História Como Yin Yang - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Originais
Exibições 29
Palavras 1.619
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Romance e Novela, Shoujo-Ai
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oieee galerinha do bagulhooo.
Sei que eu estava fazendo uma sequência nos capítulo mais ou menos assim: Nick, Téo, Nick, Téo...
Mais esse é diferente. Esse aqui eu precisei fazer repetindo a vez do Téo. Me perdoem se não ficou bom.
Tenham uma boa leitura.😘

Capítulo 16 - Choque.


Téo pov

Passaram semanas.
E poucos meses.

Minha vida se resumia a acompanhar a Mindy pra todo lugar, sair com ela quase sempre, está com ela quase que o tempo todo e várias outras coisas que a envolviam.

Eu estava sem ânimo.
Meu bom humor deu um “Tchau! E Dane-se!" pra mim e sumiu.
Não queria fazer nada.
Não pensava em nada.
Não me concentrava em nada.
Até as minhas conversas com Scoot e com Billy diminuíram.
Pelo menos com o Dylan as coisas não mudaram muito.

Era uma noite fria e a única que eu não passaria com a Mindy. Chamei o Dylan pra sair e fomos a uma lanchonete que a muito tempo não íamos. Estávamos sentados frente a frente e a sua expressão estava preocupada.

— Você está péssimo. — Ele observou meu rosto.

— Mindy me levou a uma festa e eu só cheguei hoje de madrugada em casa. — Passei a mão nos olhos. — Não dormi direito e estou muito cançado.

— Posso garantir, — Ele olhou pra mesa. — Que a sua situação não está pior que a da Nick.

— O que tem ela? — Perguntei.

— Ela está horrível. — Ele me olhou preocupado. — Não no quesito "físico”, que aliás o dela está mais lindo e sedutor a cada dia! Mais sim no quesito "vida dela". A sua vida está literalmente... Um lixo.

— O que aconteceu? — O encarei.

— Ela já não é tão ativa como antes. — Sua voz saiu triste. — A animada, engraçada, alegre e sorridente Nick agora é uma pessoa triste, sem ânimo, quase não conversa com as meninas, não sorri mais além de...

— Além de...? — Falei quando ele não terminou o que ia falar.

— O treinador a suspendeu das regionais. — Ele fitou a mesa. — E no Muay Thai... Ela pediu pra sair.

— O que?! — Perguntei surpreso quando ouvi aquilo.

Era difícil acreditar que a Nick tinha "pedido pra sair" e desistiu da coisa que mais amava. Fiquei preocupado com ela e senti um aperto no peito.

— Eu preciso vê-la. — Falei baixo.

— Se quer vê-la eu aconselho que você não vá hoje. — Ele voltou a tomar seu Milk Shake.

— E porque não? — O olhei sério.

— Porque ela já deve está dormindo. — Ele não me olhava. — Depois que seu avô morreu ela arrumou um emprego pra ajudar a avó. E o trabalho é bem cansativo.

Se eu bem conhecia a Nick ela não estava trabalhando apenas pra ajudar a avó até porque não havia necessidade, pois seus avós sempre possuíram uma ótima condição financeira.
Ela, provavelmente, só está procurando algo pra fazer para suprir alguma falta. Mais que falta será essa?

— Amanhã a noite eu irei. — Disse triste.

— Certo. — Dylan me olhou.

Terminamos de comer em silêncio, conversamos um pouco e fomos pra casa. Quando cheguei tentei dormir mais não consegui.

Minha cabeça estava nela.
Eu queria está com ela.
Eu queria abraça-la
Beija-la de novo.
Eu só queria sentir as suas macias mãos no meu pescoço e seus quentes e doces lábios em perfeita sincronia com os meus.

Tudo o que eu queria... Era ela!

No outro dia era sábado.
Mindy passou O DIA me arrastando pra reuniões de clubes, compras, compromissos com seu pai, compras e, de novo, compras.
Quando finalmente anoiteceu eu sai da casa dela e, mesmo morto de tão cansado, dirigi até a casa da Nick.
Parei o carro, subi os quatro degraus até a porta e toquei a campainha. Ela abriu rápido e se assustou um pouco em me ver.

— O que faz aqui? — Ela perguntou calma.

Seu rosto não expressava nada além de tristeza, cansaço e saudade.

— Eu quero conversar com você. — Respondi. — Só cinco minutos. Por favor.

Ela não disse nada.
Apenas abriu passagem para que eu entrasse. Já dentro da casa ela fechou a porta e ficou frente a frente comigo mais com vários metros nos dividindo.

— Fiquei sabendo que você não estava nada bem. — A encarei. — Eu fiquei preocupado.

— Não precisa se preocupar comigo. — Ela disse fria. — Sei me cuidar.

— Eu sei disso. — Falei e me aproximei. — Mais só de te olhar da pra ver que você não está nada bem.

Ela não me olhava de jeito nenhum.
Nessa hora meu celular tocou e quando olhei quem era vi que era a Mindy.

— Você deve atender. — Ela falou baixo.

