História Como Resistir ao Inimigo (Adaptacão Camren) - Capítulo 72


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camren
Exibições 628
Palavras 1.837
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Lemon, Luta, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Gente desculpa a demora, mas ñ estou podendo postar tds os dias

Capítulo 72 - 72


O sentimento que havia entre as duas parecia se fortalecer mais a cada minuto. Camila se perguntava se aquele frenesi nunca passaria. Só de sentir os braços de Lauren, ou até mesmo seu perfume, ela se sentia segura, em paz, feliz. Camila a abraçou pelo pescoço, tendo cuidado para não machucá-­la com o gesso, entregando-­se de boa vontade. Lauren suspirou com a receptividade dela, satisfeita. Essa sim a queria, a amava. Podia ver em seus olhos, em sua voz, no modo como Camila se estreitava no abraço dela, como se não quisesse mais vê-­la partir. Só que…
 

Sofia: Nem no meu leito de morte vocês duas param com isso? – Perguntou, observando. Camila e Lauren se separaram, sobressaltados, e ela sorriu.
 

Lauren: Ela começou. – Acusou, brincando, e Camila ergueu as sobrancelhas, ultrajada. Sofia riu.
 

Camila: Sente alguma coisa, bebê? – Perguntou, descendo do colo de Lauren.
 

Sofia: Meu pé está formigando, só, eu acho. – Disse, respirando fundo, então se tocou. Seu pé jamais formigou – Ei, olhe isso! – Disse, novamente chocada.
 

Lauren: Fique calma. – Pediu, cautelosa.
 

Sofia: Mas está formigando! – Repetiu, como se Lauren não tivesse captado a mensagem direito.

 

Camila: Tente mover. Sem expectativas, só por tentar. – Sofia assentiu, e haviam três pares de olhos nos pés dela: Um Castanho e dois verde .
 

Sofia franziu o cenho delicada, olhando os pés. Aos poucos o pé direito foi se movendo, como se ela desse impulso tentando levantar a perna.
 

Lauren: Devagar. – Orientou, mas Sofia ignorou.
 

A menina conseguiu dobrar a perna quase até a metade então ofegou, cansada. Camila levou as mãos a perna dela, apanhando­-a.
 

Camila: Dói? – Perguntou, flexionando o joelho da menina, dobrando a perna e desdobrando.
 

Sofia: Formiga. Meio que arde. – Disse, parecendo sonolenta.
 

Lauren: Será que foi pouco? – Perguntou, em um sussurro.
 

Camila: Creio que com mais tempo… – Respondeu, no mesmo tom, equilibrando a perna da menina com o gesso da mão – Sofia, você… – Ela parou. A pequena caiu no sono outra vez. – Deixe que durma. Vai ficar bem. – Lauren assentiu, preocupada. Camila apanhou duas das varias almofadas da cama de Sofia, e se levantou do colo de Lauren – Venha aqui.
 

Camila a puxou pro chão. Lauren achou graça; Camila sempre a surpreendia. Se ajoelhou, desabotoando o colete e os pulsos da camisa dela, e lhe tirou os sapatos. Lauren observou ela desamarrar seu cinto, divertida.
 

Lauren: Posso tirar sua roupa também? – Propôs, e Camila revirou os olhos.
 

Camila: Não seja tola. – Camila a empurrou, fazendo-­a cair deitada, com a cabeça no travesseiro. Lauren riu. Ela empurrou as sapatilhas de qualquer jeito, e ia deitar, mas Lauren a deteve – O que?
 

Lauren: As costelas. – Lembrou, severa. Camila revirou os olhos – Você não está em condição de reclamar. Ainda estou pensando se devo enforcar você por ter fugido ou não. – Disse, severa, e se sentou. Camila deu as costas, deixando ela afrouxar os cordões do vestido e do espartilho, se era o que queria – Camila…
 

Camila: Hum? – Respondeu, cansada.
 

Lauren: Uma de minhas adagas sumiu. – Disse, e ela franziu o cenho. Isso era encrenca – Quer explicar?
 

Camila: Queria que eu fosse desarmada? – Perguntou, o corpo oscilando pelas puxadas de Lauren.
 

Lauren: Não queria que você fosse. – Corrigiu. Houve um instante de silêncio – Onde está? – Camila não respondeu. Estava perdida em algum lugar naquele quarto medonho. Lauren interpretou o silêncio dela de modo errado – Camila, você o atacou! – Disse, exasperada.
 

