História Como eu era antes de você - (Hot Version) - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Como Eu Era Antes de Você
Personagens Alicia, Bernard Clark, Camilla Traynor, Katrina Clark, Louisa Clark, Patrick, Steve Traynor, Will Traynor
Visualizações 1.021
Palavras 4.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Capítulo 18


Quando chegamos ao edifício envidraçado, uma recepcionista morena, com um rabo de cavalo imenso e elegante, nos recebeu calorosa — até demais, para o meu gosto. Seus olhos não saiam de Will desde que ele entrou e acenou educadamente com a cabeça para ela. Nem mesmo quando caminhou até o elevador antes de nós e apertou no botão. Por que ela está olhando para ele assim? Deve estar sendo profissional, meu inconsciente ressoou, mas, ao mesmo tempo, eu sabia que ela estava tão abismada quanto eu ao olhar Will. Afinal, eu sempre ficava assim quando eu o via, desde a primeira vez que meus olhos esbarraram nele.

Entramos no elevador e eu me senti aliviada quando as portas se fecharam. Meu Deus, estou indo conhecer o aparamento de William Traynor. Quando eu iria imaginar isso? Nem nas próximas dez vidas, tenho certeza. Engoli em seco, nervosa quando a ficha caiu sobre mim. É, eu estou mesmo aqui. Em Londres, ao lado deste belo homem. Por que é tão difícil de acreditar?

Ergui o rosto e só então percebi que o elevador era rodeado por espelhos. Pelo reflexo, meus olhos cruzaram com os de Will, que já me olhava. Senti meu coração pular. E então eu senti aquele clima entre nós dois de novo. Aquela coisa forte que eu nunca senti antes em toda a minha vida, até conhece-lo. É tão intensa que minhas pernas ficam bambas. Pisco para ele, desnorteada, e ele sorri, divertido e sensual ao mesmo tempo. E isso basta para que eu me sinta como uma adolescente outra vez. Não consigo entender como ele tem este poder tão forte sobre meu corpo, capaz de falar com as partes mais intimas de mim — para ser mais precisa, abaixo da cintura — somente com um olhar. Sinto o ar esquentar, e não sei se é eu ou o elevador. Deve ser a primeira opção. Engulo em seco, descontrolada, e ele sorri mais uma vez, erguendo apenas um lado dos lábios. Ah... Um sorriso torto e terno! A atmosfera no elevador pesa sobre nós, e eu me derreto completamente.

— Meu Deus — ele murmura, finalmente, quebrando o silencio avassalador. — Você também está sentindo, Clark?

Mantenho os olhos em sua íris azuis, agora escuras pela luxuria, e sorrio, tímida.

— Eu sinto, Sr. Traynor.

O ar foge do meu corpo quando Will abaixa os olhos e, ainda pelo espelho, me observa do rosto até os pés, e depois volta, lentamente. Meu sangue ferve em minhas veias e eu peço, silenciosamente, para que ele me toque com urgência.

O elevador para no trigésimo segundo andar e, para a minha surpresa, damos de cara com uma porta grande em um corredor. Inclusive, a única porta dali. Dois lustres baixos estão pendurados no teto e uma mesinha de vidro está ao lado da porta, com um vaso de flores sobre ela, o que parece ser muito aconchegante. Will, ainda com a mão em minha cintura, passa o cartão ao lado da porta e ela se abre automaticamente. Sou arrastada para dentro por ele e perco o resto de fôlego que ainda tenho. Uau! O lugar é incrivelmente bonito. Logo na entrada damos de cara com uma sala imensa, com dois sofás grandes e beges, de teto branco e com luzes postas em lugares estratégicos. Dois lustres brancos também estão pendurados no meio da sala de estar. O chão é de um assoalho de madeira clara e um tapete enorme e bege está por quase toda a sala. Têm flores verdes decorando, uma televisão grande logo acima da lareira, vários quadros de pinturas chiques pelas paredes brancas e, para finalizar, um janelão do teto até a janela, que dá visão à toda cidade de Londres e ao rio Tâmisa. Resumidamente, é um lugar descomunal e que eu nunca nem conseguiria imaginar de tão luxuoso e belo que é.

