História Como se fosse te perder - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~python

Postado
Categorias Originais
Tags Julisinha!au Sim, Lesbicas, Like I'm Gonna Lose You, Romance, Yuri
Exibições 26
Palavras 1.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Undererê.

Não é minha primeira estória no site, no entanto, é a primeira que eu vou seguir a diante qqq

Esse começo é mais pra explicar um pouco da vida da Maria Eduarda (rsrsrsrsrsrsrsrsrs), o próximo já vai ser o real início do enredo e tudo mais.

É isso, espero que gostem. Boa leitura:

Capítulo 1 - Olá mundo frio.


 

"Você diz que está ferido, pelo menos sente alguma coisa"

– Hello Cold World

A vida nunca colaborou comigo. Pra falar a verdade, eu acho que não. Embora eu tivesse sim alguns momentos únicos, daqueles que deixam a nossa "linha do tempo" mais emocionante, a felicidade em si nunca me visitou. Sempre vivi uma rotina monótona de todo adolescente aparentemente normal – sem quaisquer problemas de desvio de personalidade, ou sei lá. Cresci ouvindo meus pais ditarem o que era certo e o que era errado.

Pelo menos dentro da conduta moral deles.

Minha mãe encarava meu rosto enquanto escutava a diretora citar as tais façanhas que eu havia aprontado durante aqueles trezentos e sessenta e seis dias. Era o final do ensino fundamental, e eu nunca fui uma aluna exemplar. Estranho seria se aquele último ano sendo, de fato, criança não terminasse sem uma assinatura minha embaixo.

— Eu juro que eu não fiz nada disso que ela falou mãe.

E eu também jurava que Renata iria acreditar no que usei para me defender.

— Não seja mentirosa, Maria Eduarda. Todas as advertências estão anotadas em meu caderno, se quiser senhora De Castro, eu posso mostrar-lhe — odeio essa velha até hoje.

Minha mãe bufou.

E eu senti ali, naquela respiração, a minha morte.

Meus pais quase nunca levantaram a mão pra mim, sendo esse quase nunca uma completa ironia da minha parte. Eu sofria. Porém, segundo meu irmão, fazia por merecer. A questão é que, por ser um tanto imperativa, o meu corpo e a minha mente trabalhavam de uma maneira extremamente rápida, e eu sentia que iria explodir a qualquer momento se não fizesse absolutamente nada.

— Obrigada, diretora — suspirei aliviada ao escutar aquilo e levantei da cadeira, seguindo minha mãe, que sorria para a mulher mais velha — Nós conversaremos quando chegarmos em casa, Eduarda.

Sai com uma cara enorme de bunda enquanto xingava aquela diretora de todos os nomes possível. Isso mentalmente, óbvio. Não demorou muito para eu ser levada até o carro da minha mãe e seguir o caminho inteiro ouvindo lições de moral das quais eu já estava abusada ouvir.

Era sempre a mesma baboseira:

— Eu vou ser mesmo obrigada a te mudar de escola sempre que arrumar encrenca, Maria?

— Eu não fiz nada, por favor.

Quem entenderia uma pré-adolescente de quatorze anos em plena puberdade e com uma sexualidade extremamente confusa? Ah, não devo ter falado disso ainda. Nem sequer falei pra ninguém naquela época. Era bem difícil pra eu saber que não conseguia, em hipótese alguma, achar dois bíceps bem definidos uma coisa absurdamente sensual, como minhas "amigas" costumavam achar. Mas quem disse que eu ligava pra atração? Preferia um milhão de vezes brincar de correr na rua do que namorar alguém – ou até mesmo perder o famoso bv.

— Seu pai veio te visitar.

Do nada mudou de assunto, mas aquilo me deixou tão feliz. Fazia alguns anos que eu não via meu pai, desde que eles se separaram de novo.

— Sério? Vocês voltaram? Eu não acredito!

— As coisas não funcionam assim, Duda.

