História Como não falar: Eu Te Amo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags 2seok, Drama, Hetero, Jihope, Jikook, Namjin, Namkook, One-shot, Romance, Taegi, Taekook, Vhope, Vkook, Vkookmin, Vmin, Yaoi, Yoonkook, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 95
Palavras 2.047
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu tive essa ideia a muito tempo mas só agora que terminei de pensar e no final não pensei muita coisa.
Sim, será várias one shots onde não terão relações uma com as outras. Histórias independentes, que você pode ler em qualquer sequência.
Espero que gostem!

Capítulo 1 - Nunca finja ser alguém que não é apenas para agradar outros


Suas mãos passaram pelos lençóis a procura de algum corpo que deveria estar ali, porém nada encontrou. Sua cabeça latejava, e ao olhar para si estava sem roupa alguma.

Com relutância levantou-se meio zonzo, encarou a janela e as luzes da cidade estavam todas acesas. Perdido na hora, procurou seu celular, mas não o encontrou nem na cama, nem criado-mudo e muito menos no chão. Caminhou, com as pernas cambaleantes até a cozinha, onde o notebook estava aberto, mesmo ele não lembrando de ter o aberto.

03:50 AM

Encarou a tela acesa, e percebeu que estava trabalhando em seu novo livro. “A garota estava ensanguentada a sua frente e um grito mudo saiu de sua boca ao mesmo que corria em direção a floresta”, leu a última frase escrita. Fechando o aparelho, voltou rapidamente para seu quarto. Ele não estava ali, e nem em parte alguma da casa. O que havia acontecido na noite anterior para estar tão sozinho no dia que completariam cinco anos juntos?

Revirou as roupas, a mochila, debaixo da cama, até que finalmente encontrara o aparelho perto de umas roupas jogadas no canto do quarto. Pegou-o rapidamente e clicou nas mensagens, e na última recebida. “Não importa o que você diga ou faça, apenas acabou”, leu. Para sua infelicidade não havia mais nenhuma outra mensagem, nem na lixeira do celular.

Ainda sem entender o que estava acontecendo, calçou um sapato e ligou para ele, torcendo para que atendesse, porém não importava quantas vezes chamava o outro não atendia, nem sequer ouvia os vários recados que ele ia deixando ao longo do caminho.

Não havia carros na rua, mas tinha muitos drogados, alcoólatras e pessoas más intencionadas. Apertou o passo, e ao virar umas três esquinas, chegou no pequeno prédio. O porteiro parecia que dormia, então usou a chave que mantinha por segurança consigo. Correu escadas a cima, até chegar no terceiro andar e bater na porta do apartamento 101. Depois do que pareceram longas horas, um garoto com cabelos bagunçados, olhos inchados, e um moletom do Mickey que ficava enorme nele, abriu, e não pensou duas vezes antes de sorrir para o outro que e o encarava com várias perguntas formando-se em sua mente. E antes dele falar algo, o rosto do outro, mudou rapidamente para uma expressão séria e triste, que não combinava em nada com a alegria e piadas escrotas do dia a dia.

“Você veio aqui me xingar de novo? ”, perguntou, claramente segurando as lágrimas o mais fortemente possível.

“O que aconteceu? ”, as palavras saíram num sussurro que fez o outro assustar-se. Nunca ouvira ele falar daquela forma e nem naquele tom.

“Você bebeu até esse ponto mesmo? E eu que sou a criança. ”, sua voz não se alterou, senão com certeza cairia no choro, e ele não queria que suas lágrimas fossem derramadas em vão.

“Olha Taehyung. Eu não sei o que houve, só lembro que você estava chegando na minha casa e aí começamos a brigar. ”, soltou a frase que veio remoendo no caminho até ali. Eles realmente brigaram, mas porquê? O que havia acontecido?

“Então você lembra. Você lembra também que a Leehae estava em sua casa naquele mesmo dia e vocês... ”

“Eu o que? ”, gritou. “Não... Eu nunca faria isso. Taehyung, você sabe que eu te amo, e que... ”