— Aceita uma taça de vinho, Clark? — Will me pergunta, tirando o casaco dos meus ombros, fazendo-me voltar à realidade.

— Ah, sim, claro.

Acompanho-o com os olhos e permaneço parada ali, no meio da sala. Nem havia me dado conta que, logo ao lado, há uma cozinha também gigante, e linda. Um balcão branco separa as mobílias da cozinha, também branca, com leves detalhes de um marrom escuro. É tudo tão luxuoso que me faz abrir a boca em um O perfeito. Will move-se tranquilamente pela cozinha, abre a geladeira, pega uma garrafa de vinho e ergue um dos braços para alcançar duas taças cristalinas. Parece familiarizado e aconchegado com o lugar. Com certeza, está contente por estar em casa, e notei que isso o deixa jovial e, olhando daqui, nem parece um empresário riquíssimo e sério. Ele volta a se aproximar e me convida para sentar no sofá. Desajeitadamente, com as pernas bambas pelo clima quente entre nós dois e agora pelo apartamento magnifico que ele tem, me dirijo até o sofá, logo atrás dele, e sento-me ao seu lado. Hum... É macio. Com certeza, melhor que a minha cama.

— Dow Vintage Port 2011 — ele anuncia o nome do vinho e me da uma taça, servindo-me em seguida, preenchendo-a com um liquido purpura até a sua metade. — É um dos melhores.

Tomo um gole e, ah, me sinto revigorada. É doce, suave, mas, ao mesmo tempo, ácido. É uma mistura maravilhosa. Presto atenção em seu gosto em, em seguida, tomo ouro gole. E outro.

— Devagar, Clark — ele sorri, tomando seu vinho. Coloca a garrafa preta e cara na mesa central e vira-se um pouco de lado para me olhar. Seu rosto emana uma leveza reconfortante. — Então, me responda algumas coisas.

Ah...

— O que a fez mudar de ideia?

Pisco, confusa.

— Sobre o que?

— Sobre vir até aqui.

— Ah, eu já te disse, Will. Eu com certeza me arrependeria mais tarde.

Convenço-me, mais uma vez, que isto não é, de todo, uma mentira, é? Tomo mais um gole de vinho para confirmar meu pensamento, ou para ficar mais fácil de acreditar, não sei.

A atmosfera muda entre nós.

— Por que eu tenho a impressão que isso não é tudo? — pergunta, dando um gole sensual em seu vinho.

Puta merda, como ele consegue ser tão erótico até fazendo uma coisa tão simples? Engulo em seco, pensando em como ele consegue ler meus pensamentos tão facilmente.

— Exatamente porque é apenas uma impressão — murmuro.

Ele levanta uma das sobrancelhas e me fita com cuidado. Tomo mais vinho, tentando agir o mais normalmente possível, e então sua sobrancelha abaixa. Respiro aliviada quando ele pareceu, finalmente, aceitar o que eu disse.

— Então, quais são os seus planos enquanto ficar aqui? — indaga, mudando completamente de assunto, me fazendo se sentir agradecida.

Espera... Eu tenho planos?

— Não sei exatamente o que quero fazer — falo, tentando soar o mais descontraída possível. Talvez eu só queira ficar com ele... — Acho que pretendo conhecer a cidade toda primeiro. Nunca saí de Stotfold antes.

— Você vai se encantar.

O assunto me fez lembrar-se de outra coisa.

— Aliás, como você sabia que eu nunca viajei antes?

Ele sorri, e minha pergunta não parece surpreendê-lo. Por que ele sempre age normalmente, como se nada o intimidasse? Isso é irritante e, ao mesmo tempo, fascinante.

— Tenho meus contatos, Clark.

— E como fez meu passaporte?

Ele fez um gesto com os dedos, esfregando-os uns nos outros, dizendo-me, silenciosamente, que foi com bastante dinheiro.

— E como sabia que minha irmã também viria para cá? Como soube o dia do voo dela?

— Como já disse, Clark, eu tenho os meus contatos.

— Você realmente não vai me falar, né?

— Eu tenho pessoas que fazem isso para mim, Clark. Eu mando, e elas fazem. É simples. Trabalham para mim.

Ah!

— Deve ser chato ser William Traynor — falei, sorrindo.

