História Como CyG - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias A Feia Mais Bela
Tags Comedia, Novela, Romance
Exibições 154
Palavras 2.354
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 34 - Enquanto isso, na fazenda...


Fer/On

Estava na área dos estábulos escovando e dando assistência para alguns cavalos do meu tio... E esse era o último que escovava e um dos meus preferidos.

- Êêh garotão.... - Dei dois toques nele  com a mão enquanto começava a guardar as ferramentas na maleta..

- Nando....

Olhei para o lado e sorri...

- Jessy!

Entrou carregando algo.

- Trouxe água... - Me ofereceu.

- Obrigado... - peguei enquanto bebia tudo em um gole.

- Aposto que está cansado.... Você passou a manhã toda aqui....

- É... Mas isso não é nada... Já terminei aqui, vou tomar um banho e almoçar...

- Vou com você... E que tal se... Formos à cachoeira mais tarde?

- Ahnn.. Mais tarde tenho que ir comprar umas coisas pra máquina do tio Beto... Então.... Deixa pra próxima. - sorri sem graça.

- Aaah Nando! Vamos você está de férias! Parece que aqui trabalha mais do que na Conceptos... - Sorriu.

- Por incrível que pareça, lá eu trabalho mais. E aqui, bom é um privilégio ajudar em alguma coisa... Eu gosto...

Peguei a maleta e começamos a caminhar para fora dali...

- Hmm.. então você está dizendo que não gosta de trabalhar na empresa?

- Não foi isso que eu quis dizer... Mas, deixa pra lá....

- Você é feliz Nando?

- O quê? - a olhei... - É claro que sou... Acha que não?

- Certeza que não...  - Sorriu de lado.

- Espera aí - a fiz parar. - Por que diz isso? - Sorri sem entender... - Como você pode afirmar algo... Que você não sabe?

- Calma! Não precisa ficar nervoso... - Envolveu seu braço no meu e voltamos a caminhar... - Eu só disse que, no meu achar.... A sua Life deve ser muito entediante. Tipo, viver pros negócios... Se informar em uma sala quase... Sei lá,... 19 horas por dia....?

- Sim...Mas...

- E tirando a....  Como se chama?

- Letícia?

- Sim... Ela é contadora, preside em outra empresa como você disse. E nossa!... Como é o diálogo de vocês? Falam sobre... Como a bolsa de valores está favorável para quem deseja investir em... árvores? Ou como os números dos investimentos estão tendo retorno.... Ou qual foi o cliente mais chato que já pegaram...

- Desculpe... Mas você está equivocada...  Não queira dizer o que é e o que não é... Você não conhece nosso ritmo...

- Não me entenda mal.... Mas só estou sendo sincera.... E essa mulher com quem se casou... Por favor né, aposto que deve ter se casado com ela ou por pressão dos pais, ou porque foi um jogo de negócios....

- Chega! - Me afastei dela dando passos largos antes que perdesse a cabeça e arranjasse qualquer problema com meu tio por conta disso.

- Fernando! - Correu e agarrou meu braço me virando pra ela.

- O que é? - Perguntei impaciente.

- Não fique com raiva de mim! Mas só disse a verdade! Aposto que nem se amam.... Quer saber como? Você não a deixaria lá, enquanto viesse passar as férias aqui, e ela não deixaria você vir sozinho.... Vocês nem se importam em ficar longe um do outro...

Me soltei de suas mãos.

- Olha só, Não vou perder meu tempo explicando nada para você! Entenda uma coisa Jessy, Você não pode falar do que não sabe. E nem ouse falar no nome da minha esposa porque você não a conhece e porque eu não irei permitir... Fique com as suas suposições só para si! E não venha querer me importunar com essas bobagens.... - Falei sério e ríspido.

- Nando e Jessy... Achei vocês...

- Olá titio...

- Vamos... Diana já irá por a mesa...

- Sim vamos...

- Desculpe papai estou sem fome.... - Disse ela passando por nós pisando duro...

- Espero que ela não tenha o incomodado muito meu filho....

Sorri sem graça..

- Não se preocupe... Não estava...

- Ela às vezes passa dos limites... Não sei o que houve com ela... Sempre a criei tão bem... - Falou enquanto caminhavamos para as escadas....

Assenti...

- Os jovens de hoje são assim titio.... Não ligue, logo ela se ajeita....

- Ah... Tomara meu filho.... Tomara....

*****

Já era noite por aqui... Fui até a varanda do meu quarto e olhei a lua. Brilhante e cheia. Iluminava tudo. As estrelas apareciam como nunca. Na cidade não aparecem tantas assim....

- Era para minha Lety estar aqui comigo... Nos meus braços me olhando com aqueles olhos brilhantes e sorrindo como sempre fazia... Com o sorriso mais lindo que já vi... - sorri sozinho. - Começo a me sentir um estúpido por ter tido essa ideia de nos afastarmos por um tempo... A cada dia era um martírio terrível, e agora tão distante... Sinto um completo vazio no meu peito. E se ela precisar de mim? E se algo acontecer à ela? E eu não estiver la para protege-la... Claro tão longe pode acontecer qualquer coisa...

