História Como se fosse te perder - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~python

Postado
Categorias Originais
Tags Julisinha!au Sim, Lesbicas, Like I'm Gonna Lose You, Romance, Yuri
Exibições 21
Palavras 1.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oxe.

que absurdo.

boa leitura:

Capítulo 2 - Mobile.


“A vida é um mobile, com os sentimentos misturados. Loucos e selvagens.”

 – Mobile

Ok, vamos por partes.

 Eu literalmente não sou uma pessoa diurna. Minha cabeça simplesmente não consegue funcionar de uma maneira rápida e lógica pela manhã – ou pela tarde, depende bastante da minha falta de disposição pra tudo. O lado ruim disso é as pessoas falarem comigo sobre algum assunto, do qual ao ver delas é extremamente importante, e eu não prestar absoluta atenção em nenhuma palavra. Minhas sinceras desculpas para você que fala comigo de manhã e eu respondo com “aham”, não é que eu não esteja interessada. Mas também não estou.

Já fazia alguns meses que eu estava naquela escola, uma vez que tive a obrigação de me mudar com a minha família – mais uma vez – para outra cidade, apenas para frequenta-la. Ficar fazendo nada na hora do intervalo virou o meu passatempo favorito desde os primeiros dias, quando esbarrei sem querer em um garoto chamado Lucas e ele veio pra cima de mim como se eu tivesse feito aquilo de propósito.

O garoto até veio me pedir desculpas depois, conversamos e eu me apaixonei.

 Não. No. Pas. Nitch. Jamais.

Mas é espantoso como uma porcentagem vantajosa dos clichês começam assim. Felizmente eu nunca fui um clichê, mas é bom ler um de vez enquanto.

Ou conhecer.

Alice Brandão é aquele tipo de garota que acha nojento até ver um gato se lamber. O que não faz sentido algum, porque é próprio dos felinos fazer isso. Tá bom, eu exagerei. Mas que ela é fresquinha e convencida, ela é sim. Para o aumento da minha vontade de cometer alguns assassinatos naquela escola, Alice estuda na mesma turma que eu, e passa a porra da manhã inteira testando a minha paciência.

Um exemplo claro é o que aconteceu no dia em que supostamente nos "conhecemos".

Era apenas a segunda semana de aula e estava atrasada (como todo o sempre), para a minha infelicidade as aulas já haviam começado. Restou-me dar meia volta e ir em direção as escadas, fingindo frustração o caminho inteiro para o caso de algum superior me questionar o porquê de eu estar do lado de fora da minha sala. Não estava frustrada coisa nenhuma, até cheguei a agradecer a minha deusa, Hayley Williams, pelo atraso.

Sentei-me em um dos degraus e abri minha mochila, pegando a maçã que minha mãe havia deixado para mim. Fiquei até alguns segundos me perguntando por que ela ainda colocava lanche na minha mochila. Renata às vezes vem com umas ideias meio estranhas, e tem dias que trata como se eu ainda tivesse sete anos, joga todos outros oito fora. É um absurdo.

Tudo estava calmo demais por ali, o corredor vazio e apenas os berros dos professores das outras salas. Eu estava ciente de que ninguém me incomodaria, até escutar uma risada seguida de passos, que curiosamente aumentaram até eu me dar conta de que tinha alguém atrás de mim.

― Não pode sentar aí, como as pessoas vão passar?

Virei meu rosto lentamente e arqueei minhas sobrancelhas. Ela tava me chamando de gorda? Mordi mais um pedaço da minha maçã e olhei bem nos olhos daquela garota. Baixinha, morena, dos olhos castanhos e branquela. Típico. Era até hilário o fato de ela querer me dar alguma ordem, sendo que o topo da sua cabeça ia apenas até a metade do meu pescoço. Levantei meu corpo do degrau da escada e parei em frente à ela. Juro que tentei segurar o riso quando seu rosto se ergueu, para que pudesse me encarar fixamente.

― Que bom que me escutou, ao menos não é surda.

― É sempre educada assim? ― ela franziu a testa, levando as mãos até a cintura. Mantive minha postura de mais alta, tinha certeza absoluta que aquilo a estava intimidando.

― Depende da pessoa com quem eu deva ser.

Alice e eu já tínhamos nos visto antes, na sala, porém nunca trocamos uma palavra sequer. Quando fui tentar conversar com um dos amigos dela, a moreninha simplesmente chamou a atenção do garoto e eu nem consegui interagir direito. Se bem que, desde a primeira olhada, a bonitinha já deve ter idealizado: lésbica, lésbica, lésbica, fodida da cabeça, lésbica, machonheira, lésbica.

Pra que esse hate todo amiga?

Eu simplesmente não conseguia entender o motivo de tanta distância. Não era como se vivessimos nos encarando, ou como se eu tivesse feito alguma merda pra ela querer tanto que a minha pessoa sumisse dali. Como eu disse, nunca conversamos antes daquele dia. E eu só tive amizade com no máximo três pessoas, sendo elas respectivamente; Beatriz, Bianca e Isabela. As duas últimas eram amigas de Alice também, viviam grudadas e eu evitava puxar assunto com medo de levar um coice da baixinha.

― Você sabe meu nome, pelo menos, Alice? ― passei a ponta da língua pelos meus lábios e ela soltou um riso nasal, puxando o lábio inferior entre os dentes.

― Se eu não soubesse, seria uma puta de uma ignorante, Maria Eduarda.

Podia não parecer, mas eu ODIAVA com todas a minhas forças o meu nome com um composto. Por que não só Eduarda? Tão mais forte e pesado. Másculo, até. Ok, isso não tem nada a ver com o objetivo aqui.

― É sempre grossa assim também?

― Eu só mandei você sair do degrau porque pessoas sobem e descem as escadas, pirralha ― relaxou os braços e franziu o cenho.

― Eu odeio quando me chamam assim.

― E eu não to nem aí, pirralha.

― Ótimo.

Uma conversa extremamente educativa, não acham?

Eu era apenas alguns meses mais nova que ela, mas Alice insistia em querer ser superior à mim nesse quesito de idade. Uma pena, pois não exercia moral nenhuma sobre a minha pessoa.

Depois daí não nos falamos mais, exceto na hora do intervalo, quando eu estava passando por Bianca e ela me gritou, abraçando meu corpo e me fazendo dar oi para Isabela. Pelo o mínimo que eu sabia, elas eram amigas desde de pequenas, e Isabela sofria alguns problemas pessoais, dos quais a faziam ser um tanto fechada para com os outros.

E Alice?

Bom, Alice apenas me olhou com desdém e abriu um sorrisinho de canto, sendo logo forçada por Bianca a também me cumprimentar. No entanto, foi apenas um olhar extremamente fuzilador  e um movimento com a cabeça. Era o que bastava. Não tinha nada contra a morena, e não sabia o que se passava na cabeça dela, então seria perda de tempo eu tentar entender.

Mas logo me surpreendi, quando em fio de voz, escutei ela não usar o pirralha – ou sequer o cinismo –  pela primeira vez.

― Oi Eduarda.


Notas Finais


erifan

qualquer erro, reviso depois.


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