História Como sair impune de uma vida miserável - L3ddy - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Palavras 2.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Maaais um capítulo!

Boa leitura!

Capítulo 4 - Preparação


Fanfic / Fanfiction Como sair impune de uma vida miserável - L3ddy - Capítulo 4 - Preparação

Café Sant’anna

 

Point Of View T3ddy

 

Depois de tomar um café puro e comer uns cinco pães de queijo, meu celular toca. Quando vejo que é da redação, esfrego o rosto em sinal de preguiça e atendo:

 

- Fala Júlia, não estou muito bem hoje, por isso não fui trabalhar. Se a Erica reclamar, diz pra ela ir pra p...

- Calma Lucas! – Ela me interrompe, grossa. – Acha que eu ia te ligar apenas por causa disso? Tenho mais o que fazer, estou pouco me fodendo pra sua saúde.

- Então desembucha, caralho.

- Vai ter uma conferência depois de amanhã na central e todos os editores têm que estar presentes para apresentar o conteúdo e ações programáticas. Venha até a redação que a Erica vai te explicar melhor. Daí você mesmo manda ela ir pra puta que a pariu. – Diz ela desligando o telefone.

 

Conferência?! Eu nem me lembrava disso! Não preparei nada! Tenho uma viagem planejada pra esse final de semana, para Gramado, sair dessa bagunça de São Paulo, correr, me concentrar, esquecer um pouco essa vida. E daí? Não preciso desmarcar, após a apresentação eu já pego meu jato e saio.

 

Desvio o olhar para o lado de fora da cafeteria, através do vidro, e vejo uma cabeça loira andando em direção ao supermercado que está do outro lado da rua. Meu coração dispara. Aperto os olhos para tentar visualizar melhor e o homem vira o rosto para o lado e vejo que é um desconhecido.

 

Frustração; essa é a palavra. Uma parte de mim aguarda o dia em que o reencontrarei, por acaso, em algum momento em que eu estiver desatento. Ridículo, eu sei.

 

Suspiro, fechando os olhos, mas logo os abro novamente, olhando as horas no relógio do fundo do café: 18:49 de uma segunda-feira nebulosa. Pago a conta e vou direto pra redação ver mais detalhes da conferência. Quando chego, avisto logo a Erica na porta, de saída para jantar. Uma mulher alta, de cabelos loiros compridos e um corpo maravilhoso. Transamos algumas vezes, mas depois de ver que eu não queria nada sério, ela restringiu nosso relacionamento para um estritamente profissional.

 

- Finalmente Sr. Olioti! Uma conferência a caminho e você andando por ai? – Ela diz cruzando os braços e com ar sério.

- Não consegui vir de manhã, mas pode falar agora.

- Vamos jantar então, conversamos lá mesmo.

- Eu acabei de comer, não quero jantar. – Digo.

- Então me acompanhe assim mesmo, depois estarei muito ocupada. – Ela termina de descer as escadas e me guia até seu carro, um Azera último modelo. Entro no carro e a acompanho até o restaurante.

 

Sabe quando você sente que está vivendo errado? Minha vida não é essa, cara. Não tenho classe (nem sei o que é isso), não gosto de falar em público e me estresso com gente me dizendo o que fazer. Gosto de ser livre. Minha vontade é largar isso tudo e viver apenas com o dinheiro dos serviços. Mas algo me prende aqui nesse lugar, como se estivesse esperando algo acontecer. Recebo propostas da Erica o tempo inteiro para promoções, mas não quero nada disso. O que eu estou esperando?

 

Point of View Luba

 

*Quebra de tempo*

Dia da Conferência; 08:00

 

Estou sentado na cama, refazendo a última parte da minha tese, quando a Natália me liga.

 

- Bom dia flor do dia! Eai, preparado para o meu ensaio hoje??! Estou tão nervosa! – Ela diz empolgadíssima.

 

Meu Deus do céu, esqueci do ensaio da Nah! E hoje é o dia da conferência! Ela vai ficar tão chateada! Já sei, vou chamar alguém pra ir com ela.

 

- Bom dia meu amor... esqueci de te falar... hoje eu tenho uma conferência da revista, vou viajar pra São Paulo às 13:00! Me chamaram de última hora, não deu pra recusar. Mas posso pedir para o Gustavo te acompanhar, o que acha?

