História Como Resistir ao Inimigo (Adaptacão Camren) - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camren
Exibições 763
Palavras 2.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Lemon, Luta, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - 16


Lauren revirou os olhos e seguiu seu caminho, parou no cofre. Havia coisas demais ali, mas ela queria algo pequeno, algo que havia guardado fazia muito tempo, teve que remexer uns minutos até encontrar, quando achou o que era, uma caixinha de metal, retirou, fechou o cofre. Resolveu passar pela sala de jantar para verificar.

Lauren: tudo pronto? – perguntou parada a porta.

Diana: só falta terminar de acender a lareira senhora – disse a voz dura.

Lauren: termine e retire-­se, mande que todos se retirem, não quero ninguém perto desta sala hoje – ordenou dando as costas antes mesmo de ouvir a resposta dela.

________

Camila: pensei que não voltaria – disse ao vê-­la entrar no quarto.

Lauren: venha – disse oferecendo a mão, Camila a olhou receosa.

Camila: vão nos ver – lembrou.

Lauren: venha – insistiu.

Camila deu as mãos a ela e as duas foram pelos corredores, Camila sempre olhando em volta, até que Lauren mandou ela parar. Ao entrar na sala de jantar Camila se deslumbrou, sempre que estivera ali era dia e estava tudo bagunçado, agora não. A lareira estava acesa o fogo alto, a grande mesa estava forrada com uma toalha de renda branca, farta em comida, com velas, a louça era fina de porcelana, os talheres de prata polida. Ela caminhou uns passos olhando tudo encantada, o tapete parecia gostoso de tocar só por olhar. Um toca discos estava repousado em um canto. Naquele momento, olhando o que Lauren tinha feito pra ela, Camila se sentiu especial. É claro que ela não sabia que para Diana servir cada um daqueles pratos, aceder cada uma daquelas velas, ou a lareira, ou todo o resto foi como espetar agulhas nos olhos. Não viu também Lauren trancar a porta atrás dela.

Lauren: tenho algo para ti – disse puxando algo do bolso do colete.

Camila: mais presente? – perguntou exasperada.

Lauren: cala-­te – disse ofendida e Camila revirou os olhos, ela estendeu a mão. Era uma caixa de metal trançado, quadrada... Camila abriu a tampa, encontrando um escapulário dourado. Ouro, era delicado, fino, pequeno, Camila sorriu. Lauren fechou a caixinha, guardando­-a novamente – isso é meu, digo, sempre foi meu, desde que era nova.

Camila: é lindo – disse olhando o escapulário, Camila não estava dizendo que era lindo porque era de ouro maciço, mas si pelo que significava.

Lauren: eu nunca quis dar a ninguém – nem a Alexa, mas ela não disse isso em voz alta – Mas quero que seja seu. Use-­o e eu estarei com você, use­ e estará protegida, use­-o... e além do próprio Deus eu estarei por você – terminou vendo ela sorrir.

Camila: eu usarei sempre – prometeu, Lauren apanhou o escapulário na mão dela, pondo-­o em seu pescoço.

Lauren: enquanto estiver com ele nenhum mal a atingirá – prometeu selando a promessa beijando os lábios de Camila – mas veja, este jantar é seu – mostrou com o braço.

Camila: eu vi. É lindo, tem até um toca discos – disse encantada.

Lauren: achei que você gostaria de música – comentou trazendo ela pela sala. Lauren puxou a cadeira pra ela que sorriu pelo galanteio.

Camila: tem comida demais aqui – reparou vendo a variedade de pratos que Lauren exigiu.

Lauren: na verdade eu não sabia do que você gostava e mandei que cozinhasse tudo o que desse tempo – disse fazendo a volta na mesa se sentando frente a ela – temos conversas pendentes.

Camila: muitas – concordou.

As duas conversaram pouco durante a janta. Lauren observou reservadamente, mas ela se dava muito bem com todos os talheres. Sua mãe fizera questão de lhe ensinar a se portar a mesa, e agora foi de utilidade. A comida estava ótima, o vinho estava suave... tudo perfeito.

Camila: onde você vai? – perguntou confusa ao vê-­la se levantar. As duas estavam conversando, cada uma com sua taça de vinho, e Lauren levantou do nada.

