História Como sair impune de uma vida miserável - L3ddy - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Segundo - Lucas Feuerschütte


Fanfic / Fanfiction Como sair impune de uma vida miserável - L3ddy - Capítulo 3 - Segundo - Lucas Feuerschütte

"- Mas é claro que não poderíamos esperar um resultado diferente! Uma salva de palmas para o Luba!" – Um entusiasmado anunciador gritava no microfone, no meio da multidão que acercava meu Nissan branco, que acabara de cruzar a linha de chegada. Estavam todos amontoados embaixo de um galpão imenso, onde vários carros estavam à mostra e uma música alta tocava em um dos alto-falantes.

 

- Cara, que virada sensacional! - Lira se aproximou quando desci do carro para cumprimentar a todos.

- Olha Luba, realmente... Foi por pouco dessa vez, hein? - Karen falava alto, ao longe, para mim.

 

Mais uma corrida, mais uma vitória. Eu não cabia em mim de satisfação. Do outro lado da linha estava Rayza, minha adversária desse round. Saía fumaça de baixo do capô de seu carro.

 

- Velho, você arrebentou os pistões dela... Ela deve estar muito puta.

- Ah Lira, o que eu posso fazer? O Camaro não é páreo para um Skyline... - Falei, vitorioso.

- Ainda bem que você não apostou o carro, porque seria prejuízo...

- Você teve sorte, esmeralda... A próxima não será dessa forma. - Rayza falou enquanto entrava no carro do seu namorado, que a aguardava.

 

Apenas a olhei, divertido.

 

- Para, sabemos que a mulher é fera. Eu sofri pra caralho para ultrapassá-la nos últimos metros. - Falei, enquanto entrávamos no carro novamente para irmos embora.

- Isso é verdade. Esperaríamos o que? Desde que me lembro essa menina corre. Não duvido que ela venha pra matar da próxima vez.

 

(...)

 

Speed Less Car... É meu lugar preferido; talvez pelo fato de eu ser praticamente sócio? Talvez. Ajudei a inventar e a construir. Corria desde meus vinte e um anos, ou seja, a seis anos. Lira é um entusiasta, ia só para me acompanhar e me assistir quando eu corria.

 

- Eu não entendo Luba... Como pode correr apenas por prazer e, às vezes, por alguma quantia em dinheiro?

 

Virei o rosto para encará-lo rapidamente, enquanto dirigia para fora da pista em que estávamos.

 

- O que me fascina é a corrida em si, cara... Não o que ela pode me trazer materialmente. Você sabe, amo fazer isso há anos... O que eu ganho ali é só para manter meu carro.

 

Sim, sou fascinado por carros. Essa paixão vinha da adolescência, quando vi uma corrida pela primeira vez, junto com meu pai. Quando comprei meu primeiro carro, um Audi TTS 2015, apostei-o, em um acesso de loucura, naquela mesma pista da qual acabamos de sair. O ex dono do Skyline Nissan ficou furioso quando viu que havia perdido o carro pra mim, mas no final entregou-me as chaves; sabia das regras. Desde então nunca mais o perdi, sigo com meu carro para todas as corridas que participo. O início foi um pouco complicado porque ninguém botava fé em mim, principalmente quando souberam que eu era homossexual. Mas com o passar do tempo provei que sou realmente bom no que faço e hoje os espectadores vão à loucura quando sabem que sou o adversário de alguém.

 

- Na próxima semana eu já me mudo para São Paulo! Vai ser bem melhor, continuar a faculdade de Psicologia.- Lira disse, mudando de assunto rapidamente.
            - Eu acho que vai ficar para o próximo ano, no meu caso... - Me entristeci enquanto saía da pista B (fundos do galpão) de Tubarão.

- Eu disse pra você para alugarmos algo juntos, poderíamos chamar a Gabbie, o Gustavo e a Talita e pegar uma casa grande...

 

Franzi o cenho, negando com a cabeça.

 

- Não daria certo, mano... Pelo menos para o Gustavo e a Talita. Ele está fissurado na faculdade de Fotografia, último semestre, e a Talita namora... Ela não deixaria o cara para ir para outro estado com a gente.

- É... Verdade.

 

Após um tempo, chegamos em frente a casa de Lira. Eu estava com as pálpebras pesadas, morrendo de sono.

 

- Falou mano, até amanhã na facul.

- Obrigado por me acompanhar hoje, amigo. - Sorri.

- Que isso, sempre que eu puder.

 

Saiu do carro. Segui em direção ao meu próprio apartamento, estacionando o carro ao lado do Audi na garagem do prédio. Subi ao meu andar, décimo terceiro, abri a porta e fui em direção ao banheiro para tomar uma ducha. Vesti uma samba canção, peguei meu celular para ativar o despertador e deitei-me na cama.

Meu domingo foi cheio hoje... Terminei meu relatório pela manhã, arrumei meu quarto, que estava uma zona, e o amanhã seria pior.

Trabalho na revista Magazine como assistente de editorial durante o dia e à noite faço  pós-graduação em Marketing na Universidade Federal de Santa Catarina, que ficava um pouco longe de casa. Eu amo meu trabalho, mas tenho pensado em sair dali, pois almejo muito mudar-me para São Paulo e conseguir uma vaga de editor-chefe na conceituada Milleniumm...

Mas esse sonho terá que aguardar minha conta corrente mostrar um saldo positivo, senão não rola.

        Assim que terminei de responder algumas mensagens de amigos, dormi quase que imediatamente. Meus sonhos foram um pouco conturbados naquela noite.

