História Como se livrar de uma Vampira Apaixonada - Capítulo 20


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Categorias Austin Mahone, Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Cabello, Camren, Dragomir, Hansen, Jauregui
Visualizações 497
Palavras 1.844
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vou sair por isso estou começando a lançar os caps agora.
QUERIA DEDICAR ESSE CAP A ~ITSCLAMP, QUE ME AJUDOU A ADAPTAR ESSE CAP. RAQUEL, TE AMO, VIADA.

ESSE CAPÍTULO TÁ DE DESTRUIR ÚTEROS, PORTANTO JOGUEI E SAI CORRENDO.

LEIAM AS NOTAS FINAIS.

Capítulo 20 - Capitulo 20


– Obrigada pelo cachorro-quente de pelúcia – agradeci, apertando a grande salsicha estufada que Shawn ganhara ao acertar duas bolas na boca de um palhaço. – Eu me diverti pra caramba na festa.

– Foi mal não ter conseguido o urso.

– Ah, um cachorro quente é legal. É diferente.

Estávamos sentados na grande picape 4x4 de Shawn, estacionada diante da fazenda, tentando descobrir como nos despedirmos. Eu deveria simplesmente saltar do carro? Será que ele sairia também?

– Eu já disse que você ficou muito linda nesse vestido? – perguntou Shawn.

Ainda não dissera, mas eu tinha visto a expressão no rosto dele quando foi me buscar. A mesma admiração demonstrada por Lauren na butique. Durante toda a noite vários caras me olharam. A princípio me senti meio sem jeito. Mas foi fácil me acostumar com esse tipo de atenção.

– Gostei do seu cabelo assim também – acrescentou Shawn.

Enrolei um cacho que pendia do coque. Tinha feito o máximo para imitar o efeito que Lauren havia conseguido torcendo meu cabelo com os dedos.

– Obrigada.

– Estou feliz por ter me convidado. Curti muito.

Houve uma pausa longa.

– Acho que vou nessa – declarei finalmente, pondo a mão na maçaneta.

– Ah... hum... é... Eu abro a porta.

Shawn desligou o motor e desceu, vindo para o meu lado. Abriu minha porta e eu tentei descer, quase caindo com os saltos altos.

– Merda!

Muito classuda, Mila.

Mas Shawn me impediu de cair e de repente estávamos muito perto um do outro. Cara a cara.

Foi aí que ele me beijou. Beijou de verdade. Seus lábios eram mais macios do que eu esperava e um pouco úmidos. Meus lábios se abriram um pouco, como eu tinha visto na TV e nos filmes durante anos e anos. Pareceu muito natural enquanto acontecia – e então nossas línguas se encontraram. Shawn empurrou ligeiramente a língua contra a minha. Então é assim...

A sensação não foi elétrica, mas senti um arrepio de felicidade. Shawn me envolveu com os braços, um abraço de urso. Um abraço de lutador. Nossas línguas roçaram e roçaram e Shawn acariciou minha cintura. Legal. E sem dúvida ficaria melhor com a prática. Talvez eu pegasse emprestado o artigo de Dinah sobre “75 truques sexuais para enlouquecer seu homem”.

Foi ele quem se afastou primeiro.

– Preciso ir ou vou acabar passando da hora. Eu te ligo, beleza?

Percebi que ainda estava apertando o brinquedo de pelúcia.

– Beleza.

Ele se inclinou para me beijar de novo. Um toque leve, doce, nos lábios.

– Até mais – despediu-se Shawn.

– Tchau.

Fiquei parada olhando a picape se afastar.

Quando as luzes traseiras haviam quase desaparecido na escuridão, caminhei para a entrada de casa, ouvindo o farfalhar da bainha do vestido contra os joelhos. Meu primeiro beijo de verdade.

– E então, como foi?

A voz profunda e rouca que vinha da escuridão me assustou, fazendo com que eu parasse na mesma hora. Olhei para as sombras.

– Lauren?

– Estou bem aqui.

Acompanhei sua voz até os degraus do terraço, onde ela estava sentada em meio às sombras, perto de uma abóbora de Halloween que tremeluzia. Cheguei mais perto.

– Você estava me espionando. – Lauren estendeu uma tigela.

– Estou de serviço na distribuição de doces. Quer? As crianças não ficaram felizes com a oferenda, mas acho que só restam saquinhos de soja caramelada.

Aceitei um saquinho e me sentei perto dela, num degrau.

– Não costumam aparecer muitas crianças pedindo doces. Ninguém mora a menos de um quilômetro daqui.

