História Como Tudo Começou! Season 02 - Capítulo 45


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Humor Sexual, Incesto, Mind Twist, Segredos, Sexo, Sharing, Swingers, Tabu, Time Fiction
Visualizações 21
Palavras 7.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Saga, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


NOTA:
Aconselho a lerem desde o primeiro capítulo, para compreenderem tudo.
Todos os nomes dos personagens são fictícios e escolhidos pelos os integrantes, tirando o meu, que é real.
Todas as histórias divulgadas são com a confirmação e conhecimento dos integrantes. (OK, nem todos...)
As histórias/relatos desde o capítulo 15 foram adaptados à ideia do casal soad_xxx.
O “Nuno e a Sónia” voltaram a entrar no "nosso" grupo, mas com limitações impostas por ela e aceites por todos "nós". (Este acontecimento não irá decorrer nesta altura que o relato está a ser escrito.)

Capítulo 45 - Clues In The Past



COMO TUDO COMEÇOU!

Capítulo 65

Parte 44


CLUES IN THE PAST


 


ANTERIORMENTE...
-(Nicole) Não, pois tu continuas a cometer os mesmo erros e não estás a perceber, que continuas a fazer mal a quem te ama, mentindo a ti próprio.
-(Paulo) Eu ainda estou para perceber, porque raio dizes sempre isso...

Ao atravessar a estrada, olhando para o lado, vejo o autocarro amarelo, nº 755.
Rugindo que nem um leão, queimando a borracha dos pneus no alcatrão e olhando para mim.
Já não era a primeira vez que via aquele autocarro e não compreendia o que ele andava a fazer naquelas zonas e desde que tinha chegado, aquele bicho enorme de chapa, perseguia-me e agora tinha a certeza, que era a mim, que ele queria-me.
Arrancou a toda a velocidade e eu não consegui mexer-me do sítio. Estava estático, paralisado de medo.
Gritei com toda a força possível e ninguém me socorreu, e o monstro amarelo, continuava a toda velocidade ao meu alcance.
Olhei para a Nicole e ela, sorriu para mim, com o seu lindo e doce sorriso angelical.

-(Nicole) Lembra-te e volta para quem tu amas! Lembra-te!

Sinto uma mocada no meu corpo e tudo a ficar escuro...
Ouço gritos ao meu redor, ouvindo que estou cheio de sangue e para chamarem o 112.
Tento abrir os olhos e estava tudo desfasado e embaciado.
Ouço a voz da minha linda esposa a gritar e a chorar.
Sinto os braços dela e o calor da sua face na minha. Esforcando-me para abrir os olhos e vê-la, vejo-a toda vermelhinha e sorrio.
A cor do cabelo dela é lindo e parecia que estava a chover, pois escorria um líquido pela a minha cara abaixo e de repente tudo ficou escuro...”

CONTINUANDO...


-(Paulo) Aonde estou?
-(Nicole) Aonde estiveste sempre!
-(Paulo) És tu, cafézinho?
-(Nicole) Claro, como nas últimas vezes!
-(Paulo) Ah, agora estou a lembrar-me. Sim, tens razão, isto já aconteceu!
-(Nicole) E então, estás preparado para aceitar a realidade à tua volta e parares com esta mentira enorme?
-(Paulo) Não estou preparado ainda. Deixei outra vez acontecer certas coisas que não deveria acontecer.
-(Nicole) Nem tudo, desta vez, mudaste algumas coisas.
-(Paulo) Mas ainda não está como eu quero...
-(Nicole) Isso quer dizer que vais voltar, outra vez?
-(Paulo) Tem que ser, Nicole. Eu tenho que perceber, porque raio eu tenho este autocarro amarelo atrás de mim.
É que eu nem consigo comprender porque raio é o Nº 755, que passa em Alvalade, ao pé do Chimarrão.
-(Nicole) Tu sabes... não queres é compreender.
Sabes, nada é triste, até que se chega ao fim e só quando se chega ao fim de tudo, é que fica triste para todos, mas a tristeza para uns é alegria para outros.
Foi bom enquanto durou, leitinho. Já chega, não achas?
-(Paulo) Não, não acho. Eu sei que já passei por isto, mas tenho a certeza que vou perceber a razão de tudo.
Só preciso é de tentar mais uma vez.
-(Nicole) Só mais uma vez? Tu sabes, que não voltarás a lembrar disto, não sabes...
-(Paulo) Só mais uma vez, Nicole, eu prometo.
-(Nicole) Ái, Paulo... tu disseste isso nas últimas vezes, nos últimos 15 dias...
Mas aproveita e desta vez diz a quem estás a mentir nestes dias todos, o que tens mostrado e eles não conseguiram ver!


SÁBADO (MANHÃ)

No carro do Nuno:
-(Alexia) ...e foi assim. E as tuas?
-(Sónia) As minhas foram passar as férias com a minha “mãe” para perto de Fátima. Os meus avós tem lá uma casita...
-(Nuno) Aquilo lá é um sossego. Acorda-se com o chilrear dos passarinhos...
-(Paula) Ô meninos, aonde é que a Marta e o Amílcar disseram que se iam encontrar connosco?
-(Paulo) Alfeizeirão, na pastelaria Café Ferreira (que meus amigos, que ricas empregadas e bolos, simpatia e serviço 5 estrelas, valor baixo. Recomendado.), mal nós saímos da A8, eles já devem estar lá à nossa espera.
-(Nuno) Achas? O Amílcar gosta de dormir.
-(Paulo) Olha, fica agarrado e continuamos nós até ao Valado dos Frades, por a miúda na casa da minha velhota.
-(Paula) Filha, é para te portares bem e ajudar a tua bisavó no que ela precisar.
-(Paulo) E menina, juízinho com a tua prima.
-(Alexia) Sim, paizinhos... eu não sou nenhum bebé.
-(Sónia) Ô borracho, ela já é maior e vacinada e sabe defender-se.
-(Paulo) Pois, mas, aqueles meninos da Nazaré, parecem cães, quando vêem febras que não é da zona. Já vivi lá, sei do que falo.

