História Como não conquistar uma pessoa - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo
Personagens Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Octavian, Percy Jackson, Will Solace
Tags Jercy
Exibições 61
Palavras 3.411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei muito, minha vida está cada vez mais corrida, mas tentarei postar mais rápido.

Capítulo 3 - Eu volto para a Idade Média


Jason

 

            - Por que a demora, Jason? – Luke perguntou.

            - Apenas cumprindo minha parte na aposta – respondi – dei vinte dólares pro novato e pedi desculpas pela bagunça.

            -Nossa – Octavian parecia surpreso – muito melhor do que o esperado.

            -Bom trabalho – Luke afirmou com um sorriso em seu rosto.

            Por um lado eu até me senti um pouco mal por ter apenas interpretado ser um cara legal, mas uma outra parte de mim não via problema algum em fazer aquilo, já que era apenas uma brincadeira.

            Como eu que estava de carro, deixei os meninos na casa do Ethan. Eles me convidaram para entrar, mas eu disse que tinha uns compromissos para fazer. Estacionei meu carro em uma rua pouco movimentada, deitei o banco e fiquei um tempo refletindo sobre a minha vida, sobre as minhas escolhas, minhas amizades, meus desejos, as lições que meu pai me ensinara e minhas ambições par o futuro. Era algo que eu gostava de fazer, e era algo que ajudava a levantar pontos para eu refletir melhor com meu psicólogo.

            Meus pensamentos foram interrompidos assim que notei uma grande quantidade de água caindo no vidro do meu carro. Um forte chuva havia chegado.

            - Isso está um tanto melancólico – falei para mim, levantei o banco e logo olhei para o relógio do carro e fiquei surpreso ao ver que já haviam se passado três horas –Esses momentos de reflexão estão cada vez mais longos – suspirei – acho que preciso controlar isso.

            Dirigia até minha casa, até que avistei Percy deitado nos bancos do ponto de ônibus. Ele parecia distraído, provavelmente estava esperando a chuva passar, o que provavelmente demoraria. Fiquei um tempo com o carro parado na frente do ponto de ônibus, eu o encarava com dúvida, não sabia se deveria lhe oferecer carona ou não.

            -Espero não me arrepender disso – suspirei e abri o vidro e o convidei para entrar no carro.

[...]

            Já fazia um tempo em que o bairro não aparentava ser seguro, e cada vez que eu adentrava mais parecia que ia piorando. As pessoas pareciam mau encaradas, vestimentas simples, casas com um aspecto mais assustador. Finalmente, havíamos chegado no prédio em que ele morava e ele me convidou para subir para tomar um copo d’água e eu aceitei.

            A casa simplesmente era uma bagunça, livros amontoados na mesa, alguns pratos sujos e algumas cuecas sujas jogadas pelo chão. Além disso, a casa era minúscula, pelo que eu pude averiguar rapidamente, era quase do tamanho do meu quarto. Realmente, nosso padrão de vida era muito diferente.

            Em cima de um móvel havia algumas fotos e não pude deixar de nota-las. Na primeira, ele deveria ter uns treze anos, e estava abraçado com uma mulher que supus que era sua mãe, apesar de não se parecerem muito, eles tinham um sorriso parecido e a cor do cabelo; na segunda ele estava na praia segurando uma prancha de surf, e não pude deixar de notar que ele tinha um corpo bem definido; na terceira ele era apenas uma criança e brincava no parque; a quarta ele usava uma sunga, que por sinal, deixou tudo bem marcado, mas achei melhor não ficar olhando muito; e na última ele estava junto com outro garoto, talvez algum amigo da outra escola.

            Assim que notei que ele estava se aproximando com o copo d’água, eu desviei minha atenção e começamos a conversar um pouco.  Após nossa conversa, eu fui para casa, mas não consegui parar de pensar em um comentário que ele havia feito “Acho que você não deveria andar com eles”, ele se referia ao Luke, Octavian e Ethan. Realmente, os três não eram as melhores pessoas do mundo, mas meu pai havia me dito uma certa frase “Você é a média das cinco pessoas que você mais convive”, e bem, os garotos eram ricos, tinham um ótimo padrão de vida, tinham muitos contatos e sempre conseguiam o que queriam e isso era algo que eu queria ter para meu futuro; quanto a Will, Nico e Leo, eles eram ótimos, meus amigos de infância, mas eram um tanto excluídos.

[...]

