História Como em um Conto de Fadas - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Palavras 3.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem, um capítulo com um pouco de agito.

Capítulo 7 - Vai Ficar Tudo Bem


Fanfic / Fanfiction Como em um Conto de Fadas - Capítulo 7 - Vai Ficar Tudo Bem

Eu saí correndo derrubando tudo e todos que estavam na minha frente. Quando eu cheguei onde ela estava caída, enquanto os outros ligavam pra ambulância, brigavam e gritavam com o motorista, que além de estar dirigindo em alta velocidade, ainda parecia estar alcoolizado, e chamavam a policia, eu sentei no chão ao lado dela, que ainda estava inconsciente.

A ambulância chegou e não me deixaram ir com ela. A Cande foi. Disseram que eu estava muito desestabilizada pra poder acompanhar alguém, e que eu tinha que avisar meus pais. Mas como eu vou falar pra os meus pais que a Liz foi atropelada, como eu vou falar para os meus pais que a Liz foi atropelada por minha causa? Como?

– Lali, fica calma, ela vai ficar bem. – Eu ouvi alguém dizer, sinceramente não sei quem, nem quero saber, só quero saber por quê? Por que a Liz? Eu que estava andando pela rua como uma louca. Ela só queria saber por que eu estava assim. Ela só estava preocupada comigo. Ela só queria o meu bem, e acaba atropelada, por quê?

– Por quê? – Eu sussurrei com os olhos ainda cheios de lágrimas enquanto eu via a ambulância saindo em alta velocidade. As pessoas continuavam tentando me confortar, mas eu só ouvia um zumbido em meu ouvido.

– A culpa é minha, a culpa é toda minha. – Eu disse chorando como criança. – Se eu não tivesse agido de forma tão estupida e saído correndo daquela forma nada disse teria acontecido. – Eu lembrei entre lágrimas.

– Falando nisso, por que você agiu daquela forma?  – Perguntou Paula.

– Paula, cala a boca! – Exclamou Maria.

– Você viu alguma coisa que te deixou abalada, decepcionada? – Continuou Paula.

– A minha irmã acabou de ser atropelada e você só quer mais um motivo pra poder pisar em mim, é isso? – Eu perguntei calmamente, parando de chorar.

– É, você parece mesmo preocupada com sua irmã tanto que ao invés de estar lá com ela, você está aqui arranjando briga comigo. – Ironizou Paula.

Eu estou arranjando briga? – Eu indaguei ainda com lágrimas nos olhos.

– É, você. Ah e a culpa desse acidente é sua sim, porque você é uma tola, que pensou ter encontrado o seu príncipe encantado e que ele a amava, mas não, você foi apenas mais uma. Só isso. A fila andou amorzinho. – Disse Paula.

– Paula, o que você tá fazendo? – Perguntou Pedro olhando pra mim com uma mistura de preocupação e desespero no olhar. Por que ele estaria preocupado comigo, era ela quem el estava beijando. Eu não deveria estar pensando nisso, minha irmã está no hospital e eu pensando nisso...

– Falando a verdade, coisa que nenhum de vocês teve coragem de fazer, se a irmã dela foi atropelada é culpa da garota também né? Quem mandou sair correndo atrás da Lali, coisa de louco. Que família hein? A Cande é ridícula, a Mariana é muito tonta e a Liz é burra. – Paula falou alto como se quisesse que todos escutassem, eu ouvi tudo calada, indignada.

– PAULA, CALA A BOCA! – Gritou Maria.

– E quem vai calar? – Provocou Paula.

– Eu. – Eu levantei e deu belo tapa na cara da Paula, que se desequilibrou um pouco, e eu aproveitei para jogar ela no chão e dar vários tapas seguidos na cara dela, até alguém me tirar de cima dela. – Isso é pra você aprender a nunca mais ousar falar mal de nenhuma das minhas irmãs, nunca, ouviu? Nunca. – Eu disse apontando para ela, toda acabada no chão, com um olhar de ódio. Gas, que tinha me tirado de cima dela, ainda estava me segurando, só pra ter certeza que eu não iria pra cima dela de novo.

