História Como (Não) Ser Popular - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~japonese

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Colegial, Comedia, Jikook, Namjin, Vhope, Yoonseok
Exibições 2.312
Palavras 4.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oberyn aqui: Quanto tempo né gente?

Quem não rir com esse capitulo vai casar com o padre. É para todo mundo rir! u.u

Cr: Rafa_N Por compartilhar uma ideia bacana que serviu de inspiração para esse capitulo.

Capítulo 6 - Segunda Regra: (Não) mate aula.


Fanfic / Fanfiction Como (Não) Ser Popular - Capítulo 6 - Segunda Regra: (Não) mate aula.

8 de fevereiro de 2016

A gente matou aula.

Estou sentido que vai dar merda.

 

07:55

Hoseok avisou no grupo do WhatsApp o local onde nos encontraríamos. Resultado; a galera toda que estava na festa, ou grande parte dela, confirmou presença. Esses amigos do Hoseok são tão sem noção que até criaram um evento no Facebook, mas graças a Namjoon, o evento foi deletado de lá antes que Jefferson visse. Mesmo sendo um tanto reservado, Jefferson tinha Facebook. Só postava foto de carro e comida, mas é, tinha. Fizemos até uma aposta para saber se Jefferson ficaria aliviado com a ausência dos alunos, ou enfurecido.

Meus vinte reais estão em jogo, e com essa grana eu posso comprar mais quadrinhos para minha coleção. Ou pelo menos poderia, se tudo não tivesse absurdamente caro hoje em dia.

— Não acho que ela tenha notado alguma coisa errada ontem.  — Respondi a Namjoon enquanto íamos até o ponto de ônibus. — Se notou, foi sorte eu ter ido dormir cedo.

— Se ela olhou para essa sua cara com certeza notou que tem algo errado. — Namjoon como sempre não perdendo a chance de tirar uma comigo.

— Não é nem oito horas da manhã e você já está me atacando, Namjoon? Vai limpar bosta de cachorro.

— Não tenho cachorro.

— Mas tem o SeokJin.

Parecia cena de filme quando olhei para a frente e vi SeokJin parado junto a Hoseok no ponto de ônibus. Namjoon fez a cara mais babaca que conseguiu quando viu que meu cu havia trancado. Eu parecia ser apenas um cara andando, mas em meus pensamentos a oração era repetida vinte vezes por minuto. Não que eu tivesse medo caso SeokJin tivesse ouvido, longe disso, ter medo dele é como ter medo de besouro, as pessoas só não gostam porque é feio. Mas Hoseok estava ao seu lado, e por se tratar de seu melhor amigo, achei racional de minha parte não chama-lo de cachorro.

— Será que ele ouviu? — Sussurrei a Namjoon enquanto nos aproximávamos.

— Cachorros geralmente possuem a audição bem aguçada, então, acho que sim. — Ele riu. Namjoon ri das próprias piadas - por mais sem graça que sejam  e ainda quer ter moral para ser popular.

— Bom dia! — SeokJin soltou quando nos viu. Seu sorriso era extremamente exagerado para um aluno do ensino médio que foi forçado a acordar às sete horas da manhã. A não ser, é claro, que alguma coisa tivesse despertado essa alegria nele. Confesso que fiquei um bom tempo pensando no que essa coisa séria.

Diferente do amigo, Hoseok matinha a cara fechada e lançou apenas um olhar em nossa direção antes de ajustar os fones de ouvido. Isso é um adolescente forçado a acordar cedo.

Namjoon e SeokJin começaram a jogar conversa fora até o ônibus chegar. Eu já estava de saco cheio daqueles dois papeando sobre coisas nerds tipo Live Action de Ao Haru Hide. Sei nem que merda é essa.

 Quando o ônibus chegou, entramos nele como se estivéssemos seguindo nossa rotina casual, mas quando ele parou no ponto mais perto da escola, apenas dois alunos desceram. Eles provavelmente não tinham ido à festa e nem perceberam nada de estranho quando os outros alunos presentes decidiram ficar no ônibus.

