História Como Resistir ao Inimigo (Adaptacão Camren) - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camren
Exibições 844
Palavras 1.407
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Lemon, Luta, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Estou ansiosa para Postar mais Capitulos, Mas vai depender de vocês!
Vocês querem?

Capítulo 12 - 12


 

Camila não se moveu por horas, seu pai estava morto, isso doía tanto, até que a porta do quarto se abriu. Lauren hesitou vendo tudo escuro, ela apanhou uma das velas do quarto e voltou no corredor acendendo-­a em uma das tochas que havia ali. Distribuiu as chamas por todas as velas do quarto, quando pôs a última no suporte foi que veio ver ela.
 

Lauren: escute eu... – ela parou vendo seu estado – Camila?
 

Mas Camila só ergueu os olhos vermelhos pelo choro para encará-­la. Lauren entendendo errado hesitou.
 

Lauren: certo eu realmente a ofendi – disse preocupada se aproximando da cama, ela se sentou tocando o rosto de Camila inchado pelas lágrimas que haviam caído – eu não...
 

Camila: não é tua culpa – disse passando a mão no nariz, mas soluçou de novo desolada.
 

Lauren: não? – perguntou admirada – quem te machucou? – perguntou a voz já em tom de ataque, Camila negou com a cabeça, incapaz de falar algo – em nome de Deus o que houve?
 

Camila: meu pai.... está morto – desabafou caindo no choro com mais força ainda, Lauren ergueu a sobrancelha.
 

Lauren: ah – disse surpresa – eu.. eu lamento, ei não fique assim – disse preocupada – venha – disse esticando o braço, como Camila não se moveu ela a apanhou pelo braço trazendo-a ­para si e ela a abraçou as lágrimas molhando sua camisa – isso chore, deixe tua dor vir – disse beijando-­lhe o cabelo, Camila apenas soluçava – ele estava doente? – Camila assentiu – você precisa de permissão para ir vê-lo? Acompanhar o velório ou algo assim? Eu posso providenciar... – ela a interrompeu negando com a cabeça.
 

A verdade é que Lauren não queria que ela fosse, não queria dar a licença, pois não queria perdê-la de vista, te-­la fora de seu alcance, mas daria ainda assim o que ela precisava.
 

Lauren: não? – perguntou ainda ninando-­a um braço forte a abraçava e o outro acariciava o rosto.
 

Camila: meu pai.. nós não nos dávamos bem – mentiu – minha família... não me aceitaria, por isso vim para cá, por isso nunca precisei sair – disse a voz carregada de agonia.
 

Lauren: entendo, mas você o amava.
 

Camila: demais... –disse caído no choro outra vez, Lauren a acolheu em seu peito agoniada por não fazê-la parar de chorar. Mas sabia que não havia como, quando os funerais de Alexa terminaram ela não teve condições de sair do quarto por semanas, nem pra ver a filha.
 

Lauren: vai ficar tudo bem – disse tranquilizando-­a –  eu vou ficar aqui com você, vai passar.
 

Mas Camila não teve condição de responder, ela chorou por horas a mais a verdade engasgava em sua garganta, uma dor que lhe atormentava, ela adormeceu amparada em Lauren, abraçada. Lauren que ainda a ninava sentiu a cabeça dela tomar em seu ombro, por um instante achou que tivesse desmaiado mas estava dormindo. Ela cuidadosamente se encostou na cabeceira da cama e a ajeitou sobre seu peito, ela puxou lentamente os cordões do vestido de Camila liberando-­a do aperto do espartilho mas não tentará nada. Passou a noite toda em claro, os lábios no cabelo dela, os olhos fixados a sua frente. Queria poder protegê-la dessa e de qualquer outra dor. Inferno era tão frágil, ela só se dera conta disso após vê-la chorando, debaixo do queixo empinado e do olhar inocente era frágil, de que diabo adiantava ser rainha se queria bem?
 

Camila só despertou na manhã seguinte, estranhou porque não estava sob a cama, estava sob algo que respirava e haviam braços a sua volta, abraçando-­a confortavelmente, Lauren viu os olhos dela avermelhados e confusos se situando e lhe acariciou o braço.
 

Camila: você ficou – disse admirada a voz rouca, Lauren a acariciou o rosto dela – passou a noite aqui e eu nem... – ela passou a mão no rosto, olhando em volta – pedir.

 

Lauren: tranquila – disse confortando­-a ­ apenas tive que trancar a porta, seu amigo teve aqui duas vezes, você nem acordou quando eu levantei, nem quando eu a apanhei no colo – comentou distraindo­-a.
 

