História Como sobreviver a uma criança - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Jaemin, Jeongguk, Jungkook, Kookv, Taegguk, Taehyung, Taekook, Taekook Papais, Vkook
Exibições 345
Palavras 1.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ, OLÁ!

A gente bateu os 100 favs e eu tô como? BERRANDO!

Sério, galera, vocês são incríveis. Eu nem sei como agradecer, de verdade, cês já moram no meu coração. Esse capítulo era pra ser algo fofinho, bonitinho, um presente pra vocês. Saiu como eu queria? Não. Perdoem o meu lado dramático que gosta de ver tristeza e agonia em tudo, não dá pra controlar.

Esse capítulo (e o próximo) fala de uma coisinha séria e que, uma hora ou outra, ia aparecer por aqui. Esse assunto surgiu na minha mente depois de uma conversa que eu tive com uma das amiguinhas da minha irmã e aí eu pensei "por que não escrever?", e escrevi.

Tá revisado? Não tá.
Boa leitura pra vocês, relevem os erros <3

Capítulo 3 - Família


Fanfic / Fanfiction Como sobreviver a uma criança - Capítulo 3 - Família

– O Jaemin me pareceu um pouco desanimado hoje. – Jeongguk comentou, lavando os pratos que haviam sido usados no almoço. Uma pequena careta tomou conta do seu rosto ao sentir um jato de água ir de encontro ao seu moletom, encharcando-o ainda mais. O chão estava molhado e repleto de espuma, suas mãos estavam lisas e escorregadias por causa do detergente e ele desconfiava que havia mais água em suas roupas do que na própria pia. – Ah, droga, esse é o meu moletom preferido. Por que eu não posso secar ao invés de lavar, hm? Seria muito mais benéfico para nós dois. – resmungou, recebendo em troca uma risada anasalada do marido.

– Não se faça de bobo, você sabe muito bem que hoje é o seu dia de lavar as louças. Eu nem deveria estar te ajudando, mas estou. Considere-se sortudo por ter um marido tão incrível e fantástico como eu. – Tae sorriu convencido enquanto secava um prato e colocava-o com cuidado em cima da bancada. – E sobre o Jaemin – sua feição tornou-se um pouco mais séria no mesmo momento, o rapaz de cabelos castanhos mordeu o lábio e suspirou fundo. –, eu também reparei que ele estava um pouco quieto, mas achei que fosse só coisa da minha cabeça. Você acha que pode ter acontecido alguma coisa na escola? – perguntou ao marido.

– Ah, eu não sei. – o moreno respondeu. – Ele pode ter brigado com algum coleguinha. Crianças estão sempre discutindo e se estapeando por coisas bobas. – deu de ombros, ensaboando uma panela com todo o cuidado do mundo para não se molhar ainda mais. Resmungou ao notar que a sujeira não queria sair de maneira alguma, e então começou a esfregar com mais força. – Que porcaria é essa? Isso não tá querendo sair, Tae. – choramingou.

O castanho rolou os olhos. – Mas é claro que não tá querendo sair, você tá esfregando com o lado errado da esponja! – exclamou, rindo pela falta de atenção do marido. – É a parte verde, tá vendo? – indicou, com toda a calma e paciência do mundo, vendo o outro concordar com a cabeça e começar a usar o lado certo da esponja.

– Agora sim. – Jeongguk murmurou para si mesmo, contente ao ver que toda a sujeira da panela agora saía com facilidade. – Então, eu não sei, talvez o Jaemin esteja magoado por isso. – retornou ao assunto, encarando a feição pensativa de Tae por alguns instantes antes de se focar na louça novamente. – Ele deve ter brigado com algum coleguinha na escola e ficou magoado por causa disso. Não seria a primeira vez, né? – indagou, rindo baixinho.

– Nem me lembre. – Taehyung acompanhou-o nas risadas. Recordava-se com perfeição do dia em que Jaemin chegara em casa bufando de raiva, dizendo que não queria ir para a escola nunca mais e que viveria para sempre enfurnado no quarto, sobrevivendo do seu estoque de salgadinhos e balinhas de menta.