“E que eu não sou uma pessoa boa para você. Seus pais nunca aceitaria um moleque que nem consegue se sustentar sozinho. Nunca me aceitariam pelo fato de eu ser um homem, e ainda estar na escola. Eles nunca deixariam o filhinho querido dele, andar com um pivete que nem sabe a diferença entre as nove sinfonias de Beethoven”, sua voz foi aumentando a medida que falava, e ao final da frase as lágrimas saíram. Ele não conseguia mais segurar tanta coisa, pior ainda, tanta coisa dita pela pessoa que ele achava que amava e que era correspondido. “Agora a Leehae, ela sim é uma boa pessoa. Estudou fora, te conhece desde que eram crianças, e ainda tem a porra de uma vagina, o que para seus pais é grande coisa. Aliás, eles realmente acreditaram que vocês eram namorados com aquela encenação? Olha eu nem sei porque você ainda está aqui. Você conseguiu se livrar de mim, não foi? Então já pode ir embora. O peso que te prendia agora não está mais ao seu lado. Você pode continuar sua ‘encenação’ com ela, seus pais vão gostar, Min Yoongi”, e ao terminar fechou a porta com um baque forte na cara do outro que não pode rebater nada que o garoto lhe falara. Pior ainda, era tudo verdade.

Continuou batendo na porta, até se ver cansado o suficiente para apenas cair no chão e adormecer ali mesmo.

“Yoongi, Yoongi”, sentiu seu corpo balançar, mas imaginando ser um sonho, apenas virou-se para o outro lado e uma dor em sua coluna começou fazendo-o acordar e encarar o rosto dela próximo ao seu e seus cabelos tocando seus lábios. “Graças, achei que tivesse desmaiado. ”, suspirou aliviada. “Como eu sabia que te encontraria aqui, vim correndo te avisar que seus pais virão te visitar hoje. ”

“Eu não ligo. Quero apenas que o Taehyung abra essa porta e me perdoe. ”

“Olha, eu sei que estamos numa situação delicada, mas estamos falando de seus pais e eles não gostam muito desse garoto. Seria melhor você vir comigo. ”, puxou-o, mas ele não cedia e continuava sentado no chão na frente do apartamento 101.

“Vá embora Leehae. Eu irei ficar aqui, você não está vendo? ”, a empurrou, fazendo-a desequilibrar um pouco e derrubar alguns papeis no chão.

“Yoongi, pare de ser uma criança birrenta, e venha comigo. Quando seus pais forem embora, você vem ver esse garoto, mas precisamos que você esteja bem para recebê-los e de preferência fingindo que eu ainda sou sua namorada. ”, usou toda sua fora para tira-lo do chão, e ele cedeu depois de algumas tentativas.

Tudo que o Taehyung, havia lhe dito a pouco tempo estava sendo remoído em sua cabeça, que não parava de criar várias teorias sobre como o outro iria lhe perdoar, se é que isso seria possível.

Não demoraram para chegar na mansão do homem, que logo foi arrastado até seu quarto para tomar banho e colocar as roupas que sempre agradavam a sua mãe. Enquanto ele se preparava para a tortura psicológica que sua mãe e pai faria, que não era nada comparada ao personagem principal de seu mais novo livro, Leehae fazia um almoço, sem muita elaboração por conta do tempo.

“Você fica tão mas bonito com essas roupas. ”, lhe sorriu, indo ao seu encontro para dar mais uns retoques na blusa de mangas compridas que ele vestia.

“Prefiro meus moletons com estampas de bichinhos”, revirou os olhos, sentando-se de qualquer jeito no sofá, para aguardar os dois, o que foi bem rápido. Leehae, foi abrir, cumprimentou o casal de idosos, que entraram na casa e sorriram. Sentiam orgulho de onde o filho havia conseguido chegar.

“Olá meu filho! Você está tão bonito. Essa moça está realmente te fazendo bem, imagina quando as crianças chegarem. Lógico que tem que vir com a beleza dela e sua inteligência. Crianças perfeitas”, a senhora emendou as frases, enquanto tocava Yoongi por todo corpo analisando como ele estava magro, mas bem bonito.

“E seu novo livro, filho? Já está terminado? ”, o homem perguntou após lhe dar um abraço bastante apertado.

“Está quase. Falta o capítulo final. ”, respondeu sem emoção alguma, sentando-se na cadeira, e procurando na mente uma maneira de se desculpar com o outro, porém nada superaria as frases ditas e as humilhações que ele causou. Nesse momento Min Yoongi odiava ele próprio, por ser extremamente cego, sem compaixão e não amar a Taehyung assim como o outro o amava.

“Filho, viemos aqui para começar a preparação do casamento de vocês dois. Queremos netos o quanto antes! ”

“Quê? ”, levantou-se encarando seus pais assustado. Isso era a última coisa que queria nesse momento. Leehae vendo o comportamento dele correu para acalma-lo, ou melhor, melhorar as coisas.