Camila: que horas são? Diana virá mim buscar – disse mas não desencostou a cabeça do peito de Lauren. Ali podia ouvir seu coração, o som era encantador.
 

Lauren: Diana não está, na verdade ninguém está – disse dando de ombros.
 

Camila: ninguém... onde estão?
 

Lauren: é aniversário de Veronica, haverá uma comemoração e todos os criados foram mandados até o salão de festas para organizar tudo, seu amigo avisou que estava saindo da última vez que tentou entrar.
 

Camila: eu deveria ter ido? – perguntou ainda confusa pelo sono, Lauren acariciou o cabelo dela.
 

Lauren: não hoje tu não vais a lugar algum, aliás, vai sair comigo salvo engano – ela viu Camila franzindo o cenho – vou te levar a um lugar onde eu ia quando era mais nova, lá poderemos ficar em paz. vá se banhar, eu vou preparar... uma cesta.
 

Camila: tu vais preparar uma cesta? – perguntou rindo de leve.
 

Lauren: se te fizer sorrir assim, vou, não quero te ver triste – disse tocando o queixo dela, Camila sorriu e Lauren selou os lábios com os delas, apenas por tocar – anda, vai.
 

Camila: e se nos verem?
 

Lauren: mando matar – disse e Camila ergueu uma sobrancelha, ela riu – ninguém verá, confie.
 

Camila a olhou, o olhar sondando-­a por um instante, então se levantou cambaleando com o vestido frouxo, Lauren sorriu divertida perante o olhar acusador dela a ela, após olhar o corredor saiu, Lauren foi logo em seguida. Vamos ver no que dá.
 

As duas saíram juntas, era estranho ver o castelo vazio daquele jeito, Lauren a levou pelos fundos do castelo as duas se embrenhando no mato por um tempo, Lauren levava a cesta e Camila segurava o vestido, pra poder andar.
 

Camila: onde estamos indo? – perguntou logo atrás de Lauren.
 

Lauren: não consegue ouvir? – perguntou se virando para olha-­la.
 

Camila parou um instante aguçando o ouvido, era água correndo.
 

Camila: o rio? – perguntou e Lauren sorriu assentindo.
 

Lauren: cuidado com a pedra – disse e a apanhou com um braço erguendo­-a do chão, Camila dobrou as pernas e Lauren a passou pela pedra, pondo-­a no chão novamente.
 

As duas chegaram até o rio em poucos minutos. Havia uma parte onde era bem rasinho, dava para ver as pedras, mas no centro era fundo e havia certa correnteza. O dia estava frio, Lauren a levou até uma parte seca debaixo de uma árvore, as duas sentaram ali e nem comeram, largando a cesta de lado apenas conversando, Lauren fez perguntas sobre o passado dela e ela respondeu exclusivamente com a verdade, ocultando apenas o fato de onde passou o resto da vida. Depois foi a vez de Lauren falar, a conversa fluía levemente, as duas riam era normal.
 

Lauren: na época da peste todos ficaram muito apreensivos, eu devia ter 11 anos, meus pais me trancaram em um quarto fechado e ninguém me visitava – disse franzindo o cenho – a início eu achei que tinha feito algo errado, mas era pra evitar que alguém me tocasse e passasse a doença, um pouco radical é verdade – disse dando de ombros, Camila riu e Lauren não aguentou rindo também – mas depois ficou tudo certo.
 

Camila: eu não me lembro dessa época, eu não era nascida ainda – disse pensativa – mas me lembro de que minha mãe vendia doces e bolos e ela sempre me deixava ficar com as panelas os tachos e as colheres – disse e Lauren sorriu – não deboche era uma delícia, pena que dava dor de barriga depois.
 

Lauren: eu não tive essas experiências que as crianças normais tem, tipo brincar na terra ou lamber panelas – disse sutilmente e ela sorriu – era tudo dentro dos conformes, eu nasci dentro desse castelo e cresci ai. Precisava servir de exemplo, sempre foi uma porcaria - Camila riu e ela assentiu – não queres me dizer nem onde moras? Eu posso ajudar tua família – o sorriso de Camila morreu – não, não fique triste – se antecipou tocando o rosto dela – eu só pensei que seria de ajuda com os funerais e eles saberem onde tu estás e que estas bem.
 

Camila não disse nada pensativa, na verdade sabiam, seu pai morrera porque orgulhoso que sempre foi passado na cara de Austin que Camila estava no castelo de Lauren sob os domínios dela, ou seja no único lugar onde Austin não poderia ir buscá-la. Lauren se antecipou sentando mais perto dela e apanhando seu rosto entre as mãos.

 

Lauren: esqueça, não vamos mais tocar neste assunto – propôs os olhos verdes preocupados – se te entristece já não me interessa.



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