História Como Resistir ao Inimigo (Adaptacão Camren) - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camren
Exibições 784
Palavras 2.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Lemon, Luta, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Alguém acordado? Estou com insônia
😢

Capítulo 17 - 17


UM MÊS DEPOIS

Lauren queria Camila. Ela precisava dela. Parecia que a cada dia que passava resistindo seu coração passava a tentar bombear palha no lugar do sangue, entre as veias. Ela sentia a garganta seca, as mãos ansiava. Passar por ela e ignorar era como ingerir fogo. Parecia o inferno. Ela estava andando pro rio. Era o que sempre fazia quando estava desnorteada, ia até lá, se sentava e pensava até por as coisas em ordem. Pôrem parou ao avistar o rio.

Lauren: diabo – praguejou recuando, mas não resistiu a olhar.

Camila havia ido ali com o mesmo intento que ela. O vestido de Camila se achava dobrado em um ponto seco, na terra. Ela boiava na água, os olhos fechados, os braços abertos, os cabelos boiando a sua volta. A correnteza não estava tão forte hoje pois não ventava, logo ela apenas oscilava no mesmo ponto. Parecia um convite a Lauren. Um convite quase irresistível. Lauren se amparou em uma árvore, angustiada entre o que era certo e o que queria fazer, observando-­a. as mãos dela estavam espalmadas na água, o corpo parecendo gritar pelas mãos dela. Lauren olhou o vestido dela no chão. Repousando delicadamente em cima do vestido estava o escapulário. Ela o retira-ra certamente com medo de perdê-­lo na água, mas vê-­lo ali mostrou a Lauren que ela ainda o usava, que ainda se importava.

Camila: o que faz aqui? – perguntou sobressaltada. Lauren ergueu os olhos pra ela, tarde demais pra vir na defensiva.

As duas se encaram por minutos. A vontade era tanta que podia ser sentida no ar. Nenhuma das duas disse nada. Lauren sabia que se Camila saísse da água com a roupa molhada, grudada ao corpo, sua sanidade iria ao inferno. Mas ela não saiu. Apenas a encarou, em uma pergunta muda. Porque? O que ela fez de errado? Por fim Lauren recuou, ainda encarando-­a. Camila teve vontade de dizer ``fique´´, mas não disse. As lembranças daquele lugar eram fortes e recentes demais para duas, e Lauren virou as costas,saindo.

DUAS SEMANAS DEPOIS.....

Camila terminou de servir o jantar. Lauren cutucava a mesa com a faca. Parecia estar tentando esfaqueá-­la. Camila pôs a última travessa na mesa e Veronica se pronunciou.

Veronica: avise Mrs. Lucy de que o jantar está servido, por favor – disse esparramada em sua cadeira.

Camila: sim senhora – e ela saiu.

Lauren: eu estou enlouquecendo. Eu estou enlouquecendo. Eu estou enlouquecendo – disse esfaqueando a mesa.

Veronica: é, você está – disse distraída – porque é idiota.

Laur: Deus, eu não posso nem pensar. – ela largou a faca, colocando as mãos na cabeça.

Vero: ela passa bem a sua frente, todo o tempo, e você a rejeita. É mais imbecil do que posso calcular . – pensou consigo própria.

Laur: Vero, eu tenho uma esposa – disse as mãos dentro dos cabelos.

Vero: e ela está morta há 5 anos – disse imediatamente – com todo o respeito que me cabe, a essa altura o corpo dela já se desfez.

Laur: então eu ponho uma criada em seu lugar.

Vero: não uma criada, uma mulher. Tente não ser idiota – impôs parecendo entediada.

Laur: se fosse Lucy...

Vero: eu sofreria tanto quanto fosse possível. Mas quando, anos depois, aparecesse outra que me atraísse eu não iria para a cama com uma pintura, acredite – garantiu.

Lucy: porque toda vez que eu entro na sala você está dizendo algo que soa indecente, querida? – perguntou sorrindo ao entrar.

Laur e Vero se levantaram.

Vero: não foi por isso que você aceitou se casar comigo? – perguntou parecendo confusa. Ela sorriu apaixonada, a própria Camila riu consigo mesma, baixinho. Lauren voltou a se sentar e Veronica foi puxar a cadeira para a esposa se sentar – pode servir o jantar – disse a Camila.