“Senhora Min, falando em netos, temos uma novidade. Estávamos esperando vocês chegarem para contar. ”, começou ela bem feliz com um sorriso de canto a canto da boca. “Estou esperado um filho do Yoon! Estamos tão felizes! ”

“Finalmente né meu filho? Sonhamos tanto com isso! ”, a senhora sorriu de felicidade, abraçando a outra e dando-lhe um beijo carinhoso em sua bochecha, ao mesmo que o senhor Min apertava a mão de Yoongi que ainda estava incrédulo, mas precisava manter aquele fingimento até os mais velhos irem embora.

O almoço ocorreu normalmente. Yoongi controlou-se cada instante, segundo, minuto, hora, até ver os dois irem embora, e finalmente ele está livre para voltar a casa do Taehyung e tentar desculpar-se com o garoto. Ele não conseguiria ficar longe daquele menino do sorriso encantador, e mesmo que isso fizesse sua carreira desandar e sua família o abandonar, ele queria e iria ficar ao lado do Taehyung, se ele o aceitasse de volta.

“Yoongi, você está indo aonde? ”, Leehae correu atrás do homem que já passava pela porta da frente.

“Consertar o que você fez. Mesmo eu dizendo que não queria ficar, você me embebedou e a gente transou, e aí, o Taehyung viu. Sua culpa! ”, gritou ele, soltando o braço da mulher de si e correndo para a casa do garoto, que para sua sorte ficava próximo da sua.

Ao chegar no prédio, o porteiro abriu a porta e ele correu para o terceiro andar, porém parou antes mesmo de chegar no apartamento 101. Algumas caixas estavam do lado de fora, e uns homens a carregavam porta a fora. Caminhou lentamente até a entrada do pequeno lugar e avistou Taehyung, com uma blusa do homem de ferro que ele lhe dera de aniversário no ano anterior.

“Não me diga que...”

“Para que você veio aqui? ”, arqueou a sobrancelha, encarando-o.

“Taehyung, por favor... Eu te amo muito, não conseguiria ficar longe de você. Por favor, me perdoa, eu prometo que nunca mais irá acontecer nada desse tipo! ”

“Você disse a mesma coisa da outra, e da outra vez também. O idiota aqui acreditou em vocês duas vezes, mas sabe, eu cansei. Cansei de ver você ficando com a primeira ou primeiro que te aparece, cansei, Yoongi. Agora por favor, saia. ”

“Não... Eu te amo, eu quero ficar com você. Ao seu lado. Lembra daquela família que iriamos construir? Tae... Eu te amo tanto, por favor! ”, seus olhos já enchia de lágrimas e sua voz ficava pesada. Tanto para falar.

“Não Yoongi. A criança cresceu. Eu sempre soube que você não me assumiria para ninguém. Claro. Eu só sou um mero estudante do terceiro ano, que precisa trabalhar em dois lugares diferentes para me manter. Que futuro eu poderia ter ao teu lado? Eu fui tão burro. Eu realmente acreditei naquele eu te amo que você me disse a dois anos atrás, mas eu percebi que tudo foi falso. ”

“Por favor! ”, segurou no braço do garoto, que se soltou rapidamente e caminhou, acompanhando as últimas caixas que eram levadas para o caminhão lá fora.

“Espero que sejas feliz com a Leehae. ”, o olhou. “E por favor, não fale eu te amo mentirosos para ela também. Isso dói sabe? ”, e descendo as escadas sumiu da vista do outro que caiu no chão em prantos.

Mesmo Yoongi tentando não errar novamente, foi mais forte que ele. Taehyung tinha razão, eles não dariam certo, porque ele próprio estragaria tudo, de novo e de novo, e um dia o garoto cansou de ouvir as mesmas desculpas grotescas que ele dava quando chegava em casa bêbado com cheiro de alguma mulher e uma blusa de algum garoto. Levantou-se, e caminhou calmamente em direção a sua casa e sua mais nova de mentiras. Teria que aguentar aquilo, até te coragem suficiente para ignorar os preconceitos de seus pais e conseguir em frente, um pouco mais feliz. Pior que poderia passar anos e anos, e ele nunca iria esquecer aquele sorriso de criança que o garoto tinha. Ele realmente foi feliz enquanto estavam juntos, talvez foi a única época de pura felicidade dele.


Notas Finais


Vocês podem pedir uma determinada história também. Irei atender a todos pedidos. E não, não sei quando isso terá fim.
Obrigada pela atenção, até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...