Ele riu também e, ah, puta merda! É aquele sorriso de criança, com os olhinhos fechados, doces. Vejo-me completamente em um turbilhão de sentimentos.

— Mais? — ele pega a garrafa, e só então me dou conta que minha taça já está vazia.

— Por favor.

Ele me serve de mais vinho e eu me delicio novamente. Acho que nunca provei uma bebida tão gostosa antes. Escoro as costas no sofá, nossos olhos grudados um no outro. Sinto um calafrio percorrer minha espinha, mas, contrapondo-se a isso, meu sangue está quente. Muito quente. E minha vagina também. É como se as partes mais intimas de meu corpo estivessem uma ligação direta com Will. E isso é enlouquecedor. Sinto meu coração pulsar na garganta e me pergunto porque estamos distantes um do outro. Agora sei que ele também está sentindo essa coisa entre nós dois, pois seus olhos se escurecem a medida que os segundos se passam. Por que ele não está tocando em mim?

Involuntariamente, levo o corpo para frente e, num ímpeto, aproximo nossos rostos. Fico de olhos abertos até estar perto o suficiente dele e os fecho quando penso que finalmente vamos nos beijar. Sinto saudade de sua língua na minha e de seu calor misturando-se com o meu... Mas o seu dedo indicador fica sobre a minha boca e eu abro os olhos, confusa.

— Não posso beijar você — ele diz, a voz rouca, os olhos ardentes. — Se fizer isso, nós dois vamos transar aqui mesmo.

— E teria problema nisso?

— Sim, teria. Você pensaria que eu apenas quero comer você. Apesar de eu realmente querer isso, não é a única coisa que quero de você, Louisa.

Apesar de eu realmente querer isso. Pisco, desorientada. Ele levanta a taça para tomar mais vinho, o que me faz distanciar-se um pouco dele. Sei que foi proposital. Minha respiração está entrecortada e a dele pesada.

— E se eu prometer que não vou pensar nisso? — perguntei.

Estou praticamente me atirando a seus pés para que ele faça amor comigo, e eu nunca pensei que algum dia da minha vida chegaria a este ponto.

— Você vai acabar pensando. Eu sei disso. E não quero que seja assim.

Ele tem razão. Eu não sou confiável quando digo que não vou ser negativa comigo mesma. Revirando os olhos, escoro as costas outra vez no sofá, ficando longe dele, e bebo outro gole bem generoso do meu vinho, esvaziando a taça.

— Você revirou os olhos para mim, Clark?

Hein?

— Não sei. Acho que sim. Me desculpe.

 Quando olho para ele, vejo seu semblante vermelho. Acho que isso quer dizer que está tentando se controlar. Sei o que está pensando neste momento: quer começar a transar, mas não quer me deixar gozar. Já fez isso antes. E fez a mesma cara que está fazendo neste exato momento. Me senti agradecida por isso, porque pelo menos há uma chance de começarmos a transar. Isso já seria o suficiente. Penso em revirar os olhos outra vez, mas não ouso, porque apesar de estar querendo muito que ele toque em mim, ainda assim fico intimidada na presença dele e não sei porquê.

— Ah, Clark, acho melhor eu leva-la para conhecer o restante do apartamento — ele disse, ficando em pé. Estendeu a mão casualmente em minha direção e, quando fui pegá-la, ele a tirou e agarrei somente o ar. — Acho melhor não nos tocarmos também.

Isso é sério? Revirei os olhos em pensamento para ele. Que merda.

Fizemos uma turnê pelo apartamento que é muito maior do que eu imaginei. Há mais quatro suítes: três de visitas e a dele, no andar de cima, separado de tudo. É gigante e também tem um janelão com vista à toda conhecida Cidade da Milha Quadrada, com uma varanda incrível. Simplesmente, lindo. Uma cama queen de casal está posta no meio do quarto, com um edredom azul escuro, e o restante é decorado com quadros e móveis brancos com dourado. Percebo que há uma porta no canto do quarto, ao lado do banheiro, que dá acesso direto a um closet pilhado de roupas e sapatos. Também há um quarto de jogos, cheio de vide-games e jogos eletrônicos que, enquanto estivemos ali dentro, me peguei imaginando-o rindo ali dentro, se divertindo com os amigos. Aliás, quem são seus amigos? Acredito que tão impressionantes quanto Will — claro, nem tanto. Quando finalmente termina de me apresentar o palácio que ele chama de apartamento, me leva novamente para a sala e eu fico em pé no meio dela.