Ao mesmo tempo que falava nisso e virando-me para trás, para olhar para as minhas meninas, na autoestrada a alta velocidade, vejo um autocarro amarelo da carris, Nº 755 a encostar-se praticamente à traseira do carro do Nuno.
Aquele caralho, ia-nos bater de propósito e ao tentar alcançar a perna do Nuno, para o avisar, sem querer, apalpei o nabo ô bicho.
Este caralho, anda sensível, desde as merdas que aconteceram lá em casa na mão delas.
Guina-me o carro e começa a gritar.

-(Nuno) AAAAAAAHHH!!!!
-(Alexia) Então, tio Nuno?
-(Sónia) Ô Nuno, tás parvo ou quê? Queres matar a gente antes das férias? Queres que eu conduza?
-(Nuno) A culpa é do Paulo.
-(Paulo) Epa, o autocarro...
-(Nuno) "Autocarro"?! Então, apalpas-me a pichota a conduzir. Queres leitinho para pequeno-almoço, é isso?
-(Sónia) Apalpaste-lhe o piço porquê?
-(Paulo) Opa, apalpei nada. A olhar para trás a falar contigo, eu vi um autocarro nº 755, a aproximar-se e ao querer tocar na perna para o avisar, agarrei-lhe o nabo sem querer.
Só que o maricas, está muito sensível.
-(Alexia) Ô pai, porque é não acordas?

"Não acordo"? E que estranho (pensei eu), o autocarro tinha desaparecido...

(...)

SÁBADO (TARDE)

-(Neuza) Ah, pai, que estás aqui a fazer?
-(João) Nem conheces os palecos?
-(Neuza) Primo, és tu? Opa, tás mais gordo e mais bonito. Tás jeitoso. É pena seres meu primo... Temos tanta saudades tuas.
-(Paulo) Eu não estou gordo... e eu também tive muitas saudades tuas, prima.

(...)

-(Marta) Já disse que não. Falo chinês? Ele comprometeu-se comigo nesta brincadeira.
Só tiro-lhe aquilo, para ele comer a coninha que ele tanto quer.
-(Sónia) De quem?
-(Paulo) É de quem diz quem.
-(Sónia) Da minha?
-(Amílcar) Ô prima, tu sabes que eu adoro-te...
-(Sónia) Prima o caralho, não sei se vais ter sorte. A puta da tua mulher dá-me cabo do juízo.
-(Marta) Não sou puta, tu é que és.
-(Sónia) A quem é que é que estás a chamar puta...
-(Paulo) RUA! Vão todos para o caralho, daqui para fora. Só voltam quando formos jantar.
-(Paula) Amor, estamos todos aqui à tua espera.

E ao empurrando eles pela a porta a fora, continuam elas a argumentarem uma com a outra.

-(Paulo) O que é que disseste, Maria?
-(Paula) Hum? Estou a falar com elas, não é contigo.

(...)

Toca o telémovel, outra vez.

-(Paulo) Então, caralho? Saí na rifa a alguém?
-(Neuza) Mete em voz alta, quero que ouçam eu a chupar-te o caralho, para ver se não te desconcentras desta vez.
-(Paulo) Estou?
-(Voz) "Mentiroso. Tu és um mentiroso. Porque é que continuas a mentir-te a ti próprio?"
-(Paulo) ???

Desliguei.

-(Neuza) Quem era?
-(Paulo) Sei lá, deveria ser engano, mas a voz parecia-me conhecida, não estou a ver é de aonde.

(...)

-(Sónia) E tu está caladinho. Eu sou melhor prima que ela ou tens alguma coisa contra?
-(Amílcar) Não, priminha. És a minha preferida.
-(Sónia) Acho bem que sim, e tu estás a rir-te de quê, Marta?
-(Marta) Porra, mas agora é para cima de mim?
Se falo ou faço alguma coisa, fodes-me a tola. Se me rio e não digo nada, fodes-me a tola.
Olha lá, o que tu queres, está murcho e enjaulado.
Quando quiseres avisa, que eu solto o Amilcarinho.
-(Paula) Podias soltar o passarinho um pouquinho.
-(Marta) Só quando ela dar o ninho, porque de resto fica na gaiola.
-(Paulo) Já tomaram banho? Eu já trouxe uma bilha nova... hum? Porque raio eu tenho a sensação que já disse isto antes?!
-(Marta) Vamos agora. Queres vir lindo, tomas banho comigo e com o meu marido.
-(Sónia) Não, ele fica aqui connosco. Ele precisa é de acordar, estás a ouvir-me, borracho?

(...)

SÁBADO (NOITE)

-(Sónia) Vamos mas é comer, que isto fica frio.
-(Paula) Estas são as melhores douradas da Nazaré.
-(Paulo) Já não posso dizer o mesmo do atendimento.
-(Paula) A enfermeira é bonita, mas antipática.
-(Sónia) Não vejo nada de especial nestas douradas, sabem a carne.
-(Paulo) "A enfermeira"?! Qual enfermeira? E não era frangos que iamos comer?
-(Nuno) Com a fome que eu estou até as espinhas eu trinco.
-(Amílcar) Tu comes que nem um leão, pá.

(...)

Os dois saíram da mesa e foram para o primeiro andar.
O telemóvel toca.

-(Paulo) Estou?
-(Voz) "Porque continuas a mentir?"
-(Paulo) Eu? "A mentir"?
-(Voz) "Sim, a mentir a ti próprio."
-(Paulo) Afinal, quem é que fala? E porque é que a tua voz é tão-me familiar.
-(Voz) "Tu sabes quem eu sou, não queres é saber neste momento..."

Desligou a chamada.

-(Paula) Era a Nicole?
-(Paulo) Quem é a Nicole? Já é a segunda vez que esta voz pergunta, "porque é que eu estou a mentir?"
Eu tenho a impressão que conheço a voz, mas não consigo associar uma cara, por muito que puxe pela cabecinha e a dor de cabeça é cada vez pior.

