História Compêndio de um amor perdido - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 8
Palavras 702
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Sozinha


Estava sozinha, outra vez. Mas agora era diferente, já que não me sentia mais a última das mulheres. Havia passado muita água debaixo da ponte, desde que meu companheiro foi embora, há mais de um ano. Eu estava bem, pois tinha consciência que era uma mulher moderna, independente e me bastava sozinha. Pelo menos, era o que eu achava, até que uma brincadeira de mal gosto do destino me balançou.

Em uma tarde preguiçosa de sábado, estava feliz depois de fazer umas comprinhas e arrasar com o meu cartão de crédito, esperando na fila do meu restaurante de saladas favoritos, quando ouvi uma voz inconfundível, logo atrás de mim, que reconheci imediatamente. Era o meu ex conversando com uma mulher. Então, minha fome sumiu, minhas entranhas se contorciam dentro da minha barriga, meu desejo foi de desaparecer dali naquele instante, mas, sabia que seria impossível. Considerei sair de fininho, mas teria que passar por eles, não havia outra saída. Assim decidi ficar, olhava diretamente para frente, contando com a sorte que eles não me vissem. Tentei fazer as minhas escolhas o mais rápido que podia, já que eles estariam bem atrás de mim. Minha tática estava dando certo e estava quase chegando ao salão, onde pretendia escolher a mesa mais afastada de todas e ficar de costa para o resto do mundo, no momento, que ouvi um dos atendentes me chamar:

- Moça, você esqueceu seu suco!

Considerei as minhas hipóteses rapidamente, pois poderia sair correndo, sem olhar para trás, igual a uma maluca, ignorando como se não fosse comigo, ou me virar e fingir surpresa ao dar de cara com ele, com um sorriso dissimulado, como se não me importasse. Deste modo, escolhi a última opção.

Respirei fundo e me virei, com um ar indiferente, como se nada tivesse acontecido. Poderia ganhar um prêmio de interpretação ao manter minhas feições impassíveis, quando dei de cara com ele, abraçado com a sua atual namorada.

Agora, cara a cara, seguiu-se um pequeno desconfortável momento de silêncio, nenhum dos dois se atrevia a falar. Ao seu lado, a nova namorada observava tudo, com uma expressão estranha e indecifrável.

- Oi – murmurei, finalmente.

- Oi – ele repetiu no mesmo tom. – Como vai?

- Eu estou bem. Fazendo umas comprinhas – disse, em um tom de falsa alegria, erguendo as bolsas na minha mão para comprovar a veracidade.

 - Ah! Que bom – ele comentou, sem assunto. Fomos salvos pelo restante da fila que reclamou a interrupção do fluxo.

- Adeus.

- Adeus – Deste modo, peguei meu suco esquecido e desapareci o mais rápido possível dali e me escondi em um canto do salão, mas mal toquei na minha comida.

 Mais tarde, fiquei relembrando o nosso encontro, pensei em cada detalhe, o tom de voz, seu olhar, procurando pequenos sinais que ele estava arrependido por ter me deixado e ter descoberto que ainda me amava, contudo não sabia como voltar e me pedi perdão. Por isso, continuava com aquela outra magricela e sem graça.

Liguei para a minha irmã, angustiada com minhas suposições. Contei-lhe como foi o nosso encontro acidental, com cada mínimo detalhe. Tenho que confessar que exagerei um pouco na minha descrição das reações dele.

- Não caia nessa – ela disse, de maneira direta e objetiva. – Se ele quisesse estar com você, não a teria deixado. Ele está com outra agora.

- Mas pode ter se arrependido – retruquei, cheia de esperança.

- Por favor, não tenha nenhuma recaída. Não crie fantasias. Você tem que tocar a vida em frente, porque ele já fez isso.

- Você não viu o que eu vi, não sentiu o que eu senti. – Ainda tentei, querendo me agarrar em um fiozinho de ilusão.

- É isso que estou dizendo: Só você viu e sentiu, porque está apenas na sua cabeça – Ela foi impiedosa. – Esqueça! Vire a página. Ah! E por falar em virar a página, sabe aquele meu amigo?

- Sim, eu sei. Aquele que você queria me apresentar.

- Esse mesmo! Terminou o namoro, parece que eles não combinavam. Por que você não tenta?

- Tudo bem! – respondi, vencida. – Dê meu telefone para ele. – Estava decidida encontrar com o cara para tirar aquela ideia fixa da cabeça da minha irmã.



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