História Como um toque de Magia - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Matheus1993

Postado
Categorias Originais
Tags Aventura, Colegial, Magia, Romance
Exibições 15
Palavras 2.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal!

Segue mais um capitulo da nossa mais nova Fic...
Espero que estejam gostando
E espero que gostem do novo capitulo.

Boa leitura!

Capítulo 4 - Uma bela paisagem.


Anteriormente em Como um toque de magia...

Então passamos algum tempo em silêncio olhando e admirando a paisagem quando a Rebeca disse:

— Alec você tem que voltar para casa assim que terminar a aula?

— Não exatamente minha tia está trabalhando e só chega à noite.

— Ótimo a minha mãe também está trabalhando e só chega à noite. Quero que você conheça a cachoeira da cidade. É linda!

Agora...

 

— Sério? — Disse Alec animado. — Eu nunca vi uma de perto.

— Então ai está a sua oportunidade. — Disse ela sorrindo.

O sinal tocou e fomos correndo para a sala de aula antes que a professora entrasse. Era aula de inglês e a professora tinha fama de ser muito chata. Esperei muito ansioso até o fim das aulas, quase não prestei atenção em nenhuma palavra que a professora dizia, tentava mostrar que estava prestando atenção, mas na verdade só queria que o tempo passasse de pressa, mas como sempre ele passou se arrastando principalmente na aula de História das sociedades, que era a ultima do dia.

Na hora da saída nos despedimos de Arthur e Steffanni e fomos caminhando até a saída, mas antes de sair das dependências da escola fui surpreendido por um garoto que esbarrou em mim e eu quase caí no chão. Eu já havia cruzado com ele antes, ele me olhou de cara feia quando passei no corredor com a Rebeca na hora do intervalo, mas eu o ignorei aquilo já era comum para mim.

— Educado você não? Nem para pedir desculpas. — Eu falei olhando feio para o menino.

— Por que eu pediria desculpas? — Ele respondeu voltando.

— Não liga Alec! Deixa esse idiota para lá! — Disse a Rebeca me puxando.

— Ei... Quem você pensa que é? — Disse ele puxando o braço da Rebeca com força.

 Eu não fazia ideia do porque aquele menino estava com raiva de mim, mas assim que vi ele puxar o braço da Rebeca parti para cima dele o empurrando.

— Solta a menina! Seu problema é comigo não é? Então deixa ela fora disso.

— Então você quer me encarar mesmo? — Ele falou sorrindo. O cara era bem mais forte que eu, parecia um armário, mas eu não podia dar para trás agora.

— Você é grande, mas não é dois!

— Olha só! Querendo dar uma de macho pra impressiona a putinha ai?

Quando eu o ouvi dizer aquilo, avancei encima dele furioso, ele me golpeou no estomago, eu cai no chão vi que a Rebeca queria ir encima dele, eu a impedi e dei um soco forte na cara do troglodita surpreendendo até a mim mesmo, avancei mais uma vez encima dele e dei uma sequencia de três socos em seu estomago até que uma roda de gente começou a se formar gritando, antes que a coordenadora chegasse a Rebeca correndo em direção à saída do colégio enquanto o menino estava sentado no chão segurando a barriga.

— Você esta bem? — Ela perguntou aflita.

— Sim, estou com o estomago doendo um pouco, mas não é nada de mais. O que eu não entendo é porque aquele brutamonte veio arrumar confusão logo comigo. O Que eu fiz?

— Alec aquele é o Stefan. Gosta de arrumar confusão com todo o mundo, principalmente os que chamam mais atenção que ele na escola. Mas me responda como aprendeu a brigar daquela forma? Ninguém nunca conseguiu derrubar o Stefan.

— Quando ouvi que ele tinha falado de você parti para cima dele sem pensar nas consequências. Minha experiência com brigas não são as melhores, mas dessa vez até que deu certo. — Falei sorrindo e fazendo uma careta ao mesmo tempo por causa da dor no estomago.

— Obrigado por me defender, mas podia ter se machucado feio. Ele é mais velho e bem maior que você.  Tudo bem mesmo?

— Sim estou bem. Mas será que em toda escola tem que ter um idiota assim?

— Eu acho que sim — Ela disse sorrindo. — Nós ainda vamos ao parque?