-(Paula) Pode ser do galo, que tens na testa, amor.
-(Paulo) "Galo"? Qual galo??
-(Marta) A Nicole não te telefonou?
-(Paulo) Fodasse, sei lá. O caralho do telélé, não parava de tocar hoje.
-(Paula) É um número muito comprido.
-(Paulo) Ah, vi esse número comprido, mas não percebi nada do que diziam e caguei no assunto.
-(Marta) Tu quando queres, às vezes, consegues ser um autêntico parvalhão. Ela não consegue falar normalmente, estúpido. O tratamento afetou-a.
-(Paulo) Não estou a perceber nada!
-(Marta) Costumo falar com ela no Facebook e no Skype. Ela ficou com maleitas da doença que ela apanhou.
Anda em tratamento para tentar recuperar o andamento e a fala.
Ela disse-me que só vocês os dois sabiam do problema dela.
-(Paulo) Não estou a ver quem seja...

(...)

Fomos para a praia.
Uma multidão enorme a andar de um lado para o outro. Para esquerda e direita. Montes de gente na esplanadas a comer e a beber.
Nós sentados no areal a ver o sol a pôr-se.
O céu alaranjado e a ficar vermelho arrosado, fazendo reflexo no mar como se de um espelho fosse. Uma imagem linda imemorável de se ver.
As mulheres de vez em quando, têm ricas ideias... Mas só de vez em quando.
O ar estava abrasador, até custava a respirar.

-(Paulo) Custa a respirar.
-(Paula) Eu estou bem.
-(Amílcar) Eu também estou bem.

(...)

Enquanto eles foram, lavámos a louça e fomos para o sofá.
Na conversa, os dois:

-(Paulo) Tu és uma maluca para pores sempre o teu marido a sofrer.
-(Sónia) Eu já sabia que tinha sido ele que tinha feito aquilo no outro dia à Marta, eu reparei no preservativo no chão e tu a fazeres gestos para ele. Nós as duas sabíamos.
-(Paulo) Não dá para mentir a vocês, não é? - A Sónia estava a chorar.
Estás a chorar porquê, miúda?
-(Sónia) Não estou a chorar. Estou a sorrir.
-(Paulo) Que estranho, parecia que estavas a chorar.
Olha lá, doida, essa chavinha ao pescoço é para quê?

(...)

Ajoelhando-se, começa a massajar os testículos com as pontas das unhas.
Olhando para mim, agarrando o menino engaiolado, apertadinho, começa-me a lamber os tomates.
Aquela linguinha viscosa e quente, até deu-me arrepios na espinha.
O meu nabo a querer crescer e não podia. Era como estar num quarto unicamente com 4 paredes e sem portas ou janelas e não me poder mexer.
Queria expandir, mas estava preso e a sofrer.

(...)

-(Paulo) Eu não aguento, pá.
-(Sónia) Tens que aguentar. Se aguentas-te com a Marta, tens que aguentar comigo.
Tu amas-me?
-(Paulo) Amar em que sentido? Amar amar?
-(Sónia) Se os teus sentimentos que tens pela a Paula, são iguais pelo o que sentes por mim?
-(Paulo) Porque raio vem essa conversa outra vez?
-(Sónia) Eu ouvi o que disseste à Marta, no outro dia. Disseste que amavas os três, de maneira igual.
Quero saber, se o amor que tens pela tua esposa é igual ao que sentes por mim.
-(Paulo) Er... tiras-me isto?
-(Sónia) Depois, prometo-te.
-(Paulo) Sim, eu amo vocês os três. Vocês são como almas gémeas. Eu não sei porque é que sinto, o que sinto, pelo os três ao mesmo tempo.
Vocês estão sempre quando é preciso. Quando tudo corre mal, vocês estão lá.
Eu não conseguiria viver, sabendo que alguma coisa vos tinha acontecido ou que perdêssemos o que temos neste momento.
Sim, eu amo os três. Vocês os seis são tudo para mim.
-(Sónia) E eu também te amo muito, Paulo. Não te quero perder, por isso, lembra-te, que estaremos sempre aqui à tua espera.
-(Paulo) Ok, agora solta o menino, antes que eles venham.
-(Sónia) Não.
-(Paulo) "Não"? Tu prometes-te.
-(Sónia) Disseste os seis e por isso, agora ficas com ele posto.
-(Paulo) Disse seis? Eu queria era dizer os três...

(...)

Eu estava enjaulado, não podia masturbar-me.
Pelo o contrário, eu tinha é era de pensar em qualquer merda para deixar o excitamento para outro dia.
Porra, troco o Glorioso por isto a qualquer altura. Nem consigo compreender o Amílcar?
Isto não tem gozo nenhum, um gajo quer excitar-se e vê-lo a crescer e isto só faz é doer com a pressão do excitamento.
Fiz o que ela pediu. Pus a minha linguinha naquela coninha saborosa e lambi, enfiei, chupei e mordisquei-lhe o clitóris.
Ao mesmo tempo que ela gemia, com as suas mãos na minha cabeça, sinto um liquido a escorrer pela a boca abaixo; Salgado, mas saboroso.
A minha linda amante estava a vir-se na minha boquinha.

-(Sónia) Que saudades, que nós temos, meu amor. Já à muito tempo que eu não me vinha contigo.
Pensei que já não querias nada comigo e só querias com a Marta.
Nunca me deixes, meu amor. Nunca nos deixes.
-(Paulo) Eu prometo, que serei vosso para sempre. Agora, está na hora de me libertares.
-(Sónia) Ainda não acabei. Tenho que te fazer vir dentro de mim, quero ter um filho teu.

(...)

-(Fatinha) Ah João, queres uma para ti?
-(João) Para mim? Para quê? Eu não preciso nada disso.
-(Fatinha) Não precisas? De certeza? Porta-te mal e eu que não saiba de nada, que é o que te acontece.
-(Marta) O meu João, porta-se sempre bem, não é Joãozinho.
-(Fatinha) O "teu João"?
-(Paulo) Dá cá mas é a chave, que eu quero tirar isto.
-(Fatinha) A tia tira. De certeza que não deves estar bem sozinho neste quarto, todo apertadinho.

(...)

DOMINGO (MANHÃ)

(...)