— Sua casa é linda, Will. Meu Deus.

Observo-o levar as taças até a cozinha, caminhando calmamente dentro da casa chiquérrima e grande.

 — Está tarde — diz ele ao voltar, olhando para o relógio. — Está com sono?

— Não, mas se quiser, posso ficar.

Ele sorri.

— O que foi, Clark?

Seus olhos estão em mim e sinto minha pele arder. Ele está mesmo me perguntando o que foi?

— Eu quero você, Will — falei.

Não acredito que disse isso em voz alta e sem gaguejar. Surpreendi-me comigo mesma.

— Eu também quero você, Clark.

Ergui as sobrancelhas, querendo dizer em silêncio que o óbvio é ele me tocar. Apenas isso. Mas ele pareceu não entender.

— Então encoste em mim — murmurei. — Estou com saudade — acrescentei, confiante. — E é torturante ficar perto de você e não te sentir fisicamente.

Estou me sentindo encorajada. Acho que as duas taças de vinho me ajudaram a ficar assim.

Para a minha surpresa, ele levou uma mão até a minha nuca e, num gesto rápido, segurou meu cabelo e me puxou para mais perto, até nossos corpos se chocarem um com o outro. Ah, o calor dele... Estávamos nos fitando, cara a cara, centímetros um do outro, e eu senti meu sangue ferver enquanto seus dedos e enroscam em meu cabelo, mantendo meu rosto levemente jogado para trás para que conseguisse me observar. Aproveitando meu pescoço livre e completamente à mostra, ele coloca os lábios ali. Estão úmidos e quentes. Quase gemo. A outra mão segura a minha cintura e ter suas duas mãos em meu corpo é uma dádiva para mim. A minha respiração se acelera de acordo com que seus lábios vão subindo até o meu queixo, onde mordisca suavemente e, em seguida, sobe mais, até a minha boca. Uma vez com os lábios nos meus, começamos a nos beijar de verdade. Línguas possuídas pela outra, massageando-se num ritmo lento e sensual. Abracei seu pescoço com as duas mãos, puxando-o para mais perto de mim. A mão sobre da minha cintura pelas costas e, quando está em cima, vem sorrateiramente para frente, apertando meu seio esquerdo. Solto um gemido no meio do beijo e ele me puxa para mais perto, como se quisesse que nossos corpos se fundissem em um só.

Quando ficamos sem ar, ele para o beijo, tira a mão do meu seio e suaviza os dedos em meu cabelo. Fica me encarando, os olhos em chamas, a boca úmida pelas nossas salivas. É um homem lindo, disso não tenho duvidas. Pergunto-me outra vez de onde saiu a minha sorte por ter a chance de ficar com ele.

— Certo, Clark, é hora de dormir — ele diz, selando meus lábios em seguida.

Ah, entendi... Ele começou, mas não terminou. E tudo porque revirei os olhos para ele. Está me provocando e, quando notou que eu deduzi, ele sorri divertidamente. O filho da mãe ainda stá se divertindo às minhas custas!

 

 

Coloco uma de suas camisas enquanto Will está deitado na cama, com os braços cruzados atrás da cabeça, os olhos em mim. Apesar de estar só de calcinha e sutiã e sabendo que toda a janela ilumina o quarto com as luzes da cidade, ainda assim não me sinto envergonhada, e isso é inédito. Uma vez vestida, vou até a cama e engatinho até o lado dele. Aninho-me em seu corpo, entrelaçando nossas pernas, mas não deito em seu peito; coloco minha cabeça no travesseiro e fico olhando para ele. As luzes de fora iluminam seu corpo escultural que está quase nu, não fosse pela cueca. Minha deusa interior está sentada com as mãos abaixo do queixo, olhando para ele de boca aberta, com o corpo em chamas. Ele abre seu mais novo sorriso; aquele de canto, doce. Sorrio de volta para ele.

— Ah, Clark, queria que soubesse o quanto é bom para mim saber que está aqui.

