História Como eu era antes de você? - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 12
Palavras 1.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá de novo <3
O prólogo de ontem foi um tanto quanto pequeno mas a partir de hoje estarei iniciando a história de fato, obrigado pela leitura <3

Capítulo 2 - Escola pt. 1


Mais uma manhã de segunda-feira, existe algo mais entediante ou até mesmo irritante? O frio das primeiras seis horas do dia me obrigando a cruzar os braços enquanto eu estou à espera do ônibus que me levaria a um local onde vários jovens arrogantes ou exibidos se reúnem para tentar achar um futuro pra própria vida, isso mesmo, a Escola, mas sempre há exceções. Depois de uma espera que parecia interminável avisto o monstro metálico que exala gases nocivos ao meio ambiente se aproximar, e felizmente, ainda não está cheio. Mesmo com a minha condição financeira avantajada ainda prefiro utilizar transportes públicos do que ouvir meus pais brigando desde o quarto que surpreendentemente ambos ainda compartilham até a hora que finalmente eles dormem e deixam  a casa em silêncio, que aliás não posso desfrutar muito por ter uma rotina que me obriga a acordar cedo todos os dias. Mas até que não é ruim utilizar o famigerado ônibus. Chegar de carro na escola só atrairia pessoas interesseiras ao meu redor, felizmente, minha rotina solitária, ou quase solitária, não é de todo um mal.
            Eis que me dou conta que chegamos ao bairro da pessoa mais exageradamente feliz que se pode encontrar atualmente na face da terra, meu amigo de infância, Anthony. Mesmo com todos os preconceitos ou brincadeiras de mau gosto que caem sobre ele diariamente nunca o pude vir chorar ou se abalar, eu o invejo. Após alguns minutos o ônibus para e já escuto aquela voz agitada e alegre subir tentando mostrar ao seu companheiro que seus argumentos a respeito de uma discussão sobre “doces ou salgados” são melhores? Nem eu mesmo consigo entender, mas após muita fala o garoto ao lado dele decide concordar e após uma comemoração chamativa com a vitória para o lado dos doces, eles se dão conta que eu já estava sentado no ônibus, e como de praxe, ele vem e me cumprimenta de maneira calorosa:
            - Bom dia Chris! Você parece meio abatido, seus pais ainda estão brigando?
            - Bom dia Anthony, eles nunca param.
            Respondi.
Ao que parece o namorado dele não gosta muito da minha presença, como se eu fosse uma ameaça ao relacionamento deles, por mais que eu insista que não sou gay e nem tenho interesses amorosos com o Anthony, apenas somos amigos de infância. Infelizmente, isso não é o suficiente para ele parar de me olhar feio, tanto é que ele mal olha pra mim ou me cumprimenta. E então o ônibus volta a andar a caminho daquele maldito lugar.

            Após um curto período de tempo o ônibus chega à parada que fica a poucos passos da porta da escola, e como ainda não é tão tarde, poucos alunos estão perto ou chegando a escola, o que me da mais tempo pra não ver muitas pessoas ou ser obrigado a passar no meio de círculos de amizades ou babacas que ficam tapando a passagem nos corredores ou salas apenas para zoarem os pobres coitados que não conseguem se misturar em círculos sociais ou apenas grupinhos idiotas de pessoas arrogantes. Bem, não me sinto tão mal sozinho, mas ter apenas um amigo não é tão divertido assim, entretanto minha mente não foca neste pequeno problema, tenho muitos outros para resolver. Que tipo de faculdade? Qual área? Trabalhar? Estudar? Tantas perguntas e eu não sei nem a primeira resposta. Meus pais são tão ocupados em brigar e discutir que se esquecem que ainda tem um filho com necessidades que vão além das toneladas de dinheiro que eles tem, afinal suas profissões (Médica e Advogado)  são vistas como, especiais? Não sei ao certo por que a sociedade ainda insiste em criar padrões e dizer que as pessoas devem ou não fazer tais coisas. Suspirei. Não entendo a vida humana. Após subir algumas escadas e andar por alguns corredores finalmente chegamos à sala de aula, e como de praxe o namorado do Anthony o abraça e o beija se despedindo até o próximo intervalo. Enquanto eu já me ajustava em minha cadeira, Anthony senta a cadeira que fica ao lado da minha, como de costume e começa a folhear o caderno em busca de uma atividade esquecida ou algo do tipo, quando de repente, enquanto me encontro com a cabeça baixa novamente, ele grita, eu quase que automaticamente, levanto-me e olho enquanto ele busca o que parece ser o estojo dentro da própria bolsa.
            - O que aconteceu? Questionei.
            - Esqueci da atividade de matemática, se eu não a fizer a professora certamente me dará outra bronca! Respondeu assustado.
            - Você anda muito preguiçoso ultimamente, eu respondo todas as minhas tarefas assim que chego em casa já para ficar mais livre.
            - Então você pode me emprestar a sua? Pediu com os olhos quase cheios d’água.
            - Tsch. Você devia ser mais responsável. Falei já estendendo meu caderno para ele.
            - Você salvou meu dia!
Logo após ele começou a copiar os cálculos e justificativas tão rápido que vi a hora da mão dele sair correndo de tanto trabalho, e ao pensar nisso dei algumas risadas e voltei e me debruçar sobre a mesa.