DOMINGO (MANHÃ)

-(Nuno) Obrigado, Srº Zé. Muito amável da sua parte.
-(Zé) Ah ô, eu é que é que agradeço. Voltem cá mais vezes.
-(Paulo) Eu não sou bruxo e não leio pensamentos, mas sei que adoraste aquelas bananas e chamavas pelo o João e o teu Zé Corno.
-(Neuza) Vamos...?
-(Paulo) Sim, vamos embora. Adeus Maria! Até um dia, Srº Zé!
-(Zé) Ah migo, tem que explicar-me na próxima como é que faz isso?
-(Maria) Espera...
-(Paulo) Sim?
-(Maria) Não foi um sonho?
-(Paulo) Para mim, foi bem real e mesmo sendo sonho, não é traição, Maria.
Acredita e aproveita, pois tu és muito bonita. Aproveita que a vida é curta.
-(Nuno) Qual sonho?
-(Maria) Não é traição? Obrigada. Sinto-me mais aliviada. Voltem cá mais vezes e peçam para me chamarem.
Prazer em conhecer-te, desta vez a sério.
-(Neuza) Que conversa foi aquela?
-(Nuno) Também não compreendi. Mas, ela sonhou contigo?
-(Paulo) Parece que não fui o único a reviver esta manhã, só que, para mim foi a realidade e para ela foi um sonho.
-(Nuno) Não... Ela sonhou com as bananas?
-(Neuza) Vocês tiveram o mesmo sonho?
-(Paulo) Humm... bem pensado, será que eu sonhei com esta manhã e estou a pensar que estou a repetir o mesmo dia?
-(Nuno) Essa conversa agora já tem mais cabimento. Assim já se compreende a maioria deste dia.
-(Paulo) Epa, não foi sonho, não pode ter sido.
-(Nuno) Existe pessoas quando estão febris, desmaiadas ou mesmo em coma, em que fazem mundos virtuais, para o cérebro deles continuar a trabalhar normalmente.
Existe testemunhos de, até que mesmo quando estão a dormir, o espírito deles, sai do corpo vagueando para outros lados ajudando a quem mais precisa.

-(Paulo) E o meu espírito saiu e foi enfiar bananas na Maria?
-(Neuza) Ah primo, se o teu espírito for assim tão atrevido como tu, ele também pode vir ter comigo à noite.
-(Paulo) Opa, deixem-se de merdas. Eu ainda sei quando estou a sonhar e estou acordado.
Tu até me deste uma lambada no cornos, pá.

(...)

Desliguei o telemóvel.
Aproximando-me daquele triângulo e com a cabeça a latejar, com aquilo que eu ouvi e com as sirenes dos carros do quartel a tocar mas em alto e bom som, eu não compreendendo o que se tinha passado.
Dou um estaladão no Nuno.

-(Nuno) Então, pá? Estás parvo?
-(Neuza) Ah primo, estás com ciúmes agora?
-(Valter) Mas este gajo é sempre assim?
-(Paulo) Tu não és real!
-(Nuno) Não sou real?
-(Paulo) Não! Tu fazes parte do meu sonho.
-(Valter) Ele está a falar do quê?
-(Neuza) Ah primo, estás a sentir-te bem? Estás a ficar muito branco. Primo?
-(Nuno) Mas qual sonho?
-(Paulo) Como é que podes estar em dois lados ao mesmo tempo? Explica-me isso.
-(Valter) Ah pá, acho que ele vai desmaiar. Está a começar a cambalear. Ah Nuno, senta-te no chão.
-(Paulo) Vai chamar Nuno ao caralho, pá, eu sou o Paulo.
-(Valter) És o Paulo? Então quem é aquele que estava a foder a minha Neuza?
-(Nuno) Olá...
-(Neuza) Primo? Primo?
-(Nuno) Epa, dá-lhe chapadas na cara, ele está a apagar-se.... Bichona, acorda... Ô Bichona...

(...)

DOMINGO (MANHÃ)

-(Sónia) Eu acho que sei o que se passa.
-(Paula) Eu telefonei-te?
-(Paulo) Ah é? E é o quê?
-(Sónia) Estás a viver realidades alternativas.
-(Paulo) Estou a viver o quê?
-(Sónia) É como aquela série que dava na televisão, Sliders.
-(Paulo) O quê? Sliders?
-(Sónia) Sim, eu explico-te. Era um grupo, assim como nós...
-(Paulo) Swingers?
-(Sónia) … que, viajavam... swingers? Porra, mas tu também só pensas nisso?
-(Paulo) Noutras coisas, também...
-(Paula) Ô mor, deixa ela falar.
-(Sónia) Nem quero imaginar o que seja essas outras coisas, bem, como eu estava a dizer, era um grupo que viajavam de terra em terra, por realidade alternativas. Era o mesmo planeta, espaço-tempo, mas com umas certas diferenças.
Por exemplo, nesta terra somos uns malucos que nos adoramos uns aos outros e na outra terra, não temos nada.
-(Paulo) Fodasse, não gosto nada dessa terra, prefiro esta.
-(Sónia) Mas, estás a perceber, não estás?
-(Paulo) E como é que eles passavam de uma terra para a outra? Desmaiavam ou acordavam nela?
-(Paula) Mor, quando te acontece isso, tu desmaias ou adormeces?
-(Sónia) Não, tinham um aparelho, que abria um buraco...
-(Paulo) E aonde eu tenho o aparelho? Só se for no cu. Porra, pensei que tinhas a coisa mais bem explicada do que estares a falar-me de uma série.
Maria, na primeira vez que isto aconteceu-me, tive uma dor terrível de cabeça e depois, puff, estava no restaurante do Marco e da Heidi.
Depois, simplesmente, acordava aqui, sem mais nem menos a ver aquela cara feia do Nuno.
E nesta última vez, eu desmaiei, penso eu... não me lembro bem.

(...)

-(Paula) É! Parece que vem com a Fatinha ao lado.
-(Paulo) Ô MARICAS SPORTINGUISTA!

Parou tudo.
Mal eu tinha dito aquilo, as pessoas, os carros e até acho que as ondas do mar, pararam, como hipnotizadas a olharem para mim, com o braço no ar, como se de um táxi estivesse a chamar.


-(Paulo) Porque é que parou tudo?
-(Paula) Estás a falar do quê, mor?
-(Paulo) Está tudo parado a olhar para mim, não vês?
-(Sónia) Da maneira, que berraste, até me admirava que não ficassem a olhar para ti.
-(Paulo) Não precisam de parar, o maricas sportinguista é aquele no jipe, não são vocês.
Porra, nunca pensei que houvesse tantos sportinguistas maricas, sei que existe alguns, mas tantos aqui na Nazaré, fónix.

