História Como prometi, voltei - Capítulo 20


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Categorias Animais Fantásticos e Onde Habitam, Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Alvo Dumbledore, Ariana Dumbledore, Armando Dippet, Credence Barebone, Fineus Nigellus, Jacob Kowalski, Newt Scamander, Newton Scamander, Personagens Originais, Porpetina "Tina" Goldstein, Queenie Goldstein
Tags Animais Fantásticos, Harry Potter, Jacob, Newt Scamander, Onde Habitam, Queenie Goldstein, Tina Goldstein
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Palavras 2.497
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Sombras


Um silêncio que sufocava Newt instalou-se na mesa. O magizoologista olhava com um misto de curiosidade e preocupação uma pequena cicatriz na maçã direita do rosto da Lestrange. Ele tinha certeza que na época da expulsão ela não estava ali.

– Poderia parar de encarar? – disse ela com o indicador sobre a própria bochecha.

Leta havia ganho aquela cicatriz numa discussão com o pai e o anel de esmeralda que ele usava fez o favor deixar a marca. Mas não havia a necessidade dela humilhar a si própria e contar a história do pequeno risco pálido para ele.

– Você sempre encarou minhas sardas. – respondeu ele.

O silêncio novamente instalou-se entre os dois. Leta inclinou para frente e bufou.

– Fazem anos, Newt. – ela disse quase que casualmente. – Desculpe.

– Uma carta. – ele disse. – Nem ao menos uma carta.

– Na época se meu pai soubesse, se eu fosse expulsa por causa de uma confusão daquelas – ela deu o primórdio de um sorriso amargo que logo foi desfeito. – Seria o fim do mundo.

– Na época – ele imitou o tom dela. – foi o fim do meu mundo. Como você acha que o meu pai reagiu? Quais eram as perspectivas para a alguém que nem tinha terminado os estudos?

– Mas não foi. Você publicou um livro. Ouvi dizer que pensam em adicionar ele a lista de Hogwarts.

Ele franziu um pouco as sobrancelhas em confusão e os olhos dele se alargaram com curiosidade.

– Onde ouviu isso?

Ela deu de ombros.

– Por aí. – ela respondeu com um sorriso divertido. – As notícias se espalham rápido perto de Hogwarts, você sabe.

Ele abaixou o olhar para o copo. Leta fez sinal para um homem e falou algo em francês. Pelo conhecimento básico que ele tinha entendeu que ela pediu um vinho.

Uma garrafa da bebida foi colocada na mesa junto de duas taças. Ela perguntou algo e o garçom negou com a cabeça. Ela assentiu e agradeceu.

– Quando aprendeu a falar francês?

– Quando você se tornou um magizoologista que viajou o mundo? – ela despejou o vinho nas duas taças. – O tempo passou, é normal que tenhamos novidades.

Ele estendeu a taça para o magizoologista. Ele olhou para os olhos da Lestrange. O álcool fazia algumas inibições do magizoologista diminuírem, fazendo com que ele conseguisse olhar alguém nos olhos por mais de dois segundos.

Ela balançou suavemente a taça e o líquido girou num redemoinho. Newt pegou a taça.

– Acho que esse reencontro merece um brinde. – ela ergueu a taça. – Ao sucesso do seu livro.

– As criaturas mágicas. – era uma correção.

A taça dele tintilou com o encontro da outra.

– Os vinhos franceses são ótimos. Melhor do que esse conhaque que está tomando. – ela tomou um gole do vinho. – O quê te trouxe a cidade das luzes?

Ela abriu um sorriso provocador. Ele conhecia aquele sorriso, conhecia bem demais. Em anos ele nunca o esqueceu, agora ele podia confirmar que não tinha mudado um único detalhe.

– Vim atrás de uma espécie de lesmalenta.

– Não deveria estar numa floresta então? – a sobrancelha direita dela levantou e voltou ao lugar no segundo seguinte.

– Tem um criador na cidade. – ele explicou a falsa resposta. – E você?

– Digamos que virei uma investidora. Estou aqui para fechar negócios com o dono de uma loja. Talvez a possibilidade de abrir uma segunda no beco diagonal.

