História Como não conquistar uma pessoa - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo
Personagens Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Octavian, Percy Jackson, Will Solace
Tags Jercy
Exibições 194
Palavras 1.966
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem pessoal, essa será minha última fic, e espero que seja a melhor de todas. E claro, espero que vocês gostem.

Capítulo 1 - Um amigo para o novato


Jason

                -E como você se sente sobre isso? – perguntou doutor Silvio, meu psicólogo.

                Já fazem três anos que essa pergunta se tornou algo comum na minha vida. Eu tinha uma consulta marcada todas as semanas, nunca soube exatamente o porquê disto, mas meu pai sempre falou que os psicólogos nos ajudavam a nos conhecer e até a lidar com os problemas. Por conta disto, todas as semanas eu passava uma hora de minha vida resumindo minha semana, que geralmente só continha as festas que eu ia, e as mulheres que eu pegava.

                -Me sinto normal – respondi.

                -Você não acha errado o que você faz com as garotas? – me perguntou, o que era algo que ele fazia bastante comigo, sempre rebatia minhas perguntas com o intuito de me encurralar.

                -Não acho certo – admiti – mas não me sinto mal por fazer isso. Talvez eu seja um psicopata – brinquei.

                -Não – Silvio sorriu – Já lidei com alguns pacientes psicopatas, e pode ter certeza que você não é um – ele fez uma pausa por um momento – Não se ofenda com essa pergunta. Mas por um acaso você já sentiu algo por algum amigo seu?

                -Tipo atração sexual? – perguntei um pouco irritado.

                -Sei que é algo ruim de se ouvir. Não estou dizendo que você sinta atração, mas isso explicaria o motivo pelo qual você não se importar em ficar com diversas mulheres ao mesmo tempo, além disso, todo homossexual passa por um longo processo de negação, já que a nossa sociedade não aceita muito bem.

                -Eu tenho poucas certezas no mundo, mas uma das poucas coisas que eu tenho certeza é de que eu não sou gay.

                -Compreendo. Bem, por hoje nossa sessão acabou, mas antes que a gente se despeça, gostaria de lhe pedir um favor – ele caminhou até sua mesinha e pegou um caderno de dentro de sua gaveta e voltou até mim – Como você já sabe, eu estou fazendo meu doutorado e estou fazendo um experimento.

                -Que tipo de experimento? – perguntei.

                -Vou explicar de uma forma não tão tediosa – brincou – Estou tentando mostrar a importância da auto análise através da escrita. Quero que você passe um bom tempo escrevendo tudo que acontece no seu dia a dia, seus feitos, suas emoções, seu ponto de vista, seus desejos e essas coisas e quero você leia tudo depois de um tempo e se avalie.

                -De quanto em quanto tempo?

                -Escrever todos os dias, ler só uma vez por mês, ou a cada três meses, ou quando você achar necessário. Pode ser?

                -Tudo bem. Começarei amanhã.

                -Muito obrigado – ele sorriu e me acompanhou até a porta.

[...]

                Bem, vou fazer uma breve apresentação. Meu nome é Jason Grace, sou alto, loiro, olhos azuis, capitão do time de basquete; não é querendo me gabar, mas eu sou adorado por diversas garotas que querem ficar comigo, e odiado pela maioria das garotas que ficaram comigo; mas voltando ao que interessa, estudo em uma escola particular, a melhor da cidade, uma escola para pessoas que tem um poder aquisitivo um tanto elevado.

                - Jason! Você não está escutando o despertador tocar? – disse Mary abrindo a cortina e iluminando meu quarto.

                -Só mais cinco minutinhos Mary – cobri meus olhos com lençol.

                -Nada de cinco minutinhos, vamos logo, ou você vai se atrasar. Se não levantar agora eu vou começar a cantar.

                -Já estou de pé – me levantei rapidamente.

                Mary era minha babá desde que eu era criança, já era uma senhora de idade e tinha diversas habilidades, mas cantar com certeza não era uma delas. Segundo histórias que meu pai havia contado, eu começava a chorar toda vez que escutava ela cantar.

                Após me arrumar, peguei meu carro e parti para a escola. Era apenas a primeira semana de aula, mas eu já estava rezando para férias, a única vantagem que eu conseguia ver na escola era que poderia encontrar meus amigos com mais frequência.