- Aaaah sério? – a voz dela murcha. – Que pena Luba, queria tanto que você fosse... Mas pode deixar, eu entendo. Vou ligar para o Gustavo e ver se ele vai comigo. Seu emprego é prioridade, não se preocupa. – essa última parte ela diz um pouco rápido demais, o que me faz pensar que ela está chateada.

- Me perdoa? Prometo que te trago um presente de SP! Boa sorte no ensaio!

- Obrigada. – e desliga. É, ela realmente ficou chateada, mas vou compensá-la depois.

 

Natália faz parte de um grupo de teatro que é bem famoso na cidade, e seu tempo livre é sempre ensaiando. Mas nem mesmo o teatro consegue ser tão bom quanto seu trabalho na delegacia de polícia de Tubarão; é Agente da Polícia Federal.

 

Terminada minha tese, abro meu guarda roupa para escolher o que levar na viagem, poucas coisas, pois iremos voltar amanhã à noite. Pego algumas camisas, calças e cuecas, produtos de higiene pessoal e em vinte minutos está tudo arrumado. Ligo para o Bruno, que me diz que irá vir me buscar para irmos até o aeroporto.

Enquanto isso, pego meu boné vermelho e saio para comer alguma coisa.

 

Espero que esse evento acabe logo, quero estar de volta o quanto antes.

 

Point of View T3ddy

 

Dia da Conferência; 14:30

 

Depois de levar uns quilos de roupas pra lavanderia (porque não ia me restar roupa limpa para a apresentação e para a viagem), chego em casa e resolvo limpar a sala, pois estava cheirando muito mal. Limpo o sofá com uma escova, jogo os restos de comida fora, lavo a sacada, limpo o chão e os pouquíssimos móveis. Enquanto estou estendendo o pano de chão no varal da sacada, o celular de trabalho toca. Mas meu Deus, acabei de fazer um serviço e já tem outro?

 

- Lucas, agente quatro falando – escuto uma voz masculina quando atendo. – Essa linha está criptografada, ligação segura. Próximo alvo: Brad Simpson, empresário das agências Sage de Milão. – Não me preocupo em anotar, já decoro facilmente as informações. – Endereço: Avenida John Mclane, 6352, Barona, Milão, Itália. Prazo: 14 dias. Depósito primário: R$950 mil, depósito secundário: R$1 milhão. Me confirme se compreendeu.

- Sim, entendido.

 

O agente desliga. Dessa vez o cachê é alto, deve ser um cara importante. Mas depois penso quando vou executar o serviço. Olho no relógio e já são 18:29, hora de me arrumar para a conferência.

 

Puta negócio chato.

 

Point of View Luba 

 

Assim que o avião decola, coloco meus fones e tento dormir um pouco. Mas estou tenso demais, não consigo pregar os olhos. Ao meu lado está o editor e ao seu lado está a Flávia, que irá conosco.

 

- Luba, será que vão nos apresentar? Estou tão nervosa! Já pensou, amanhã nas manchetes meu nome aparecer! – Flávia diz sorrindo de orelha a orelha.

- Acredito que nos apresente sim, não é Bruno? – questiono olhando pra ele.

- Claro, no final da apresentação, cada editor apresenta seus assistentes. Você vai gostar muito Flávia, o lugar é enorme.

- Mas o que vai ser dito na conferência? Tirando as ações, obviamente. – E assim eles iniciam a conversa de revista, na qual não me interesso e viro pro lado, cochilando um pouco.

 

Acordo com o solavanco do pouso, olho no relógio e são 16:00. Iremos direto para o hotel nos preparar para o evento. Descemos do avião e procuramos um táxi.

 

- Já começou o barulho infernal dessa cidade. – Diz Bruno quando entra no táxi.

 

Chegamos no hotel, cada um fica em um quarto. Quando entro no meu, me surpreendo. Eles capricham mesmo hein! No hall tem um suporte de madeira com taças de cristal, chão espelhado, o quarto é enorme com uma cama Queen Size, na qual me jogo.

 

- Aaaah é isso que eu mereço! – sorrio.

 

Levanto e vou arrumar o cronograma que eu preparei para a noite, que irei guiar o editor.

 

Depois de terminado, tomo um banho e escolho uma camiseta preta com constelações, uma calça preta e meu tênis branco. Dou uma arrumada no meu cabelo, ou pelo menos tento. As mechas loiras não param muito no lugar. Alguém bate na porta. Caminho até o hall e a abro.

 

- Preparado? – Olho pra uma Flávia bem animada, linda no seu vestido cinza, com seus cabelos loiros descendo pelas costas.