Newt encarou o vinho na taça. Não importava quanto tempo passasse, Leta Lestrange continuaria sendo um lembrete vivo do passado do magizoologista.

O passado nunca realmente abandona alguém, por mais que seja ignorado, ele o encontra de volta. Mais cedo ou mais tarde.

– Sei que você já me desculpou.

– Como pode ter certeza disso? – a voz tinha um tom mais frio, nada comum para ele.

– Sei que me perdoou porque ainda está aqui, caso contrário você já teria me mandado ir para longe junto com as minhas desculpas.

Newt pousou a taça na mesa, sem tomar um gole do vinho.

– Essas desculpas poderiam ter vindo antes. Eu esperei muito por notícias suas. – ele levantou e deixou uma nota de dinheiro na mesa. – Desejo que tenha sucesso na sua negociação. Boa noite.

– Boa noite. – leta joga o cabelo para trás e acompanha com os olhos o magizoologista se afastar.

O magizoologista sai do bar e inspira fundo o ar frio da noite. Ele se afasta e fica apoiado na parede, a cabeça pendia para trás encostando nos tijolos e os lábios dele se apertavam.

Como um encontro de dez minutos podia mexer tanto com ele? Como uma mulher que ele não via a tanto tempo tinha tal controle?

_____

O corredor que levava a cozinha estava iluminado. O magizoologista nem ligou para quem poderia estar lá, apenas queria comer alguma coisa e depois poder afundar na cama.

A morena segurava um copo de chocolate numa mão e um caderno pequeno na outra. Olhando as anotações que ela mesma fez do caso. Ela levantou a cabeça de forma alarmante quando ouviu os passos.

– Newt. – ela deixa o caderno na ilha de centro. – Ainda acordado?

– Theseus inventou de sair. – o magizoologista pegou um dos pães que estava na cesta perto de Tina.

Ela olhou ele pegar o pão e afastar-se para o oposto da bancada de madeira.

– Está tudo bem? – ela tentava encontrar os olhos dele, mas Newt desviava-os para os armários pintados de bege.

– Sim.

– Todos animais estão bem?

– Sim.

– O quê aconteceu? – ela persistiu e deu um passo a frente.

– Nada.

– Nada? Então está agindo estranho por nada? – ela deixou a caneca na madeira e resistiu a agarrar os ombros dele e sacudi-lo para que falasse. – Quase não falou comigo, parece que está me evitando. Não, não parece... Você está me evitando. O quê há de errado?

O magizoologista tentou não olhar para a auror, resolvendo encarar o chão e os sapatos. Ela deu mais um passo, ficando tão próxima que ocupava a toda a visão dele.

– O quê há de errado? – repetiu ela.

Newt finalmente fitou os olhos dela. Ele mordia o interior da bochecha e os dedos se mexiam com nervosismo. Ele deixou o pão que nem havia mordido em cima do balcão e afastou-se para o armário.

– Graves há de errado! Você esta junto dele e nem falou nada. Não que precise dar satisfações, talvez eu esteja errado e não tenha tanto haver com a sua vida como achava que tinha.

Os dois ficaram incrédulos. Newt não reconhecia o tom e as palavras que saíram da própria boca. Ele suspirou e colocou a mão na nuca. A auror não tinha expressão alguma, o cérebro tentando compreender as palavras.

Foi uma péssima noite para ter decidido beber. Toda vez que Newt bebia as palavras simplesmente eram despejadas. Ele não conseguia ponderar e tudo ia por impulso.

– Você salvou a minha vida, recuperou meu emprego, trocou cartas comigo durante meses, esses em que eu ficava ansiosa toda vez que via sua coruja na janela, atravessou o maldito Atlântico para entregar o seu livro, você ficou mais tempo em Nova Iorque junto com a minha irmã apenas porque eu pedi. – a voz dela estava alta com o lampejo de raiva. – Como assim você 'não tem tanto haver com a minha vida'?

– Não foi o...

– Eu ainda não terminei. – ela levou as mãos ao quadril. – Eu e Graves?

