava gostando do rumo daquela conversa.

— É que eu estava pensando... Eu nunca te vi com ninguém — ela apontou. Hinami e Mikoto olharam para a ruiva com o mesmo interesse, em busca de uma resposta para a pergunta que não havia sido feita.

Kushina pôs as mãos atrás da cabeça, um sorriso envergonhado no rosto.

— Bem, é que eu ainda não...

— Encontrou a pessoa certa — a Haruno concluiu a frase — Mas isso nos leva a outra questão — fez uma pausa dramática como se estivesse prestes a revelar algo muito importante, a ruiva prendeu a respiração — Kushina, você já beijou alguém?

Instantaneamente a ruiva corou, ficando tão vermelha quanto seus cabelos.

— Que coisa de se perguntar, tebane!

As três amigas trocaram um olhar cúmplice entre si e então caíram na risada, o que deixou Kushina ainda mais envergonhada

— Do que é que vocês estão rindo?

Mebuki limpou as lágrimas do canto dos olhos.

— Eu não acredito nisso! Você nunca beijou ninguém! — disse com certa dificuldade. Kushina fez um beicinho, emburrada — E eu achando que a Hinami era a mais inocente de todas nós!

Do outro lado da parede Jiraiya segurava o riso enquanto Minato encontrava-se com a boca aberta e os olhos esbugalhados, perplexo.

— O que foi Hinami? — Mikoto perguntou ao notar que a amiga ficara assustada de repente.

— Essa sensação... — sussurrou, olhando em volta — Eu sinto como se estivéssemos sendo observadas.

— Você acha que... — a Uchiha deixou as palavras morrerem. Mebuki havia parado de rir e instintivamente todas se encolheram, afundando o corpo na água até o pescoço.

— Hinami, use o seu byakugan — sugeriu Kushina, aos murmúrios. Se houvesse alguém espionando do outro lado elas iriam descobrir e o desgraçado teria a lição que merecia.

— Eu não sei bem se devo fazer isso — a Hyuuga parecia insegura e não era para menos. Não queria correr o risco de ver um homem completamente sem roupas. Ela só imaginava ver Hiashi dessa maneira. E isso só depois do casamento.

— Ei, Minato! O que será que elas estão cochichando? — questionou Jiraiya, curioso.

— Eu não sei. Também não estou conseguindo ouvir — o Hokage respondeu. Através da fresta pode ver Kushina dizer alguma coisa para Hinami e em seguida a Hyuuga olhar em sua direção, séria. Aquela expressão... Oh! Ela não faria o que ele estava pensando que faria, não é?

Mas ela fez.

— Byakugan!

Primeiro houve alguns segundos de silêncio.

Depois se ouviu um grito.

E antes que Jiraiya e Minato pudessem ter qualquer chance de fuga a parede explodiu e em meio aos destroços Kushina surgiu enrolada em uma toalha, os olhos faiscando e os cabelos vermelhos dançando como as caudas da própria Kyuubi.

— COMO VOCÊS OUSAM NOS ESPIONAR, DATTEBANE?!


Notas Finais


Corre Minato! kkkk
Nossa! Eu me diverti muito escrevendo esse capítulo.
Espero que tenham gostado.
PS: O nome da esposa do Hiashi não é revelado no mangá/anime, então decidi chamá-la de Hinami.
Achei bonito e soa parecido com Hinata e Hanabi.


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