            Finalmente havia chegado em casa, tomei meu banho, coloquei um short um tanto curto que usava como pijama e me joguei na cama. Minha visão estava começando a ficar pesada, até que escuto alguém abrir a porta do meu quarto.

            -Jason, o jantar está na mesa – disse Mary.

            -Mary, eu tive um dia cheio. Tu poderia trazer o jantar até aqui no quarto? – pedi.

            -Meu homenzinho teve um dia cheio foi – ela se aproximou e se sentou na cama perto de mim e começou a fazer uma leve massagem nas minhas costas – você sabe que quarto não é lugar de comer, não é?

            -Mas é só hoje – implorei.

            Apesar de ter dito isso, era algo que eu estava acostumado a fazer. Mary odiava quando eu comia no quarto, mas ela sempre cedia.

            -Eu não sei porque eu ainda tento convencer você – deu um sorriso e um beijo na minha testa – Vou pegar a comida, mas não conta pro seu pai – ela se levantou e caminhou até a porta – por sinal, um daqueles seus amiguinhos ligou – disse com um pouco de desprezo – acho que eles estão ficando piores a cada dia.

            -Depois eu falo com eles – respondi.

            -Se eu fosse você nem falava mais – disse em meio aos risos.

            Mary era outra que não aprovava muito minha amizade com meus amigos do basquete, segundo ela, eles não possuíam uma aura boa, chegava até dizer que eles eram uma caixa de coisa ruim. Apesar disso, ela sempre tentou se manter imparcial, não gostava de se intrometer na minha vida, o que era algo que eu adorava nela.

            Após uma deliciosa refeição, me lembrei da promessa que havia feito ao meu psicólogo, doutor Silvio, de todo dia escrever em um diário.

            Não tinha muito o que falar no diário, me perguntava como conseguiria escrever algo interessante todos os dias. Bem, precisava escrever algo, e a única coisa nova que estava acontecendo nesse momento era a nossa brincadeira com Percy, então era sobre isso que iria focar, até arrumar algo mais interessante para escrever.

[...]

            Já era de manhã, me espreguicei na cama e olhei para o relógio, que já marcava dez e vinte, me levantei em um salto e sai correndo para me trocar.

            -Jason – escutei Mary bater na porta.

            -Só um momento, estou de cueca – respondi – pode entrar – falei assim que coloquei a calça.

            -Por que está tão alvoroçado hoje? – ela me perguntou.

            -Você sabe que horas são!? – olhei pra ela – Por que você não me acordou!?

            -Pensei que você queria dormir mais um pouco – respondeu confusa.

            -Eu sempre quero, mas não posso ficar me atrasando para a escola, além dis... – parei assim que notei que ela estava com vontade de rir – por que você está com essa cara?

            -Jason, hoje é feriado – disse em meio aos risos.

            Fiquei parado por um tempo, ainda estava processando a informação, mas logo fiquei aliviado por não estar atrasado. Mary continuava a rir, olhei melhor para ela e vi que ela tinha uma espécie de envelope no bolso do avental.

            -O que é isso Mary? – apontei para o envelope e ela logo o tirou do bolso.

            -É uma carta para seu pai – respondeu enquanto analisava.

            -Carta? – fiquei um tanto confuso, já que toda correspondência ia direto para o trabalho do meu pai – Estranho... – murmurei – Vamos dar uma olhada? – me aproximei para tirar a carta da mão dela.

            -Jason Grace – ela deu um tapa em minha mão – Isso não são modos.

            -Só uma olhadinha, Mary! – implorei.

            -Nada disso – ela se dirigiu para a porta do quarto – vou deixar no escritório e trancar a porta – disse sem olhar para trás -  E só mais uma coisa. Leo ligou para você, e pediu para você ligar para ele quando acordasse.

            Apesar de ter me afastado dos garotos, Leo ainda não havia me esquecido e sempre me ligava quando queria fazer alguma coisa. Peguei meu celular e liguei para ele.

            - A bela adormecida finalmente acordou? – debochou assim que atendeu.

            -Idiota – ri da piada – O que foi que houve?

            -Você tem planos para hoje à tarde?

            -Nenhum até o momento – respondi.

            -Ótimo, não marque nada! – disse com entusiasmo – vamos nos encontrar na casa do Nico e já faz um bom tempo que você sai conosco.

            -E o que Nico acha disso?

