História Como Tom Holland se tornou o novo Homem-Aranha - Capítulo 4


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Categorias Homem-Aranha, Tom Holland
Personagens Tom Holland
Exibições 6
Palavras 1.478
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Homem-Aranha de telão


Asa Butterfield surgiu nos telões logo ao lado de Kevin Feige, trajando um uniforme do Aranha novo em folha.

– Surpresa, raparigas – disse Asa, se abaixando para ficar no campo de visão da câmera.

– Espera aí – disse um dos candidato, Charlie Rowe – se esse fudido do Hugo Cabret vai ser o novo Aranha, então pra que foi que tu trouxe a gente aqui, seu ciborgue iluminatti?

Kevin Feige virou-se lentamente em direção a Charlie.

– Obrigado pela participação, senhor Rowe. Queira com gentileza passar na recepção para pegar a sua passagem de volta pela Marvel Delivery...

- NÃO PODEMOS DEIXAR A MARVEL FAZER O QUE QUISER COM A GENTE! ABAIXO O SISTEMA HÉTERO NORMATIVO! MARVEL ILUMINNATI, QUER ALIENAR AS PESSOAS PRA DOMINAR O MUNDO! JUSTIÇA AO DCEU!

Kevin Feige apertou um botão e um buraco se abriu no chão sob Charlie Rowe, que foi engolido.

– Como eu ia dizendo – continuou o chefão da Marvel – escolhemos o fantástico Asa Butterfield pra ser o nosso novo Homem-Aranha porque ele é carismático, tem olho azul e já tem público fidelizado. E vamos combinar que ele é uma gracinha, né? – Asa fez um biquinho fofo – Mas Sr. Feige, vocês se perguntam, porque então é que eu estou aqui, nesse estúdio maravilhoso, ao invés de estar na minha terra natal, filmando cenas de flashback para algum biopic como todos os outros atores da minha idade? Simples: precisamos de alguém de reserva caso aconteça alguma coisa com o meu Asa. Vocês podem não saber, mas a concorrente está desesperada com esse reboot e está fazendo de tudo para nos inutilizar.

– O senhor fala da D...

– Não me pronuncie essa sigla imunda.

– Então esse teste é só para achar um reserva pro Wing? – perguntou Tom Holland.

– Exato. Quem vencer, assina contrato conosco para substituir o Asa em caso de acidente ou morte súbita. Mas chega de papo e vamos começar os trabalhos! Vocês receberam uma numeração correspondente a altura de vocês, assim, vou chamando um a um, do mais alto ao mais baixo. Tudo ideia do Asa, não é fantástico? Muito bem, senhor Judah Lewis!

Asa Butterfield deu uma risadinha seca, olhando para Tom com uma satisfação diabólica. Tom revidou a provocação com um olhar duro, a mão fechada em punho. Aquele embuste do pijama listrado estava debochando dele na cara dura, pois sabia que ele era o mais baixo dali, logo, seria o último. Mas ele mal perdia por esperar.

Um a um, os meninos foram sendo chamados. Os que haviam sido chamados não retornavam para a sala de espera.

Finalmente, só restou Tom na sala, e não demorou muito para ele ouvir seu nome ser chamado.  

Tom se levantou e adentrou na sala escura. A luz de um holofote recaiu sobre ele, enquanto outra iluminava cinco cadeiras mais a frente, como no The Voice. As cadeiras foram se virando aos poucos até revelarem Amy Pascal, vestida de preto e com o rosto encoberto por um véu, Joe e Anthony Russo e, no meio de todos, Kevin Feige, além do próprio.

– Olá, Tom – perguntou Kevin Feige.

– Que conveniente, ele já vem na versão funko – ele ouviu Asa cochichando para os irmãos Russo, que gargalharam alto.

Tom respirou fundo para não gritar um palavrão.

– Muito bem, Tom, quais você diria que são os seus interesses? O que gosta de fazer?

– Olha, seu Feige, eu não posso mentir. Como eu fui criado na igreja, eu não bebo nem uso drogas, então eu gosto de ficar com a minha família, jogar golfe com meu pai, acampar com meu amigo Harrison...

– “Acampar” – comentou Asa, em bom som, enquanto anotava alguma coisa na sua prancheta.

– Er... – continuou Tom, fazendo força para ignorar aquelas provocações – Gosto de cuidar da minha cachorrinha, Tessa. De dar banho nela, sabe? Aí depois boto perfume e talco. Olha aqui uma foto dela no aniversário de um ano...

Alguém pigarreou e Tom se recompôs.

– Er – continuou ele – vocês com certeza receberam uma indicação a meu respeito, do meu amigo pessoal de muitos anos, o Chris Hemsworth. Sabe, o Thor.

– Perdão, não recebemos ligação nenhuma de nenhum dos nossos Chris. Mas continuando, eu estou vendo aqui no seu currículo que você fez dois anos e meio de residência em Londres, com o espetáculo do Billy Elliot. Muito bom. Será que pode nos mostrar um pouco do que fazia lá?