– Ah. – Lauren deu de ombros. – Então fui eu que odiei o doce. – Ele tomou o cachorro-quente de pelúcia dos meus braços. – Seus pais não vão gostar disso em casa. Brinquedo imitando carne. O Atarracado ganhou isso com algum feito de proeza física? – Em seguida jogou o brinquedo por cima do ombro, numa cadeira do terraço.

Ignorei a provocação.

– Você estava me esperando?

Lauren olhou para a escuridão distante.

– Como foi?

– Como foi o quê?

– Ele a beijou. Como foi?

Sorri, lembrando.

– Legal.

– Legal – Lauren deu uma fungadela curta, de desprezo. – Digo e repito: o “legal” é superestimado.

– Por favor, não comece – pedi. Não estrague isso.

– Quando você beijar a pessoa certa, vai ser muitíssimo melhor do que legal – resmungou Lauren.

– Você não tem o direito de dizer isso.

Eu me levantei para entrar, alisando o vestido. Ela não estragaria esse momento. Isso não iria acontecer.

Para minha surpresa, Lauren cedeu.

– Você tem razão. Fui grosseira. Eu não tinha o direito. – Ela deu um tapinha no degrau. – Por favor, faça-me companhia. Acho que estou melancólica esta noite.

– Você devia ter ido à festa – falei, sentando-me de novo.

Lauren inspirou fundo e soltou o ar.

– Não havia nada lá para mim.

– Até que foi divertido. Havia jogos e a gente...

– Alguma vez, ao menos por um minuto, você analisou minha vida pela minha perspectiva? – interrompeu Lauren, um tanto ríspida. – Já pensou em como eu me sinto? – Ela se virou para me encarar, os olhos reluzindo fracamente, como os da abóbora. – Alguma vez você olha para além de si mesma?

– Qual é o problema? Você está com saudade de casa ou algo assim?

– Algo assim. É. – O brilho ficou mais forte. – Por Deus. Eu moro numa garagem, longe de tudo o que conhecia. Fui mandada aqui para cortejar uma mulher que me despreza em favor de um camponês...

– Shawn é um cara perfeitamente legal, Lauren.

Lauren bufou.

– É isso o que você quer da vida? Algo legal? Tudo precisa ser legal?

– Legal é... legal – protestei.

Lauren balançou a cabeça.

– Ah, Karla. Eu poderia lhe mostrar coisas tão além do legal que fariam sua linda cabecinha girar.

Sua voz tinha mudado subitamente, ficando mais baixa ainda e mais gutural. Havia nela uma qualidade que eu nunca escutara mas que reconheci por instinto.

 Ímpeto sexual. Luxúria. Desejo. Um desejo tenso, exasperado, frustrado.

– Lauren, acho que seria bom a gente entrar.

Mas ela apenas chegou mais perto e falou com mais suavidade, porém ainda com a sugestão de uma frustração mal contida.

– Eu poderia lhe mostrar coisas que fariam você se esquecer de tudo o que conhece aqui, em sua vidinha segura...

Engoli em seco. O que ela pode me mostrar? Que tipo de coisas? Estou interessada?

Sim. Não. Talvez.

– Lauren...

– Karla...

Ela se aproximou ainda mais e notei que ela ofegava. Eu também. Inalando a força que ela sempre exalava, eu compartilhava seu ar rarefeito.

– Você nunca pensa nessa sua parte? Na parte que é Karla?

– Karla é só um nome.

– Não. Karla é uma pessoa. Uma parte de você.

Então Lauren acariciou meu rosto, tocando-o com o polegar, e eu me peguei fechando os olhos, oscilando de leve, como se fosse uma serpente sob o feitiço de um encantador. Sabia que deveria parar o que quer que estivesse acontecendo, mas não fiz nada.

– A outra metade de você não se contentaria com o “legal” – disse Lauren, baixinho. Ela envolveu meu queixo com uma das mãos e pude sentir sua respiração na minha boca. Fria e próxima. – Eu finalmente vi essa parte do seu ser, do seu espírito, quando experimentou essa roupa. Você fica tão linda nesse vestido! Ele a transforma...

Meu vestido. Tive uma sensação de poder enquanto os caras me olhavam durante a festa e gostei disso. Mas, ao lado de Lauren, sentia esse poder fugir ao meu controle e passar para suas mãos. Ela segurava as rédeas com tanta segurança quanto fizera com sua égua selvagem.

E isso era aterrorizante. Lambi os lábios. Minha barriga estava retesada com aquela mistura de fome, ódio e medo que senti na primeira vez em que ela me mostrou aqueles dentes.

Será que vai fazer isso de novo? Será? Será que deveria?

– Karla.