– Por que vocês não a tiraram de cima de mim antes? – Perguntou Paula.

– Por que você merecia uns tapas antes. – Respondeu Gregório.

– Eu merecia? O que são algumas tapas comparada a culpa que ela vai sentir se a anta da irmã dela morrer? – Questionou Paula, então eu avancei pra ela, ainda com o Gas me segurando e peguei a maior quantidade de cabelo que pude e puxei. – Para, para, por favor. – Ela suplicou.

– Qual a parte de nunca mais falar mal de nenhuma das minhas irmãs você não entendeu? – Eu disse serrando os dentes enquanto Gas me puxava pra trás com mais força, mas eu não soltei o cabelo dela.

– Desculpa, desculpa, me desculpa, por favor, mas solta o meu cabelo, por favor. – Eu soltei, mas só depois que ela caiu no chão novamente.

– Quer saber? Desculpe-me você, eu não deveria ter batido em você, deveria ter feito como você e falado a verdade, e a verdade é que você é uma vagabunda, vadia, que vive de fazer com que os outros se sintam pra baixo pra que você se sinta por cima. Você é uma pobre coitada que só consegue atrair ódio e pena das outras pessoas, mas a única coisa que eu sinto por você, de você, é nojo. E minhas sinceras desculpas por ter me rebaixado a ponto de ficar a sua altura, você não sabe o quanto eu me arrependo disso, mas por um lado me orgulho, porque faz muito tempo que você merece esses tapas. E essas verdades. – Eu disse enquanto ela me olhava com aquele nariz empinado que merecia ser quebrado.

– Pelo menos agora que você se rebaixou a isso eu tenho todo o direito de dizer que estou acima de você. – Ela sibilou, enquanto levantava.

– Não, cobra só rasteja, o nível mais alto que ela alcança é o chão. – Eu lembrei.

– O que vocês estão olhando? Vão embora! – Gritou Nicolas para todos que estavam ao redor.

 

Quando eu cheguei em casa estava na cara que a Cande já tinha avisado os meus pais, a casa estava totalmente abandonada e aberta, eu apenas fui para o meu quarto. Me joguei na cama e comecei a chorar. Não sei se por culpa, decepção ou simplesmente medo, medo de perder a minha irmã. Talvez uma mistura de tudo isso e um pouco mais. Um pouco depois eu ouvi alguém abrir a porta do meu quarto, eu não olhei, mas eu falei:

– Só me deixa chorar, tá legal? – Eu tinha deixado todos onde estavam e saído correndo sem dar notícias a ninguém, não que eu tivesse notícias,

– Tudo bem. – Pra minha surpresa era o Gaston, por mais que ele fosse como um irmão pra mim, não era ele quem eu imaginava que viria atrás de mim.

– Você? – Eu perguntei.

– É, eu, não era o que você esperava não é? Você não precisa de ninguém que te fale o que fazer, e sim que te ouça, por isso eu que vim.

– Compreensível, mas eu não quero falar. 

– Tudo bem, você pode apenas chorar, mas eu quero que saiba que eu estou aqui, pra o que você precisar e que todos os seus amigos estão te esperando lá na sala também, tá? – Gaston me lembrou e sentou na cama ao meu lado, e eu impulsivamente o abracei e comecei a chorar no seu ombro. Ele me abraçou de uma forma tão confortável que por um momento eu me esqueci do porquê eu estava chorando. Era como se ele sugasse os meus motivos para estar triste. Quando ele me abraçou eu me senti mal por está sentindo aquilo pelo namorado de uma amiga minha. Mas eu senti um conforto tão bom que sei lá, me deu vontade de nunca mais soltá-lo. Eu o soltei. Eu tinha que fazer isso, antes que eu ficasse mais confusa do que já estava.

