História Como em um Conto de Fadas - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Palavras 2.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então... eu sei que os capítulos não são pequenos e que a fic talvez já esteja um pouco grande, mas... só pra avisar, não tá perto do final ainda. Enfim, boa leitura.

Capítulo 13 - Só Um Beijo


Fanfic / Fanfiction Como em um Conto de Fadas - Capítulo 13 - Só Um Beijo

– O quê? Isso, foi um beijo na bochecha de despedida. – Eu tentei disfarçar.

– Isso não foi um beijo na bochecha, foi um beijo no canto da boca, não sei pra você, mas pra mim tem uma certa distância e diferença de um para o outro. O que aconteceu? Vocês se beijaram? – A Euge continuava eufórica.

– Não! – Eu respondi de um jeito mais falso impossível – Sim... – Eu admiti cabisbaixa.

– Eu sabia que meu plano ia dar certo. Por que o beijo aqui não foi na boca? Querem manter a descrição a essa altura? Depois daquele beijasso na festa? – Questionou Cande, como sempre se precipitando e falando mais que qualquer ser vivo existente

– Nós não estamos juntos. Foi só um beijo. – Eu esclareci.

– Se o beijo foi do tipo do que aconteceu na festa, então não foi SÓ um beijo. Porque eu fiquei sem ar só de ver vocês dois se beijando. Sério. – Se intrometeu Mary, que eu nem sabia que estava por aqui.

– Pois é. – Concordou Daniela.

– Mas de onde vocês apareceram? – Eu perguntei.

– Percebem como ela muda de assunto rápido? – Observou Rochi.

– Vocês não estão juntos por quê? – Perguntou Cande.

– Porque foi só um beijo! – Eu exclamei.

– É, foi só um beijo. – Disse Gastón, que apareceu do nada.

– De que beijo você está falando exatamente? – Questionou Euge.

– De que beijo exatamente VOCÊS estão falando? – Perguntou Gastón. Todas ficaram caladas, sem saber se deveriam ou não responder.

– Do da Lali e do JP. – Respondeu Cande

– JP? Juan Pedro? – Perguntou Gas.

– Sim, quem mais? – Indagou Cande.

– Por quê? Tá com ciúme? – Questionou Rochi.

– Não. Só surpreso.

– Eu vou pra sala porque... Porque. – Disse Jaz. E ela tentou ir, mas o Gas não deixou, ele segurou ela.

– Não precisa. Eu saio. Tchau pra vocês. – Despediu-se cabisbaixo.

– Poxa. Isso é tão triste. Vocês eram o casal mais perfeito da escola. – Valentina lamentou.

– É, a culpa de termos acabado não foi minha. – Murmurou Rochi. – Eu... eu vou pra sala. Tchau – Despediu-se. Nós assistimos ela indo para sala em silêncio, ninguém aqui sabia como lidar com isso, nem com o término deles, nem muito menos com eu ser uma das culpadas por isso ter acontecido.

– Eu deveria ter ficado calada. – Comentou Valentina. Então ficamos todas caladas até que decidimos ir para a aula também.

 

No início da aula, Augustin pediu à professora para falar e ela permitiu. Ele disse:

– Eu gostaria de pedir desculpas à Lali, pra quem não sabe o que eu fiz, eu vou falar. Eu fiquei irritado por ela ter me respondido, e pra mim não foi suficiente ver ela sendo humilhada na frente da escola inteira depois do que a Nina fez, eu queria mais. Então eu vi que meu antigo amigo, Pedro, tinha se interessado por ela, e ela por ele, e vi uma oportunidade perfeita para me vingar e fazê-la sofrer. Eu tentei convencê-lo a fingir interesse nela. O problema é que ele já estava interessado, e ao saber que eu queria fazê-la sofrer, ele me desafiou, ficou contra mim. Eu tinha que me vingar. Então na festa da Rochi, eu fingi falar a verdade, e disse que ele tinha aceitado me ajudar. Eu queria que ela acreditasse na minha mentira, ela sofreria e ele também. Ela e todos os outros acreditaram. Ele ficou como mentiroso. Ela como boba. Eu como eu. E com a ajuda da Paula eu ainda consegui fazer com que tudo se tornasse ainda mais real. Ela beijou o Pedro, a Lali viu e tudo deveria ter dado certo, mas então aconteceu o acidente. E então eu conversei com a irmã da Lali. Me arrependi. Me senti culpado. Agora estou aqui contando a verdade e implorando por perdão. Eu quis brincar com sentimentos e acabei brincando com a vida. Eu não tinha o direito de fazer nada do que eu fiz, me desculpa, Lali. Me desculpa, Pedro. – Implorou Augustin. Meus olhos se encontraram com os de Peter e eu vi que ele estava sentindo o mesmo que eu. Ódio. Eu não ia perdoar o Augustin, ele também não.