(...)

-(João) Dizer o quê? O que querias que eu fizesse? Eu tentei resistir, mas ela tem muita força.
-(Fatinha) Resistir? E esse peru que está com a cabeça de fora? É essa a tua resistência? Mas, tu gostas de pele e ossos?
-(Paulo) Bem, eu vou ter com elas. Nós falamos depois.
-(João) Ah puto, o tio, já vai ter convosco.
-(Fatinha) Ter com eles, para quê? Se pensas …

Atravesso a estrada sem olhar para o lado, parecendo as crianças quando são novas, que ainda não sabem olhar para a esquerda e a direita, quando vejo um autocarro da carris, quase em cima de mim a travar bruscamente e a apitar.

-(Paulo) Então, caralho? Tem calma, o sinal estava verde para eu passar. Nem sei o que o andas aqui a fazer, isto não é Lisboa.
-(Paula) Mor, estás bem?
-(Paulo) O caralho do autocarro, que nem sei o que está aqui a fazer, quase me atropelava. Fodasse, venho eu longe cumô caralho para ser atropelado por uma merda que nem aqui deveria estar.
-(João) Ah paleco, abre os olhos, pá. Andas a dormir à demasiado tempo!
-(Sónia) "Autocarro"?! É um descapotável vermelho, qual autocarro?
-(Paulo) Qual descapotável vermelho? É um auto … aonde foi ele?
-(Paula) Desculpe! Peço desculpa. Ele está meio doente ainda.
-(Paulo) Mas, aonde foi o caralho do autocarro?
-(Sónia) Tens que ter mais atenção a atravessar a estrada. Então, passas assim, sem mais nem menos? Levas um selinho da tua tia e ficas logo marado e nem vês os carros na estrada?
-(Paulo) Epa, mesmo assim, os sinais estavam verdes para mim. O velho deve ser estranja, deve pensar que vermelho para ele é verde-tinto ou parecido.
-(Paula) Mor, tens que ter mais cuidado. E quais sinais que estás a falar? Não à sinais luminosos aqui na avenida.
-(Paulo) Fodasse, aqueles ali … ô caralho, quem roubou a merda dos sinais? Estavam ali ainda à pouco? Porra, não se pode confiar em ninguém aqui e nem em lado nenhum. Até os sinais, roubam.
-(Sónia) Borracho, não havia sinais. Isso deve ser fominha.
Desde as douradas de ontem que não comes nada.
-(Paulo) Tou fodido com isto, queres ver que as coisas agora mudam, sem a manhã recomeçar?
Começámos a subir a avenida, parte da esquerda, em direção da praça.
Elas a conversarem uma com a outra, comigo no meio.
A Sónia, no lado esquerdo, com o braço dado ao meu e a minha Maria, lado direito, agarrando a minha mão.
Eu ia me virando para trás, procurando pelos os sinais luminosos que ainda à pouco ali estavam e tinham desaparecido.

(...)

-(Paulo) Epa, se me dissessem, que tinham fodido a minha filha e ainda por cima família, eu ficava um pouco fodido, não achas?
-(Paula) Também não compreendo, qual é o problema, mor? Se o teu tio, tivesse relações com a sobrinha, ficavas chateado?
-(Sónia) Também não vejo problema algum.
-(Paulo) Hã? Mas, vocês hoje estão muito liberais. Ainda à umas semanas, não pareciam estar tão à vontade, pelo o contrário.
-(João) Ah Paulo, se o tio come a mulher do meu cunhado e a tua tia come o irmão, qual é o problema de tu comeres a tua prima?
-(Sónia) Sim e eu também faço sexo com o meu primo Amílcar. Também somos primos.
-(Paulo) Calma, fodasse, que eu saiba, só fizeste uma vez com o teu primo e foi lá em casa.
-(João) Ah paleco, esquece isso. Ela já é maior de idade, ela é que sabe quem é que quer foder. Se quer foder contigo, nem imaginas a surpresa que ela vai ter, quando descobrir.
-(Paulo) Descobrir o quê?
-(João) Cuidado é com a tua tia. Se ela descobre, não sei o que te acontece …
-(Jaquim) Ah João, bom dia.
-(Paulo) Mas, acontece-me o quê? Mas, a minha tia é ciumenta?
-(João) Bom dia, Jaquim. Olha, apresento-te a minha sobrinha, a Paula e a minha prima, Sónia.
-(Jaquim) Bom dia, meninas. Nunca vos vi cá, são de aonde? Da capital?
-(Paula) Somos perto, das redondezas.
-(Paulo) Que raio querias tu dizer com aquilo?
-(Jaquim) Ah Paulo, à tanto tempo. Dá cá um abraço.
-(Paulo) Ô Ti Jaquim, à que tempos que eu não o via.
-(Jaquim) Então, a tua mãe e o teu pai?
-(Paulo) Boa pergunta. Nunca mais os vi. Parece que desapareceram. É eles e a minha irmã.
-(Jaquim) Entrem, entrem. Querem cafés?
-(João) Não. Queremos uns verdinhos.
-(Jaquim) Quantos?
-(Paula) Que é isso?
-(João) Vocês vão adorar.

(...)

-(Paula) Mete-te ao lado do John e grava-nos aqui de cima.
-(João) Ah Nuno, afinal, parece que vais entrar no cheque.
-(Paulo) Nunca pensei que o cheque fosse com nós os dois. A vida dá umas voltas estranhas, não é?
-(Sónia) Querido, estás a falar do quê? Quem te disse que ias entrar aqui no meio?
-(Paulo) Hã? Parece que já ouvi esta conversa em outro lado e noutra altura, não me lembro é quando... Então, eu não vou ter direito a nada?
-(Sónia) Quantas vezes é preciso dizer-te, que, tu só tocas ao cavaquinho, porque esta brincadeira é nossa.
Grava-nos com a esquerda e esgalha com a direita. Tens duas mãos para quê?
-(Paula) Ô miga, tu és tramada.

(...)