O motivo de tudo isso? Uma boba discussão com um menino da sua classe, tudo por causa de uma caótica partida de pique-esconde. Jaemin se enfurecera ao notar que o “amigo” – sim, entre aspas, porque aquele garotinho era um trapaceador e Jaemin decidira que ele não merecia ser chamado de amigo depois de roubar em seu jogo preferido e conseguir a vitória de modo sujo. A professora intervira ao notar que uma briga maior poderia surgir entre os dois meninos, e a situação se encerrou bem ali.

Quer dizer, não totalmente, já que Jaemin chegara em casa descontando sua frustração e raiva em tudo e todos que via pela frente, ainda sem aceitar a perda injusta na partida de pique-esconde. Num dia o pequeno sentia vontade de se trancar no quarto e não sair de lá até que o resultado da brincadeira fosse revogado, no outro ele fez as pazes com o tal menino trapaceador e os dois se tornaram melhores amigos, assim, de uma hora pra outra.

– Crianças são assim mesmo, brigam e se acertam minutos depois. – Jeongguk falou, sem parar de sorrir ao se lembrar do episódio. – Eu já até desisti de tentar entender. – deu de ombros, vendo o marido concordar com a cabeça e continuar a secar os pratos molhados, colocando-os em ordem em cima da bancada.

– É, realmente. – Tae respondeu. – Mas não acho que Jaemin esteja chateado por conta disso.

O mais novo o encarou por um momento, a feição tornando-se um pouco mais séria. – Como assim?

– Ele teria nos dito algo. – o castanho argumentou. – Eu conheço o meu filho, sei que ele não esconderia absolutamente nada relacionado à escola, ele nunca fez isso. – deu um fundo suspiro, uma pontinha de preocupação começando a crescer conforme os pensamentos iam surgindo. – Quando foi que o Jaemin deixou de nos contar algo? Ele nos conta até quantas vezes levou bronca da professora por conversar demais no meio da aula!

Jeongguk não pôde conter uma risada, concordando com a cabeça. Jaemin era uma criança animada e contente, adorava conversar com seus pais sobre seu dia na escola, sobre as coisas novas que havia aprendido e, principalmente, sobre o que tinha brincado com seus amigos no intervalo das aulas. Tae escutava tudo com um sorriso nos lábios, mais do que feliz ao notar que o filho adorava a escola e se divertia quando estava lá. Jeongguk o ajudava com as lições de casa e sempre ria quando o filho dizia o tamanho de seu desgosto pela matemática. Tão pequeno e tão esperto, Jaemin era o maior motivo de orgulho dos seus pais.

– Acho que vou dar uma passada no quarto dele depois. – Jeongguk falou, aliviado ao notar que restavam apenas alguns pratos para serem lavados. Chegara a pensar, por um breve momento, que aquela louça nunca acabaria e que ele seria obrigado a ficar ali pelo resto da vida. – Se ele estiver magoado com alguma coisa, eu irei descobrir. – falou, firme, e escutou um suspiro pesado do castanho.

– Certo. – Tae disse, por fim.

Não sabia exatamente o motivo, mas seu coração estava pesado como nunca; uma sensação ruim preenchia seu peito e ele torcia para que ela fosse embora logo.

[...]

Jaemin abraçava com força seu travesseiro do Homem-Aranha quando seus pais entraram no quarto. Taehyung sentou-se ao lado do filho na cama e Jeongguk optou por permanecer de pé, com as mãos enfiadas nos bolsos do moletom e um sorriso pequeno surgindo nos lábios. A criança jogada entre os edredons encarou os pais com os olhinhos caídos, indicando que ele estava com sono e que em breve acabaria dormindo. Tae acariciou os fios negros do menino, dando-lhe um sorriso confortante.

– Como foi a escola hoje, bebê? – Jeongguk tomou a frente, notando que o filho não conseguiria se manter acordado por muito mais tempo, ainda mais recebendo aquele afago gostoso nos cabelos.