Camila serviu Lucy, que mais uma vez comeu muito pouco, Veronica e por último Lauren. Ela não sabia como se aproximar, as refeições eram o inferno. Se manteve o mais longe que pode, evitando tocá-­la ou entrar em seu campo de visão....mas ela não podia controlar o próprio perfume. Ele atingiu Lauren como uma lâmina afiada e ela olhou pra frente martilizada.

Veronica: pode se retirar – disse vendo que Lauren não dava ordem alguma.

Camila assentiu e saiu, sumindo pelo corredor. Lauren nem olhou pra comida. Se houvesse lagartas em seu prato ela não teria visto. Olhava a toalha da mesa, a expressão torturada, como se estivesse asfixiando . levou dois minutos pra ela se levantar em um rompante, dando as costas. Veronica riu.

Veronica: boa sorte – disse levando o garfo a boca, Lucy sorriu entendo, olhando as duas.

Mas Lauren mal ouviu, ela já estava correndo.

***********

Lauren foi direto ao quarto de Camila, mas ela não estava lá. Que diabo, não podia haver tempo pra se arrepender ou voltar atrás. Ela andava a passos largos, quase ofegante pela corrida. Foi quando parou na cozinha.

Lauren: onde está Camila? – perguntou direta.

Diana: eu já a dei dispensa senhora, precisa de algo? – perguntou confusa.

Lauren não respondeu, pensando, ela recebeu dispensa e não estava no quarto... ela sabia onde Camila estava.

Lauren: preciso do molho de chaves – pediu.

Diana ergueu as sobrancelhas, e buscou algo preso na cintura de seu vestido. Era um chaveiro com uma cópia de todas as chaves do castelo. Haviam mais de cem chaves, mais de duzentas, Lauren não sabia dizer. Ela saiu sem dar explicação. Só parou quando chegou á frente da sala de banho dos funcionários. Havia barulho de água lá dentro. Lauren tentou abrir a porta, estava trancada. Levou minutos até ela conseguir encontrar a chave certa dali. Ela já havia chamado por todos os demônios que conhecia até lá. Abriu a porta com cuidado, fechando­-a atrás de si. Pensou por um instante, mas reconheceu o perfume de Camila. Era ela que estava ali. Lauren caminhou ainda hesitante, pela sala até um dos boxes. Era apenas um quadrado de madeira que ocultava o corpo da pessoa, no caso Camila. Ela estava de costas. Lauren só via até o ombro dela. Tinha os cabelos emaranhados em espuma, Lauren sorriu ao vê-­la sacudir a cabeça após puxar a cordinha que fazia cair água. Camila se virou e se sobressaltou ao vê-­la ali.

Camila: meu Deus – disse pondo a mão no peito, respirando fundo pelo susto.

As duas se encararam novamente, sem nada dizer. Até que Lauren largou o molho de chaves que caiu com um barulho estrondoso no chão, indo até Camila. Lauren abriu a porta do box, apanhando-­a nos braços e beijando­-a agressivamente. Camila a aceitou , ofegante e feliz. Ela voltara pra ela. Na afobação as duas terminam por puxar a cordinha, um jato de água caiu na nuca de Lauren, fazendo Camila sorri. Lauren sorriu e a beijou novamente. Daquele ponto até ela ter perdido as roupas, que ficou pelos cantos, foi muito rápido. As duas não se soltavam por nada, a respiração era difícil, a vontade guardada era muita. Sem contar que o espaço era mínimo. Quando Lauren por fim possui Camila, as duas pararam por um instante, apenas desfrutando a sensação. Pôrem quando Lauren se moveu.

Camila: ai – gemeu franzindo o cenho – para – disse espalmando as mãos nos ombros de Lauren. Lauren a olhou confusa.

Lauren: o que há? – perguntou a voz quebrada. Como ela era louca de manda­la parar agora?

Camila: eu não sei, eu... – o corpo dela parecia estar se adaptando, se adequando.

Lauren: estou machucando você? – perguntou a voz preocupada.

Camila: me de um instante – pediu confusa com o que sentia, aquilo costumava ser bom, qual era o problema? E Lauren esperou, procurando mais uma lista de demônios para praguejar mentalmente, mas esperou. Alguns minutos depois ela se moveu, se remexendo, se continuasse assim Lauren teria uma sincope.

Camila: eu acho que... –Lauren a encarou. Camila estava corada, isso dispensava o resto da frase.