O plano era perfeito: todos iriam se reunir no bairro vizinho, em um lago que tem há a uns 15 minutos do ponto mais próximo. O nosso ônibus parava justamente nesse ponto.

— 975 curtidas. — Namjoon murmurou com desânimo enquanto deslizava o dedo sobre a tela do celular — Agora você está literalmente no grupo deles.

No dia anterior Hoseok postou uma foto comigo no Facebook dele, minutos antes dele e dos outros convidados que sobraram da festa irem embora.

Eu quase não mexo em redes sociais, mas ainda assim ele marcou meu perfil, que se resumia a 109 amigos, 5 fotos; sendo a mais recente de 6 meses atrás e as 3 restantes do filme 2001: Uma odisseia no espaço, Donnie Darko e a Origem, nos quais usei como capa.

E hoje de manhã, quando acessei meu perfil pelo celular de Namjoon, tinha recebido uma chuva de solicitações de amizade e minha caixa de mensagem estava lotada de gente dizendo que tinha gostado da festa e que não era para eu me esquecer delas quando fosse dar uma próxima.

Eu definitivamente nunca mais daria uma festa.

Na foto que Hoseok postou comigo era incontável quantos comentários a gente recebeu, e incrivelmente tinha um número considerável de pessoas falando que eu era bonito e legal. Provavelmente estavam mentindo, mas eu agradeci alguns.

Taehyung comentou apenas “Hum” e também recebeu uma quantidade enorme de curtidas. Não sei o que essa gente está pensando, só lamento, porque tenho certeza que eles estão errados e eu e Hoseok não temos nada além de um acordo, passa longe da minha cabeça roubar o namoradinho de Taehyung, ou melhor, amiguinho, visto que tirando eu, Namjoon e SeokJin só Hugo sabe do namoro deles.

— Só estou sentindo falta da parte que você me envolve nisso. — Ele continuou resmungando. Hoje ele estava absurdamente chato, ele odeia matar aula — Já que por incrível que pareça, fui eu que dei a ideia.

— Eu não tenho culpa se você prefere ficar pelos cantos se esfregando com SeokJin, em vez de tentar se enturmar com Hoseok.

Ele me olhou com desprezo e ia reclamar de mais alguma coisa, só que nesse exato momento o ônibus parou e Hoseok bateu no ombro dele indicando para a gente segui-lo.

Taehyung por um milagre tinha vindo com a gente de ônibus, já que o pai dele sempre deixava ele na porta da escola e se ele fosse matar aula claramente não iria poder ir de carona com o pai. Pelo menos nisso não há vantagem em ser um mimadinho. Ainda assim, queria estar no lugar dele sendo rico e mimado.

Enquanto andávamos pelo corredor do ônibus, Hoseok e Taehyung estavam na frente, vi o primeiro citado tentar segurar a mão do mais novo e Taehyung se afastar mais de Hoseok, deixando eu, Namjoon e o SeokJin passar na frente dele. Quando me aproximei dele recebi um olhar triste.

— Você já parou para pensar que talvez tenha sido o Hoseok ou o Taehyung que você beijou aquele dia? — Namjoon sussurrou, eu percebi o tom de deboche na voz dele.

Se tivesse acontecido isso de fato, a essa hora Namjoon ia estar muito feliz com a minha desgraça, ele é o meu melhor amigo, mas gosta de ver o caos, mesmo que eu seja a vítima dele.

— Antes eles que você — Rebati e me afastei enquanto o sorriso dele se azedava.

Me juntei a Hoseok na frente do pequeno grupinho que estava indo com a gente matar aula, tinha em torno de umas 4 garotas e 5 garotos, alguns rostos me eram até familiares e quando eu os encarava eles sorriam para mim. Meus novos fãs.

— E aí, aproveitando os 15 minutos de fama? — Hoseok perguntou sem interesse algum, estava falando apenas por falar.