– Foi legal. – Jaemin respondeu, grogue de sono. Os dois adultos se entreolharam, confusos pela simples e monótona resposta. Mesmo que o sono parecesse abatê-lo, o menino não era de poupar falas e expressões quando o assunto era sua escola. – Nós começamos os ensaios para a apresentação de fim de ano. – murmurou.

– E foi só isso? – Taehyung indagou, enrolando os fios de cabelo do filho entre os dedos.

Jaemin bocejou e ronronou feito um gatinho, inclinando a cabeça para mais perto da mão que lhe acariciava o couro cabeludo.

– Appa, onde é que está a minha omma? – perguntou, o tom de voz soando tão calmo e inocente que parecia que ele já estava no mundo dos sonhos. Os olhinhos negros já estavam fechados, e foi por esse motivo que ele não pôde ver as feições chocadas de seus pais. Os dois adultos presentes no cômodo ficaram pálidos no mesmo instante, os corações aceleraram e as mãos começaram a suar. – Todo mundo tem uma omma, por que só eu não tenho? – indagou novamente, a fala tão baixa que mal pôde ser escutada.

– Jaemin… – Jeongguk murmurou, a mente nublada e o corpo trêmulo. Ele esperava que aquela pergunta viesse em algum momento, mas não naquele. Não tão cedo. Não sabia como deveria agir, o que deveria ser dito para a criança sonolenta que abraçava com tanta força o travesseiro azul. – Eu… – as palavras pareciam ter ficado presas em sua garganta, e aquela sensação lhe dava uma agonia horrível.

– Vá dormir, meu anjinho. – Tae sussurrou para o filho, a voz embargada e os olhos cheios de lágrimas. Seu coração estava apertado e ele sentia que a qualquer momento seu peito poderia explodir, tamanha era a sensação de sufoco.

Bastou que Jaemin desse um lento suspiro e caísse de vez no sono para que Taehyung se jogasse no abraço do marido, apertando-o com força e sendo retribuído com a mesma intensidade. Ambos ainda estavam atônitos, nervosos e, acima de qualquer outra coisa, com medo. É claro que esperavam por aquela pergunta, sabiam que uma hora ou outra ela viria, mas não sabiam que seria tão cedo. Estavam profundamente agradecidos por Jaemin ter dormido antes que pudessem – tentar – formular uma resposta para a pergunta do pequeno.

– E se ele ficar bravo conosco? – Taehyung foi o primeiro a se pronunciar.

Jeongguk apertou o enlaço ao redor do corpo do marido e trouxe-o para mais perto. Vê-lo chorando só fez com que sua agonia aumentasse ainda mais, mas ele não sabia como reconfortá-lo. Limitou-se a prendê-lo ali, naquele abraço sufocante, deslizando a mão pelas costas dele e selando sua testa com cuidado e carinho.

– Ele não vai ficar. Não há motivos pra isso. – respondeu, a voz soando como um murmuro.

Tae respirou fundo, apertando os braços ao redor do pescoço do marido. – Mas eu já li tantos casos de crianças que tomaram ódio dos pais ao saberem que eram adotadas… – sussurrou, como se proferir aquelas palavras o machucasse. – Não quero que isso aconteça conosco.

– Jaemin é apenas uma criança, ele nunca seria capaz de sentir ódio por nós. Basta usarmos as palavras certas, ele entenderá. – o mais novo respondeu. – Não se preocupe com isso, tudo bem? Nós vamos conversar com ele mais tarde. – pediu com calma, mesmo que a insegurança ainda fosse predominante. O abraço foi desfeito e o castanho concordou com a cabeça, afastando-se do marido e olhando para a criança adormecida na cama pela última vez antes de sair do quarto.


Notas Finais


alguém quer um pedacinho dessa torta de climão?

espero que tenham curtido. a gente se vê no próximo!

(me sigam no twitter e conversem comigo por lá @supportaekook)


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