            Minutos depois, o resto de animais falantes já havia chegado a escola e após poucos minutos de vozes altas e muita faladeira o “salvador”, como alguns professores o chamam, começa a soar obrigando todos os alunos a entrarem nas salas e sentarem para mais uma maratona de aulas. Como de costume, um dos “populares” da sala entra e vem exatamente a mesa onde eu e Anthony sentamos juntos e para não perder a preciosa oportunidade de encher o saco das pessoas ou praticar algum bullying , já começa a falar:
            - Olhem! O casal mais apaixonado de toda a escola! Alguns alunos próximos começam a rir enquanto outros estão mais ocupados com as próprias vidas.
            - Já se beijaram hoje?
            - Olha, a gente eu não sei, mas a noite que eu e você tivemos ontem, Ethan, foi maravilhosa. Retrucou Anthony com ar de graça. Não vou mentir, ri um pouco na hora enquanto ainda estava debruçado sob a mesa.
            - Haha, como se eu gostasse dessas coisas, viadinhos. Após falar isso já foi saindo em direção a sua própria mesa, e sem intenção esbarrou e quebrou um pote de vidro que a aluna ao lado guardara aos pés da mesa para a aula de biologia.
            - Olha cuidado em, esse pote é frágil tanto quanto sua masculinidade toda. Retrucou Anthony.
Após ter dito isso toda a sala caiu em gargalhadas até que a professora de matemática chegou  a sala de aula e ordenou que todos sentassem e abrissem o caderno na parte da atividade que havia passado na semana anterior. Foi um começo de semana até que engraçado. Eu realmente não me importo de maneira alguma quando dizem que eu e Anthony temos algo, afinal não preciso convencer ninguém se isso já é bem afirmado pra mim. As horas passam e nós aprendemos sobre mais cálculos chatos que chegam a consumir quase uma folha inteira, e só de olhar para Anthony já dava pra sentir o desespero dele em relação a isso.
            - Isso não é tão complicado, se você prestar atenção, olha ...
Numa tentativa de tentar ajudar o amigo em apuros mostrei formas alternativas e mais fáceis de resolver as equações.
            - Nossa Chris, você parece o Deus da matemática, amém Chris.
            - Haha, não é pra tanto.
Após algum tempo, as duas primeiras aulas finalmente haviam passado e o intervalo chegou, Anthony esperou o namorado dele chegar na porta da sala para irem lanchar juntos e se despediu de mim temporariamente até o intervalo acabar, mas eu sabia que eles iam fazer bem mais que só lancharem. Como de costume fui até uma máquina de refrigerante que fica no caminho da sala dos professores onde tem um banco que sempre sento, é bem aconchegante, sempre fica vazio por lá já que os alunos vão para o pátio principal. Peguei o refrigerante e me sentei no banco, quando uma garota se aproxima e fica a minha frente, com as mãos atrás das costas, e quando encarei-a, ela revelou suas mãos segurando um envelope.
            - Quem é você? Questionei.


Notas Finais


Me deem dicas para melhorar por favor <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...