            Leo sempre foi meu melhor amigo, mas eu era o melhor amigo de Nico, tanto que fui a primeira pessoa para quem ele se assumiu. E, por conta deste detalhe, ele ficou bastante magoado quando me afastei dele para andar com os meninos do basquete.

            -Ele está de boa, pode vir sem problemas.

            -Tudo bem.

[...]

            Era de tarde, e eu já estava em frente à casa do Nico. Havia um caminho enorme para ser percorrido, as vezes me perguntava o porquê daquela casa ser tão recuada, ao me aproximar vi um sapato voando pela janela do quarto do Nico, pelo visto os meninos já estavam se divertindo, ou talvez se matando. Bem, decidi pegar o sapato e fui até a porta.

            -Jason! – Hazel me recebeu com um sorriso, mas logo olhou assustada ao me ver com o sapato – Esse sapato não é do Nico?

            -Acho que sim.

            -E cadê o outro? – ela ficava procurando para ver se eu estava com ele.

            -Provavelmente no quarto de – sorri – esse daqui estava tentando voar.

            -Esses garotos – suspirou, mas logo me olhou com um olhar um tanto suspeito – Falando em garotos, você sabe quem é o menino novo? – perguntou com curiosidade em sua voz.

            -Quem? O Percy?

            -Esse mesmo – abriu um sorriso.

            -O que tem ele?

            -Bem, não sei se você já soube, mas a Annabeth está interessada nele – soltou um risinho travesso.

            -E você quer que eu dê um empurrãozinho para que aconteça algo – adivinhei.

            -Exatamente.

            Após conversar com a Hazel, subi até o quarto, onde Nico ficava resmungando com o Leo por ter jogado seu sapato pela janela.

            -Problema resolvido – entrei no quarto com o sapato na mão.

            -Meu querido – Nico correu até o seu sapato e o abraçou – Nunca mais deixarei ninguém te maltratar.

            -Assustador – Leo encarou aquela cena um pouco assustado.

            -Cale a boca, Leo – Nico o repreendeu – Mas já que o Jason chegou, podemos brincar de alguma coisa.

            -Mas antes pegue alguma coisa para comermos – falou Will – estou morrendo de fome. O que tem pra comer?

            - Tem uns docinhos de uma festa que teve aqui.

            -Ótimo.

            Olhei para o lado, e lá estava Percy, que até agora não havia dito nada. Ele parecia um tanto envergonhado por estar ali. Acenei para ele assim que ele fez contato visual comigo e ele retribuiu.

            -Aqui está – disse Nico com uma caixa de doces em sua mão – podem pegar.

            Fiquei me perguntando como ele havia feito isso tão rápido, ou será que eu apenas fiquei muito tempo nos meus devaneios? Eu recusei os doces, mas Percy terminou por pegar alguns.

            Vai parecer um tanto preconceituoso da minha parte, mas havia ficado surpreso por Percy ter pego mais de um, geralmente as pessoas passavam um tempo para se acostumar com doces finos, e Percy não era o tipo de pessoa que comia isso com frequência. Assim que ele botou um na boca, ele fez uma leve careta, como eu já esperava e não pude deixar de sorrir com aquilo, até porque ele ficou um tanto fofo.

            -Terra chamando Jason – Leo balançava a mão na minha frente – Você está bem?

            -Só estava um pouco distraído.

            -Como é aquele jogo que vocês falavam? – Percy perguntou.

            -Cada um escreve um desafio em uma tira de papel e sorteamos, e cada vai ter que fazer o desafio que foi pedido e sua tira – explicou Nico.

            -Não! – protestei ao me lembrar do resultado da última vez que brincamos – Essa brincadeira de novo não!

            -Não vamos fazer ninguém ter que comer coisas estranhas não – disse Leo entre risos – se bem que foi muito engraçado.

            -Engraçado!? – gritei – a última vez eu tive uma diarreia por cinco dias porque vocês me fizeram comer uma mistura de feijão podre, com mel e pimenta.

            -Você é uma princesa mesmo – Leo revirou os olhos.

            Depois de muito resmungar, decidimos que iriamos começar o jogo. Cada um pegou uma tira de papel e escreveu uma prenda, jogamos nossos papéis no ar, misturamos e cada um pegou um.

            -Quem vai começar? – Will perguntou.

            -Pode ser você – Will sugeriu.

            -É, você é o anfitrião – complementou Leo.

            -Idiotas – Nico começou a desembrulhar o papel.

