História Comparsa - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Assassin's Creed
Personagens Jacob Frye
Tags Rothfrye
Exibições 37
Palavras 2.788
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


O que teria acontecido em Assassin's Creed Syndicate se o Max não tivesse explodido aquelas crianças, hEHH, gays. O final ficou meio ?? eu só queria escrever alguma coisinha sobre rothfrye, todo mundo sabe o que acontece no final (casais canon adoro).

ps: eu não morri!!!!! ! ainda

(não foi revisado)

Capítulo 1 - Capítulo Único


Maxwell Roth caminhava devagar sobre o gelo nas calçadas de Londres. A lua estava alta no céu e a neve caía hostil sobre sua cabeça, a ponta do nariz e as bochechas queimavam avermelhadas. No telhado azul ali perto, a figura preta observava o alvo, espreitava silencioso o homem e seu charuto caro.

O templário sentia o frio se impregnar em seus ossos e o vento cortar seus lábios, mas gostava das caminhadas noturnas, mesmo no inverno. Era quando ele aparecia, a figura de preto que usava aquele sobretudo estúpido e chamativo e tinha passos tão pesados quanto trotes de um cavalo. Um belo assassino ele era. O símbolo da ordem britânica reluzia prateado em todo canto de seu corpo: cintos, anéis, chapéu, botas; imponente, majestoso.

Roth carregava no peito um cordão ridículo da cruz que, bem, era vermelha, mas muito menos respeitosa que a cruz da senhora da lâmpada.

Inspirou fundo aquele ar denso demais e jogou a bituca das ervas em qualquer canto. Em plena revolução, não havia uma alma se importando com saneamento e higiene. Starrick fazia um bom trabalho e deixá-lo o mais sujo possível era, como ele dizia, a melhor parte.

Puxou debaixo das camisetas grossas de algodão o símbolo que condenava-lhe eternamente e piscou sentindo a neve grudar em seu rosto. Embora fosse quase bonito, lembrava-lhe todos os dias que nunca viveria a vida que queria, o caos do teatro e a tranquilidade de ter muito mais do que um rosto.

Havia também a irmã gêmea, ela sim, uma assassina perfeita, silenciosa e impiedosa como tinha de ser, fria, metódica. Gostava dela como gostava de seu vício em charutos; era seu problema. Não via em Jacob um empecilho, o gêmeo mais novo era como uma companhia muda. Dele, gostava como aos dramas clássicos; eram seu prazer cheio de culpa.

A brisa soprou violenta e Maxwell assustou-se de repente. Encarou o topo da construção mais alta da rua, mas não havia nenhuma silhueta lá. Para onde você foi?

A resposta veio um riso divertido a sua frente, o cabelo bagunçado debaixo da cartola e o sobretudo encardido caindo diante de seus olhos. Ah, o Frye.

– Noite bonita para uma caminhada, não acha Roth? - O gêmeo sorriu cínico e enfiou as mãos enluvadas nos bolsos.

– Certamente, querido Frye. - Devolveu o sorriso arrogante e ajeitou o paletó. - O que acha de me acompanhar até o Alhambra? - Caminhou até o menino e esperou paciente pela resposta. Jacob apenas deu de ombros.

– É, por que não? - E continuaram a caminhar juntos, desta vez, lado a lado.

– Soube que a linha de ônibus Attaway não está mais em circulação? - Jacob sabia e muito bem o que havia acontecido, mas, assim como Maxwell, decidiu que podiam brincar um pouco.

– Foi trágico o que aconteceu à Srta. Attaway, realmente. - Sorriu segurando a cartola. - Starrick deve estar devastado, eram primos, afinal. - Ouviu a risada contida de Maxwell.

– Eles eram, mas, você sabe, Crawford é uma mula. - Jacob não queria rir, mas não podia se conter quando um templário difamava seu próprio grão mestre. – Passou a tarde inteira tocando músicas horríveis naquele piano velho e matou o mordomo. - Roth riu junto de Jacob e continuaram a caminhar vagarosos.

Era uma noite muito fria e o mais novo não suportava andar nas calçadas, havia sido feito para pular por telhados e galopar com maestria, não pertencia à terra firme, nem de dia nem à noite; mas, felizmente, já podia ver o Teatro  ao longe.

Imponente e grandioso, o Alhambra era o mais belo Teatro da cidade. Seu dono era ninguém menos que Maxwell Roth, mas ele já devia imaginar, um homem excêntrico como aquele certamente só poderia ter vindo do mundo artístico.