É bom? Eu faço ele se sentir bem? Meu coração dispara.

 — Queria que soubesse o quanto estou contente também. — murmuro, a voz rouca, talvez um pouco emotiva.

Ele coloca o braço em volta de mim e me puxa para mais perto dele, fazendo nossos rostos quase se encostarem. Meu corpo esquenta novamente. Ah, não... Estou excitada de novo! E eu só cheguei perto dele!

— Você fica sempre sozinho neste apartamento imenso? — pergunto, tentando disfarçar a minha excitação.

— Na maior parte do tempo, sim. Eu tenho uma empregada, Charlotte, mas ela fica aqui somente até depois de eu jantar. E Nathan, que dorme aqui às vezes.

— E seus amigos?

— Eles também trabalham bastante. Nos reunimos aqui às vezes para jantar e jogar um pouco.

— E você não se sente sozinho?

Ele tira os olhos de mim por alguns segundos e olha pelo janelão à seus pés. Seus olhos refletem as luzes de Londres.

— No inicio me sentia. Mas sabe, acostumei.

— Ah...

Não consegui dizer mais nada. O que me pareceu foi que ele ficou um pouco incomodado com minha pergunta. Será que isso tem algo a ver com sua ex-namorada loira-linda-bronzeada-maravilhosa? Hum, não sei...

— Como estão as coisas no castelo? — ele pergunta, voltando a olhar para mim.

— Estão bem. Seu pai me deu algumas férias, achei gentil da parte dele, por mais nervosa que fiquei quando pedi.

Estava tão estonteada com todas as coisas que nem havia parado para pensar em minha ligação para o Sr. Traynor antes de sair para viajar. Foi rápido e eu quase morri de tanta vergonha. Mal tinha começado e pedi alguns dias de férias e pior: por telefone! Até que não foi tão ruim não ter pensado sobre isso, porque, neste instante, sinto minhas bochechas queimarem.

— Ah, eu já tinha falado com ele sobre isso.

O que?

— Como assim? — pergunto quase sem voz, assustada.

— Eu disse a ele que você havia me pedido alguns dias. Não se preocupe, não disse que você viria para Londres me ver e implorar para que eu tocasse em você.

Sorrio e quase reviro os olhos.

— Idiota — resmungo.

Ele ri também. Uma risada maravilhosa. Com certeza, música para meus ouvidos.

— Está certo, Clark. Agora vamos dormir — disse, puxando-me para mais perto e, para a minha surpresa, virando-me de costas para ele.

Will me move como se eu fosse uma boneca de pano, com uma facilidade admirável. Deixou minhas costas bem pertinho de seu peitoral e ficamos assim, de conchinha. Até que, alguns segundos depois, senti sua ereção bater em meu bumbum. Minha respiração pesou. Will enterrou o rosto em meus cabelos.

— Acho que estou sentindo alguma coisa — murmurei.

Seu hálito quente bateu em meu pescoço com seu sorriso.

— Está, é, Clark?

— Estou — falei, baixinho. — Bem aqui — rebolei levemente o quadril, roçando minha bunda em seu membro ereto.

— Ah, meu Deus — rosna, colocando a mão em minha cintura, obrigando-me a parar. — Pare com isso agora, Clark.

— Você quem manda — resmunguei.

Certo, não é hoje que vou ganhar sexo, e tudo é culpa minha. Quem manda eu ficar pensando que ele só quer transar comigo?

Agarrei seus dois braços, que agora me abraçavam, e fechei os olhos. Não demorou muito até eu cair num sono profundo e pesado, envolta nos braços quentes de Will.

 

 

Estava sentada numa carteira de sala de aula e nunca me senti tão exausta antes. O que estou fazendo aqui? Meu queixo está apoiado na minha mão, preguiçosa, e eu não consigo manter os olhos abertos para uma professora loira e muito bonita que não para de tagarelar em minha frente. Mas eu estou cansada demais. Fecho os olhos, cansada, e depois de alguns segundos, ou minutos, não sei, alguém está me chamando. “Louisa, Louisa, Louisa”, sem parar, mas eu não consigo acordar.

— Louisa — a voz me chama de novo.