– Obrigada. – Eu agradeci tentando esboçar um sorriso.

– Não quer desabafar?

– Não.

– Então se eu não vou te escutar eu sou obrigado a falar o que você deve fazer.

– O que eu devo fazer?

– Agora? Você vai ligar pra Cande e perguntar como a Liz está. – Eu assenti com a cabeça e liguei pra Can, dessa vez ela atendeu. Ela parecia um pouco confusa, mas não parecia triste. No final quando ela disse “não precisa se preocupar, ela está bem, só vem aqui, porque ela é sua irmã e precisa de você” eu senti um alivio tão forte e tão bom que era como se tivessem tirado um piano de cima de mim. Eu fiquei tão feliz que voltei a chorar.

– O que aconteceu? – Perguntou Gaston em desespero.

– Eu não sei direito, mas está tudo bem. – Eu disse sorrindo.

– Eu te disse que ficaria tudo bem.

– Disse?

– Talvez, mas se eu não disse outra pessoa com certeza disse. – Gaston respondeu e eu sorri, por um instante eu prestei atenção em como os olhos dele são lindos, um azul tão forte, brilhante e confortante, que eu simplesmente esqueci os meus problemas. Mas então eu balancei a minha cabeça pra tirar esses pensamentos da minha cabeça. O que diabos eu tenho na cabeça?

– Bem, agora, você pode avisar aos outros que a Liz está bem? – Eu perguntei.

– Claro. – Ele disse olhando pra mim de uma forma que há muito tempo não olhava, e balançou a cabeça como se quisesse limpar os seus pensamentos, como há pouco eu fiz.

Eu troquei de roupa rápido, e de repente ouvi um ruído na janela, é claro, João Pedro. Só poderia ser ele. Ninguém o deixaria ficar aqui em casa. Todos sabiam porque eu tinha saído daquela maneira. Por causa do beijo. Por causa dele. 

Ele estava batendo na janela. Eu sabia que não deveria abrir, nem muito menos escutá-lo, mas eu precisava saber o que ele queria, qual seria a desculpa dele. Assim que eu abri a janela, ele nem entrou, só olhou pra mim com a mesma compaixão dos outros e perguntou:

– Como ela tá?

– Viva. Só isso?

– Desculpa. – Disse Pedro e se virou descendo da mesma forma que provavelmente havia subido, eu por um momento achei que ele estava se sentindo tão culpado quanto eu.

Por mais que eu não quisesse, e ao mesmo tempo quisesse acreditar nele, eu não tinha tempo pra pensar nisso, precisava ir o mais rápido possível ao hospital. Eu desci a escada, e quando cheguei lá em baixo, só quem continuava lá eram o Gas, a Rô, o Pablo, o Nico, a Euge, a Emília e o Cris. O pequeno queria visitar a Liz, então ela me ofereceu carona. O Pablo e o Gas e eu fomos com ela. A Rochi, Euge e Nicolas foram com o marido dela e com o Pedro, que também queriam visitar a Liz.

Quando chegamos ao hospital, eu agradeci e fui correndo pra dentro do hospital. Na recepção eu perguntei por Elizabeth Espósito e me pediram para esperar no saguão de recepção do terceiro piso, para onde fui correndo. Ao chegar ao corredor do 3º andar eu vi os meus pais. Tinha passado muito mais tempo do que eu pensava. Já tinham feito todos os exames, restava apenas esperar, mas infelizmente ela vai ter que passar um dia na UTI para evitar maiores sequelas. Eu não se tiveram sequelas até agora, mas ela estava bem, como eu queria saber quais as sequelas ela poderia ter, perguntei à minha mãe que disse:

– Ela está em um quadro estável, sem risco de vida, mas como o impacto foi muito forte, ele teve um pequeno trauma na coluna vertebral, vai ter que ficar um bom tempo em repouso. Ela também fraturou a medula – ela começou a chorar quando continuou – E ela... Ela... Está para... Paraplégica. – Nesse momento, não só a minha mãe estava chorando como eu estava em choque. Minha irmã, aquela que ama brincar, correr, que ama pular, agora não vai mais poder fazer isso. O que eu fiz? A culpa é toda minha.