Nem tanto. O.k, as pessoas agora sabem quem eu sou, sorriem para mim, me tratam como um ser humano, e provavelmente até vão me passar cola e farão as tarefas da escola para mim sem eu precisar pagar (Namjoon cobra caro pelo cérebro dele). Mas não há tanta diferença assim, não é como se minha conta bancária inexistente estivesse com um milhão de dólares ou como se meu nome fosse aparecer nos livros de história — uma grande aspiração minha.

— É... — Respondi no mesmo tom de ânimo dele. Até parece que eu vou ficar pagando de puxa saco dele.

Ele parou de fazer esforços para conversar comigo depois dessa resposta. e também deixou aquele ar Hoseok-feliz-e-amigo-de-todos sumir, os olhos dele se fixaram no chão e ficaram lá por boa parte do caminho, quando alguém se dirigia a ele recebia uma resposta vazia o suficiente para fazer a pessoa se afastar. Eu, por outro lado, me esforcei o máximo para ser caloroso com as pessoas. Quando chegamos no lago, eu estava conversando com o grupinho todo, enquanto Hoseok andava mais afastado da gente com as mãos no bolso e o rosto abaixado.

Eu cago para o Hoseok. É sério, eu estou 100% nem aí pra ele, mas ver ele daquele jeito estava me irritando. Não sei dizer direito o porquê, mas o fato do Hoseok não estar sendo babaca começava a soar estranhamente chato.

Se alguém falar isso para ele, eu vou negar.

Jackson, Regina e o resto do ninho de cobras já estavam lá, eles vieram até nós sorridentes e cumprimentaram o resto da turma. Os últimos a chegar foram Nathan e Tyler. O olho direito de Nathan exibia um hematoma meio esverdeado e roxo, além de um leve inchaço.

— Sabia que uma vez eu vi o Tyler salvar uma formiga? — Alguém não identificado se pronunciou atrás de mim e preferi não me virar.

08:04

Para chegarmos ao lago existem duas trilhas, a trilha fácil que é bem-feita, arquitetada e tem uma estradinha de madeira com corrimão, e a trilha nível atleta profissional que é simplesmente uma área mais carpida com umas cordas e placas indicando o caminho; Adivinha qual das duas estava interditada por causa de uma chuva violenta que derrubou algumas árvores?

Acertou, a trilha fácil.

Alguns, na verdade, muitos, alunos ficaram hesitante em ir para o lago hoje, eles pareciam pelo menos ter essa noção, ou o mesmo nível de preguiça que eu. Algumas meninas não queriam ir porque ainda há bichos selvagens pela área e outros ficaram com medo de se perder, só que todos acabaram indo já que Jackson vestiu a máscara de corajoso herói e foi na frente. Eu, Hoseok, Taehyung, Namjoon e SeokJin tivemos que ir na frente também, para inspirar devoção aos demais.

Foi aí que eu vi Jimin, maldito Jimin!

Isso já está virando putaria. Ele me encarou e simplesmente abaixou o rosto.

Meu coração bateu a mil por segundo quando ele retribuiu meu olhar e parou de bater quando me ignorou. Ele estava lindo, vestia uma jaqueta vermelha e branca, que eu com certeza gostaria de usar para poder sentir o cheiro dele, uma calça skinny e um coturno de couro (provavelmente sintético) que deve ter sido o olho da cara. Essas e outras coisas o deixava absurdamente lindo.

Estou realmente me controlando para não falar da bunda dele.

Eu falaria, até porque o diário é meu e se eu quiser anotar uma receita de bolinho de chuva com groselha nele, eu anoto. Mas naquela hora eu estava tão puto com o Jimin por ter me ignorado depois de ter me dito aquilo no dia anterior que parei de reparar na bunda do cara.