- Uau, que fantástica você está! – Elogio. Pego minhas coisas em cima da mesa ao lado da porta e saio com ela. Já no saguão, encontramos Bruno nos aguardando.

- Lucas, tem problema você nos levar de carro? O motorista contratado não vai poder vir e esses incompetentes não conseguiram outro a tempo. – Ele diz olhando com desprezo para uns rapazes na porta do hotel.

- Sem problemas. Mas vamos logo, porque o trânsito na entrada deve ser tenso. Qual carro é?

 

Quando saímos do hotel, me deparo com um Volvo XC60 2015.

 

- Caralho! Ainda bem que o motorista não veio! – Falo empolgado.

 

Enquanto todos se acomodam, tento verificar rapidamente como o carro funciona.

 

- Vamos Lucas, o show começa às 20:00. Essa noite promete!

 

Você não imagina o quanto, editor.

 

Point of View T3ddy

 

Após terminar toda a limpeza, tiro a roupa e vou pro banho. Tento relaxar, revisando as palavras da apresentação que a Erica me passou. Enquanto a água cai pelo meu corpo, deixo a memória vagar, e sinto uma solidão repentina. E a primeira pessoa que vem na minha cabeça é Luba. Tento com todas as forças não me deixar levar, mas a dor é tão profunda que preciso respirar fundo algumas vezes para me acalmar. Encosto na parede e passo a mão na cabeça, soluçando.

 

- Que merda Luba, por que ainda me sinto assim? Você saiu da minha vida há tanto tempo, não posso ficar pensando em você! – Me viro e soco a parede.

 

Respiro fundo, me acalmando. Desligo o chuveiro, coloco uma toalha na cintura e vou escolher a roupa. Decido por uma camisa azul de botões, bem formal, e um jeans escuro. Tento arrumar minha franja o máximo que consigo e coloco um relógio preto no pulso. Como ainda tenho alguns minutos, faço minha mala pra viagem rapidamente, já que serão apenas dois dias. Suspiro e pego as minhas coisas, tranco o apartamento e saio. No caminho, ligo pra Erica perguntando sobre meus assistentes.

 

- São a Mônica e a Bárbara, já estão na central. Elas vão te repassar algumas informações, e faça-me o favor de não esquecer o nome delas no palco, Lucas!

- Ta de brincadeira? Quero mais é terminar esse negócio logo e voltar pra casa. – Suspiro.

- Depois que terminar, me liga. – Desligo o celular e desço pro estacionamento.

 

Pego meu carro (Mustang 79 preto) e vou até o Salão. No caminho vou pensando a melhor data pra executar o próximo serviço. Sempre gosto de fazer na metade do prazo, pois se der algo errado (nunca deu), ainda terei tempo de terminar.

Chegando na central, uma fila de jornalistas e a imprensa inteira aguarda ansiosamente no hall. Paro em frente, já com um bando de urubus em cima de mim, tirando fotos de cada movimento meu e fazendo um milhão de perguntas.

 

Desço do carro e um segurança já vem para afastar alguns engraçadinhos. O manobrista tira meu carro dali e eu vou andando pelas escadas até a parte interna do salão. Eu sei que deveria sorrir e acenar, mas acho que já esta na cara que eu jamais faria isso.

 

“O editor Lucas Olioti acaba de chegar no salão principal da conferência, veio sozinho em seu carro e não falou com a imprensa, como sempre. Lucas é conhecido por seu gênio forte e pouca paciência com os jornalistas. Nunca vimos um sorriso do profissional.”

 

Ouço a manchete na TV e rio internamente.

 

- Mas que merda hein, Lucas? Você poderia ser simpático com a imprensa, isso melhora nossa visibilidade e reputação. – O organizador da Milleniumm se aproxima dizendo.

- Estou aqui para fazer meu trabalho, não pra ficar fuxicando ou puxando saco de jornalista. Meu trabalho é editar noticias e gerenciar roteiros. Não enche a porra do saco. – Digo impaciente, entrando na sala de espera.

 

Não vejo a hora disso acabar.

 

Continua....


Notas Finais


Bem, deu pra perceber que eu gosto de carro, não é mesmo? kkkkkk
É uma paixão que decidi colocar na história.

AH! Esses capítulos que estou postando são os que já estavam prontos a um booom tempo, então não estão muito bons quanto os mais recentes que escrevi. Mas a gente chega lá!

Até o próximo!


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