            “Ficar dois minutos com gelo na cueca, tanto na parte da frente quanto na de trás.”

            -Merda – resmungou.

            -Esse foi meu! – disse Will rindo.

            -Will, sabia que depois dessa eu vou te odiar pra sempre – Nico disse entredentes.

            -E eu vou te amar.

            -Idiota.

            -Lindo.

            -Para de me elogiar toda vez que eu te xingo! – Nico reclamou.

            -Vamos parar de melação e começar o jogo – interrompi aquela cena – Percy, pode pegar uma caçamba de gelo no congelador?

            Percy apenas assentiu, e não demorou muito para que ele voltasse com um caçamba repleta de gelo.

                -Preparado, meu amor? – Will pegou a caçamba de gelo da mão de Percy – segurem ele.

                Percy e Leo avançaram até Nico e o seguraram para eu Will colocasse gelo na cueca do namorado. Antigamente eu considerava essa brincadeira cruel, mas parece que os meninos subiram de nível, pois estavam um tanto cruéis.

                Nico se debatia, mas não conseguia se livrar das mãos dos meninos, ele gritava, esperneava, enquanto os meninos apenas riam da tortura. Não vou mentir que era até um tanto engraçado, mas era um tanto medieval. Assim que Nico foi liberado, ele logo deu um murro no braço do seu namorado.

                -Seu idiota! – reclamou – agora vai, abra seu papel.

                -Vejamos – começou a desembrulhar seu papel.

                “Deixe cada um colocar uma fita de cera em alguma parte do seu corpo e puxar”

                -Como é que é!? – Ele encarava para descobrir quem tinha sido o autor.

                -Essa foi minha! – Percy sorriu.

                -Vocês estão muito perversos – comentei.

                -Como você teve essa ideia brilhante!?– Nico alisou o queixo pensativo.

                -Eu depilo meu corpo com cera – respondeu – dói muito, mas já estou acostumado.

                -Por que você se depila? – perguntei. Não via nenhum problema em um cara se depilar, mas aquilo era tão... gay.

                -Natação – respondeu – você sabe, evitar o atrito com a água, mais velocidade.

                -É. Não sabia dessa – fiquei um tanto aliviado.

                Não sou homofóbico, tenho meus amigos gays, mas eles Nico e Will eram meus amigos de infância, sabia que não fariam nada comigo. Quanto ao Percy, não sei o que ele seria capaz de fazer, caso fosse gay.

                -Não temos cera – Will gritou – precisamos arrumar outra coisa.

                -Minha irmã tem – Um sorriso um tanto perverso se abriu no rosto de Nico – terei prazer em pegar.

                O de Nico já havia sido ruim, o do Will pior ainda, tinha até medo de saber qual seria o meu. Pelo ritmo das coisas, eu provavelmente seria mandado para a guilhotina.

                Nico estava de volta com uma caixa com diversas fitas de cera e cada um pegou uma. Eu comecei colando uma na perna, Percy colou na parte de trás da coxa, Leo colocou no sovaco do Will.

                -O meu vai ser especial – disse Nico com um sorriso maléfico – vocês três fiquem de costas. Will, pode baixar as calças.

                -Onde você vai colar isso!? – engoliu em seco.

                - Você sabe que eu prefiro sua bunda lisinha.

                -Isso não vale – protestou.

                -O bilhete não proíbe nenhuma área.

                Will olhou para os amigos, na esperança que algum deles intervissem esse feito, mas nenhum deles questionou.

                -Ele está certo – falou o autor do papel – boa sorte.

                Nós três viramos, e não demorou muito para que escutássemos o primeiro grito do Wiil. Era apenas o primeiro, faltavam mais três, e logo veio o segundo grito, que ainda havia sido mais alto. O terceiro não foi diferente, ainda mais alto.

                -Agora vem a melhor parte – escutei Nico falar.

                Apesar de ser algo relativamente engraçado, e muito torturante, aquilo era um tanto cruel.

                -AAAAAAAH – e logo tinha vindo o quarto e mais alto grito.

                Assim que Will colocou a roupa, nós nos viramos para voltar para o jogo. Will estava com o rosto vermelho, seus olhos lacrimejavam, sua perna estava com um buraco sem nenhum fio e ele andava estranho.

                -De quem é a vez? – Percy perguntou.

                -Vamos para o Leo – Will falou.

                -Espero que seja algo menos torturante - Leo rezou e abriu o seu papel.