Maxwell Roth era envolvido com todo tipo de ação ilegal, contrabando de obras de arte e algumas drogas lícitas como o maldito xarope estúpido de Crawford. E ainda assim, Jacob apreciava sua companhia, de certa forma. Pensar sobre isso deixava-lhe inquieto, por isso evitava pensar muito.

Desde que chegaram a Londres, havia muito trabalho e pouco lazer, muito menos um amigo para pular pelos telhados das casas e prédios. Sua irmã estava ocupada demais em sua busca e Henry estava ocupado demais em tentar agradá-la com sua ajuda. De qualquer forma, Evye havia deixado de andar pelos topos das residências desde que decidiu que era adulta. Por mais que nunca fosse admitir e detestasse pensar sobre isso, a companhia de Maxwell era a única realmente agradável nos últimos tempos, desde decidiram se ajudar com alguns assuntos.

Seguiram silenciosos até a grande construção e Maxwell sorriu sincero. Era estranho vê-lo sorrir se não de maneira debochada ou com aquele olhar de quem queria explodir alguma coisa. Ou alguém.

– Boa noite, querido Frye. - Os braços estendidos para trás de seu corpo estavam rígidos.

– Boa noite, Max. - Jacob sorriu também. Era sempre bom falar com aquele homem estranho.

Viu o mais velho dar-lhe as costas e parar subitamente antes de empurrar as grandes portas de madeira escura.

– Ah! Bem, quase me esqueci. - Aproximou-se do Frye e deu uma boa olhada em suas feições antes de enfiar no bolso do sobretudo um papel amassado. Os olhos frios congelavam a alma de Jacob e ele sentia algo muito ruim acontecendo em seu estômago. - Venha na peça depois de amanhã, exibiremos um clássico. Considere-se um convidado especial. - Segurou o rosto alheio com a mão de luva branca e fitou-o mais uma vez antes de deixá-lo ali, sozinho, pensando em como detestava teatro.

 

x

 

Se havia algo que Jacob Frye adorava fazer, além de deixar sua irmã louca, era lutar nos clubes sujos das vielas de Londres. Não havia ninguém que o vencesse nos ringues e, devia admitir, era uma massagem enorme em seu ego enorme.

Naquela tarde tediosa, Evye havia saído com “Henry” - o mais novo dizia frequentemente que a assassina estava esquecendo da primeira regra do Pai, ser impessoal - e deixado seu irmão sozinho naquele trem enorme. Então, por que não?

Enrolou as mãos cuidadosamente em ataduras e livrou-se das lâminas e armas, suspirando em ver-se livre de todo aquele peso. Era quase impossível andar pelas ruas sem suas armas, momentos como aquele eram mais do que preciosos.

Com a engenhoca de ganchos, lançou-se para o prédio mais próximo e partiu em direção a primeira porta suja e inóspita que encontrou. Bateu duas vezes e exibiu um sorriso largo para o garoto de chapéu escandaloso.

– Jacob Frye! Bem vindo camarada, eu já estava morrendo de tédio aqui sem você para apostar. - Puxou-lhe pelos punhos para dentro do lugar e largou-o ao seu lado.

Frye inspirou aquele ar fétido, cheirava a sujeira e suor, mas era o cheiro da liberdade.

No ringue, dois homens robustos tentavam acertar um menor.

– Veio num dia ótimo, Jacob! - O dono do clube sorriu-lhe. - Há lutador a altura hoje. - O sorriso amigável transformando-se em outro cheio de sadismo. Adorava quando havia lutas realmente interessantes. Era por isso que possuía uma rede de clubes de luta de rua por Londres.

– Quem é o coitado? - Perguntou presunçoso. Os lábios repuxados. O homem de azul ao seu lado apontou para o franzino no ringue que naquele instante nocauteava o último dos homens de pé. Exibia-se empinando o nariz quando olhou para si e riu.

– Querido! Bem vindo. - Maxwell sorria se apoiando nos elásticos. - Espero que não se importe de lutar com minha graça… - Olhou os punhos e as faixas desgastadas. - Ou perder.

Jacob sentiu seu sangue ferver. O rosto vermelho denotava a raiva que sentia. Alguém estava pondo a prova seu título nos clubes, era ultrajante que um homem magricela como Roth lhe lançasse aquela expressão de vitória antes mesmo de enfrentá-lo.

– Espero que você  não se importe de perder, hm. - Apertou as faixas nos punhos e aproximou-se do ringue.

Retirou o sobretudo pesado, a cartola e todas as outras camadas de blusas que vestia, era frio, mas sabia que logo estaria quente como num dia de verão. Estalou seus dedos e sorriu torto, finalmente subindo no ringue.