– Eu vi vocês, aqui. Numa noite. Pensei que... – Newt não completou a frase.

Ela arregalou os olhos e a sua expressão de irritação amenizou, não demorou muito para que ela recuperasse a pose.

– Pensou errado. Deveria falar comigo invés de fazer suposições

– Tina, eu...

Ela ergueu a palma da mão num sinal de silêncio e depois a mesma mão colocou um mecha de cabelo para trás.

– Está tudo bem. – ela não acreditava muito naquilo que dizia. – Acho que não deve ter sido um bom dia para nenhum de nós.

Tina ficou olhando para o magizoologista e indicou o pão deixado de lado.

– Vai comer seco assim?

– Está bom. – ele respondeu com a voz baixa e com vontade de sair rápido dali antes que dissesse mais coisas das quais se arrependeria.

Ela balança a cabeça e agita a varinha. Um armário se abre e uma caneca voa para fora, outro armário tem a porta escancarada e um pote de geleia pousa ao lado da cesta de pães. Ela oferece uma faca a Newt enquanto uma chaleira é enchida com água.

– Falei sobre o obscurus hoje quando estava no meio dos aurores. Percebi que Collins com toda certeza não vai me apoiar. Deu a entender que ele não concorda que eu ainda esteja aqui e acha que eu estou do lado de Grindelwald. - a caneca foi enchida com chá e o suspiro dela foi abafado pelo som do líquido sendo despejado. - Ele não falou com essas palavras, mas eu entendi a insinuação dele. É ridículo.

Newt disse um baixo "obrigado" e pegou o chá. Ela passou uma generosa quantia da geleia em um pão e depois cortou ao meio, oferecendo uma metade para ele.

– Quero convencer de que não devem mata-lo. Estou tentando salvar uma vida. É tão difícil entender que ele precisa de proteção e não de um bando de bruxos tentando destrui-lo?

As palavras dela tem a mesma semelhança do discurso que Newt pregava para ensinar sobre criaturas que eram consideradas um risco.

– Já repeti muito isso no ministério, quando queria apoio do departamento para resgatar alguns animais. - "Antes de fazer isso por conta própria" Newt deixou a frase apenas nos pensamentos. - pessoas tem medo do que não entendem. Então elas querem acabar com aquilo para se sentirem seguras. Um obscurus nunca ficou vivo tanto tempo, não entendem como é possível e querem proteção. Vai ser complicado.

– Já está sendo. – o gosto do chocolate quente de repente não era mais tão doce e reconfortante.

– Nós vamos conseguir, Tina.

A morena olhou para Newt. Os olhos castanhos mapeando o rosto dele. Apesar da discussão, de não estar tudo as mil maravilhas e os dois não estarem confortáveis para conversar sobre si mesmos, ele estava lá para apoia-la. Ele estaria junto dela quando precisasse.

______

" 26 de setembro de 1928

Teenie,

Os vestidos que fiz estão saindo logo das vitrines. Jacob está arrumando a nova padaria, agradeça a Newt por mais uma vez ajudar. Henry está enviando parte do dinheiro de nova Iorque e lá continua indo bem.

O beco diagonal é muito mais movimentado que a travessa dos puritanos, estou gostando disso.

Jacob me pediu em casamento. Ele estava pensando bastante nisso desde que chegamos aqui. Fomos apenas oficializar com documentos. Não tem muito sentido fazer uma cerimônia agora, acabamos de nos mudar e temos que pagar os aluguéis. Do que adiantaria fazer uma festa se não há ninguém para convidar e você está longe?

Como você está?

Saudades,

Queenie Kowalski

Ps: eu realmente queria escrever meu novo nome"

Tina sorriu para a carta. Ela estava feliz pela loira, sabia o quanto ela queria ficar junto com Jacob e que estava muito mais contente em trabalhar numa loja de roupas ao invés de servir café na MACUSA. Mas o coração de Tina ficava apertado e pequeno ao pensar que não voltaria a ter Queenie por perto.

Tina andou pelos corredores da mansão e parou no quarto dos Scamander. Ela ficou com a mão erguida em punho por alguns momentos antes de bater na porta.

