História Como não ser um Appa - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Familia!au, Fluffy, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Longfic, Mpreg, Park Jimin
Visualizações 655
Palavras 1.647
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi oi goxxxtosas(os) volteeeeei!

Não sei por que estou tão feliz se esse capítulo está terrível ajsoidjiadj na verdade, estou feliz porque no capitulo passado eu estava surtando pela nossa família ter chegado a 151 pessoas! Bem, agora chegamos a 226 favoritos e nossa, eu não poderia estar mais feliz.

Eu estava pensando seriamente em entrar em hiatus, mas quando eu vi todo o amor que recebo com essa fic eu desisti e voltei correndo para vocês. <3

Bom, ignorando todos os meus sentimentos ultimamente, estou aqui atualizando. Espero que gostem!

Agora vou responder os comentários do capítulo anterior, que são lindos deeeemais! <3

Vamos lá?

Capítulo 7 - Dois dias


Duas horas se passaram desde que deixei o apartamento e meu marido. Não sei quanto tempo Jeongguk vai precisar para se acalmar, só sei que eu quero ir para casa e abraça-lo, conversar com ele tentando achar uma saída para nosso problema e depois assistir um filme abraçado com ele e com Ed, Rabanada e Yoongi andando pela casa.

Pago pelo café que nem tomei e saio do restaurante. Dirijo rápido.

-Querido, eu... – digo abrindo a porta do apartamento.

Está tudo escuro. Nenhum dos nossos bichinhos vem em minha direção e meu coração está acelerado. Tateio o interruptor até acha-lo.

O apartamento estava uma bagunça quando saí, mas agora está perfeitamente arrumado. Sei que Jeongguk arruma tudo quando está nervoso, talvez isso seja um sinal de que ele está mais calmo?

Subo as escadas até nosso quarto e quando abro a porta minha respiração se corta. A porta do closet está aberta e toda a parte de Jeongguk está vazia. Não há uma peça de roupa que não seja minha.

Tento andar até o closet para ter certeza que não é apenas alucinação da minha cabeça, não consigo. Minhas pernas estão pesando uma tonelada.

-Não... não... – sussurro para o nada. Sinto uma pontada no meu peito.

Não é uma pontada de coração partido como dito nos livros. É uma dor física, forte e contundente. Meu coração não está partido, meu coração apenas não está mais no meu peito.

Estou cego e por um momento demoro a perceber que é pelas lágrimas que não derramei. Movo-me até a cama e sento no colchão, ainda tentando entender tudo o que está acontecendo. Agarro o edredom, mas minhas mãos esbarram numa folha.

Jeongguk ama cartas, bilhetes e coisas do tipo. Sempre foi como ele se expressou melhor. De repente não tenho tanta certeza se quero ler, não quero as respostas, não quero constatar o inevitável.

Olho para a folha decorada com ramos de lavanda nas bordas. É o papel de carta que Jeongguk usa para escritas importantes. De primeira não consigo ler nada, apenas vejo borrões. Pisco freneticamente para me livrar das lágrimas malditas.

Suspiro fundo ao ver a letra horrível dele.

Antes que você ache o contrário, eu quero dizer que eu ainda te amo. Não fui embora por falta de amor ou nada do tipo, fui embora por excesso de tal sentimento.
Eu entendo você ter feito todo o plano. Entendo você não querer adotar um bebê comigo. Entendo a sua vontade de ter um filho com o seu sangue correndo pelas veias. E sinceramente Jimin, você merece isso. Não quero prender sua vida, atrasar seus planos. Me embrulha o estômago pensar em sua família com alguém que não seja eu, mas ainda assim engulo meu orgulho por amor a você.
Sei que você vai me ligar, me procurar e tentar me convencer que não é nada disso, que você me ama mesmo que eu não tenha o dom de te dar um bebê. Sei que vou ceder caso você faça isso, pois sou egoísta - sempre fui e sempre vou ser - . Por isso te peço, não me procure, será melhor assim, acredito. Eu o amo demais. Nunca se esqueça.
Seja feliz.