Preguiçosa, finalmente abro os olhos. Estou em outro lugar agora. É um quarto luxuoso e completamente iluminado por uma janela imensa que vai do teto até o chão. Ah, o quarto de Will... Estava sonhando.

— Acordou, Clark? — ele sussurrou em meu ouvido.

Então era ele quem me chamava sem parar. Ainda estamos de conchinha e acho que não nos movemos a noite inteira. Ainda estou agarrada em seus braços fortes e quentes. Ainda estou sonolenta.

— Acordei — falei.

Ele me aperta forte.

— Bom dia.

— Bom dia — murmuro, preguiçosa.

Ele ri nasalmente em meu cabelo e eu me arrepio completamente. De repente, sinto sua ereção em meu bumbum outra vez, e eu sinto minhas entranhas incharem. Puta merda, eu mal acordei e já quero transar com este homem. A respiração dele pesa em meu ouvido e a minha também. Subitamente, percebo que nossos corpos se esquentam à medida que os segundos se arrastam e estamos agarrados um ao outro. Fecho os olhos, suspirando, completamente frustrada ao me dar conta que, assim como ontem, nós não vamos fazer amor porque eu sou idiota o suficiente para pensar coisas ruins sobre ele.

Entretanto, para a minha surpresa, o sinto pressionar o quadril contra mim, fazendo sua ereção encostar-se completamente em meu bumbum. Arfo. No calor do momento, movo uma de suas mãos até meu peito. Quando seus dedos se encostam ali, ainda sobre o tecido, me vejo completamente acordada. Meu corpo inteiro vibra por ele. Sinto seus lábios em minhas costas, deixando um rastro úmido com a língua, que percorre um caminho do meu ombro até abaixo da minha orelha, arrepiando-me completamente. A sua mão livre aperta meu quadril com força e o puxa para mais perto dele, fazendo sua ereção bater dura ali. Meu coração salta para a garganta e eu me vejo completamente perdida pelos movimentos de Will.

— Fique quietinha — ele diz baixinho. — Não se mexa.

Ele tira a mão da minha cintura e parece se esticar atrás de mim, mas eu não olho para ver o que está fazendo. Quando volta, está com um papel laminado na mão. Ah, vamos transar! Para o meu alivio. Pego o papel em minhas mãos, tremulas, e o rasgo com o auxilio da boca. Entrego a camisinha para ele, que se remexe atrás de mim, e em seguida me faz sentir seu pau nu contra minha coxa, também nua. Ah, cacete, estou tão excitada, precisando tanto dele!

  — Ah, Will — gemo baixinho.

Ele arrasta lentamente a minha calcinha para baixo e, desengonçada, tiro-a com a ajuda das pernas. Completamente nua da cintura para baixo, ele ergue a camisa dele que usei para dormir e coloca os dedos sobre minha vagina.

— Ah, Clark, você está sempre tão preparada. — diz ao fazer movimentos circulares em minha vagina. — Agora fique quietinha porque vou comer você.

O ar foge do meu corpo. E, com uma lentidão torturante, ele coloca a cabecinha de seu membro dentro de mim, e o tira. Faz isso por umas cinco vezes, sempre lento e deliciosamente. Fecho os olhos, completamente sem consciência nenhuma. Meus dedos estão cravados no lençol enquanto os da outra mão fazem a mão dele aperta-se em meu seio ainda por cima da camisa. Sem aguentar a tortura, jogo o quadril para trás, fazendo seu pau entrar totalmente dentro de mim. Ah, puta merda! Que delicia. É quente. Grosso. E pulsante. Exatamente como me lembrava.

Will tirou a mão da minha cintura e agarrou forte a minha nunca, empurrando minha cabeça para frente, de modo que fiquei um pouco curvada sobre a cama, com a bunda completamente empinada para ele. Depois, colocou a mão novamente em minha cintura, e me penetrou fundo. Deliciei-me com o momento. Retirou seu membro e, lentamente, colocou-o de volta. Cacete! Tentei me apoiar em meu cotovelo, mas não consegui. Will começou a entrar e sair de mim com mais rapidez. Afundava-se e me abria cada vez mais. Massageava todas as paredes internas da minha vagina. Um gemido escapou de mim com uma de suas estocadas firmes. Seu ritmo aumentou até que começou a ir rápido, muito rápido. Rápido o bastante para fazer nossos corpos emitir um som oco ao se chocar. Apertei os olhos e os dedos no lençol, sentindo a pontada abaixo da minha barriga.