“Tenho algo para falar com você. Amanhã a gente conversa, ou não, já que eu vou te ignorar. ”

— Do jeito que você está secando o Park Jimin, daqui a pouco ele desaparece — SeokJin exclamou com a boca cheia de cookies, parecendo um esquilo, talvez ele seja, porque até alguns minutos ele não tinha nenhum pacote de bolacha na mão, deve fazer estoque.

— Quantas vezes no dia você come?

— Ah, sei lá, umas 8. Se tiver comida, eu estou comendo.

— E como você tem um corpo assim?

O menino estava longe de ser acima do peso, e longe de estar abaixo do peso. O corpo dele era daqueles fortinhos, ombros largos, pernas encorpadas, só que sem muita definição, o tipo de corpo que eu gostaria de ter já que eu pareço um pirulito.

— É que eu nasci perfeito — Ele piscou e se afastou. SeokJin também está na lista de pessoas que eu odeio.

Segundos depois apareceu uma menina dando passos fundos e nervosa, chamando ele, ou melhor, gritando o nome dele tomada pelo ódio, poderia bater nele, eu não sentiria pena. Ela estava pedindo para ele devolver a comida dela. SeokJin afastou ela falando que tinha um bicho se aproximando e a menina praguejou para ele se engasgar ou ter dor de barriga. Uma boa ideia também.

Eu e o Namjoon começamos a rir disso, mas meu sorriso se desmanchou quando vi Jungkook e Jimin abraçados, e logo no exato momento em que Jungkook estava deixando um beijo na bochecha de Jimin, que sorriu todo faceiro.

Perdi o sentido da minha vida, queria voltar para casa e deitar na minha cama em posição fetal. Como eu fui tão burro de pensar que eu teria alguma chance? Por que as pessoas se iludem?

Odeio existir.

— Eita, azedou é? — Namjoon perguntou — Parece que se olhou no espelho.

— Fui traído.

— E o que eu tenho a ver com isso? Eu hein! — Eu odeio Namjoon também e enquanto ele me deixava na merda se afastando de mim para ir conversar com Seokjin, eu gostaria de ter um estilingue e uma pedra na mão, com certeza não iria errar.

Foi nessa hora, enquanto eu pensava em 1001 formas de me vingar de Kim Namjoon, que um aluno plantou o pânico e acabou com toda a moral que Jackson tinha conseguido como herói, já que ele foi um dos primeiros a comprar a história.

— Corre, gente! A vaca! — A pessoa que falou isso passou correndo por nós.

Levou uma fracção de segundos para o cérebro de cada indivíduo ali presente entender o que estava acontecendo e começar a correr também, menos eu, que involuntariamente tinha travado por certa desconfiança na veracidade disso, e também pelo pânico de isso ser verdade, não ia adiantar eu correr, eu era péssimo nisso.

Que essa vaca tenha piedade.

— Corre, caralho! — Hoseok apareceu sabe se lá da onde, segurou meu braço e me arrastou com ele. Aí meu corpo começou a reagir, meu cérebro a mandar o hormônio de adrenalina para todos os cantos possíveis. Eu já estava na velocidade dele, até na frente, quando achamos uma árvore boa para se escalar, e pelo menos nisso eu era bom, mesmo com tênis consegui me pendurar no galho mais baixo e forte e subir de maneira bem habilidosa. Me senti um ninja profissional.

E Hoseok ainda estava lá em baixo.

— Sobe logo, porra!

— Ah, não, estou bem aqui mesmo. — Ele estava tremendo de medo.

Eu podia ajudar? Podia, mas o que eu ia ganhar sendo legal com ele? E muito pelo contrário, se eu não ajudasse ia ter uma boa história para contar, ia ser ótimo narrar como Hoseok teve que correr o risco de enfrentar uma vaca desgovernada porque ficou com medo de subir em uma árvore, Namjoon ia gostar disso, mas eu não ia contar para ele, porque ainda estou com raiva. Odeio o Namjoon.

— Ok, fica aí, ótima maneira de morrer, vou adorar contar para as pessoas, sobre “como Hoseok foi morto por uma vaquinha furiosa”.