Meu Deus... Várias coisas começaram a passar por minha mente....

- Não não... Calma... - Fechei os olhos com força... - Não deve ter acontecido nada... Eu só estou sendo um neurótico como sempre. E aliás tenho que parar de falar sozinho...

- Você não está falando sozinho.

Abri os olhos e me virei com tudo.

- Lety?

- Meu amor.... - Veio até mim me abraçando.... - Que saudade!

Fechei os olhos e suspirei aliviado enquanto a abraçava com força... Meu coração disparava.

- Como... Como você... Chegou... Aqui?

Me olhou nos olhos sorrindo...

- A saudade me fez chegar aqui...  Meu amor eu não consigo mais ficar um minuto longe de você!

- Nem eu meu amor... Nem eu!

Acariciou meu peito por cima do tecido da blusa....

- Já não precisamos de tempo... Temos certeza do que queremos...

- Sim... Mas Lety temos que ter calma agora...  - Acariciei seus braços logo segurei nas mãos dela.

Ela assentiu sorrindo como nunca...

- Eu estou tão feliz que não consigo me controlar... Fernando eu te amo tanto....

- Eu também! Te amo muito! Não sabe o quanto Lety... Você não tem nem idéia...

- Então me beija.... Por favor me beija...

- É claro que sim... Minha vida...

A abracei pela cintura e ela se ergueu até alcançarmos os lábios um do outro....

Parecia que Ía ao céu e voltava.... Sentir seus lábios novamente com toda aquela saudade era a melhor sensação que tinha...

Terminavamos com pequenos beijinhos, sorriamos e recomeçavamos novamente.... 
Avancei e a invadi com minha língua fazendo tudo o que tinha direito... acariciava sua bochecha, seus cabelos, tudo.

Nos olhamos nos olhos, e ela me abraçou forte...E eu devolvi com a mesma saudade.... Sentir o aroma gravado por mim de seus cabelos... E o perfume adocicado que impregnava o ambiente era extasiante.

Apertei sua cintura e a colei em meu corpo.
Não conseguia me controlar... Não por mais tempo... 
Depositei beijos em seu pescoço enquanto Letícia arranhava de leve minhas costas e se pressionava em mim.

Senti que ela começava a buscar apoio para seu corpo. Levantei uma de suas pernas e passei minha mão por ela por dentro daquele vestido justo que usava...

Quanto mais a tocava e beijava mais meu corpo reagia.... Não dava mais para parar...
A rocei em meu corpo fazendo nós dois responder em gemidos à sensação. Beijei seu pescoço e a carreguei fazendo ela enrolar suas pernas em minha cintura....
Agora ela beijava meu pescoço enquanto eu caminhava até a cama...

Quando a deitei na cama, sorri feliz por vê-la mais linda. Seus cabelos dourados esparramados no meio da cama branca e seu corpo coberto por um vestido negro contrastando  com a luz da lua era digno de admiração.

Me deitei por cima dela me colocando no meio de suas pernas e voltando a beija-la...

Ficaria ali a vida toda.. somente a beijando.... Mas as necessidades do corpo sempre falam mais alto...
Quando dei por mim, estávamos despidos... Fiquei totalmente desnorteado.

Arranhou minhas costas e me fez deitar ficando por cima de mim.

- Fernando.... - Sussurrou ofegante...

- Sim meu...amor...

- Vamos fazer um bebê?....

A olhei surpreso...

- Mas... Isso sempre fazemos meu amor.... - Sorri e comecei a beija-la no pescoço.

- Sei mas.... Você sabe.... Eu tomo pílulas.... E se eu parar de toma-las?

- Estou surpreso... - falei sincero.

- Você não quer? - perguntou preocupada.

- Vindo de você... Do nosso amor, é tudo o que eu mais desejaria... Só não achei que fosse tão breve... - sorri.

Ela sorriu e me beijou se acomodando melhor sobre mim... Mas antes que eu pudesse enfim senti-la....
Ela sumiu.

- Fernando!!

Me assustei abrindo os olhos.... Meu coração estava agitado e minha respiração ofegante.... Olhei ao redor e estava na cama.
Me sentei olhando para a porta.

- Jessy...?

- Te acordei?

Levantei e comecei a explorar os cantos do quarto. Fui até a varanda e voltei. Sem sinal da minha Lety... Tudo não passara de um sonho.
Passei a mão no cabelo tentando me acalmar.

******

Lety/on.

Acordei respirando pesadamente.... Que sonho foi aquele? Estava toda suada e meu coração acelerado.
Sentei na cama com a mão na testa.

-... Fernando....

Desci e fui até o banheiro... Me olhei no espelho e liguei a torneira.