– Você é muito forte. - Maxwell analisou sorridente. - Me deixe pegar no seu braço senhor Frye, como fazem suas prostitutas. - Ele riu.

– Cale a maldita boca, Maxwell. - Envergonhou-se. Era verdade que o templário havia visto-o saindo de vários bordéis muitas vezes, mas o que podia fazer? Era humano antes de tudo. - Vai se arrepender de ter vindo aqui hoje.

Roth riu com todos os dentes e, bem, Jacob levou alguns socos antes de ser nocauteado. Era engraçado para os homens ali verem o campeão apanhar de alguém, mas, para tudo há uma primeira vez, não é? Em seu inconsciente o jovem assassino chorava de dor, não pelos hematomas e cortes nos lábios mas pelos ego e orgulhos brutalmente feridos sem dó.

A última coisa que viu antes de perder os sentidos para a inconsciência foi aquele sorriso debochado de vitória que Maxwell lançou para si. Roth observou Jacob fechar os olhos e deixar o resto de energia que tinha se esvair finalmente.

Sorriu mais uma vez para o público, composto apenas de homens bêbados e camponeses em busca de dinheiro fácil, antes de agarrar o corpo do assassino nocauteado e jogá-lo para fora do ringue.

– Mais uma rodada, Sr. Roth? - O homem da cartola gigante perguntou com o sorriso felino estampado nos lábios. Maxwell negou com a cabeça e pulou para fora das cordas de elástico barato.

– Hoje não, tenho que levar o campeão para casa. - Ajoelhou-se para segurar o dorso de Jacob e jogá-lo por cima de seus ombros, carregando-o.

– Oh sim, vocês são amigos? - Perguntou curioso. O homem mais velho apenas concordou silenciosamente e respondeu baixo.

– Você pode dizer que somos como amigos, sim.

O dono do clube de luta riu e apertou a bengala entre as luvas de couro.

– Não esqueça das roupas dele. - Apontou com o instrumento para um monte de peças de couro.

Roth agradeceu e partiu do clube.

 

x

 

Quando acordou, Jacob sentou-se assustado. Não sabia que lugar era aquele, nem como havia para lá e muito menos o porquê de estar sem suas roupas e armas, deitado naquele quarto que não era seu.

Ao longe, pode ouvir o som de um piano. Quem o tocava certamente possuía um gosto peculiar. A melodia era disforme e macabra e, por um momento, Jacob sorriu. A única pessoa que conhecia e que era estranha o suficiente para tocar uma música tão ruim era seu ex parceiro no crime. O desgraçado do Max.

Levantou-se devagar, ouvindo o barulho das molas velhas do colchão saltarem, agora livres do peso de seu corpo. Cambaleou para o lado, sentia-se tonto por alguma razão. O vento frio veio da janela, cortando seu dorso desnudo.

O som que o instrumento produzia parou de repente, Jacob olhou atento para a porta, esperando a figura esguia e alguns centímetros mais baixa passar por ali.

E assim o fez, Roth adentrou o quarto mal iluminado com um sorriso largo pregado no rosto. Frye não confiava nos sorrisos de Maxwell, eram sempre sinônimo de encrenca.

– Bom dia, meu querido Frye. - Aproximou-se do homem ligeiramente maior e apoiou suas mãos no peito do outro, passando os dedos pelo desenho de passaro tatuado no lado esquerdo do peito. Seus olhos brilharam com as formas bonitas e simbólicas do animal preso no peito de Jacob. Ele não se afastou.

– É uma bela obra de arte que você tem aqui. - Deu alguns tapinhas sobre a tinta velha. - Tão novo e tão rebelde. - Riu, fazendo graça do outro.

Jacob desviou os olhos para a janela. Estúpido! Maxwell era um velho estúpido.

– Antes jovem do que velho como você, Max. - Sorriu torto para o companheiro. Sentiu as mãos subirem de seu peito para seu pescoço, apertando com força. Nos lábios um sorriso malicioso.

– É claro, meu menino, a juventude é plena, tempo de errar. - Aproximou os rostos, sentindo a respiração quente de Jacob bater em seu rosto. As bocas entreabertas, preparadas para o beijo que não viria. - E a velhice é um saco. - Afastou-se, depositando um selar no canto dos lábios rosados.

– Onde você pôs as minhas roupas? - Frye agia como se não fosse nada, mas por dentro seu coração gritava em euforia.

– Ora mas você já vai tão cedo? - Roth atuava seu olhar mais triste. - Não, não, não meu garoto. - O indicador gesticulava em negação, logo pousando sobre a boca boca do mais novo. - Hoje, meu querido, você é todo meu.