– Você precisa falar com ela, mas não pode chorar na frente dela, ela precisa de apoio emocional. Só diga coisas que façam com que ela se sinta melhor ou simplesmente não fale nada. Não demostre que está triste, você precisa ser forte, mas não tanto quanto ela, lembre-se disso. Eles liberaram a visita na UTI. – Disse meu pai.

Eu entrei no quarto, forçando um pouco o sorriso, mas não funcionou muito bem.

– Oi, Lali. – Disse Liz.

– Oi, Liz. Como você tá?

– Bem melhor do que pensei que estaria, eu sei que eu não posso mais andar, mas o médico disse que isso poderia mudar então eu estou com esperança, talvez não seja tão ruim assim, não é bom, mas deve ter acontecido por algum motivo especial, se não, por que teria acontecido?

– A sua forma de pensar é muito mais matura e inspiradora que a de muitos adultos. Eu tenho muito orgulho de você, Liz. Eu nem sei o que eu faria se você estivesse morta, eu sei que eu não digo isso com frequência, ou melhor, quase não digo, mas eu te amo muito, e você é muito importante pra mim, me desculpa não ter cuidado direito de você. – Eu disse, conseguindo segurar as lágrimas.

– Por mais que você não fale, eu sei que você me ama, e você cuida muito bem de mim, não precisa se preocupar, eu tô bem, não precisa se culpar, a culpa é do idiota que me atropelou. O Teo já está cuidando dele. – Disse Liz.

– Verdade. – Eu confirmei.

– Mas mudando de assunto, eu quero saber por que você estava chorando naquela hora?

– É complicado.

– Eu entendo. – Ela insistiu.

– Eu sei que você entende, mas é que é uma longa história, complexa e você precisa descansar não se aborrecer com os meus problemas.

– Eu não quero descansar, eu vou ter muito tempo pra isso e eu não estou cansada agora e tenho bastante tempo pra ouvir a sua história, mas eu quero que você me conte ela como se estivesse contando um conto de fadas, só que eu quero bem detalhado, só isso vai fazer com que eu me sinta melhor.

– Eu não posso contar essa história como se fosse um conto de fadas, algumas partes são superficiais e egoístas e tem um final triste.

– Mas a história ainda não acabou se é a sua história, ela só acaba quando você morre e por mais que a morte seja o fim, dependendo de como você está se sentindo pode ser bela, e se você não está feliz agora, não quer dizer que sua história tem um final triste.

– Você deve ter batido a cabeça com muita força.

– Por favor, conta. – Ela pediu com aquele olhar de cachorrinho abandonado. Por que eu não consigo resistir aquele olhar?