 

"- Não faça isso comigo... Eu preciso tanto de você aqui, Luba... - Uma voz me suplicava.

- E-Eu não tenho escolha, T3ddy... Preciso ir. Sinto muito... - Senti meu coração partir-se e meus olhos marejarem.

 

[...]

 

Agora caminhava por um trilho de trem, gritando ao vento.

 

- Onde você está, Olioti?! Por favor... Eu nunca quis isso, eu...

 

Minha voz não saía mais. Joguei-me no chão, fitando as estrelas acima, enquanto lágrimas molhavam meu rosto.

 

- Me perdoe... Por favor, me perdoe..."

 

Acordei assustado. Sentei-me na cama, levando minha mão ao meu rosto, que estava gelado e úmido, devido ao meu nervosismo enquanto dormia.

As lembranças voltaram... Lembranças que tentei de todas as formas bloquear em minha mente. Mas não me neguei a pensar, a lembrar-me daquele garoto de dez anos atrás... Quando Olioti tinha catorze anos.

 

FlashBack On

 

- Espera aí, já se passaram o prazo de três semanas que você iria se mudar? – Lucas me questiona, quando vou a sua casa me despedir. Vejo que seus olhos lacrimejam um pouco, mas ele não deixa se levar pela emoção. Sempre foi assim, uma rocha.

- Pois é T3ddy (eu costumava chamá-lo assim), não acredite nem por um momento que isso está sendo fácil pra mim. – Assim que digo, o abraço chorando no seu ombro, ficando cada vez mais vermelho. – Eu não quero te abandonar, quero sua amizade pra sempre! Mas não vamos deixar de nos falar, vamos conversar por telefone e pelo MSN...

- Claro que vamos nos falar, então por que está chorando? Para Luba, assim que eu ficar maior de idade eu vou visitar você, deixa de ser dramático.

Eu me afasto de seus braços e olho em seus olhos, prometendo a mim mesmo que jamais o abandonaria. Assim que nos abraçamos pela última vez, dou as costas para ir embora e ao me virar pra ele para acenar um adeus, posso jurar que vi uma lágrima descendo pelo seu rosto.

 

FlashBack Off

 

Obviamente minha vida nunca foi completa depois desse dia. A gente se reconstrói, continua seguindo em frente, mas a dor da distância continua ali. Nos falamos poucas vezes depois que me mudei, não tive mais contato com ninguém da família, ou qualquer amigo em comum daquela época...

 

T3ddy era muito forte, duro consigo mesmo e com os outros, sempre na defensiva. Mas no fundo era uma boa pessoa, quando sorria era algo mágico, apesar de raro.

 

Se eu o procurei? Jesus Cristo, por toda parte! Depois de alguns anos em que ele simplesmente sumiu de vez, tentei contato de outras formas, principalmente quando soube, por intermédio de um colega nosso, que seus pais estavam mortos. Voltei para São Paulo em um fim de semana, mas ele já não morava no mesmo lugar, que, aliás, estava destruído; havia sido incendiado.

 

Passei noites em claro atrás dele, perguntando em todos os lugares, mas nunca mais o encontrei.

 

E dói. Meu querido, dói pra caralho.

 

Eu só queria saber se ele está bem, se está... vivo. Sei que sua vida sempre foi uma bagunça, e temi por sua integridade física e mental. O arrependimento de ter me despedido naquele dia me consumia...

 

Eu poderia ter lutado mais? Ter convencido meus pais a esperarem mais um pouco? Independente de qualquer coisa, eu devia ter feito mais.

 

Deitei-me novamente, e em poucos minutos ouvi o celular despertar.

 

Mais um dia.

 

Tomei um banho, vesti uma camiseta preta, um jeans simples e tênis. Peguei as chaves do carro e desci para tomar café no restaurante do prédio.

 

[...]

 

Revista Magazine

 

- Pessoal, creio que todos sabem que nesse final de semana teremos a conferência de revistas em São Paulo. Os editores das principais revistas estarão presentes, e eu preciso de alguns assistentes pra me acompanhar!

Todos batem palmas e se alegram, é o sonho de qualquer um ir pra conferência. Eu não ligo muito, apesar de querer muito uma oportunidade, sem condições de me mudar para São Paulo. Tomo meu café enquanto observo o editor terminar.

- Para escolher vou me basear no rendimento nos últimos meses, e serão dois sortudos! – Ele me olha com um sorrisinho malicioso que ninguém percebe, e eu fico sem graça, mas torcendo para não me escolher.

- Os escolhidos são Flávia Neves e Lucas Rossi! – Coloco a cabeça pra trás desanimado, mas logo me recomponho e tento sorrir. A Flávia fica eufórica, faz muito tempo que ela sonha com isso.

- Não é por nada não, você realmente merece estar lá Luba. – Diz o editor se aproximando da minha mesa. Tento dar um sorriso de empolgação.

- É, vai ser legal.

- Isso ai, nós vamos arrebentar! – E sai todo orgulhoso, rebolando aquela bunda linda.

Termino de conversar com a Flávia sobre os preparativos e então ela sai pra almoçar. Fico fitando a sala onde estou, um cômodo relativamente grande de paredes azuis onde ficam vários assistentes de reportagem, turismo, entretenimento, todos em suas mesas. É um barulho infernal de telefones tocando e pessoas andando pra lá e pra cá, mas já me acostumei. Desligo meu computador e resolvo ir almoçar.

 

 

Continua...


Notas Finais


Sei que está massante, mas esses cap foram para apresentar a situação em que se encontram os dois.

A partir do próximo as coisas vão ficar... diferentes :P

Beijos e queijos!


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