DOMINGO (MANHÃ)

-(Paulo) Fodasse, caralho. Que é isto?
-(Voz) Abre a porta, Paulo. Se não me deixares entrar, eu não poderei ajudar-te.
-(Paulo) Não. Abro o caralho. Não está ninguém na rua. Deve ser o Nuno que está a querer foder-me com uma coluna aqui escondida.
-(Voz) Paulo! Para de mentir a ti próprio. Abre a porta e convida-me a entrar.
-(Paulo) Sei lá se és um algum vampiro...?
-(Voz) Deixa-te de estupidez de vampiros. Isso não existe. Abre a porta. Sou eu!
-(Paulo) Não existe o caralho! Já viste a carrada de filmes e séries sobre essa merda?

Aquela voz, era linda, evangélica, suave e transpirava segurança. Eu conhecia aquela voz.
Mas, a rua continuava vazia...
Ganhando coragem, aproximando a minha mão do fecho de abrir, o som dos tambores bruscos, silenciaram-se repentinamente.
Abri a porta...

-(Nicole) Olá, Paulo!
-(Paulo) Cafézinho? Que estás aqui a fazer? O Bryan? Como é que sabias que nós estávamos aqui na Nazaré?
-(Nicole) Essas perguntas, são desnecessárias e perca de tempo. Deverias fazer a pergunta que interessa.
-(Paulo) Tens razão. Desculpa, então miúda, como estás do teu problema?
-(Nicole) Achas que é essa a pergunta que interessa?
-(Paulo) Não é?
-(Nicole) Achas que, é essa a pergunta que te vai ajudar a deixar de mentires a ti próprio e aceitares a verdade ao teu redor?
-(Paulo) Ok, não estou compreender. Ainda estou a tentar perceber o que se passou, porque, todos pararam lá em cima e a rua e até a avenida parece que está vazia. Nem sei como é que isso é possível e então os dois sóis no céu...?
-(Nicole) Não sabes ou não queres saber?
-(Paulo) Nicole, o que estás aqui a fazer, afinal?
-(Nicole) E quem te disse que eu estou aqui?
-(Paulo) Hã? Não estás?
-(Nicole) Não. Nem eu, nem ninguém. Só tu!
-(Paulo) Só eu? Mas a Marta está lá em cima com o Amílcar e os nossos vizinhos.
-(Nicole) De certeza?

Não percebendo o que a Nicole queria dizer com aquela conversa, subi as escadas a correr e dirigindo-me ao primeiro andar, vejo o quarto vazio.
O quarto estava arrumado. Os objetos espalhados ainda à pouco, não se viam e ninguém estava no quarto.
Dirigi-me à varanda e olhando para baixo, procurando pela a Nicole, não a encontro.
Volto em passo apressado e a respiração ofegante, dirigindo-me de volta às escadas e mais uma vez, aqueles degraus intermináveis, que pareciam que nunca mais acabavam, numa escadaria infinita e ali estava a minha Nicole, na entrada da porta, à minha espera.

-(Paulo) Como é que fazes isso?
-(Nicole) Faço o quê?
-(Paulo) Da varanda, não te vejo. Venho aqui abaixo e aqui estás tu. E os outros, desapareceram.
-(Nicole) Já te expliquei, mas, tu não estás a querer ouvir. Não está aqui ninguém, só tu.
-(Paulo) Mas, tu estás aqui à minha frente. Eu consigo ver-te e tocar-te.
-(Nicole) Estou, porque tu queres que eu esteja aqui, porque eu não estou aqui.
-(Paulo) Não estou a perceber nada. Deixa-me telefonar para a Maria.

(...)

-(Nicole) Paulo, vem comigo. Tenta perceber o que está mal.
-(Paulo) O que se está a passar comigo, Cafézinho? Será por ter eu reiniciado estas manhãs?
Isto nunca aconteceu-me. Normalmente, quando acontecia-me um stress, a manhã reiniciava.
-(Nicole) Tenta lembrar-te do que aconteceu.

Dirigindo-nos para o paredão, é que reparei, que havia alguma coisa errada nisto tudo.
Estava completamente vazio.
As ondas do mar estavam paradas e não havia ninguém em lado nenhum.
A praia estava vazia, os carros tinham desaparecido. As esplanadas, vazias e limpas.
Os restaurantes e cafés estavam com as portas abertas e as lojas de venda, com os seus artigos dispostos na rua, mas, não havia ninguém para os comprar e muito menos alguém para os vender.
Tinham desaparecidos todos.


-(Paulo) Epa, tudo começou quando eu tive uma dor de cabeça horrível e depois fui parar ao restaurante do Marco e da Heidi e depois acordei com a cara feia do Nuno, várias vezes.
-(Nicole) Sim... e o que mais que te lembras? Pensa bem.
-(Paulo) Então, fui com o Nuno ter com a Neuza, na primeira vez e...
-(Nicole) Não... eu quero que te lembres bem do que aconteceu.
-(Paulo) Então foi isso... não... espera. O Nuno, não foi comigo. Eu fui sozinho.
Porque é que eu lembro-me do Nuno estar comigo?
-(Nicole) Não achavas estranho, estarem sempre a chamar Paulo ao Nuno?
-(Paulo) Como é que sabes isso?
-(Nicole) Porque eu sempre estarei aqui para ajudar-te, tontinho.
-(Paulo) Epa, mas, eu lembro-me do Nuno fazer certas coisas com a minha prima Neuza...
-(Nicole) … que ele disse-te que gostava de fazer, não quer dizer que o tenha feito.
-(Paulo) Não fez?
-(Nicole) Não! Como é que isso seria possível se, ele nunca foi contigo? Não te lembras da chamada telefónica? Nuno a dobrar?
-(Paulo) Sim, como é que isso é possível?
-(Nicole) Não o é. Pois ele nunca esteve contigo na manhã que tiveste com a tua prima.
Ele estava com a Paula e a Sónia e tu estavas com a tua prima e o Valter.
-(Paulo) Calma, mas, eu é que estive com elas e o meu tio, não foi ele, pois eu o deixei estar com a Marta e o Amílcar.
-(Nicole) Mais uma vez, elas chamaram-te Nuno, desta vez, lembras-te?
-(Paulo) Sim, achei estranho, mas como elas estão sempre no gozo.
Mas, eu falei com ele e com o Amílcar nessa manhã.
-(Nicole) E essa manhã, é agora, correto?
-(Paulo) Sim!
-(Nicole) E aonde está o Nuno?
-(Paulo) Err... está com a Sónia e a Maria...
-(Nicole) Isso mesmo, como vês, tudo está a enquadrar-se. Por acaso recebeste alguma chamada deles, hoje?
-(Paulo) Não... Espera, isso quer dizer que isto tudo é uma mentira? Eu estou a viver uma mentira?
-(Nicole) A viver uma mentira? Sim, é verdade.
-(Paulo) Isso quer dizer que, nada disto que aconteceu, é verdade?
-(Nicole) Não foi isso que eu quis dizer. Estás a viver uma mentira, neste momento, mas, o que aconteceu, é verdade.
-(Paulo) Isso quer dizer o quê? O que aconteceu é mentira e ao mesmo tempo é verdade?
-(Nicole) Isso, só tu é que podes responder. Pensa bem, mais uma vez.
-(Paulo) Dói-me a cabeça, custa-me a pensar.
-(Nicole) Porque será que te dói a cabeça?
-(Paulo) Não sei? Não faço a mínima ideia?
-(Nicole) Sabes... desde que chegas-te à Nazaré, que te dói a cabeça. O zunido que tens ouvido continuamente.
As pistas, que eu tenho te dado e as vezes que eu te disse que estás a mentir-te a ti próprio, para acordares, pois está na hora.
-(Paulo) Mas, eu estou a dormir e a sonhar?
-(Nicole) Não, Paulo. Desta vez eu não vou dizer o que é, tens que relembrar-te de tudo.
Tens que perceber o autocarro amarelo nº 755 e porque tudo está sempre a mudar à tua volta.
Por isso, acorda... ACORDA E LEMBRA-TE!