– Augustin, você fez uma das coisas mais baixas que se pode fazer, você brincou com o sentimento dos outros. Isso não se faz. Eu era seu amigo de anos e ainda assim você quis que eu me magoasse, e por quê? Por birra? Por que eu não sou um mau caráter como você que magoa os outros por diversão? Por que eu não quis te ajudar a brincar com os sentimentos de uma garota legal que só falou a verdade em relação à sua personalidade narcisista? Eu, e acredito que ela também, não vamos te perdoar pelo simples fato de que você não merece. – Disse Peter. A sala estava em um silêncio tão absoluto quando Peter terminou de fala,r que eu estava ouvindo o meu coração batendo e a respiração de todos. O rosto de Peter estava vermelho, ele estava claramente com muito muito ódio.

 

Na volta para casa, ficamos eu, a Cande, o Peter, o Cris e o Jaime conversando, ele não é assustador, ele é até divertido. Talvez eu não devesse ter me assustado só por ele estar me olhando pela janela, afinal, eu faço o mesmo com Peter.

Eu não tinha prestado atenção ainda, mas ele (Jaime) é baixinho, só um pouco mais alto que eu, e tem o cabelo um pouco mais escuro que o do Peter, já seus olhos são um castanho bem escuro, quase não dá para ver a sua pupila, totalmente diferente dos olhos do Peter, que são cor de mel, e dos do Cris, que são verdes. Ele parece a ovelha negra da família. O Cris o raio de luz. E Peter o indecifrável.

 

No domingo a Liz recebe alta e também será seu aniversário (minha pirralha vai fazer 10 anos) então nada mais justo que no mínimo uma pequena festa.

Liz chegará em casa entre 15:00 e 16:00 horas. Então acordei cedo para começar a arrumar tudo. E fiz questão de acordar a Cande da forma mais irritante possível. Eu estava fazendo com ela o que ela tanto fez comigo. Quase derrubando a porta de seu quarto e gritando por ela.

– Bate mais uma vez e eu me levanto só pra arrebentar a tua cara. – Cande ameaçou.

A campainha tocou e desci para atender. Minha mãe e minha avó tinham ido fazer compras. E ao abrir a porta com quem eu me deparei? Sim. Ele mesmo. Peter.

– Oi. – Disse Peter sorrindo.

– Oi. – Eu retribuí o sorriso.

– Precisando de ajuda? – Ele perguntou se encostando na parede, como se me convidasse a me encostar na parede ao seu lado.

– Se você quiser ajudar. Sim. – Eu respondi e me encostei na parede. –  Acordou um pouco cedo, não acha?

– Acho, mas também achei que precisaria de ajuda. Então, aqui estou eu, ao seu dispor.  – Ele deu aquele sorriso de canto que eu adoro, então, continuou – Então... quando começamos a... fazer algo? – Ele questionou com um olhar provocativo.

– Quando a minha mãe chegar. Aí nós começamos a arrumar a festa. – Eu lhe respondi.

– Não era bem disso que eu estava falando... – Ele começou.

– E do que você estava falando? – Eu perguntei. Ele veio para minha frente, me prendendo na parede. Meu coração acelerou a mil. Puts. Assim não dá. Por que ele gosta tanto de me provocar?