– O senhor fala, tipo, dançar, fazer acrobacias e cantar ao vivo e sem base?

– Evidentemente.

– Sabe o que é, seu Feige, é que já faz muitos anos. Eu não faço mais essas coisas. Quer dizer, eu ainda sei dar um mortal aqui e ali, mas eu tenho que estar no quintal lá de casa, sabe.

– Vamos, Tom, não vai nem tentar?

Tom olhou para os outros jurados. Não tinha escolha. Ele respirou fundo e imaginou Electricity, tocando bem alto, enchendo os seus ouvidos. Colocou as mãos em arco, acima da cabeça, e se preparou para dar um rodopio, mas se atrapalhou e caiu de bunda no chão.

Asa Butterfield segurava a própria barriga, gargalhando tanto que chorava, filmando tudo com o celular.

Tom se levantou o mais depressa que pôde e fez uma reverência de bailarino aos jurados, tentando reunir o máximo de dignidade que podia, mas seu rosto vermelho denunciava a vergonha e a raiva que sentia.

Antes mesmo de Kevin Feige terminar de dizer que o esperava para a segunda parte do teste no dia seguinte, Tom Holland já havia fugido dali.

*

– Ainda não entendo porque você não quer voltar para a segunda parte – disse Dominic Holland, no quarto do hotel em que ele e o filho estavam hospedados – Você mesmo disse que eles acharam a sua performance única.

– Nem sonhando eu vou voltar lá depois daquele live de Electricity – Tom ia jogando suas coisas de qualquer jeito na mala aberta em cima da cama – E também eu não nasci pra ser segunda opção. Eu adoraria entrar pra Marvel, mas se for pra se suplente, dispenso.

– Mas e a sua carreira?

– Fazer o que? Eu não vou morrer se fizer mais uns especiais pra TV, né não?

Dominic avaliou o filho enquanto este arrumava as malas, decidido.

– Não posso dizer que não te entendo – disse por fim – E não posso dizer que já senti mais orgulho do filho flopado que eu tenho quanto sinto hoje – Tom Holland sorriu para ele – Muito bem. Voltaremos amanhã para a Inglaterra. Foda-se a Marvel.

– É isso aí, foda-se a Marvel.

*

Na manhã seguinte, no aeroporto internacional de Atlanta, Tom Holland e seu pai aguardavam o vôo da Marvel Delivery quando Tom viu seu celular tocando. Era Haz.

– Oi, Tom. Só liguei pra te desejar boa sorte nos testes de hoje.

– Haz, eu não vou fazer a segunda parte do teste.

– Oi?

– Rolou uns bagulhos –

– COMO ASSIM O MEU TOM TÁ ABANDONANDO A CHANCE DA SUA VIDA SEM MAIS NEM MENOS? EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ TÁ DESISTINDO ASSIM, THOMAS STANLEY!

– Olha, Haz, a gente se fala quando –

– CADÊ AQUELE GAROTO QUE SABOTOU OS CANDIDATOS PRA GANHAR O PAPEL DE BILLY ELLIOT COLOCANDO LAXANTE NO TODDY DELES COM UMA SERINGA, HEIN? EU QUERO O MEU TOM DE VOLTA, ESSE NÃO É O MEU TOM!

– Haz, você não entende...

Naquele instante, Tom parou de falar pois viu uma cena que lhe chamou a atenção: um garotinho acompanhado do pai se aproximou de um balcão que vendia lembrancinhas e artigos pra presente ali no aeroporto.

– Pai, me dá um bonequinho do Homem-Aranha!

– Esse tá na promoção, tem bastante no estoque – comentou a vendedora.

– Não é boneco, filho, é figure action – disse o pai do garoto – E não posso dar coisa de gente morta.

– Como assim, pai, ano que vem tem The Amazing Spider-Man 3 e depois  o filme solo da tia May.

– Acorda, garoto, não vai ter mais sequência nenhuma, a franquia ta morta! Se você quiser, eu compro um figure do Batima, pode ser?

O garotinho se ajoelhou e olhou para o céu.

– ANDREEEEEEEEWWW...

Aquela cena, junto das palavras de Haz, tiveram um efeito imediato sobre Tom. Se antes a decisão de abandonar o papel e voltar para a Inglaterra parecia a coisa mais óbvia a se fazer, agora parecia a coisa mais estúpida. Desistir e dar esse gostinho ao Campo de Manteiga?

– ...não foi assim que eu te criei – Haz ainda falava do outro lado da linha – . Se você me ama, volta naquele estúdio e mostra pra eles o que é um Homem-Aranha de verda–

– Você tem razão, Haz.

– Como assim, você me ama?!

– Eu não posso desistir desse jeito. Não antes de saber que eu dei o meu máximo. A gente se fala depois, muito obrigado, meu brother.

E desligando o celular, Tom Holland se levantou decidido.

– Motorista, para esse avião!

– Estamos no saguão de embarque ainda, Thomas – disse Dominic.

– Cata as malas, pai, a gente tem exatamente dez minutos pra chegar no Projac, quer dizer, na Marvel.



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