— Não quero. — Coloquei o celular no bolso e voltei a encara-la.

Senti o celular vibrar mais algumas vezes no meu bolso mais eu não dei importância. Não queria saber da Mindy, só queria ficar perto da Nick.

— Você não devia está aqui. — Ela me olhou.

— E porque não? — Me aproximei mais e ela deu um passo pra trás.

Só que essa atitude não adiantou muito já que ao fazer isso ela acabou encostada na parede.

— Não quero confusão com a Mindy de novo. — Ela respondeu e olhou pra o chão.

— Nick. — A chamei e coloquei as mãos no seu rosto para ela me olhar. — Olha pra mim.

Seus olhos estavam apagados e sem vida.
Mesmo assim aproximei devagar meu rosto do dela e a beijei.

— Vai embora... — Ela falou quando aquele beijo rápido acabou. — Por favor... Vai embora!

Ela se soltou de mim e quando a olhei vi as lágrimas caindo com intensidade pelo seu rosto.

— Nick... Não faz isso. — A olhei e tente me aproximar de novo.

— Não! — Ela se afastou. — Vai bora daqui... Por favor.

Eu apenas fiquei a observando enquanto ela chorava de um jeito que quebrou meu coração inteiro.

— Vai embora Téo. — Sua voz saiu como um sussurro. — Me esquece!

"Me esquece".
Essas duas palavras abalaram meu corpo inteiro.

Me virei de costas, caminhei até a porta e sai. Entrei no carro e não fui pra casa. Fui para o edifício onde a gente se beijou pela primeira vez.
Enquanto dirigia senti uma lágrima descer pelo meu rosto e rapidamente me livrei dela com as costas de uma das mãos.

Quando cheguei no edifício subi até o terraço e fiquei olhando o mundo de lá. Peguei o celular, liguei pro Dylan e ele logo atendeu.

— Fala Téo! — Ele estava animado e eu podia ouvir muitas vozes ao fundo.

— Eu preciso conversar. — Fui direto.

Tudo ficou em silêncio.

— Me desculpa por está te tirando da comemoração mais eu realmente preciso falar com alguém. — Falei.

— Não é incômodo. — Ele falou calmo. — Me diz onde você está.

Passei pra o Dylan o endereço de onde eu estava e em 20 minutos ele chegou e se sentou ao meu lado.

— Fui na casa dela. — Fui direto.

— E...? — Ele me olhava preocupado.

— Ela me mandou embora. — Respondi. — Ela estava chorando muito enquanto falava.

Passamos um tempo em silêncio até que ele falou.

— Eu quero que você veja uma coisa. — Ele tirou o celular do bolso e me mostrou a imagem de um simbolo chinês. — Sabe o que é isso não é?

— Yin Yang. — Respondi. — Você já me falou disso antes.

— Tem uma coisa sobre esse símbolo que você não sabe. — Ele me entregou o celular. — Eles são duas forças diferentes.

— Isso é meio lógico. — Falei e Dylan riu. — Fala logo.

— Apesar de diferentes... — Ele deu uma pausa. — Eles dependem um do outro pra existir. O Yin depende do Yang pra viver e existir. Do mesmo modo o Yang é dependente do Yin.

— O que você quer dizer? — Perguntei.

— Analise Téo. — Ele pegou o celular e se levantou. — Quem é o Yin e quem é o Yang pra você?

Fiquei pensando por alguns minutos mais não consegui me concentrar e encontrar uma resposta. Dylan estava indo na direção da porta.

— Preciso ir. — Ele me olhou de relance. — Se Mya ficar muito tempo com minha família eles vão acabar enlouquecendo ela.

— Valeu por ter vindo. — Agradesci.

— Sempre que precisar amigo. — Ele sorriu e saiu.

Fiquei ali por uma bom tempo até que fui pra casa. Quando cheguei me deparei com Mindy.

— Que bom que você chegou! — Ela me deu um selinho. — Eu estava preocupada. Você não atendeu as minhas ligações e não respondeu minhas mensagens.

— Estou bem. — Falei frio. — Eu deixei o celular no carro.

— Vamos deixar vocês sozinhos. — Meus pais saíram da sala nos deixando a sós.

Me sentei no sofá e ela sentou ao meu lado.

— O que houve? — Ela perguntou.

— Nada. — Respondi. — O que faz aqui?

— Já disse, eu fiquei preocupada com você. — Mindy me olhava séria.

Passamos um bom tempo em silêncio até que ela falou.

— Vou indo. — Ela se levantou com raiva. — Quando quiser falar com sua namorada é só ligar.

Mindy saiu rápido e bateu a porta com força.

Fiquei ali durante mais alguns minutos e depois me levantei para ir pra o quarto.

— Não vai jantar com a gente hoje filho? — Minha mãe perguntou.

— Estou sem fome. — Respondi seco.

Entrei no meu quarto, tomei banho, coloquei uma roupa e me deitei.
Pensei na Nick durante boa parte da madrugada e senti meu coração doer.

Tentei me concentrar apenas em dormir e pela primeira vez essa tática deu certo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...