Ele resmungou e foi se agarrando nos galhos de um jeito desastrado, enquanto eu já estava subindo na parte mais alta. Observando ele subir, foi quase impossível não rir. Hoseok, apesar de ser do time de futebol, não parecia ser um bom escalador de árvores. Ele se limitou na parte mais baixa, duvido que ele conseguisse ir mais alto que isso também, mas já era uma altura onde a vaca até poderia alcançar se ela conseguisse ficar em pé.

— Você tem medinho de altura, é?

— Vai se foder.

Desci até onde ele estava e foi enquanto descia que escutamos alguém gritando, um grito facilmente identificável: Hugo.

Hoje era o dia das coisas inesperadas acontecerem.

— Socorro! Deus! Eu vou morrer! — Ele estava correndo a todo vapor e alguns metros atrás vinha um bicho branco, gordo e furioso berrando. Hoseok gritou o nome dele e estendeu a mão para ajudá-lo a subir, ele conseguiu vencer da vaca por questão de segundos, mas isso foi só a batalha, a guerra continuava, já que ela decidiu ficar rodeando a árvore.

“Vamos para o lago netuno, gente, lá é super legal para a gente matar aula” — Hugo exclamou numa mistura de tristeza, ironia, choro e raiva.

— Ah, cala boca! — Hoseok se acomodou em um dos galhos — Viu se alguém se machucou?

— Ninguém, eu e a Sophia éramos os que estavam mais próximo dela, a gente ia tirar uma foto quando a anta do Nathan decidiu jogar uma pedra nela.

— Tinha que ser! — Eu e Hoseok falamos ao mesmo tempo.

— O que a gente faz agora?

— Espera ela se cansar da gente ou um milagre divino acontecer — Hoseok falou o óbvio.

08:35?

Me sinto o Tom Hanks no filme Naufrago, tirando que eu tive o azar de limitar minha ilha a três árvores, que são ligadas entre si, o desprazer da companhia de Hoseok e Hugo que não paravam de reclamar e falar que vão morrer ou que querem ir para casa, como se isso fosse fazer a vaca entender e falar “Ah, tudo bem, podem ir”.

08:55?

Ela está observando uma borboleta.

A borboleta é azul e fica indo para lá e para cá, se ela fosse um pouco mais para longe e os galhos não fizessem tanto barulho quando nos movimentamos, conseguiríamos descer pela parte mais distante e nos afastar silenciosamente. Mas essa é uma teoria um tanto utópica. A borboleta odeia a gente e a vaca também, elas estão em um complô.

— Vaca maldita! — Hugo exclamou.

Hoseok respirou fundo em pleno tédio. Eu tinha trazido algumas frutas que eram das outras árvores, já que essa não tinha nenhuma, entreguei umas para ele e outras para Hugo. Uma era meio azeda e amarela, Hoseok até mesmo achou ruim quando disse que eram parecidos, e outra era a famosa manga.

Hugo comendo ela, era literalmente o cão chupando manga.

A gente jogou uma para a vaca e ela nos ignoro com sucesso.

— Ih, olha lá, a borboleta morreu do nada. — Hugo parece desconhecer algo chamado silêncio.

— Aquilo não é a borboleta, seu imbecil. Olha ela ali, aquilo é uma folha, para de ser tão burro assim. — Eu já estava ficando irritado.

A vaca olhou para a gente e ficou nos encarando, me perguntei o que será que passava na cabeça dela além de “vou matar eles”, “morte”, “opa, carne nova na área”.

Será que ela tem uma família? Filhos? Um boizinho para sossegar o facho dela? Ou será que ela é lésbica? Uma ex-presidiária? Fugitiva? Não sei, mas seria bom se ela soubesse falar, ia ser mais interessante do que jogar papo fora com Hoseok e Hugo.

09:00?