                Ainda faltavam vinte minutos para começar a minha aula, então decidi encontrar com os meninos. Depois de pouco tempo logo avistei Luke, Octavian e Ethan, que para variar estavam implicando com um garoto mais novo.

                -Pessoal, deixa o garoto em paz – falei e logo o garoto pode sair correndo.

                -Chegou a Madre Teresa de Calcutá – Octavian zombou.

                -Sempre acabando com nossa diversão – continuou Ethan.

                -Mesmo tendo nos atrapalhado, é bom ter você aqui – falou Luke, que veio me cumprimentar com um abraço.

                Os garotos jogavam basquete comigo, éramos do time titular e por isso terminamos por nos tornar amigos. Eles eram do tipo valentão, adoravam implicar com alunos mais novos, ou com os novatos. Não posso dizer que eu era um santo, as vezes implicava com alguns garotos, mais por questões de sobrevivência social, zoar os outros não era algo que eu gostasse muito de fazer.

                -Você já soube da novidade? – Luke me perguntou.

                - Que novidade? – perguntei.

                -Próximo mês os pais da Reyna vão viajar, e ela vai dar uma festa – respondeu.

                -Que ótimo! – disse com felicidade – Vai ser muito boa, mas estou querendo algo para fazer esse final de semana.

                -A gente pode arrumar algo para fazer – disse Octavian – poderíamos até beber lá em casa e conversar besteira.

                -É, da pro gasto - disse Ethan – mas poderíamos fazer algo um pouco mais animado do que ficar só conversando.

                -Tipo? – Octavian o encarou.

                -A gente decide na hora – Luke interrompeu.

                Enquanto os garotos conversavam entre si, eu pude ver de longe Leo, Nico e Will. Costumávamos a ser inseparáveis, fazíamos tudo juntos, mas devido a questões de vida social escolar, eu meio que me afastei um pouco deles. Continuávamos a conversar, porém só do lado de fora da escola. Parece algo terrível de se fazer, mas eles entendiam o meu lado, além disso, graças a isso Luke, Octavian e Ethan concordaram em nunca mais zombar com eles, o que era algo que me deixava bastante contente.

                -Olha o Jason encarando suas três namoradas – disse Luke, me tirando dos meus pensamentos.

                -Não amola, Luke – respondi.

                -Você sabe que estamos brincando, Jay – zombou, e os garotos riram.

                Assim que o sinal tocou, eu e os meninos fomos até a sala de aula, onde teríamos aula de matemática.

                Eu até gostava das aulas de matemática, mas odiava ter que olhar para cara do senhor Sóstenes. Ele não era uma pessoa ruim; devia ter uns quarenta anos, era careca e um pouco mais baixo do que eu; mas vivia me chamando e reclamando comigo, sempre dizendo que eu tinha capacidade de melhorar e de ser um dos melhores alunos da sala.

                -Senhor Grace, que bom que chegou – disse o senhor Sóstenes ao me ver.

                -Oi professor – falei um pouco emburrado e fui até o meu lugar.

                -Parece que alguém acordou com o pé esquerdo – brincou, já que essa cena se repetiu várias vezes nos anos anteriores e pelo visto não iria mudar – Bem turma, vamos continuar com o nosso estudo de funções.

                Funções. O que diabos era uma função? Para que eu iria utilizar aquilo? E pra que tinha que encontrar tantos valores para x? Como não tinha escolha, e precisava disso para passar de ano, me esforcei para tentar entender aquilo. Estava com a vista um tanto cansada, mas logo despertei quando escutei uma batida na porta.

                - Com licença professor – a diretora disse ao abrir a porta – temos um aluno novo.

                -Que seja um bom aluno – disse Sóstenes olhando para o céu.

                -Não se preocupe – sorriu – tudo indica que é um ótimo aluno.

                Era uma cena bem inusitada, não era comum a escola aceitar alunos depois do início das aulas, mas como dizem, “o dinheiro resolve quase todos os problemas”. Já estava esperando um nerd, magricelo e provavelmente estranho, mas estava enganado, ao invés disso entrou um garoto da minha altura, bronzeado, cabelos pretos um tanto bagunçado e com um corpo bem... difícil dizer sem soar gay, mas era gostoso, como muitas meninas descreveriam. Porém, algo chamou minha atenção. O garoto usava sapatos bem desgastados e um jeans um tanto usado. Mas bem, pelas leis que regem o universo, aquilo deveria ser algo proibido, todo mundo sabe que um adolescente só pode ser no máximo uma das categorias, ou muito inteligente, ou muito bonito, e nunca os dois ao mesmo tempo.