Lauren tentou novamente e dessa vez Camila não se queixou. Logo as duas se consumiam ardorosamente, com todo o ímpeto que a saudade exigia. De vez em quando uma duas se batiam na cordinha, ganhando um jato de água pela cara ou pelas costas, o que garantia os risos. Quando terminou Camila abafou um grito no ombro de Lauren, que se deixou vir chamando pelo nome Camila, as mãos apertando-­a saudosamente. O silêncio reinou ali. Nenhuma das duas sabia o que fazer, ou o que dizer. Então Camila ainda no colo de Lauren puxou a cordinha fazendo a água cair sob as duas de novo. As duas riram.

Lauren: precise de um tempo... para pensar­ começou.

Camila: eu pensei que tivesse feito algo errado – disse tirando o cabelo de Lauren do rosto.

Lauren: é claro que não o fez. Eu só... minha esposa... – Camila esperou – esquece isso – disse franzindo o cenho. Não queira falar de Alexa.

Camila: senti saudades – disse abraçando­-a. Lauren sorriu do jeito de menina dela, retribuindo o abraço enquanto beijava seu ombro. Fazia um frio cortante ali, tanto pelo clima lá fora tanto porque as duas estavam molhadas.

Lauren: vamos pro seu quarto? – convidou ainda beijando o ombro dela.

Camila: é a primeira vez que você pede permissão – comentou e Lauren riu dando de ombro – mas eu quero que você vá – disse beijando a orelha dela, que sorriu. E tudo estava bem novamente.

Lauren: porque você está se vestindo? – perguntou indignada ao se virar e ve­la de camisola.

Camila: porque alguém vai ter que usar as toalhas que eu trouxe para mim – disse apontando com a cabeça pro bolo de roupas molhadas.

Lauren: se alguém me ver assim... – disse pensativa olhando o bolo de roupas.

Camila: será potencialmente problemático – disse se aproximando com uma toalha. Lauren estava dentro do box, com a porta fechada, escorada na porta. Os músculos dos braços, naquela posição se viam bem mais agressivos. Ela secou o rosto de Lauren ternamente, o toque da toalha sendo suave – mas daremos um jeito. Eu posso ir buscar outra muda de roupas – propôs.

Lauren: não –disse imediatamente. Camila a olhou – Veronica ainda está a solta. Não quero que você se bata com ela vestida assim – explicou e Camila riu.

Camila: de qualquer forma, saia dai, vai se resfriar – disse secando o cabelo de Lauren, que ficou todo bagunçado.

Lauren: talvez você possa entrar de novo, e me aquecer. – propôs maliciosa – podemos passar a noite aqui.

Camila: er... eu dispenso – Lexa riu – estou falando sério, vai se resfriar – ralhou

Lauren: não posso sair por ai nua, nem enrolada em uma toalha, eu sou uma rainha – disse debochada, Camila revirou os olhos.

Camila: toma. Se seque e se cubra – disse entregando as toalhas a ela.

Lauren: não vai sair assim – ordenou severa.

Camila: apenas se seque – disse apanhando as roupas de Lauren.

Lauren riu, divertida, ela torcer suas roupas o máximo que pode, mas por fim estavam molhadas. Ela entregou a Lauren ficando com a camisa na mão, ainda na tentativa de torcê-­la mais. Por fim Lauren saiu, com as roupas molhadas. Com sorte ninguém as viu no corredor. Ao entrar no quarto dela Lauren largou o colete molhado em um canto no chão, se livrando da camisa, mas Camila havia recuado. Lauren não entendeu até vê-­la bater a porta. Tentou abrir, estava trancada. A explicação veio quando ela ouviu o barulho do pesado molho de chaves vindo do lado de fora.

Camila: há toalhas secas na cômoda –sussurrou.

Lauren: abra essa porta, ou eu a arrombarei – ameaçou em um rosnado.

Camila: use as toalhas, não faça barulho. Eu já volto – e Lauren ouviu os passos de Camila se afastando. Ela era louca? Demorou minutos. Camila não foi até o quarto dela, foi até a lavanderia. Estava tudo deserto por lá. Ela usou uma das chaves para abrir a porta. O diabo é que estava tudo escuro. Levou minutos para ela conseguir achar um conjunto completo de roupas para Lauren. Por fim fechou a porta, voltando. Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Ela se bateu com Diana no corredor. A outra olhou a muda de roupas na mão dela, o molho de chave que Lauren havia lhe tomado, e o cabelo de Camila molhado. Juntou as peças e soube o que havia acontecido. Camila não disse nada, apenas passou por ela no corredor, apressando o passo. Algo lhe dizia que Diana era problema pequeno comparado a deixar Lauren presa muito tempo.



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