Decidimos chamar ela de Teresa já que pelo jeito vamos ficar um bom tempo sobe a companhia dela. Hoseok que sugeriu o nome, e combinou mesmo com ela, apesar de eu achar que chama-la de Regina ou Namjoona ficaria mais sofisticado. Ela tem uma manchinha preta em volta do olho, como se fosse uma panda, só que pela metade, o lado esquerdo do rosto dela é totalmente branco, ela é uma vaca peculiar.

E nesse exato momento ela está deitada.

— Mu! — Hugo já está tentando se comunicar com ela há cinco minutos.

— Quando foi que você se especializou em outros idiomas de animais além dos de cachorro? — Hoseok perguntou.

Hugo ia rebater ele quando a vaca decidiu se levantar, ficamos todos em silêncio, ela começou a andar para a direção oposta da nossa árvore, olhou mais uma vez para a gente e voltou a caminhada, até desaparecer de nossas vistas.

— Mas, gente, que vaca bipolar! — Hugo exclamou.

— Vaca mais desgraçada da face da terra. — Hoseok completou.

Não me dei ao trabalho de conversar com eles, apenas fui descendo da árvore de encontro com a minha liberdade, que segundos atrás, parecia tão distante e inalcançável. Já no chão, senti como se eu tivesse ganhado uma segunda chance da vida, até me lembrar que eu estava mal porque Jimin e Jungkook voltaram a se falar.

Eu estava feliz, não estou mais.

Hugo desceu logo em seguida, meio atrapalhado, caiu de joelhos no chão, mas não se machucou, poderia ao menos ter se arranhado, porém, a vida não ia ser tão generosa assim, ou melhor, é o que eu pensei, até ver que Hoseok continuava em cima da árvore.

— Ué, Hoseok, o cu colou no galho? — Hugo riu e eu ri também.

— Eu não consigo descer! — Ele estava desesperado — Gente me ajuda!

Hugo se virou para mim.

— Bora deixar ele para trás?

— Bora.

Hoseok se desesperou mais ainda e conseguiu descer um galho, aí eu decidi ajudar ele, indicando os galhos no qual ele deveria pisar até que ele estava na parte mais baixa e já podia saltar para o chão. Quando ele fez isso, pelo menos não caiu de joelhos como o Hugo, só que mesmo na terra, consegui sentir o impacto da queda.

— Achei que vocês fossem mesmo me deixar, seus desgraçados!

— E quem disse que eu não ia? — Hugo falou — Yoongi que resolveu ser bonzinho.

— Mas eu ajudei vocês! Bando de ingrato.

— Como já diz o ditado: ajude as pessoas a fugir de vacas e elas te deixarão sozinho em cima de árvores. Acabei de inventar, gostaram? — Hugo começou a andar para alguma direção qualquer enquanto eu e o Hoseok apenas o observava se afastando, aí ele falou o que eu e o Hoseok já estávamos percebendo — A gente está perdido!

Aqui vai uma reflexão: A vida primeiramente te dá vacas furiosas e depois as fazem ir embora, para, então, você se tocar que já estava na merda antes mesmo de se dar conta disso.

09:27?

Eu odeio o Hugo.

— Quando eu era pequeno, a minha avó fazia chá de gengibre com limão sempre que eu ficava doente. Eu adorava aquele chá, tinha o sabor doce do gengibre e o azedo do limão. Uma mistura maravilhosa. — Hugo não calava a boca. Estávamos perdidos naquela mata a um tempo incalculável e ouvir a voz dele continuamente era ainda mais torturante. — Mas aí um dia eu descobri que ela coava o chá numa das calcinhas dela. O gosto azedo do limão nunca mais foi o mesmo.

— Puta merda. — Hoseok quase gritou e eu estava a ponto de fazer o mesmo. — Preferia ter ficado com a vaca.

— Mas você já não mora com a sua mãe?