DOMINGO (ALMOÇO)

(...)

Começamos a andar de loja em loja à procura de uns chinelos que não fossem amaricados o suficiente para mim.
Gostava de saber quem foi o designer da merda de chinelos que vendiam aqui na Nazaré.
Um autocarro da carris estava parado a vender acessórios de praia.


-(Paulo) Está boa! O autocarro da carris, nº 755 veio longe cumô caralho para vender esta merda.
-(Nuno) Então pá, despacha-te, estou cheio de fome.
-(Paulo) Calma, caralho. É só chinelos para ti e não vejo nada para mim.

DOMINGO (NOITE)

(...)

Chegando-se ao pé de mim, com um sorriso meigo na cara, esfregando o meu cabelo na sua mão.
A mulher do Milka, continuava encostada a mim e a brincar com o meu pénis que, filho da puta, não estava com problemas alguns na mão de uma estranha e com a minha esposa, ali tão perto.
Beijou-me os lábios com um beijo ternurento e carinhoso, como à muito eu já não sentia.

-(Paula) Mor, tu podes não te lembrar agora, mas nós os 6 somos muito unidos. Ela é tua, como eu sou deles.
Não tenhas problemas e vê lá se melhoras aos cuidados da “enfermeira Marta”!

(...)

-(Paula) Menina Marta, tratar do nosso doentinho, que ele precisa da sua atenção.
-(Marta) Claro, vermelhinha. Ele ficará bem aos meus cuidados.

A minha esposa, saiu pela a porta a fora, descendo as escadas, na direcção do rés do chão.
Eu ali estava, sem reacção e aos cuidados da esposa de outro homem, que eu não conheço de lado nenhum, que tinha beijado a minha esposa na boca.
Fodasse, o que aconteceu que eu não me lembro de nenhum deles e muito menos desta intimidade toda?


-(Paulo) És enfermeira?
-(Marta) Claro e vou por-te bom num instantinho.
-(Paulo) Trabalhas em que hospital?
-(Marta) Já tive no São José e no Santa Maria, mas ultimamente, é na CUF, nas Descobertas.
-(Paulo) Bem, assim já me sinto mais à vontade. Pensei que ela estava a brincar comigo.
-(Marta) Não, lindo, é verdade!


(...)

-(Paulo) Não estou a perceber nada, eu sei que somos swingers, já me disseram isso ainda à pouco, mas não estava acreditar até a Marta e a Heidi, virem aqui ter comigo e espetado com o pénis daquela loira na minha boca.
-(Sónia) Qual pénis? Um postiço da Marta?
-(Paula) Ele está farto de falar nisso, não sei aonde ele foi buscar esta conversa.
-(Paulo) Epa, a Heidi é um homem! Tem um piço maior que o meu!
-(Sónia) Não, não tem. Nós vimos!
-(Paula) Ô mor, não digas merdas. Isso é mentira.
-(Paulo) Mentira o caralho, eu bem que o senti na minha boca e pela a conversa delas, até no meu rabinho...
-(Nicole) E porque é que não acordas?
-(Paulo) Nicole?
-(Sónia) “Nicole”? Estás a delirar?
-(Paula) Mor, estás a ver a Nicole?
-(Paulo) Sim, está ali, na casa de banho, toda nua.
-(Sónia) Ah, comigo, com uma t-shirt vestida, ficas todo ofendido e a ela, já podes delirar com ela toda nua.
-(Paulo) Não compreendo... Nicole, o que estás aqui a fazer?
-(Nicole) Continuas a precisar de ajuda, meu tontinho. Tens que acordar, já chega deste mundo de mentiras!
-(Paulo) Acordar?! Acordado estou eu!
-(Sónia) Mas, ele está a falar com ela?
-(Paula) Acho que vou telefonar para o John, para o levarmos ao hospital.
-(Nicole) Não, não estás. Como na última vez... Acorda, Paulo. ACORDA!

SEGUNDA-FEIRA (MANHÃ)

(...)

-(Nicole) Já tens saudades deles, não é?
-(Paulo) Sim, deles e vossas.
-(Nicole) Mas, de nós, tu ainda vais ver-nos várias vezes nos próximos dois anos e eles, nunca mais apareceram.
-(Paulo) Eu sei. Acho que eles disseram que iam para a Espanha ano que vem, mas pode ser que venham cá ter.
No último ano, que cá estivemos, não os vimos. Pode ser que este Agosto, apareçam.
-(Nicole) A esperança, é sempre a última a morrer.
-(Paulo) Sim, penso o mesmo.
-(Paula) Mor, então ficaste a olhar para a janela?
-(Paulo) Sim, vamos.

