História Como Tom Holland se tornou o novo Homem-Aranha - Capítulo 2


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Categorias Homem-Aranha, Tom Holland
Personagens Tom Holland
Exibições 5
Palavras 1.354
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - No céu tem Peter?


BBC STUDIOS, ABRIL DE 2015 – LONDRES, INGLATERRA

– Para mim já chega!

Tom Holland, de dezoito anos, jogou o casaco de babadinhos do século XIX no chão e a chutou para longe. Ele usava um figurino época para terminar as gravações da mais nova minissérie da BBC, Wolf Hall.

– Se for pra continuar fazendo essas merdas da época, eu to fora!

– Thomas, as coisas não são assim, meu filho – seu pai e agente, Dominic Holland, tentava acalmá-lo – Tenha paciência, dê tempo ao tempo.

– Não, pai. Eu já deveria estar no nível do Josh Hutcherson e estrelando a minha própria serie distópica. Ao invés disso, tô aqui metido nessa roupinha de babados e gravando minissérie de época que só vai ser vista por mulher com mais de quarenta anos e encalhada.

– Mas filho, você tem uma indicação ao Goya, o Oscar espanhol. Aonde que esse Josh Hutcherson tem um prestigio desses no currículo?!

– O senhor sabe que nesse meio sujo do show bussiness, ator teen precisa ganhar Teen Choices Awards e Meus Prêmios Nick pra ter respeito – Tom então tentou se acalmar um pouco e ser mais ponderado – Olha, pai, não é culpa sua. É que eu só... Não era isso que eu imaginava pra minha carreira.

– Sua hora vai chegar, filho – consolou Dominic – Mas se você não quer fazer essa minissérie chata, tudo bem.

– Obrigado por entender, pai. Então tchau.

– Para onde você pensa que vai?

– O Haz vai gravar um curta lá na Trafalgar e pediu a minha ajuda.

– Ah, claro, o garoto suspeito.

– Para com isso, pai, é tudo na broderagem.

– Então você acha que estrelar um curta amador dirigido por um moleque de dezoito anos é o que vai te trazer o prestígio que você tanto quer?

– Nunca se sabe, né?

 

TRAFALGAR SQUARE, LONDRES

Harrison “Haz” Osterfield tentava ajustar o foco da câmera quando ouviu Fox Jackson-Keen falando ao seu lado.

– Olha se não é o seu namoradinho vindo ali.

Haz levantou a cabeça e seu rosto se iluminou num sorriso quando ele viu Tom Holland, seu melhor amigo, se aproximando.

– Você veio! – disse Haz, recebendo Tom com o cumprimento habitual dos dois – O Fox disse que você não viria, mas eu sabia que você não me deixaria na mão.

– Irmão serve pra isso né não? – disse Tom.

– Claro... irmão.

– É bom que esse curta seja bom mesmo.

– Claro que vai ser. Vamos só repassar o roteiro mais uma vez. Fox?

– Pega – Fox empurrou o roteiro contra o peito de Tom. Os dois não se davam muito bem desde a época em que dividiram o palco em Billy Elliot – Só espero que você consiga decorar as falas, afinal, você sempre teve problemas com isso, não é, Thomas?

– É um curta bem conceitual e minimalista – interrompeu Haz – sobre como nós buscamos e ao mesmo tempo afastamos o verdadeiro amor. Como o verdadeiro amor às vezes está na nossa frente, ou do nosso lado, e a gente não enxerga. Enfim, tudo que vocês precisarão fazer é correr pelas ruas de Londres e eu ficarei logo atrás, filmando.

– Só isso? – pergunto Fox – Sem falas?

– Quer coisa mais expressiva do que a linguagem dos corpos?

– Que viadagem.

– Vai fazer a porra do meu curta ou não vai? Eu posso deixar o Tom estrelar sozinho...

Fox se limitou a revirar os olhos e Haz preparou a câmera de mão:

– Muito bem, AÇÃO!

Fox empurrou Tom e saiu em disparada, escapando da vista dos amigos. Antes de sair em perseguição, porém, Tom se virou para Haz e falou diretamente para a câmera.

– Ele mal perde por esperar.

*

Não muito longe dali, os produtores Kevin Feige e Amy Pascal caminhavam pela mesma praça londrina, ambos perscrutando a multidão com binóculos.

– Ainda não entendo como é que vamos dar um novo ar para a franquia contratando mais um Homem-Aranha britânico – disse Amy Pascal – Sabiam que a imprensa já está me acusando de britishwashing?

