História Como seria se um dia a Lua se encontrasse de vez com o Sol - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias O Privilégio de Amar
Tags Drama, Romance, Tragedia, Violencia, Yaoi
Exibições 3
Palavras 984
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nunca escrevi antes, por favor compreenda Kkkk
Se tiver algum erro, duas coisas para falar:

1. Me desculpem
2. Sou idiota

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Como seria se um dia a Lua se encontrasse de vez com o Sol - Capítulo 1 - Capítulo 1

Eu tinha só sete anos quando em um dia... Uma noite... Minha vida se desgraçou por completa. Eu perdi um amigo, minha família e toda a vontade de viver.

Vinte (20) anos atrás

A chuva pegou todos desprevinidos no Vilarejo. Estava com Auguste, meu melhor amigo, e seu irmão Paulo. Estávamos presos em minha casa. As únicas pessoas que nos faziam companhia era minha mãe Ana e minha tia Karmen. Erika, a mãe de Auguste e Paulo logo chegaria para buscá-los. Minha tia tinha uma amizade com Paulo, enquanto a mesma não ia com a cara de Auguste. 

Eu lia um livro com Auguste, mas minha atenção vai para Paulo, minha Tia e minha mãe, indo para o segundo andar da casa. 

Entre nós (eu, Auguste e Paulo), Paulo era o mais velho, tendo doze anos; eu com meus sete e Auguste com nove.

Sobre minha família, eu perdi meu pai em um acidente, ficando só minha mãe e minha tia. 

Auguste fecha o livro, se levantando.

– Vou beber água. - Ele fala seguindo à cozinha.

A chuva parecia piorar cada vez mais. Os relâmpagos e trovões pareciam destruir o mundo. Me levanto, seguindo até a janela, só para observar.

Ouço falas elevadas, chamando minha atenção. Foi então que vi minha mãe e o Paulo caírem do corrimão da escada, caindo sobre um dos centros de vidro. Corro até eles já deixando minhas lágrimas saírem desesperadamente. Minha mãe não piscava os olhos, e estava por baixo de Paulo. Foi então que vi aquela faca nas costas de Paulo. Tento retirar, mas não consigo, sujando apenas minhas mãos.

– ANA! - Exclama minha tia nas escadas, me assustando.

A porta se abre, aparecendo uma silhueta feminina. Era a Dona Erika. Ela larga tudo que segurava, correndo até Paulo. Auguste aparece, nos observando.

Dona Erika me observando, vendo o sangue em minhas mãos. 

– Seu assassino... - ela se aproxima de mim. 

Apenas nego com a cabeça assustado, recuando. Foi então que ela me segurou pelo cabelo, me dando um forte tapa, me fazendo cair. Começo a chorar, olhando para Auguste que estava imóvel. Dona Erika anda até Auguste, segurando sua mão. 

– Você vai pagar por isso, Lucrécio... Você vai pagar pela morte do meu Paulo... - ela me encara, saindo com Auguste.

Minha tia vem até mim, começando a falar.

– Lucrécio... Agora você precisa seguir o que eu mando... Você precisa falar que foi você para que ninguém mais da família seja prejudicado... - quando ela diz isso, logo nego com a cabeça, mas ela prossegue - Eu sei que não foi você, mas se você se "autoentregar", - ela enfatiza - não vão pegar pesado...

Em minha cabeça, aquilo fazia sentido. Eu não queria que mais ninguém fosse prejudicado. Mas eu não queria mentir...

Não demorou muito, até que a polícia havia chegado. No mesmo canto eu permaneci, enquanto minha tia chorava no sofá. A polícia entra, e junto com eles estava Dona Erika e o Senhor Rodrigo, seu marido. Alguns policiais vão até os corpos de Paulo e de minha mãe, enquanto dois vinham até mim, me algemando. Sou levado para uma viatura policial, sentindo a grossa chuva maltratando minha face e uma imensa tristeza em meu coração. 

Perdi minha mãe...

E perdi meus dois amigos...

O que seria de mim?

Eu teria um futuro?

[...]

O ônibus para, me desviando de minhas memórias abaladas. Olho pela janela, vendo que nada havia mudado.

– Calma, Wivy... - falo baixo e para mim mesmo - Você só precisa de inspiração...

Me levanto, esperando as pessoas saírem primeiro.

Desço, respirando fundo, sentindo que ficaria mais tempo do que o meu previsto. 

Após pegar minha coisas, vejo ao longe a Igreja do Vilarejo. Uma lembrança do Padre Samuel vem em minha mente, trazendo também a saudade.

Após uma caminhada, aproveitado para observar se havia algo novo, chego na igreja, criando um receio. 

E o Padre não fosse mais o Padre Samuel?

Após pensar, decido dar meia volta e ir embora, mas esbarro em alguém, deixando minha mala e minha mochila cair.

– E-Eu sinto muito... - falo pegando minha mala.

Ao erguer a cabeça, vejo a surpresa do homem com minha mochila, sendo também a minha surpresa.

– Padre Samuel? - Indago já sorrindo.

– Lucrécio! - Ele exclama, me abraçando com força.

Mesmo que previsível, me senti feliz em saber que alguém em meio a tantos que tem desgosto de mim, estava satisfeito com o meu retorno (Mesmo essa pessoa sendo o padre).

Ao nos separarmos, ele me leva para a igreja, devolvendo minha mochila.

– O que faz na casa do pai, filho? - indaga ele ainda sorrindo.

– Voltei à trabalho, Padre... E vim aqui para ver o senhor. - sorrio.

– Sempre será bem vindo, filho... E qual o tipo de trabalho?

– Vim atrás de inspiração para uma pintura que tenho que fazer para vender... S-Sou um pintor... - falo envergonhado.

– Não precisa da vergonha... - ele havia notado - Os pintores são pessoas que demonstram em suas pinturas, seus sentimentos, expressões e opiniões... E desde que criança, ao que me lembre, você sempre soube como usar os pincéis.

– Eu não tenho vergonha, Padre...  - Tento explicar - É que desde que fui ao internato... E passei pela burocracia da justiça, - Relembro meu desgosto - eu não tive sorte ou recursos de conseguir algo que eu pudesse ser bem sucedido.

– Pois para mim, você ainda terá um futuro grandioso no mundo artístico. - ele diz, me fazendo sentir melhor - Mas, filho... Uma pergunta... - ele parecia receoso do que falar, mas o conhecendo bem, ele mesmo assim perguntaria - Por quê veio atrás de inspiração... Em um lugar onde viveu... Aquela... Desgraça...?

Ele tinha razão.

Minhas lembraças do Vilarejo só são lembraças ruins e traumatizantes...

Por quê decidi que lá seria um lugar para minha inspiração?

– Samuel...? - fala uma voz familiar, me desviando de meus pensamentos.

Sua voz firme era ecoada pela igreja vazia, me arrepiando por completo, mas me matendo firme.

Me viro, sendo encarado pela pessoa com um olhar vingativo.

Era Dona Erika...

–––'-{@



Notas Finais


Sorry pelo que você leu :/


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