Lauren: isso não está aqui para enfeite – o tocador de disco era simplesmente enorme. Já havia um disco que Lauren havia escolhido ali. Após colocar ela pôs a agulha em cima do vinil e após um breve arranhão a música começou a soar. Lauren caminhou até Camila e ofereceu a mão – dança comigo?

Camila aceitou a mão dela se levantando. Lauren a levou até o tapete, na frente da lareira e a pôs a sua frente, abraçando-­a. Camila sorriu, ouvindo a valsa começar a soar lentamente pela sala.

Camila: você é a primeira pessoa com que eu danço – comentou o corpo sendo guiado pelo de Lauren. Exceto o pai dela, mas esse não se considerava. Lauren riu.

Lauren: há alguma coisa e ti cuja eu não tenha sido a primeira a fazer? – perguntou divertida. Camila revirou os olhos.

Camila: convencida – disse afundando o rosto no ombro de Lauren, olhando as chamas na lareira – então falando, Lauren.

Lauren: eu sei – disse beijando a orelha dela – estão falando que eu tenho uma amante. O que falam de mim pouco importa, só não podem saber que é você.

Camila: acha que depois de hoje Diana não dirá?

Lauren: ela não teria nem metade da coragem – isso era verdade – não sabendo o que a aguarda se o fizer. Fique tranquila.

A música mudou um tom e as duas rodopiaram pela sala, Lauren sorriu para Camila.

Camila: gosto de estar assim –disse se apertando mais a Lauren – é ousadia minha?

Lauren: não, pois gosto de sentir você assim – disse aninhando­-a em seu braço. E ela gostava. Era quando sentia que tinha poder, quando a tinha protegida em seus braços. Tão pequena, tão frágil... tão dela. As duas dançaram por instantes, até que o olhar de Lauren caiu em algo. Em cima da lareira. O retrato de Alexa repousava lá, de frente pra ela. Aquele retrato nunca saia do seu quarto, mas Diana teve um gosto imenso em deixar aquilo como sobremesa. Camila estranhou quando Lauren parou de dançar, se tornando imóvel.

Camila: aconteceu algo?

Lauren: eu não estou me sentindo muito bem – disse se afastando dela. Sentia remorso agora. Aquele retrato ali, representava o que ela estava fazendo com Camila e não era justo.

Camila: o que há? – perguntou preocupada.

Lauren: eu creio que o jantar não me fez bem – a valsa acabou o som da agulha soltando o vinil representando como a magia ali havia acabado – importa­-se se eu for pro meu quarto, Camila?

Camila: é claro que não, quer que eu lhe prepare algo? – perguntou ainda preocupada.

Lauren: não, obrigada, eu creio que se eu me deitar vai ficar tudo bem, me perdoe – disse angustiada.

Camila: não tenho pelo que perdoar, não foi intencional, não diga bobagens. Vá pro seu quarto, eu retiro isso tudo – disse realmente acreditando que ela não estava se sentindo bem.

Lauren: deixe aí, outro empregado retira-rá. Vá dormir. Eu só vou demorar um instante e vou também – disse a voz entrecortada.

Camila: fique bem – Lauren assentiu e Camila deu as costas, o olhar ainda preocupada, e saiu ali.

Lauren viu a porta bater e colocou as mãos na cabeça, olhando o retrato que Camila não reparou.

Lauren: Alexa, o que está fazendo aqui? – perguntou angustiada. O retrato ainda a encarava, repousando, observando a foto – não.... o que eu estou fazendo com você, meu amor? – perguntou acariciando a foto.

Lauren já não procurou Camila. A princípio ela pensou que Lauren realmente estivesse mal, mas quando Lauren passou por ela, ignorando­-a, soube que não era. Não fez nada, todavia. Não havia nada que pudesse fazer. Doía ficar longe dela, mas ela sabia qual era seu lugar. Voltou ao seu trabalho,como sempre foi e Diana, deliciada porque conseguira seu intento a deixando em paz. Mas Camila ainda usava o pequeno escapulário que Lauren pôs em seu pescoço. Usaria sempre.

Lauren, por sua vez, sentia demais a falta dela, mas o remorso a corrompia. Era errado para com Alexa o que ela estava fazendo. Fazer um jantar de luxo e levar uma criada como companhia, o que ela estava pensando? Seus pais, se vivos, a matariam só por pensar nisso. E a pobre Alexa não a merecia.

Veronica: pelo amor de Deus, tu estás insuportável – disse desistindo e afastando uma planilha que as duas tinham a frente.