– Nunca escondi minha predileção por jovens britânicos – disse Kevin Feige – Eles são tão bonitinhos. Faço questão de ter somente britânicos disputando o papel do meu novo Homem-Aranha.

– Só não entendo qual a necessidade de virmos até Londres pra isso. Já estamos fazendo isso há meses e já conseguimos candidatos de peso.

– Cansei de confiar as escalações do meu MCU aos drones da Marvel espalhados pelos quatro cantos do globo. Sei que vou encontrar algum jovem branco, hétero e cis por aqu–

Mas Kevin foi interrompido por um forte encontrão que por pouco não o derrubou no chão. Ele sentiu quando alguém lhe arrancou seu fiel boné de sua cabeça e saiu correndo. O chefão da Marvel soltou um berro e levou as mãos à cabeça.

– Roubaram o meu boné! Pega ladrão!

– Pelo amor de Deus, Feige, é só um boné! – disse Amy.

– Não é só um boné, aquilo é o símbolo do meu pacto pros filmes hitarem! Isso é coisa daquela DC, só pode. PEGA LADRÃO!

 

Não muito longe dali, Tom Holland e Haz Osterfield se encontravam tranquilamente sentados próximo a uma fonte, tomando um refrigerante enquanto riam.

– Quando você acha que o Fox vai perceber que a gente fez ele de otário, hein? – disse Tom.

– Não sei, mas espero que demore muito. Deve estar correndo até agora.

– Isso vai ensiná-lo a não ficar espalhando historinhas sobre a gente estar namorando. Onde já se viu, respeita o brotp.

– Pois é.

– Todo mundo sabe que aquele dia na barraca foi tudo na broderagem, né não?

– É, sem viadagem.

Haz ficou em silêncio por um momento, até que finalmente reuniu coragem.

– Tom, tem uma coisa que eu realmente queria falar com você...

– Fala.

– É sobre aquele dia na barraca... E aquele outro no rio... E aquele na sua casa...

– Fala, fodido.

– É que eu...

Mas algo interrompeu Haz e chamou a atenção de todos ali próximos: um homem com sobrepeso e uma mulher de cabelo armado perseguindo um moleque agarrado a um boné. Por mais absurda que a cena fosse, Tom entendeu imediatamente a situação e não pensou duas vezes: com a agilidade de um aracnídeo, escalou a parede, deu um impulso para trás numa pirueta e acertou o ladrão com um chute certeiro.

Derrubado no chão, o elemento se recuperou do golpe, gritou “HAIL SNYDER!” e saiu correndo, deixando o boné de Kevin Feige para trás.

– Acho que isso é seu, senhor – disse Tom, pegando o boné do chão e devolvendo-o a um Kevin Feige espantando.

– Isso foi inacreditável, meu jovem britânico, Inacreditável – disse o chefão da Marvel, recolocando o boné – Acho que estou te reconhecendo... Você não é aquele garotinho de Ponte para Terabítia?

– Não, senhor – respondeu Haz, mal contendo o orgulho – Ele fez O Impossível, com a Naomi Watts!

– Ah, o filme sobre a família que perdeu tudo numa enchente – disse Amy.

– Ele foi até indicado ao Goya e tudo mais.

– Para, Haz, assim eles vão pensar que eu sou convencido – disse Tom – Só falta você falar também do Oscar buzz que eu gerei e das minhas outras indicações...

– De qualquer forma, você é ator, não é?

– Até onde eu sei...

Kevin Feige fitou Tom Holland dos pés a cabeça, seu olhos brilharam como se estivesse diante de uma jóia rara.

*

Fox Jackson-Keen só percebeu que Tom e Haz não estavam mais atrás dele quando já se encontrava há dois quarteirões da Trafalgar Square.

“Aqueles dois gays devem ter parado num beco pra se comerem”, pensou consigo mesmo enquanto ele voltando bufando de ódio. Ele refez seu trajeto até avistar os dois conversando com um homem meio gordo e com um boné ridículo na cabeça. O homem se afastou e foi embora no mesmo instante em que Fox se aproximava.

– O casalzinho deve estar achando muita graça por terem me feito correr cinco quilômetros à toa!

Mas nem Tom nem Haz dos dois deram sinal de que o ouviram. Tom parecia estar em estado de choque, olhando para o vazio, segurando bobamente um cartão de visitas na mão, e até Haz parecia ter acabado de sofrer uma lobotomia.

– Falem alguma coisa!

– Fox – disse Haz, finalmente notando o amigo – O Tom acaba de ser convocado para um teste pra ser o novo Homem-Aranha da Marvel.



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