Jeongguk.

Releio o bilhete pelos menos três vezes. Ele não pode ter feito isso. Como tudo saiu do controle tão rápido? Eu nem percebi! Por que Jeongguk tem sempre que tirar conclusões precipitadas de tudo o que eu digo? Me apavora saber que ele não vai mudar de ideia, independente do que eu diga.

Estou tremendo e só percebo isso quando vejo a folha tremendo entre meus dedos. O quarto está frio. Se ele estivesse aqui teria pelo menos umas sete velas acesas – com aroma de lavanda também -, estaria tudo quentinho e ele estaria deitado na cama, usando só minha camisa de dormir. Eu me deitaria ao seu lado e me aninharia em seus braços...

A dor é maciça. Encontro meu coração e ele martela em meus ouvidos, me recordando que ainda estou vivo e que preciso fazer alguma coisa.

Procuro o celular no meu bolso, ainda segurando o bilhete de Jeongguk. Penso em ligar para ele e no mesmo instante sei que vai ser inútil, ele nunca me atenderia. Ligo para Jin. A cada chamada eu morro um pouco. Ele não atende. Namjoon também não. Me levanto da cama e saio em disparada para o andar de cima, pelas escadas mesmo.

Esmurro a porta de Suga. Porra, ele precisa abrir logo, antes que eu desmorone. Dou mais socos na madeira maciça.

-Que foi porra? – ele abre a porta furioso por ser importunado, mas sua expressão muda assim que me vê – O que houve?

-O... Jeongguk.

-O que tem ele? Fala Jimin! - ele pergunta preocupado, os olhos quase pulando das órbitas. Eu tento falar, mas engasgo com minhas próprias palavras.

-Ele saiu de casa. – sussurro e as palavras são mais afiadas que facas, faz tudo parecer mais real.

-Porra.

É o que Suga diz e me puxa para um abraço. Choro contra o pescoço de Suga. Choro fazendo barulho, sacudindo tanto o meu corpo quanto o dele.

-Entra e me conta o que houve.

Passo a hora seguinte contando tudo a Suga. Desde o plano com os pets até quando Jeongguk descobriu.

-Agora eu só sinto falta deles, de todos eles. Quero Rabanada, Yoongi, Ed e Jeongguk em casa. Quero aquela bagunça toda de novo. Eu vou morrer Suga, eu vou! Eu preciso dele antes que eu morra. Me ajuda a procurar ele.

Suga bufa passando a mão no rosto.

-Caralho Jimin! Vamos pensar, sim?

Suga liga para Hoseok e só pelos latidos, miados e piados que ouço através do telefone sei que ele está lá.

Sem pensar duas vezes pego o telefone da mão do Suga e grito.

-Hobi, cadê ele? Me deixa falar com ele.

-Desculpa Jimin, mas eu não posso fazer isso. Ele precisa de um tempo.

-Não! Ele não precisa de tempo nenhum. Ele precisa voltar para casa.

Estou puto! Puto pra caralho!

-Jimin, seja racional, vir aqui agora só vai atrapalhar tudo. Jeongguk está magoado e triste.

-Mais um motivo para eu ir até aí. Você não sabe como cuidar dele Hobi... você não sabe que... – meus lábios estão trêmulos e não suporto o olhar de pena de Suga em mim. – Você não sabe que ele gosta de tomar leite com mel e limão quando está triste. E ele tende a ficar com o nariz entupido, pode atacar a sinusite dele Hobi...

Sei que pareço patético choramingando ao telefone. Não ligo a mínima, só preciso convencer Hoseok a passar o telefone para Jeon.

-Eu sei disso, só você pode cuidar dele... mas, deixa ele aqui hoje, ok? Depois vocês podem conversar melhor.