Lauren: a rota está traçada, é essa e ponto – disse dura.

Veronica: pois vá nela tu com teus homens, e morra lá – disse os olhos sérios – sua tolice não é um motivo pelo qual eu pretendo morrer, Lauren – nada funcionava.

As duas precisavam trabalhar junto em um plano de ataque, mas não se entendiam. Lauren estava irritante e Veronica já era arisca por si, não era de sua natureza se curvar. A falta do apoio de Justin e a indecisão de Demi que não queria travar uma guerra que não era dela, também não ajudavam. Estava impossível prosseguir com uma guerra desse jeito.

*************

Camila: com licença – pediu batendo na porta.

Lucy: entre – disse parada na frente da janela, o vento brincava com os cachos dela.

Camila: bom dia senhora – Lucy assentiu se abraçando.

Camila se pôs a trabalhar. A cama era enorme e precisava ser feita logo, trabalhou em silêncio, estirando os lençóis, as cobertas, afofando os travesseiros... enfim.

Camila: necessita de algo, senhora?

Lucy: me diga algo que eu precisasse que você poderia me dar – disse divertida com a ideia. Camila ergueu as sobrancelhas, considerando.

Camila: não... sei. A senhora apenas parece triste, pensei que quisesse algo. Perdão.

Lucy: não, me perdoe tu. Fui grossa, você só quis ajudar – disse saindo de perto da janela. Usava um vestido cinza. Ela suspirou, olhando o quarto – estou realmente infeliz, mas não é nada que ninguém possa resolver.

Camila: gostaria... de conversa? – perguntou hesitante. Lucy avaliou.

Lucy: implorei a Veronica que não aceitasse o pedido de Lauren. Essa guerra não é nossa, não precisávamos estar aqui. Mas não sei, parece que o instinto da briga, da batalha, correm junto com o sangue dela, e ela aceitou – ela se sentou em uma poltrona – agora todos os dias são dessa incerteza. Não sei se seremos atacados. Não sei quando minha mulher resolve-rá atacar. Não sei quando vou vê-la sair pro campo de batalha, e não sei se retornará. Essa instabilidade me incomoda.

Camila: entendo – disse acompanhando o raciocínio dela.

Lucy: como é teu nome?

Camila: Camila senhora.

Lucy: e o pior, nós éramos felizes, Camila – disse o rosto com um tom de raiva – no nosso reino não há uma fronteira tão fortemente guardada, não há homens sendo treinados para morrer, não há famílias destroçadas. Lá há paz, há calma. Éramos felizes. Fomos felizes desde o momento-em que Veronica me tirou para dançar no baile em que os pais dela deram para escolher sua noiva. Esta guerra não é nossa, eu não conheci Alexa e eu não quero que minha mulher se arrisque para vingar a morte dela – ela suspirou novamente o rosto delicado – a cada dia eu espero que isso tudo acabe, mas por fim não quero que aconteça. Não vou suportar vê-­la sair para a batalha, embora cada dia saiba que está se aproximando.

Camila: não há como demove­lar? – Lucy negou revirando os olhos.

Lucy: não, como disse o instinto de batalha está no sangue dela. Ela já sente como se essa briga fosse a briga dela – ela parou raciocinando – pelo menos se Ariana me ouvisse – disse contrariada – temos nos correspondido, mas eu entendo ela.

Camila: Ariana?

Lucy: uma velha amiga. Esposa de Justin, aliado que Lauren precisa para encerrar com isso – explicou – eu entendo que ela não se sinta impulsiona a vir até aqui, eu não viria, mas com o poder de armas que Justin tem tudo isso se tornaria mais fácil. Se Austin soubesse que Justin estava vindo, seria capaz de ele recuar.

Camila não conhecia Justin, mas algo era certo: já tinha medo dele. E em parte da esposa também. Camila pensou em qual seria a reação de Lucy se soubesse quem era realmente era.

Camila: eu sinto muito – disse sincera – realmente espero que isso tudo termine logo, e que termine bem – Lucy sorriu de canto.

Lucy: mas uma vez perdoe-­me, fui rude, você só queria ajudar, a oscilação não me faz bem, perdoe – Camila assentiu.

Uma hora havia uma rainha em sua cama, na outra uma rainha lhe pedindo perdão. E Camila era uma plebeia do reino inimigo. A cada dia isso se tornava mais e mais confuso.



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