                “Receba um tiro da arma de choque do Nico”

                -Isso pode me matar! – protestou.

                -Fica calmo, não é mortal – Nico tentou acalmá-lo.

                -Como você tem uma arma de choque!? – Percy encarou Nico abismado.

                -Meu pai vende armas para polícia – respondeu – ai nos deu para emergência.

                Nico foi até a mesa de estudos e tirou a arma de choque da gaveta.

                -Finalmente realizarei meu sonho de atirar em alguém.

                Leo ficou de frente a Nico, que se distanciou um pouco, enquanto Will se levantou para olhar de perto aquela cena. Percy permaneceu sentado, encarando os meninos.

                -Percy – chamei em um tom baixo e ele me olhou.

                -Oi.

                -Você conhece a Annabeth? – perguntei.

                -Conheço – respondeu – ela veio falar comigo no primeiro dia, até me deu uma ajuda com uma questão.

                -E o que achou dela?

                -Gostei bastante, ela é muito legal.

                -E se eu dissesse que ela está meio afim de você?

                -Bem... quanto a isso – suspirou – preciso contar uma coisa pra você. É que eu... – Ele parou assim que escutamos o disparo da arma e vimos o Leo tremer e cair duro no chão – Depois conversamos sobre isso.

                -Essa foi muito boa! – Nico falou em meio aos risos.

                -Ago... agora é o Jason – Leo gemeu no chão enquanto tentava se recompor.

                Esperei todos se ajeitarem em seus lugares antes de abrir o papel. Leo veio se arrastando, mas ele já estava praticamente normal.

                -Bem, lá vamos nós – abri o papel.

                “Escolha alguém do quarto para beijar. PS: Leo não é uma opção”

                -Obrigado senhor! – Leo aclamou para os céus – rezei bastante para que você pegasse esse.

                -Eu não vou beijar outro homem – protestei.

                -Lá vai ele estilar de Novo – Nico revirou os olhos – Eu coloquei gelo na minha cueca, Will foi torturado com a depilação com cera e Leo levou um choque.

                -Mas... – tentei me defender, mas nenhum bom argumento surgia na minha cabeça.

                -Vamos lá, escolhe alguém – disse Will.

                -Está bem – desisti.

                -Se beijar meu namorado eu te mato – Nico falou.

                -Se beijar o meu namorado, ele mesmo te mata- Will falou.

                -Calma – parei pra analisar a situação – Eu sou proibido de beijar o Leo, Nico e Will. Praticamente o bilhete diz: beije o Percy.

                -Parece que você já escolheu, então já pode começar – Leo disse com satisfação em sua voz.

                Não queria ter que beijar outro homem, principalmente o Percy, já que era óbvio que o clima ficaria muito estranho entre nós. Tentei arrumar alguma forma de sair daquilo e uma ideia surgiu em minha mente.

                -Não é justo Percy ter que sofres duas vezes – falei.

                -Acho que o Percy não irá sofre com isso – Nico zombou.

                -Como assim? – olhei para Percy e vi que ele tinha um sorriso no rosto.

                -Era isso que eu ia te falar antes do Leo cair no chão. Eu também sou gay – respondeu.

                -Agora você não tem mais nenhuma desculpa – falou Will.

                -Beija, beija, beija – os três falaram em uma só voz.

                Não tinha mais jeito de escapar, então me sentei ao lado de Percy e me aproximei dele, lhe dando um selinho.

                -Pronto.

                -Você chama isso de beijo? – Nico me encarou indignado.

                -Pode se levantar e dar um beijo de verdade.

                -Vocês tem que prometer que isso não vai sair daqui – me levantei irritado, indo para o meio dos meninos – Vamos acabar com isso logo – chamei Percy e logo ele ficou de pé na minha frente.

                Aquilo era uma cena muito estranha, era a primeira vez que iria beijar o outro cara. Os meninos nos olhavam ansiosos, enquanto Percy apenas esperava eu fazer algo, e tenho que admitir, achei legal ele esperar que eu ficasse pronto.

                Fiquei encarando os olhos dele, e nunca havia percebido que eram tão verdes e tão bonitos. Puxei ele pela cintura para mais perto de mim e logo juntamos nossos lábios. Pedi permissão para colocar a língua, e ele cedeu facilmente. O que falar desse beijo? Foi um dos momentos mais estranhos da minha vida, mas tinha que admitir uma coisa, ele beijava muito bem.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e obrigado por lerem


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...