E então ele chegou. O tão esperado orgasmo, que reverberou desde a minha vagina até a pontinha dos dedos do meu pé. Fiquei em outro mundo por alguns segundos. Estava fora de mim. Abri os olhos, encarando Londres à nossos pés, completamente desnorteada, quando ele estocou uma última vez, forte e fundo, e rosnou atrás de mim.

— Ah, Louisa! — gemeu meu nome enquanto gozava.

Ainda estava com a respiração descontrolada quando ele me puxou para perto novamente e fez minhas costas encostarem-se ao seu suor pós-sexo. Ele saiu de dentro de mim, deixando um calor ardente em minha entrada. Arfei e, em seguida, um gemido fugiu de mim.

— Você é tão gostosa — murmurou, apertando-me contra seu corpo.

— Você também é, Will.

Ficamos ali, abraçados na manhã de Londres, não sei por quanto tempo.

 

Depois de vestir minhas roupas desci para o primeiro andar e me juntei à Will na bancada da cozinha. A empregada, Charlotte, preparou panquecas com bacon para nós dois. Servi-me e começamos a comer e a conversar sobre assuntos aleatórios.

— Nathan vai levar você em seu apartamento e depois vai me deixar no trabalho — ele disse logo depois que finalizamos nossa conversa sobre os pontos turísticos de Londres. Era incrível como ele conseguia mudar o rumo de qualquer conversa. — Vamos sair hoje à noite?

Gostei da ideia logo de cara... Até me lembrar de Treena. Acho que ela precisa de alguém para lhe fazer companhia, afinal, acabou de mudar-se para cá, deve estar precisando de alguém.

— Eu adoraria, Will...

— Mas? — ele pergunta, interrompendo-me.

— Treena deve estar precisando de companhia.

Ele estreita os olhos para mim, me estudando.

— Tem certeza que isto não tem nada a ver com você estar pensando que só quero transar com você?

Ah, meu Deus!

— Claro que não! — falo com convicção. Sinceramente, nem cheguei a pensar nisso. — Por favor, não pense nisso. Eu não vou mais pensar.

— Tudo bem.

Terminamos nosso café da manhã e, enquanto me levantava e tirava a louça da bancada, tive uma ideia.

— Você pode ir lá no apartamento hoje à noite — falei, levando as coisas para a pia. — Não sei como estão às coisas por lá, mas eu vou ajudar Treen a organizar as coisas hoje de tarde. Podemos jantar alguma coisa. Sei lá...

Percebo seu silêncio e me viro para ele, apoiando as mãos na pia atrás de mim.

— O que foi? — pergunto, confusa.

Ele pisca para mim, tão confuso quanto eu.

— O que está fazendo? — questiona.

— Estou colocando as coisas na pia para lavar.

— Você não precisa fazer isso — ele diz, me olhando como se eu fosse a pessoa mais doce que ele já conheceu. Como assim? — Eu tenho uma empregada exatamente para isso.

Ah!

— Estou acostumada a lavar a louça, Will. Isso não faz minhas mãos caírem — sorrio, mas ele não sorri de volta. Então eu viro de costas e coloco o detergente sobre a esponja. — Na minha casa eu sempre faço isso.

Quando pego o primeiro prato na mão, vejo a mão de Will encostar-se em meu pulso, me obrigando a largar tudo. O que? Como ele surgiu aqui tão de repente e silenciosamente? Olho para ele, piscando, confusa.

— Você realmente não precisa fazer isso, Clark — diz, sorrindo. — Vem, vamos para o carro.

Coloquei as mãos para o alto como alguém que se rende. Sorrindo e me pegando completamente de surpresa, Will me pega nos braços e beija o alto da minha cabeça.

— Ah, Clark, você é tão valiosa... Nem parece que é deste mundo.


Notas Finais


Ficarei fora nas próximas três semanas, então a fanfic será atualizada hoje, amanhã e quarta-feira (os três capítulos equivalentes a três semanas, já que são postados semanalmente). Beijinhos, abelinhas! ♥


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