Ao atravessar a estrada na passadeira, que separa as casas e lojas da praia, vejo um autocarro amarelo da carris, nº 755 a vir em alta velocidade na minha direcção.
Estático, fico a olhar e sem me conseguir me mexer do sítio de onde estava.


-(Paula) Mor? Paraste no meio da estrada porquê?
-(Paulo) O autocarro??
-(Paula) Qual autocarro?
-(Paulo) Vinha um agora em alta velocidade, o 755... já é a segunda vez que ia me atropelando e ando-o a ver desde que cheguei aqui com vocês à Nazaré. Eu acho que ele anda-me a perseguir.
-(Paula) Mor, sentes-te bem? Não estás melhor? A estrada está fechada agora e não existe autocarros aqui na Nazaré.
Olha, tu tens que ter mais cuidado.
Às vezes ages com atitudes de criança.
Eu fiquei super-preocupada com o que te aconteceu ontem, pensei que tinhas morrido.
Não voltes a assustar-me dessa maneira, ok?
-(Paulo) Maria, eu não fiz de propósito. Aconteceu, mas tens razão, eu tenho que ter mais cuidado, não estamos a caminhar para novos.

SEGUNDA-FEIRA (TARDE)

(...)

Olhei para trás e vejo as miúdas a começarem a roçar-se uma na outra, mas os gemidos e o som da música, chamou-me mais a atenção, obrigando-me a entrar naquele espaço.
Eu adoro esta música do João Pedro Pais, é a a nossa música, minha e a da Paula; “Mentira”!
Porque será que eu a ouço neste espaço branco?


-(Paulo) Está aqui alguém?
Ouvia a minha voz ecoar e os gemidos tinham parado, mas o som musical continuava.
Olhei pelas as janelas e vejo o rio Tejo de Lisboa.
Recuei para trás, não sei o que se estava a passar, isto não estava a ser igual aos da outra vez, que eu repetia e comecei a ficar assustado, querendo voltar para a porta, ela tinha desaparecido e as janelas a começarem a encolher nelas próprias e a desaparecerem, com a iluminação do quarto a acompanhar, ficando tudo num escuro impenetrável e tenebroso.
Ouço a voz da minha linda esposa:

-(Paula) Mor, acorda, amor!

(...)

TERÇA-FEIRA (MANHÃ)

9 da manhã?! Terça-feira?!
Não pode ser... então, eu acabei de falar com a minha velhota e ela disse que era 1 da manhã e estava escuro lá fora...
Voltei a abrir a porta e um dia enublado lá fora.
Olhei e não percebi o que se estava a passar e vejo um autocarro amarelo da Carris, nº 755 estacionado junto ao muro da vivenda dos meus tios e dos meus avôs.
Fecho a porta!

-(Nuno) … Sim, 9:10.
-(Paulo) É de dia...!!
-(Nuno) Claro, são 9:10 da manhã. Porra, passei a noite toda a desfazer-me em merda, que até tive que meter manteiga nas bordas do cu, de assado que já estava.
Acho que bebi um quilo de farinha com água, para ver se esta merda parava e nada.
Olha, fica já aqui gravado para não te esqueceres, caso eu tenha um ideia como esta.
Nunca mais, irei mentir a elas, porra.
-(Paulo) É de dia...!!
-(Nuno) Epa, as fodas de ontem deram-te a volta ao miolo ou quê? Claro que é de dia...

Voltei a abrir a porta e o autocarro amarelo, estava numa posição frontal, como se estivesse a olhar para mim, rugindo o motor, fechando eu, a porta com estrondo.

-(Nuno) … e já te tinha dito, são 9 e tal da matina. O que é que tens?
-(Paulo) Está um autocarro amarelo da carris a olhar para mim! - Encostado-me à porta, olhando pelo o óculo de espreitar.
-(Nuno) Tu estás todo fodido pá. Deve ter sido alguma coisa que bebeste com elas, ontem à noite.
-(Paulo) Estou a falar a sério, olha lá para fora, não o vês?
-(Nuno) Sim, vejo... - Olhando pelas janelas da sala.
-(Paulo) Estás a ver? Não compreendo o que um autocarro está aqui a fazer e já não é a primeira vez que vejo aqui um por esta zonas... parece que me anda a perseguir.
-(Nuno) … vejo a vivenda da tua avó do outro lado da rua.
Eu cago-me todo e tu sonhas com autocarros da carris a perseguir-te... isso já é saudades da cidade ou quê?
-(Paulo) Fodasse, – abrindo a porta de rompante está ali o caralho do auto... hã... desapareceu...
-(Nuno) Fumaste alguma ganza lá em cima ou bebeste alguma coisa especial? É que para aguentares com a mãe, a filha e a tia, só podes ter tomado alguma coisa ou meteste o comprimido azul que o teu tio quis oferecer-nos?!

O autocarro tinha desvanecido da entrada das vivendas, como se nunca tivesse existido.
Eu deveria estar a alucinar, só podia.
Eu juro que o tinha visto.
Voltei a fechar a porta e fui ter como Nuno na parte da sala e sentei-me no sofá ao lado dele.

(…)

Ao atravessar a estrada, olhando para o lado, vejo o autocarro amarelo, nº 755.
Rugindo que nem um leão, queimando a borracha dos pneus no alcatrão e olhando para mim.
Já não era a primeira vez que via aquele autocarro e não compreendia o que ele andava a fazer naquelas zonas e desde que tinha chegado, aquele bicho enorme de chapa, perseguia-me e agora tinha a certeza, que era a mim, que ele queria-me.
Arrancou a toda a velocidade e eu não consegui mexer-me do sítio. Estava estático, paralisado de medo.
Gritei com toda a força possível e ninguém me socorreu, e o monstro amarelo, continuava a toda velocidade ao meu alcance.
Olhei para a Nicole e ela, sorriu para mim, com o seu lindo e doce sorriso angelical.

-(Nicole) Lembra-te e volta para quem tu amas! Lembra-te!

(…)

CONTINUA...


Notas Finais


Próximo Capítulo:

COMO TUDO COMEÇOU! - A VERDADE!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...