Camila: Ele me atacou. – Corrigiu – Tentou me violentar. – Isso desarmou Lauren, a deu nojo – Eu tentei me defender, mas escapuliu da minha mão. A perdi. Terminei usando uma espátula da lareira pra me defender, afinal. – Disse, se virando para olhá-­la. Lauren parecia meio verde. Só a possibilidade de Austin ter posto a mão nela, os lábios forçando sua pele…
 

Lauren: Maldito seja. – Rosnou, enraivecida.
 

Camila: Dei na cabeça dele até que desmaiasse. Ele precisava aprender que a única que pode me tocar és tu. – Disse, beijando-­lhe sutilmente. Lauren sorriu de canto com carinho dela.

 

Lauren: Venha. – Ela se deitou, puxando-­a para o seu peito. Lauren observou o modo como ela se agarrou a ela, se acomodando. Gostava disso.
 

As duas adormeceram dentro em breve. Perderam a noção do tempo perante o cansaço, até
que…
 

Sofia: Ei. – Disse, cutucando a mãe – Vocês duas. Pelo amor de Deus, acordem. – Disse, impaciente.
 

Lauren: Está sentindo al… – Os olhos sonolentos se abriram em placas – Camila. – Chamou, cutucando a outra. Camila suspirou, abrindo os olhos novamente, depois arregalando­-os.
 

Camila: Ah, meu Deus. – Exclamou, quase engolindo a voz.
 

A menina estava de pé do lado da cama, diante delas, olhando­-as com um sorriso radiante no rosto.
 

Lauren: Você está vendo isso também? – Perguntou, olhando a filha, mas agarrado no braço de Camila.
 

Camila: Deu certo. – Murmurou, maravilhada. – Lauren, você vai quebrar meu gesso. – Avisou, olhando a menina, mas se referindo ao braço que Lauren segurava. Ela a soltou.
 

Sofia: Porque vocês estão sem roupa no meu quarto? – Perguntou, erguendo a sobrancelha.
 

Camila: Não é do que quero falar agora. – Disse, se sentando. O vestido frouxo não aderiu ao seu corpo, quase levando-­a de volta ao chão. Lauren a amparou, por reflexo, ainda olhando a filha. Estava branca. – Sente algo?
 

Sofia: Na verdade, não. – Disse, o rosto ansioso, quase saltitando. – Eu acordei e vocês estavam dormindo. Eu levantei, depois me lembrei que não podia levantar, ia gritar, mas desisti. – Contou – Olhe isso! – Ela caminhou em direção a elas perfeitamente, orgulhosa. Lauren agarrou Camila novamente. – Eu posso andar!
 

Houve um momento de silêncio entre os três, até que Camila (se libertando do apertão que tomava), se levantou, abraçando a menina, que riu gostosamente, comemorando. Lauren continuou estática. Nem acreditava que aquele pesadelo finalmente havia acabado. Sofia a olhou, como se esperasse aprovação, mas Lauren não conseguiu falar. Estendeu a mão para ela, que caminhou até ela, pegando­-a, e a abraçou forte. Camila sorriu vendo a expressão dela sob o ombro da menina.
 

Lauren: Minha menina. – Murmurou, rouca. Sofia se agarrou ao ombro da mãe, quietinha – Estou tão orgulhosa de você. – Completou, dando um beijinho no cabelo dela.
 

Lauren olhou Camila, que observava quieta, e disse um “Obrigada.”, sem som. Ela apenas sorriu. Foi um longo, longo, dia. Sofia desceu para o almoço, se comportando como uma perfeita princesa, e conversou com todas pessoas presentes educadamente. Primeiro houve um momento de surpresa, admiração, depois a comemoração, os parabéns, um champanhe foi aberto. Camila ficou a beira, primeiramente, atenta a Sofia, mas Lauren a surpreendeu, chamando­-a. Depois do almoço, Sofia ficou irredutível. Queria andar o mundo em uma tarde, e foram precisos Camila e Lauren para contê­-la. A noite foi pior ainda. A menina não queria dormir, por nada.
 

Camila: ACABOU! – Disse, exasperada. Lauren e Sofia olharam. Camila tentava por Sofia na cama há quase duas horas, mas Lauren brincando com a menina não ajudava – Já chega. Saia daqui. – Ordenou, apanhando-­a pelo braço. Sofia gargalhou gostosamente. – Fora. – Ela a empurrou até a porta do quarto. Lauren soltou um beijinho para a filha, que retribuiu, e Camila a empurrou porta a fora – Suma daqui. – E ia fechar a porta, mas ela segurou seu braço.
 

Lauren: Estarei lhe esperando.­- Disse, em tom baixo, os olhos encarando os dela. Lauren sorria.