Seus lábios mal tocaram os meus e uma ânsia me rasgou ao meio, como o desejo por aquele chocolate luxuriante, irresistível, proibido no sonho. Não... eu acabei de beijar o Shawn... Não quero desejar a Lauren... Ela era tudo o que eu não queria. A garota achava que era uma vampira. Mesmo assim, eu pressionava meu corpo contra o dela, sentia minha mão subindo por vontade própria para acariciar seu queixo, onde estava a cicatriz. A violência em sua infância... isso a endureceu. Teria se tornado perigosa?

O braço de Lauren deslizou pelas minhas costas e ela roçou meus lábios de novo, dessa vez com mais força. Até sua boca era dura. E eu queria provar mais.

– Assim, Karla – murmurou ela. – É assim que deve ser... e não legal...

Ela estava me tentando a querer mais. A imagem dela fechando o zíper do meu vestido, segura, entendida das coisas, atravessou meu cérebro num relâmpago. Experiente... Mamãe havia me alertado. Não deixe isso lhe subir à cabeça, Mila...

Lauren levou a mão até o meu pescoço, envolvendo minha nuca com os dedos, o polegar acariciando minha pele.

– Deixe-me beijá-la, Karla... beijar de verdade... como você deve ser beijada.

– Por favor, Lauren...

Eu estava implorando ou protestando?

– Seu lugar é ao meu lado – disse ela, baixinho. – Com a nossa espécie. Você sabe... Pare de lutar contra isso. Pare de lutar contra mim...

Não!

Devo ter gritado, porque Lauren recuou abruptamente.

– Não? – perguntou incrédula, os olhos cheios de choque e incerteza.

Minha boca estava se mexendo, mas nenhum som saía. Sim? Não?

– Eu... eu acabei de beijar o Shawn – gaguejei. – Há alguns minutos. – Não era errado ficar com duas pessoas numa noite só? Não era coisa de... vagabunda? O que aquele vestido estava fazendo comigo? E o lance que ela tinha dito sobre “nossa espécie”...

Não.

Lauren tirou a mão do meu pescoço e se inclinou para a frente, quase abraçando os joelhos, enfiando as mãos nos cabelos compridos e pretos com um som que era parte gemido e parte rosnado.

– Lauren, desculpe...

– Não diga isso.

– Mas eu quero me desculpar...

Só que eu não sabia por quê. Por ter beijado Shawn? Por ter quase beijado Lauren? Por ter feito com que parássemos?

– Entre, Camila. – Lauren ainda estava curvada sobre os joelhos, os dedos cruzados no cabelo. – Agora, por favor.

E então a porta da frente se abriu.

– Achei ter escutado vozes aqui fora – disse papai, fingindo não perceber a tensão óbvia.

– Papai – falei esganiçada, ficando de pé. – Acabei de chegar em casa. Lauren e eu estávamos conversando.

– Está ficando tarde – avisou papai, puxando-me para o seu lado. – E, Lauren, acho que podemos dizer que a distribuição de doces acabou. Você deveria ir para a cama.

– Claro, senhor – respondeu Lauren, educada. Ela se aprumou lentamente e ficou de pé também. Parecia cansado enquanto entregava a tigela ao meu pai. – Feliz Dia das Bruxas.

Então, entrei correndo, subi para o quarto e arranquei o vestido, jogando-o no fundo do armário. Puxei o cabelo, que caiu sobre os ombros. Tudo de volta ao normal. Após vestir uma camiseta e uma calça de moletom para dormir, fui de mansinho até a janela e olhei para a garagem. Mas a luz do quarto de Lauren estava apagada. Ela tinha ido dormir. Ou talvez tivesse saído.

Mamãe bateu à minha porta.

– Camila? Você está bem?

– Estou ótima, mamãe – menti.

– Quer conversar?

– Não. – Fiquei observando a janela de Lauren, sem saber o que estava procurando. – Só quero dormir.

– Bem, então, boa noite, querida.

Os passos de mamãe recuaram pelo corredor e me deitei na cama, fechando os olhos com força. Não queria – não iria – pensar no que atrairia Lauren para a escuridão. A julgar pelo humor em que eu a havia deixado, temia que não fosse algo “legal”.


Notas Finais


PELO MENOS ROLOU UM SELINHO, OQ VCS ACHARAM DESSE MOMENTO INTENSO DE CAMREN?

ALERTA DE SPOILER
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A PARTIR DE AGORA LÓSREN VAI FICAR REVOLTX E CAMILINHA VAI COMEÇAR A ABRIR OS OLHINHOS CASTANHOS E OS TOMBOS NO JEALOUS TOUR VÃO FICAR PIORES....

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NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR, FAVORITAR E RECOMENDAR A HISTÓRIA PROS AMIGUINHOS.

A Big Kiss Seus Gostosos💋


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