– Disso. – Ele disse aproximando o rosto do meu. Antes que eu fizesse algo, ele me beijou. E eu, só pra variar um pouco, me deixei levar pelo beijo. Até que me obriguei a parar para respirar.

– Ahn... Acho que melhor não... Não nos beijarmos. Isso... – apontei para a gente – Não é tempo, nem espaço.

– Tudo bem, vou dar o seu tempo e o seu espaço. – Ele se afastou. 

 – Olha, pode entrar, mas vou logo avisando, nada de beijo. – Eu já estava na cozinha.

–  Nada de beijo – Ele afirmou, um segundo depois eu senti o calor do corpo dele atrás de mim – Você diz isso agora. Veremos o que dirá depois. – Peter falou em meu ouvido. Que saco. Por que ele não para de me provocar? Eu cheguei a ponto de me arrepiar. Antes que eu dissesse algo a Cande entrou na cozinha e a Euge disparou pela porta.

– Lali, eu preciso conversar com você urgente. Eu quase não consegui esperar até hoje. Você sabe que ontem eu jantei na casa do Nico né? Sabe sim que eu contei. Enfim, eu conheci os pais dele, eles me adoraram, eu os adorei, e tal, o Nico comprou um anel de compromisso. Isso mesmo. Um. Anel. De. Compromisso. Acredita? – Eu e a Cande tentamos falar, mas ela não deixou – Esperem. Vocês vão poder falar, mas me deixem terminar, porque se eu não falar tudo de uma vez eu não vou ter coragem de continuar. Então, depois do jantar o Nico me mostrou o quarto dele, e nós ficamos lá por um tempo, apenas conversando, tá? E, claro, beijando. O clima esquentou um pouco? Sim, é, sim, esquentou, mas paramos antes que esquentasse demais. Depois de um tempo, já estava ficando tarde, o Nico ia me levar pra casa, e quando nós passamos pela sala, sabe qual foi a primeira coisa que a mãe dele falou? "Espero que tenham usado preservativo, é muito importante". Eu acho que nunca fiquei tão envergonhada na minha vida. – Declarou Euge.

– Mas vocês usaram preservativo, não usaram? – Brincou Peter.

– Ai. Meu. Deus. Você está aqui. Que horror. Eu contei tudo isso na sua frente. Puts. – Reclamou Eugênia. E tudo o que eu fiz foi rir.

– Mas, ei, que história é essa de anel de compromisso? – Eu perguntei.

– Que tal vocês conversarem sobre isso depois? Agora vocês vão me ajudar a arrumar a surpresa da Liz. – Minha mãe me surpreendeu. Ela e a vovó chegaram do nada.

 

Já para o final da tarde, todos estávamos lá, o papai tinha ido pegá-la, que saudade da minha pirralhinha! Nós estávamos em um silêncio enlouquecedor, e isso só parou quando a Liz entrou pela porta da frente de cadeira de rodas, nós não iríamos sentir pena, iríamos comemorar, então em coro gritamos:

– Surpresa!

– Eu sabia! – Exclamou a Liz – Vocês não iriam ficar em casa me esperando se não fosse por isso.

– Mas é mesmo muito esperta essa pirralha hein, Lali? – Provocou Cande.

– A pirralha mais esperta que eu conheço, Cande. – Eu continuei, estava esperando a vovó parar de abraçar a Liz para poder fazer o mesmo.

– Sou pirralha, mas sou mais esperta que vocês duas juntas. – Retrucou Liz. E eu a abracei com todas as minhas forças, e entreguei seu presente. O que era? Um diário junto com um mapa mundi e alguns alfinetes daqueles de pregar em quadros, mapas, essas coisas. Para que isso? Eu expliquei a ela.

– Bem, como você mesma disse, você vai melhorar, e apenas quando voltar a andar, ou quem sabe antes, se achar digno, eu quero que você use esse diário para escrever as suas aventuras, nesse mapa você vai marcar lugares para onde você viajou, e eu quero que escreva sobre isso, eu quero que você escreva sobre momentos felizes, tristes, estressantes, quero que você escreva sobre sentimentos, sobre tudo que você achar que vale a pena ser lembrado. Combinado? – Eu estendi a mão para que ela apertasse.