Jacob pode ver suas orelhas vermelhas, mesmo sob a iluminação amarelada que vinha da lareira do quarto.

– Suas roupas estão em cima da cadeira, meu amor. Vista-se e me encontre depois na sala de jantar.

Jacob apenas concordou com a cabeça, sentindo o corpo de Roth afastar-se do seu e sumir entre os corredores da mansão.

Vestiu-se rapidamente e olhou para o piano no quarto ao lado. Caminhou até lá, vagaroso, passou os dedos sobre o marfim. Era um belo piano, talvez uma antiguidade. Sabia que Max contrabandeava arte e peças de antiquários. Sorriu, talvez devesse roubar a Mona Lisa e dá-la de presente para ele em seu aniversário.

Sentiu-se estúpido por um momento. Não devia presentear os inimigos. Devia matá-los. Olhou ao redor da sala, haviam corredores para ambos os lados, por qual caminho Maxwell havia ido? Ele não fazia ideia. Ótimo. Estava perdido na mansão.

Decidiu ir pelo corredor da direita, apenas porque lhe parecia o mais correto. Haviam quadros em cada centímetro de parede e os móveis pareciam todos caros e antigos. Aparentemente, o crime compensava sim.

No salão de jantar, sentado na ponta da grande mesa de mogno, Roth aguardava impaciente seu convidado. Segurou em frente aos olhos a rosa branca que retirou do vaso de seu escritório. Gostaria de por no bolso do sobretudo do assassino, tinha certeza de que ficaria adorável, mas onde ele havia se metido? Ou talvez… Talvez Jacob houvesse fugido.

A raiva que sentiu naquele momento foi imensurável. Ele não podia dizer se a dor que sentia em seu peito era pelo sentimento ou por algum problema médico. Os olhos grudados na rosa em sua mão. Levantou-se abruptamente, olhando para a porta uma última vez. Iria atrás daquele desgraçado, mostraria a ele que não podia fugir de si, não mais. Já era seu.

Seus passos eram fundos e machucavam o assoalho, fazendo um barulho mudo assustador. Seguia pelos corredores nervoso, ainda apertava a flor entre os dedos, a jogaria na cara de Jacob esperando que os espinhos o matassem ou algo do tipo.

Quando finalmente o encontrou, ele estava parado, parecia admirar um quadro do corredor. De fato era uma bela obra, sua favorita daquele lugar. O Grito.

Puxou o outro pelo ombro, para que ficassem de frente. Jacob encarou Roth assustado.

– O que é isso?! - As mãos de Roth agarravam seu colarinho.

– O que é isso, querido? Você ia fugir, não ia? Você é horrível, mas eu sou burro. - Jacob segurou a mão de Roth que começava começava apertar seu pescoço com força demais. Ele era forte o suficiente para se defender de Maxwell, não queria machucá-lo, não via motivos.

– Não! - Roth suspendeu-o por alguns segundos. O assassino assustou-se. Não fazia ideia de que Maxwell podia ser tão forte.

– Mentiroso! Você ia fugir, mas no fundo sabe que não pode fugir de mim, Jacob. - O mais novo admirou o olhar frio do homem que ainda apertava seu pescoço, já causando alguma falta de ar. Jacob sabia, e como sabia, mas sabia também que nunca admitiria para si mesmo o que eles dois tinham ali e o que até mesmo um homem cego poderia ver. Fechou os olhos, tentando ignorar aquele sentimento terrível em seu estômago novamente, exatamente como o do dia anterior.

– Eu me perdi. - Disse sincero, tentando acalmar o outro. Maxwell não era são, afinal. Finalmente percebeu a flor que o outro homem segurava e seu olhar tornou-se vacilante. – Você ia me dar isso? - Direcionou seu olhar para a rosa.

Subitamente, Maxwell parecia envergonhado. Ele largou suas roupas com grosseria, arremessando-lhe contra a parede.

– Eu achei que combinaria com seu sobretudo. - Aproximou-se devagar. Olhou nos olhos do Frye e percebeu seu sorriso debochado. Enfiou a rosa no bolso de cima da peça de roupa e olhou para o rosto de Jacob novamente.

– Obrigado, Max. - Sorriu genuíno e agarrou-lhe a mão que permanecia perto de seu bolso e entrelaçou seus dedos. – Vamos jantar agora.

Maxwell concordou com a cabeça e começou a puxar Frye em direção a sala de jantar.

 


Notas Finais


Eu sei o final parece que eu cortei, mas é que seu continuasse escrevendo eu ia continuar até o fim da historia do jogo e ia ser bem chato. Eu deixei em aberto porque talvez eu poste mais drabbles ou algo assim. Tchauzinho.


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