– Senhorita Goldstein! – Theseus abriu a porta.

– Senhor Scamander. – ela olhou para dentro do cômodo. – Newt está?

– Lá dentro. – ele indicou a maleta de couro no chão.

– Eu posso?

– Claro. – Theseus sai da frente da porta.

Ela entra e abre as presilhas da maleta, ela hesita um momento antes de descer a escada de madeira. Ela encontra Newt alimentando os bezerros apaixonados. Os bezerros correm em direção a Tina e ela abafa um riso com as mãos.

– Tina. – Newt limpa as mãos nas calças.

– Queenie tem novidades. – ela ergue a carta. – Ela e Jacob casaram.

Newt arregala os olhos e depois sorri.

– Ah, isso é... muito bom.

– Eu sei. – Tina sentou no chão e fez carinho num bezerro. – Se ela está feliz e eu também estou. Ela disse estão arrumando a padaria e que está indo bem na loja.

– Eu disse que não tina que se preocupar. Eles estão indo bem lá.

– Jacob está grato que tenha ajudado ele. Mais uma vez.

– O quê eu ia fazer com cascas de ovos de occamis? – Newt balança a mão no ar como se espantasse um inseto. – Teve uma utilidade muito melhor para Jacob. Não foi muito como da primeira vez, mas...

– Mas ajudou muito. Obrigada.

O magizoologista dá um sorriso pequeno. Há um silêncio e depois a risada dele. Tina franze as sobrancelhas e tenta achar o motivo do riso.

– Desculpe, mas lembrei de quando encontramos ele e você me perguntou se eu sabia de algo sobre as leis magicas da américa. Eu falei sobre o casamento entre bruxos e trouxas e você perguntou quem se casaria com ele.

Tina escondeu o rosto nas mãos.

– Eu tinha me esquecido disso. Veja logo com quem ele se casou. – ela sorri. – Estou feliz por Queenie, de verdade.

Os dois conversando e sorrindo abertamente nem parecia que ficaram semanas sem se falarem direito. Não parecia haver problemas e sentimentos presos.

– Goldstein. – Theseus apareceu correndo na direção dos dois.

– Sim? – ela se levanta do chão num pulo.

Theseus olha para o irmão e volta a olhar a auror.

– Pegaram um seguidor e estão reunindo todo mundo, vamos.

– Agora? – ela franziu as sobrancelhas. – Por quê?

– Sei lá. – ele disse com impaciência. – Vamos logo.

Tina assente e vai para junto de Theseus.

– Theseus! – chama Newt. – É só isso?

Theseus aperta os lábios e depois abre um sorriso.

– Só isso. Não se preocupe, os franceses dão umas exageradas.

Theseus gesticula para que Tina o siga e os dois vão para a cabana com passos rápidos.

– Eles não podiam esperar até de manhã, já acabou o...

Theseus sai da maleta por inteiro e fecha as presilhas.

– Não estão fazendo uma reunião com os aurores. Eles estão atacando. Só falei isso para que Newt não viesse, Ok? Da última vez ele foi e levou a maldição cruciatos na cara. Mandei ele vir para cá, mas não para empurrar ele de bandeja nas mãos de um seguidor.

Tina assentiu tentando absorver as palavras apressadas de Theseus. Ela correu para o quarto e pegou casaco de couro, desceu as escadas e o Scamander mais velho agarrou o ombro dela.

Theseus observou as chamas que consumiam o teto de uma loja, as pessoas correndo, lampejos luminosos saindo da ponta das varinhas do bruxos, mais ao fundo a torre Eiffel com a base quase destruída e que logo ruminaria. A boca de Tina ficou entreaberta em descrença ao caos que estava abaixo deles.

– Boa sorte, Goldstein. – Theseus correu em direção a beirada do terraço e desaparatou.

Ela aperta os lábios e tira a varinha do bolso. Um segundo depois e ela está em meio aos gritos que conjuram feitiços e outros de histeria e medo.

Paris não é mais uma cidade iluminada.


Notas Finais


E eu fazendo uns dramas de novela mexicana, triste realidade
Até mozões💙


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