Murchei a cara novamente ao ouvir aquilo. Odiava quando me cortavam de assuntos do tipo, justamente por serem "de adulto". Nada haver, meu avô mesmo sempre dizia que eu tinha um gênio forte e podia sim opinar sobre qualquer assunto que me envolvesse diretamente. E o relacionamento dos meus pais me envolvia diretamente. Meu irmão já é maior de idade, e desde o dia em que completou dezoito anos tomou um rumo pra vida. Apesar de ainda morar com a minha mãe e eu.

Renata ficou em silêncio, só abriu a boca pra avisar quando chegamos à minha casa. Desci do carro correndo e de cara com o meu eterno papai Noel. Ele estava no sofá, conversando com o Erick, enquanto batucava os dedos sobre a própria coxa.

— Pai!

Meu berro invadiu todos os cômodos da casa, eu tinha certeza absoluta. Augusto virou o rosto para mim e abriu o maior sorriso do mundo, abraçando meu corpo assim que o colidi contra seu.

Como eu sentia falta daquele abraço.

Oi meu ursinho, que saudade de você — separou-se um pouco de mim e encarou meu rosto, tirando alguns fios do meu cabelo que cobriam meus olhos. Odiava aquela franja horrível, mas minha mãe insistia no mesmo corte SEMPRE — Como está indo na escola? Ainda pintando o sete?

Pintando o sete. Quem fala isso hoje em dia? Exatamente, ninguém. A sorte é que isso é um passado, mas um passado de dois anos atrás. Enfim, meu pai é desses que sempre surge com uma relíquia.

Hoje mesmo tive que buscar Eduarda, a diretora queria conversar comigo — a minha mãe tinha que me enredar sempre. Que saco.

Essa é a minha irmã, seguindo meus passos sempre — fiz um toque bem infantil com Erick e nós dois rimos.

Saudades de quando conversávamos assim, atualmente a noiva dele supri todo esse espaço na vida dela. Detesto.

Não põe ideia na cabeça da menina — mamãe de novo.

Por que veio pai? — resolvi matar a minha curiosidade. Ele não estava com malas, nem nada. O que era até estranho. Foi então que Augusto encarou minha mãe com uma puta cara de segredinho intimo.

Sabe quando duas pessoas estão escondendo alguma coisa, e um olhar já basta pra você sacar tudo? Exatamente.

Vamos morar todos juntos, no sul do país.

Que?

Meu único pensamento foi "voltaram porra!", até que alguns minutos depois eu fui entender a proposta. Meus pais decidiram que tentariam se reconciliar pelo meu bem – uma vez que, depois que se separaram, meu rendimento escolar praticamente despencou e eu fiquei muito abalada emocionalmente.

Depois dali fomos almoçar fora, meu pai me contou tudo sobre as viagens que havia feito para fora do país e sobre meus avós paternos. Eu nunca os conheci, simplesmente porque não aprovavam o casamento do seu filho do meio com a minha mãe, há alguns anos atrás, quando tiveram meu irmão. Mas tudo mudou e agora eles até querem me conhecer, porém, eu nunca tenho vontade, muito menos coragem, pra sair do Brasil no momento. Acontece.

Não demorou nem um mês para que fossemos morar no Rio Grande do Sul, mas, em consequência disso, demorei mais de um ano para me acostumar com aquele frio horroroso. Ainda tinha o tal horário do verão, que onde eu morava, no nordeste, foi praticamente extinto. Todas essas mínimas dificuldades não era exatamente nada comparadas ao sotaque. Sofri um bullying imenso por falar noiti ao invés de noitê. E ainda tinha o tche. Bom, se for levar em consideração a pronuncia tche, pra mim, apenas o Guevara.

Mas tudo entrou em seus conformes, consegui algumas amizades e a fama de meramente insuportável voltou à tona. Não me incomodava com isso, fazia parte da minha personalidade abstrata. Até que, no auge dos meus quinze anos, eu fui transferida pra uma escola de ensino médio em outro estado, no Paraná. Fui até muito bem recebida pelo jeitinho mimado e fresco de Alice.

Porém sequer imaginava que toda essa aversão contra mim significaria totalmente ao contrário do que eu esperava.


Notas Finais


qualquer erro reviso depois.

IT'S SUCH A COLD, COLD WORLD. ai parei


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