                -Olá meu jovem, sou o professor de matemática. Sóstenes – falou o professor – como você se chama?

                -Percy. Percy Jackson.

                -Seja bem-vindo senhor Jackson, pode sentar em alguma cadeira.

                Haviam apenas duas cadeiras vazias, uma do meu lado e outra lá no fundo da sala, e é claro que o pseudo nerd se sentou ao meu lado. Fiquei olhando para ele enquanto ele se organizava em seu lugar, mas logo vi que ele também estava me encarando e logo desviei o olhar.

[...]

                Depois de um longo dia de aulas, finalmente estávamos liberados e decidi sair com uns meninos para comer em uma lanchonete. Assim que sentamos, vimos o novato entrar apressadamente e correr para o banheiro. Apertado? Talvez. Mas não demorou muito para que ele saísse de lá usando um uniforme de garçom.

                -Aquele é o novato!? – Luke falou espantado.

                -É ele mesmo – confirmou Ethan – E pelo visto é garçom.

                -Impossível! – Octavian protestou – Como é que ele está estudando na nossa escola!? Vocês tem noção de quanto é a mensalidade?

                -Ele deve ter algo de especial para ter conseguido entrar lá – Pensou Luke.

                -A coordenadora disse que ele é bom aluno – falei – talvez ele tenha conseguido uma bolsa por isso.

                -Não seja ingênuo – Luke respondeu – ele provavelmente é apenas um atleta. Mas isso não vem ao caso, precisamos mostrar qual é o lugar dele.

                -O que você pretende fazer com ele? – perguntei.

                -Não sei ainda – disse ele pensativo – mas precisa ser algo grande.

                -Poderíamos fazer uma espécie de aposta – sugeriu Octavian.

                Não consegui entender ao certo o que Octavian estava pensando, porém conseguiu atrair a atenção de todos.

                -Como assim? – Ethan perguntou.

                -Iriamos sortear aqui entre nós, o perdedor iria se fingir de amigo dele, descobriria segredos, medos e coisas constrangedoras dele, e depois utilizaríamos isso para algo.

                -Um agente duplo – falou Luke pensativo – gostei da ideia – começou a mexer em sua bolsa e logo tirou um pedaço de papel e uma caneta.

                -O que você está fazendo? – perguntei enquanto ele escrevia no papel.

                -Fazendo o sorteio – respondeu – quem pegar o papel escrito “sim” vai ser o amiguinho do novato – disse entre risos.

                -Eu estou fora dessa – falei.

                -Qual é Jason – Ethan protestou – você nunca participa de nada.

                -É – concordou Octavian – você não vai perder nada. Você pode não ser sorteado, e mesmo que você seja, você vai querer ser amigo de um cara que é garçom? O futuro dele provavelmente vai ser esse.

                Apesar de ainda achar isso tudo muito errado, e dos comentários um tanto preconceituosos, eu terminei por concordar. Afinal, não fazia questão de ter amizade com aquele cara e mesmo que eu fosse sorteado, poderia conter os caras um pouco, então não seria algo tão mal.

                Luke enrolou os papéis, misturou todos em sua mão e os lançou sobre a mesa. Cada um pegou um pedaço do papel e ia cada um abrir por vez. Começou por Luke, e logo ele estava salvo, em seguida veio o Ethan, que também se salvou, agora era minha vez, era eu ou o Octavian. Bem, olhando matematicamente, eu tinha cinquenta por cento de chance de vencer, mas ao mesmo tempo, tinha cinquenta por cento de ser perder. Respirei fundo e abri, e por azar, eu quem teria que ser amigo do novato.

                -Bem, já temos nosso campeão selecionado – falou Luke com contentamento em sua voz.

                -Essa eu quero ver – zombou Octavian.

                -Não nos desaponte, Jason – Ethan falou.

                -Eu sabia que ia acabar em mim – murmurei – mas uma brincadeira não faz mal a ninguém, não é?

                -E vamos começar a partir de agora – falou Luke enquanto olhava para o novato.

                


Notas Finais


Espero que tenham gostado, pretendo desenvolver muito essa trama. E antes que perguntem, não vou abandonar minha outra fic.


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