Nessa hora uma gargalhada brotou dentro de mim quando vi a reação de Hoseok. Hugo era um idiota, mas era um idiota que tirava com a cara de todo mundo. Hoseok avançou para cima dele em resposta, e Hugo se agachou feito um tatu-bola. Pensei em me sentar no chão e assistir ao espetáculo, mas precisava chegar vivo até os outros, e se Hugo morresse agora, eu não teria como matar Hoseok caso nos perdêssemos para sempre e começássemos a morrer de fome. Então decidi intervir.

— O que foi que tu falou, Hugo? — Ele estava com o punho levantado. Até parecia que ele ia bater no Hugo, isso, claro, se ele não fosse o Hoseok.

— Aquieta a pepeca, Hoseok. Precisamos achar o povo logo, depois disso tu bate nele.

Hoseok respirou fundo e se afastou de Hugo, chutando umas pedras para descontar a raiva. Quase fiz um sinal de beleza para o Hugo indicando que aquela tinha sido boa, mas não foi.

— A gente está andando faz tempo, estou me sentindo num pântano com esse cheiro podre de Min Yoongi. Como é que a gente vai achar o povo? — Hoseok bufou.

— Primeiramente, você pode andar reto por essa trilha atrás de você, virar duas vezes para a esquerda e ir se foder. — Respondi jogando uma pedra nele, que desviou. Atletas infelizes.

— Já sei! A gente pode ver onde é o norte e o sul. — Hugo abriu a boca pela primeira vez na vida para dizer alguma coisa que prestava. — Eu sei que você tem de saber onde o sol nasce aí então você vai ter a direção Oeste.

— É a Leste. — Corrigiu Hoseok.

— Oeste.

— Leste.

— Leste é onde o sol se põe, seu burro!

— Ok, e depois que souber isso faz o que? — Nunca pensei que diria isso, mas Namjoon está fazendo falta nessa hora. Ele provavelmente já teria levado a gente até os outros e ainda por cima saberia onde fica o norte e o sul.

— Aí eu já não sei mais.

— Que ótimo, Hugo. Vem cá, por que da próxima vez que você for falar merda porque não aproveita e repensa na sua existência se matando depois? — Resmungou Hoseok. Eu já estava ficando puto com esses dois. Mesmo que a situação estivesse sendo engraçada, eu queria muito sair de perto deles o mais rápido possível.

— Eu estou é com medo que a vaca volte. — Disse, me sentando no chão e sentindo algo duro na minha bunda. Foi nesse momento que eu sorri que nem um panaca para os dois.

Meu celular estava no meu bolso.

09:35

— Se você abrir a boca, eu juro por Deus que quebrarei os teus dentes. — Disse á Namjoon, depois de nos reencontrarmos com a galera.

— Eu nem ia falar nada.

— Ata, meu pau que não ia.

Tive que aturar uma sessão de xingamento do Hoseok e do Hugo depois de terminar a ligação com Namjoon. A culpa não era minha se eles estavam brigando o tempo todo e graças a isso eu não lembrava que o celular estava no meu bolso. Meu estresse é tão grande que quase soquei o Jimin quando o mesmo apareceu de repente na minha frente.

— O que foi?

— Eu preciso falar com você, lembra? Te avisei ontem.

— Ah, sim, é que depois de me ignorar tanto achei que era esse o recado.

— Que recado? — Jimin franziu o cenho.

— Que tu é idiota.

— Não é isso, Yoongi. — Ele riu e seus olhos sumiram. Nesse momento toda a raiva que passei no dia foi embora e seu sorriso derreteu meu coração. Caralho, Yoongi, você tá muito gay ultimamente.

— O que é então? Vai falar do Jungkook? Porque eu não estou…

— O beijo que te deram sábado. — Ele me interrompeu e eu calei a boca.

— O que tem?

— Fui eu.


Notas Finais


Gostaria de saber realmente o que vocês estão achando do desenvolvimento da fanfic, onde eu e a Ana devemos melhorar e tudo mais, isso vai nos ajudar tanto.

Obrigada por lerem, comentarem e acompanhar sempre a fanfic.


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