– Combinado. – Ela quase pulou para me abraçar, quase chorando, muito sentimental.

A minha pirralha continuou a receber presentes. Ela estava tão feliz. É bom vê-la assim. Nada como a felicidade de alguém que você ama muito para te fazer feliz também. É incrível como o sorriso de alguém pode trazer à tona o seu próprio sorriso, automaticamente. Isso é bom. Recomendo.

Um dos presentes mais fofos que ela recebeu foi o do Peter, um bonequinho de pelúcia dos Minions, tão lindo, tanto o Peter quanto o Minion.

Na hora dos parabéns da Liz, parecia até combinado entre ela e o Peter, porque ela quase implorou por um beijo nosso, e ele não ocorreu, mas aí ela quase implorou por um beijo entre o Gas e a Rochi, e esse beijo também não ocorreu. Coitadinha da Liz. Não dá sorte em nenhum shipp. Tipo a Candela com os cruses dela.

Ah, e graças aos céus o Augustin não veio, mas o ruivinho lindo irmão dele veio. Eu já comentei que ele é irmão do Augus só por parte de pai? Então, se não, ele é.

O resto da noite foi ótimo. Matei a saudade da minha pirralha. Peter me matou de vergonha (disse pro meu pai, na frente de todos que estavam lá, que queria um namoro sério comigo, que tinha as melhores intenções, e me pediu em namoro para o meu pai para se algum dia eu aceitasse, pessoas caras de pau ainda me surpreendem). Eu me envergonhei sozinha (derramei suco em cima de mim quando fui colocar no copo da Euge, legal né?). O Pablo me deu um abraço quase interminável antes de ir embora. Peter ficou com “um pouco” de ciúmes. Então foi a sua vez de me dá um abraço quase interminável. Tirando os momentos constrangedores, foi ótimo.

 

A Liz queria voltar imediatamente para as aulas (ela tem problemas mentais, só pode). Saudades dos colegas, talvez. Não querendo se vitimar, talvez, resumidamente, estava tudo bem.

Semanas se passaram e a Liz continuava fazendo fisioterapia, mas a alegria dela, a felicidade de viver, estava se esvaindo. Eu comecei a ficar preocupada. Não por ela não está melhorando ainda, é um longo processo, ela não vai voltar a andar de um dia para o outro. O que está me preocupando é que ela está perdendo a esperanças, depois que isso acontecer, quanto tempo vai demorar para que ela queira parar de fazer a fisioterapia por não acreditar que vá voltar a andar? Quanto tempo até ela entrar em depressão? Quanto tempo para ela se perder em auto piedade?

 

O julgamento do traficante que ameaçou o pai da Euge já aconteceu (ele, obviamente, foi condenado), e nada aconteceu ao tio Téo. Como ele prometeu, reforçou a proteção dele e da família em casa, e fora dela (um segurança passava a manhã e a tarde esperando pela Euge para acompanhá-la e protegê-la). Como o tempo passou e nada aconteceu, a Euge relaxou um pouco, a ponto de pedir para o pai para que o segurança não a acompanhasse mais, porque ela já estava de saco cheio da falta de privacidade (até nos encontros o segurança estava lá? Yap). Enfim, até agora deu tudo certo, com o tio Téo, entre ela e o Nico. Até agora.

Eu fui ao colégio, claramente, pensando que seria um dia como qualquer outro. Nos reuniríamos e riríamos de tudo, agiríamos como se não houvessem problemas no mundo. A Euge não tinha chegado ainda, até aí tudo bem. O professor atrasou, até aí tudo bem também. No lugar do professor, veio a diretora. Começamos a estranhar um pouco. E então ela deu uma notícia que acabava de ser anunciada nos jornais do estado. Uma notícia que precisava ser dita para a turma, pois explicava a falta de uma aluna, que precisaria do apoio de todos nós.  


Notas Finais


Espero que tenham gostado. E obrigada por lerem.


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