- Só posso está ficando louca.... Mas isso já estou.... De saudades...  - suspirei jogando água no meu rosto. - Aih Nando... Quando você vai voltar?!- choraminguei....

Depois de me acalmar mais, voltei para cama...
Ainda faltavam duas horas para ir trabalhar.

- Se ele demorar mais, terei que ir busca-lo eu mesma...  Ele querendo ou não!. - me deitei e virei para o lado que agora estava vazio. O dele.  E pensando nisso voltei a dormir.

-----------------------

- Jessy.... - fui até a porta - O que houve? O que você quer? - Perguntei ainda confuso com meu sonho. E decepcionado

- Desculpa. Não queria ter acordado você.

- Bom, mas se veio aqui e me acordou, é melhor falar logo o que quer....

- Okay. Eu... Queria conversar com você...

A olhei cansado e em seguida ao relógio.

- Não está muito cedo para conversar?

- Não. Sim. Na verdade eu não consegui dormir a noite por conta disso. Ou melhor. Daquilo.

- Você fala sobre ontem?

- Anrram. Posso entrar? Com licença - falou entrando. Revirei os olhos e mantive a porta aberta enquanto me dirigia a cama onde ela havia sentado.

-  Não quer deitar? - Perguntei bufando.

-  Não obrigada. Está tão mal-humorado.

Como não estaria garota? Me acordou no meio de um sonho perfeito e ainda mais cedo do que deveria. Mas que mimada.

- Perdão. Mas se você não começar a falar eu...

- Tudo bem. Vou ser rápida. Você deve estar chateado comigo pela forma que lhe falei ontem.E tudo bem, na hora eu fui inconsequente com minhas palavras. Sinto muito pelo o que eu disse a respeito da sua vida, você estava certo em ter dito que eu não sabia de nada. E ainda foi bem paciente não contando ao papai o que eu falei. Do contrário à essa hora eu estaria de castigo ou sei lá. - Deu de ombros. - Então, desculpe por isso. E desculpe também por tê-lo acordado.

Passei a mão no rosto suspirando.

- Tudo bem não tem problema....

Ela sorriu. E isso me lembrou o dia em que cheguei.

***
Flashback On.

O carro acabava de estacionar.  Ao descer o vento já atingia meu rosto com uma brisa gostosa. Sorri de lado.

Dei mais alguns passos e à frente de uma gigantesca casa, que apesar de ter um estilo único das fazendas tradicionais, esbanjava um ar refinado. Estavam algumas pessoas, dentre elas, meu tio Alberto, primo do meu pai.
Me aproximei deles.

- Fernando! - Me deu um singelo abraço e se afastou apertando minhas mãos. - Meu filho como cresceu....

- Olá titio... Eu também acho que devo ter crescido desde a última vez que vim aqui com dez anos de idade...

Sorrimos.

-Fez uma boa viagem?

- Fiz sim... Foi tudo tranquilo.

- Deixe-me apresenta-lo... Esse aqui, é o capataz, Carlos. - falou enquanto eu cumprimentava um homem apenas poucos anos mais novo que meu tio. - Carlos me ajudou a administrar essa fazenda por muitos anos...

- Estou às ordens... - falou Carlos tocando o chapéu.

Depois de me apresentar a vários outros empregados, que me esqueci os nomes de quase todas em seguida.  Finalmente chegou no que parecia ser um cara normal. Pelo menos eu acho.

- Ah, esse você ja conheceu, Jorge, o que foi lhe pegar na estação. Filho de Carlos e como se fosse um filho pra mim também.

- Como vai senhor? - perguntou com discrição o jovem homem.

- Pode me chamar de Fernando...

- E antes que eu me esqueça.... Oh aonde está ela? - Olhou os lados... - Ah ali vem...

Logo de uma direção caminhava uma jovem também.... Ao se aproximar pude ver que aparentava ter uns 17 anos... Era loira mas com o cabelo feito em uma trança... Usava uma roupa comum da região... Com calça, botas e chapéu
Deu um largo sorriso ao me ver.

- E essa é minha única filha, Jessy Honória Mendiola.

- Papai!! O que eu falei sobre não me apresentar com esse nome ridículo?

- Achei que gostasse... Afinal foi sua mãe que pôs em você.

- Ela só poderia me odiar mesmo. - Revirou os olhos. E me olhou em seguida. - Olá... Fernando não é?

- Sim... Como sabe?

- Ah .. meu pai falou muito de você... Aliás de vocês... Do titio Humberto e blá blá blá.... E ele me avisou que viria...

Sorri... E nos cumprimentos com um aperto de mão.

- Vamos entrar... Mandei preparar um jantar especial hoje....

Enquanto todos entravam... Dei uma última olhada ao redor daquela imensidão de terras.. o pôr do sol com um brilho radiante...  Logo entrei...

Off
****

- Bom então... É melhor eu ir.   - levantou. - Até o café da manhã Nando.. ..

- Até...



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