 

Camila: Grande novidade. – Disse, revirando os olhos, e Lauren riu. Ela a empurrou e fechou a porta. – Agora você, mocinha. – Disse, se virando. Sofia pulou pra fora da cama, rindo, e correu pro banheiro. Camila suspirou.
 

Levou mais meia hora até ela conseguir pôr Sofia para dormir. Por fim ela cobriu a menina, sorrindo, apagou as velas e saiu. O cansaço a apanhou logo na porta. A escadaria da torre parecia interminável, e ela considerou dormir ali. Por fim abriu a porta da torre, vendo Lauren sentada na cama, sem camisa, os cabelos molhados, banho recém tomado.
 

Lauren: Você está despencando. – Lamentou, vendo as olheiras dela. Lauren tentou contar o tempo desde que Camila havia dormido… Mas a lembrança dela se perdia no momento em que ela voltou a torre, após ter encontrado os restos do diário de Alexa, e a encontrou lá. Lauren quase a violentou, logo depois ela fugiu, passou Deus sabe lá o que com Austin, voltou fugida, então perdeu outra noite cuidando de Sofia… Ela suspirou.
 

Camila: Nada que um pouco de sono não resolva. – Disse, se aproximando, e Lauren a puxou pro seu colo. – Você viu o sorriso dela? – Perguntou, cansada, mas sorrindo. Sentiu as mãos de Lauren começarem a puxar os cordões do vestido.
 

Lauren: Esperei por esse momento minha vida inteira. – Disse, puxando o vestido solto pelos ombros dela, deixando­-a de espartilho. Logo estava puxando os cordões do espartilho, removendo­-o – Obrigado. – Disse, dando um beijinho no ombro dela ao terminar. Ela sentiu o espartilho frouxo e se recostou em Lauren, de olhos fechados, fungando-­lhe o pescoço. Lauren deu um beijinho na maxilar dela.
 

Camila: Você cheira a sabonete. – Comentou, fungando dela novamente, que riu.
 

Lauren: Vou te dar um banho. – Ofereceu, se levantando, e levando-­a junto. Lauren empurrou o vestido dela de qualquer jeito, deixando-­o no chão. Camila estava quase dormindo em pé. Tropeçou alguns passos e Lauren a pegou no colo.
 

Camila: Você acabou de sair do banho. – Observou, meio aérea.
 

Lauren: Shh. – Camila assentiu, se acomodando no peito dela. Ficou lá, quieta, até que Lauren a colocou de pé. Ela nem sentiu ela tirando o resto de sua roupa, então a água quente a acolheu. Ela suspirou, se prendendo a realidade.
 

Camila: Esse momento tinha que ser romântico. – Observou, sentindo as mãos dela subindo por seu pescoço, massageando. Lauren estava sentanda na borda da banheira.
 

Lauren: Está sendo. – Disse, e ela deixou a cabeça cair quando Lauren apertou seus ombros. As mãos dela eram fortes, e seus ombros estavam tensos, doloridos.
 

Camila: Mentirosa. – Disse, soprando a espuma, e Lauren riu – Porque não entra na água comigo?
 

Lauren: Porque… – Os dedos dela traçaram o ombro de Camila, apertando a pele cansada, e ela suspirou – Eu não tenho tanto controle assim. Porque se eu entrar na água vou terminar fazendo o que não devo. Porque se eu fizer amor com você, você vai entrar em coma. – Disse, beijando a testa dela, que riu. – Só quero que você descanse.
 

Camila: Amanhã… – Começou.
 

Lauren: Não vai precisar nem me lembrar, eu prometo. – Ela riu do tom de Lauren.
 

Lauren a massageou até que ela desfaleceu, caindo no sono. Lauren a ensaboou, a banhou, e se desafiou a não acordá-­la. A carregou com cuidado, secando-­a sutilmente, e a vestiu. A pegou no colo, levando-­a para cama, e a deitou. Soltou o cabelo dela, ajeitando o travesseiro, e a cobriu. Se secou, apagou as velas e se deitou ao lado dela. Sorriu no escuro, porque assim que se deitou ela, adormecida, a abraçou, deitando a cabeça no peito dela, se estreitando, abraçando-­a. Lauren amava cada um desses atos. A abraçou, trazendo-­a para si, e ela suspirou em seu sono.
 

Lauren: Durma bem, meu amor. – Murmurou, beijando-­lhe o cabelo em seguida.
 

E ela dormiu. O sono era profundo, merecido, cansado, o sono dos justos. Dormiu a noite inteira. Ela não sabia, mas o dia seguinte seria longo.



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