Sei que vai ser em vão continuar insistindo, então entrego o celular a Suga e me deixo desabar no chão.

Dois dias sem falar com Jeongguk é mais do que eu posso suportar. Nunca em seis anos ficamos tanto tempo sem conversar e sei que posso ficar louco com a ausência dele.

Faz dois dias que estou na casa do Suga, pelo simples motivo de não ter conseguido voltar para casa. Dois dias que não falo uma palavra sequer. Dois dias que não tomo banho. Dois dias que não como. Até tentei me alimentar com o mingau que Suga me obrigou a comer, mas assim que terminei corri para o banheiro e vomitei tudo o que ingeri.

Estou deitado no sofá da sala fitando a parede com pequenas cruzes cor de laranja. Jeongguk odeia laranja. Tanto a fruta como a cor. Tento ignorar a dor na boca do estômago, é impossível.

Ele não ligou. Não mandou mensagem e nem noticias. Tentei ir até o Hobi, mas Suga me deteve. Desisti na terceira tentativa, pois sei que bateria com a cara na porta de Hoseok. Talvez todos tenham razão. Talvez ele precise de tempo.

-Jimin, levanta. – Suga fala tirando o cobertor de cima de mim, achando que talvez assim eu levante.

Continuo deitado no sofá. Não preciso de cobertores.

-Eu não quero você como mobília da minha casa. Chega disso. O tempo de Jeongguk acabou.

Ouvir seu nome saindo da boca de outra pessoa me mata.

-Anda! Vai tomar um banho, você está fedendo. Vai pegar seu marido de volta.

Encaro Suga como se ele tivesse ficado louco. Passou dois dias evitando que eu fosse até Jeongguk e agora fala isso? O loiro não fala mais nada, apenas exibe um sorrisinho encorajador e é tudo o que eu preciso.

Nunca tomei um banho tão rápido em minha vida. Visto as mesmas roupas de antes, não tenho tempo a perder indo até o apartamento para pegar uma nova. Quando saio do banheiro não há sinal de Suga. Dou de ombros. Escrevo “Obrigado” na lousa da cozinha e saio do apartamento dele.

Dirijo o mais rápido que posso até a casa do Hoseok.

Parece que eu envelheci 50 anos em dois dias por ficar sem ver o rosto bonito de Jeongguk. Eu preciso tê-lo de volta. Não posso viver sem ele, não consigo pensar em uma família que ele não esteja. Um futuro sem Jeongguk é apenas escuridão total.

De repente passei a imaginar como seria comprar todo um enxoval para um bebê, como seria educar uma vidinha e ver Jeongguk cozinhando com um garotinho ou garotinha em seu colo. Sorrio com tal pensamento.

É isso.

Se esses dois dias serviram para alguma coisa, foi para me mostrar que eu estou pronto para ter um filho com Jeongguk. Quero dar uma nova oportunidade a uma criança que fora abandonada. Quero dar uma nova oportunidade ao meu casamento. Quero ter uma família com a pessoa que eu mais amo no mundo todo. Estou pronto para isso. E Jeongguk precisa saber.

Viro o volante, pegando o caminho contrário. Sem bem aonde ir antes de passar na casa de Hoseok.

 


Notas Finais


Desculpe por isso. Não me matem. Eu amo vocês.

O que acharam?? Me deixem saber, sim?? Acham que o Jeon vai volta? O que Jimin foi fazer? Quem quer ter um amigo como o Suga?

Então gente, vou aproveitar esse tempinho aqui para convidar vocês a participar de um projeto lindo de aniversario para o Kookinho, criado pela @bunnykook. Eu estou participando e já estou escrevendo uma OS delicia. Sintam se a vontade para postar usando a tag, sim?

Vou deixar o link do jornal pra vocês darem uma olha, ok? https://spiritfanfics.com/jornais/projeto-begin--nochu-day-jeongguks-birthday-9903834

Até a próxima babies. É isso. <3


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