– Tá bom, eu conto. – Eu comecei – Era um vez uma plebeia que sonhava em encontrar seu príncipe encantado, mas tudo que ela encontrava em seu caminho eram príncipes comuns que não lhe causavam nenhum encanto. Um entre esses, não era um príncipe comum. Ele era soberbo, se achava superior. Quando uma reles plebeia mostrou a todos quem ele realmente era, ele se revoltou. Então, em um baile de comemoração, ele vingou-se dela, humilhou-a em frente a todos, inclusive na frente daquele que ela por um instante pensou ser seu príncipe encantado. Envergonhada, ela escondeu-se, chorou, esperando que isso aliviasse sua dor. Entretanto, o que aliviou sua dor foi aquele que ela pensou ser seu príncipe. Ele a encontrou, fez com que ela se sentisse feliz, especial, alguém digna de amor, não de pena, não alvo de risadas. Seu príncipe não era como os outros. Este a encantava, a alegrava. Mas este também era inconstante, em momentos um doce, em outros arrogante. Ela já não sabia se seu encantado era príncipe ou era sapo. Um dia, em um baile oferecido pela princesa Rocio aberto para todos, a plebeia finalmente teve seu momento especial. Uma dança com seu príncipe, uma dança que acabou em um beijo. Ela sentiu-se realizada, mas, de repente, tudo ficou confuso... – Eu parei, pra tentar pensar no que dizer, pra que eu pudesse entender, eu olhei pra Liz e seus olhos praticamente diziam “continua, continua”, então foi isso que eu fiz – Ela foi puxada para longe do seu príncipe, para longe do baile, mas não estava a entender nada. Então soube que seu príncipe encantado fazia parte do plano do príncipe soberbo para destruí-la, ele apenas queria magoá-la. O seu príncipe tentou convencê-la de que o que sentia era verdadeiro. Porém, logo no dia seguinte, quando a plebeia considerava acreditar em seu encantado, ela viu uma cena que a partiu em dois. Ela apenas saiu chorando pondo a vida dela, e daqueles que ela amava em risco. – Eu contei.

– Ele não te merece, Lali. O garoto é o Pedro né? E o príncipe soberbo o Augus? – Eu não disse nada só assenti. – Eu quero falar com eles.

– O quê? Por que você quer falar com eles?

– Eu só quero entender, te ajudar. Chama eles pra mim?

– Tenho outra opção?

– Não.

Eu saí da sala e me dei de cara com o Pedro. Por incrível que pareça, o Augustin estava lá. Eu pedi pra eles entrarem e expliquei que ela queria falar com eles, não expliquei o porquê e eles não me pediram explicação.

Várias pessoas passaram para saber como a Liz estava, e depois iam embora. Até a Cande foi, junto com a Rochi. Mas a Euge, o Nico e o Gas ficaram.

– Vocês estão cansados! É melhor irem para casa.

– Nós não estamos cansados, está tudo bem. – Disse a Euge

– Fale por você, eu estou um pouco cansado sim, e amanhã nós ainda temos aula. – Disse Nicolas.

– Eu não vou deixar a minha melhor amiga sozinha nesse momento Nicolas, e se você quer ir embora pode ir, você não vai fazer falta, acredite. – Sussurrou Euge, mas por dentro ela estava gritando.

– Ela não vai ficar sozinha, vocês podem ir, eu fico aqui com ela, a Rô já deve tá em casa, então vocês vão e depois eu levo a Lali pra casa, quando ela achar que deve ir, mas ela não vai ficar sozinha. – Garantiu Gaston.

E assim ele convenceu a Euge a ir.

Eles saíram e eu fiquei com o Gas. Meus pais e o Sr. Lanzani (a Emilia, mãe do Pedro já tinha ido embora com o Cris) foram tomar um café, então nós ficamos sozinhos. O Gas passou o braço ao redor do meu pescoço e eu deitei a cabeça no seu ombro. Ficamos em silêncio durante um tempo até que o Augustin sai da sala chorando. Eu não entendi o que estava acontecendo. Eu me levantei. O meu impulso foi ir até ele e perguntar o que tinha acontecido. Ele foi mais rápido. Saiu correndo sem dar nenhuma explicação, como sempre, não quis demonstrar sentimento. O que será que a Liz tinha falado pra ele ficar assim? O Gaston se levantou e ficou ao meu lado com a mesma cara de surpresa que eu.

Eu fui até a sala de UTI da Liz e o Pedro também estava chorando. Ele não saiu correndo como o Augustin. Ele apenas virou e enxugou as lágrimas. Eu não sabia nem o que pensar nem o que falar, então o Gas, que estava atrás de mim, perguntou o mesmo que eu estava pensando:

– O que aconteceu?


Notas Finais


Obrigada por lerem!


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