— Claro! Não vai ser um idiota daqueles que vai me impedir de conhecer a tão famosa cachoeira da cidade.

— Então vamos?

— Sim, vamos.

Seguimos andando calmamente pela estrada se afastando cada vez mais do colégio até chegar a uma trilha larga e com uma entrada margeada com um grande arco de ferro pintado de verde com uma placa que dizia “MAGIC CACHOEIRA — BEM VINDO A NOSSO MAIOR CARTÃO POSTAL.” Andamos pela trilha que era cercada de arvores de grande porte. Eu estava encantado com a paisagem.

— Bom chegamos ao fim da trilha, veja! — Disse Ela depois de quase quinze minutos de caminhada pela trilha. —  O que você acha?

— Nossa! É realmente linda, nunca tinha visto uma paisagem tão bonita. É simplesmente fabuloso!

A cachoeira era enorme, um grande volume de água descia por um paredão de rochas muito alto. O verde da vegetação era exuberante, flores de varias espécies coloriam o ambiente só dando espaço as grandes rochas que cercavam o rio. Podia-se ver o fundo límpido e os peixes nadando despreocupados pelas águas cristalinas. O solo era rochoso e pouco se via extensão de terra. Era fantástico, seguindo o leito do rio podia se ver uma grande área descampada onde prevalecia a grama baixa e flores brancas e amarelas.

— Fabuloso é ver o sol pouco antes de se por. — Falou ela quebrando o silencio e me trazendo de volta a realidade — Podemos fazer isso qualquer dia.

— Claro!

— Ótimo. Vai ser maravilhoso.

Passar todo o tempo sem fazer nada seria um saco, embora a paisagem fosse linda, logo Começamos a brincar. Quando estávamos correndo a Rebeca se desequilibrou e caio no rio e eu comecei a rir, mas ela começou a apresentar sinas de afogamento e gritou dizendo:

— Alec me de a mão... — Ela afundava e voltava a por a cabeça fora da água novamente. — Eu... Estou me afogando.

Fiquei muito assustado e de cócoras na margem do rio estiquei o braço para ela pegar. Ela pegou no meu braço e me puxou para dentro do rio e quando cai em gargalhadas.

— Alec como você é inocente. Você caiu direitinho. — Falou ela assim que emergi da água gelada.

— Não teve graça, fiquei assustado e preocupado com você. — Falei um tanto chateado. — Que água gelada!

— Ha meu Deus, que fofo, mas você achou realmente que eu ia ficar molhada sozinha?

— Há é? Agora você vai ver. — Nadei até perto dela e esborrifei água em seu rosto. Ela pulou encima de mim e empurrou minha cabeça para dentro da água, eu nadei por baixo d’água e ela ficou me procurando. Apareci atrás dela e a peguei por trás, pus meu queixo encima do seu ombro. — Te peguei. E agora diga que se rende.

— Nunca. — Ela Falou virando o rosto para trás e ficamos com o rosto um enfrente ao outro, eu soltei os braços, que estavam envolvendo os dela. Ela virou o corpo ficando frente a frente comigo a uma distancia pequena. Eu me assustei e dei um passo para trás. — Desculpe! — Continuou ela envergonhada.

— Não, eu que peso desculpas, eu...

— Não fale nada, Esquece tá. — Falou me interrompendo.

— Como? — perguntei surpreso.

— Anda. Quero te mostrar uma coisa. — Eu dei a mão a ela, que me levou até fundo do rio, mas tinha uma espécie de degraus esculpidos pela própria natureza que diminuía a profundidade levando a um paredão de grandes rochas, eu recostei sobre uma delas e a Rebeca ficou de costas para mim e encostou a cabeça no meu peito. — É lindo não é? É uma das vistas mais bonitas que já vi na minha vida. — Ela falou apontando para um conjunto de arco-íris que se formaram com a inclinação da luz do sol incidindo na água que caia da cachoeira

— É verdade, nunca vi nada parecido antes. É realmente espetacular. — Falei maravilhado. — Temos que ir, ou a sua mãe ficará preocupada com você.

— É verdade, daqui a um pouco ela está voltando do trabalho. É incrível como o tempo passa depressa quando estamos em boa companhia.

— Não fale assim, eu fico sem graça. — Eu disse acanhado.

— Deixe de ser envergonhado Alec. — Disse ela me empurrando levemente em forma de protesto — Vamos?

— Sim, vamos.

Assim que chegamos à frente das nossas casas, eu a agradeci pelo dia fantástico que passamos juntos.

  — Temos que nos despedir — Falei desanimado — Mas foi muito agradável minha tarde ao seu lado, espero que ela volte a se repetir.

— Claro que irá Senhor. — Falou ela curvando-se, gesticulando com as mãos como se reverenciasse um rei e sorriu — É engraçado.

— O que é engraçado? — Perguntei sem entender.

— Você! O seu jeito se falar e tratar as pessoas é muito formal as vezes.

Eu dei risadas — Devo tomar como um elogio ou como um defeito? — perguntei em seguida.

— Claro que como um elogio. — Falou ela ainda sorrindo — Pessoas na nossa idade geralmente não são tão educadas como você. Eu acho que poucos adultos são educados assim.

— Obrigado, — Agradeci e expliquei — Eu acho que tem haver com o estilo de vida que fui criado, minha mãe sempre fez questão que eu tratasse todos com o Máximo de educação e formalidade possível. Meu pai antes de falecer sempre me repreendia quando falava com gírias e com coloquialismos de mais, e meu padrasto é um turrão, mas também faz questão que eu trate todos muito bem. Sempre vivi em meio a reuniões de negócios, festas de gala, bailes que eles eram convidados, que eram um saco, mas eu tinha que ir para aprender a me comportar e a conviver na elite de Manhattan e de outros lugares.

— Desculpe perguntar, mas qual a profissão do seu padrasto?

— Ele é empresário assim como meu pai era. Ele e meu pai eram irmãos, o que faz do meu padrasto meu tio. — Eu respondi e vi que ela estava confusa. — É complicado... Depois que ele se casou com a minha mãe juntaram os patrimônios a as ações das empresas a qual são sócios. Um casamento que veio muito bem a calhar para ambas às partes. Alguns dizem que foi por interesses de ambas as partes, mas eu sei que eles se gostam de verdade. Não foi fácil aceitar que meu tio como pai, mas com o tempo me acostumei e até aprendi a chama-lo de pai.

— Nossa deve ser outra coisa morar em uma cidade grande. Porque não gostava? — Ela perguntou curiosa.

— Meu pai pouco estava em casa e devido aos afazeres de grande empresário pouco ficava comigo, minha mãe e meu padrasto a mesma coisa.  Apesar de eu sempre ter tudo o que eu queria, estudava na melhor escola da cidade, minha casa localiza-se em um dos bairros mais ricos e bem estruturados do país, mas eu não era completo. Sempre sofri com a ausência do meu pai que faleceu e... Bem o outro geralmente só falava comigo para me dar broncas, e também não tinha amigos no meu bairro. Quem se aproximava de mim sempre era para tirar algum proveito.

— Nossa! Alec eu não sabia que sua história era tão triste.

— Cidade grande não é tão bom como muitos acham.  Por isso que quando nos conhecemos, ontem, disse que você era a primeira pessoa que se aproximou de mim não por interesse, até porque acredito que você nem saiba que minha família é rica.

— Eu desconfiava. Sua mãe e seu padrasto são muito elegantes e até mesmo você. Mas eu sinto muito por você ter vivido assim.

— Chega de falar de coisas tristes não é? – Eu disse mudando o assunto — Vamos lá temos que tirar essas roupas molhadas e tomar um bom banho para não pegarmos um resfriado.

— É sim, você tem razão, então eu o vejo amanhã às sete horas.

— Ótimo e dessa vez eu vou estar pronto esperando você.

— Duvido muito. — Ela sorriu se despedindo e entramos.

Passaram-se alguns dias, sempre com a mesma rotina e minha amizade só se fortalecia com meus novos amigos, mas se fortalecia ainda mais com a Rebeca. Tudo corria bem e eu estava feliz pelos momentos com a Rebeca, pelas risadas com o Steffanni e o Artur, pelas notas boas que vinha tirado nos testes e com uma rotina que nunca imaginei que teria. (...)


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Comentem, falem o que estão achando!

Abraço! (Escrito por: MATHEUS)


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