História Compêndio de um amor perdido - Capítulo 21


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Categorias Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 21 - Vitoriosa


Naquela noite, eu me fiz questão de ficar bem bonita, mas de maneira diferente, mais informal, algo que vinha de dentro, então coloquei um belo e despretensioso vestido, no entanto, usei sapatos confortáveis, para mostrar por fora como me sentia por dentro e agradar a visão, um perfume suave e sensual para despertar olfato.

Preparei, com esmero, um gostoso e caprichado jantar, com minhas melhores receitas, e para acompanhar por um bom vinho escolhido com cuidado e arrumei uma mesa bonita para agradar o paladar e os olhos.

Uma música suave enchia a casa e os ouvidos e alentava a alma. O tato seria o último sentido que esperava usar, naquela noite, ao passar das horas. Aquela preparação foi um ritual feito com muita atenção e cuidado, já que seria uma passagem, esperava que nosso relacionamento alcançasse um novo patamar nas nossas vidas.

Eu tinha consciência que havia me tornado uma nova mulher, nascida de um parto doloroso do abandono e da decepção, por isso, me sentia mais forte e segura. Passei por vários para caminhos, alguns bastantes tortuosos, para chegar até aquele ponto, assim, eu sabia exatamente o que queria.

 Ele chegou no horário combinado, nunca se atrasava, um hábito adquirido no trabalho e com as rígidas regras de convivência europeia, e eu apreciava isso nele, pois nunca gostei da ansiedade da espera. Abri a porta, apreensiva, e convidei-o para entrar, nas suas mãos havia um lindo ramalhete de flores do campo coloridas e uma garrafa de um bom vinho, que recebi enternecida.

Ao entrar ele conheceu, timidamente, o meu território. Não seria o primeiro homem que trazia a minha casa após a separação, porém, desta vez, seria diferente, queria impressioná-lo, pois ele era aquele que eu desejava, intensamente, receber com anfitriã e mulher, no doce jogo da sedução, apesar das cartas estarem marcadas.

Assim se foi a noite, comemos com calma, aproveitando a que preparei com esmero e carinho, bebemos o vinho com prazer.  Conversarmos, perdendo tempo falando bobagens, sem nos preocuparmos com nada. Deixamos, nos embalar pela música, dançamos juntos, olhos nos olhos. Podia sentir suas mãos quentes nas minhas costas sobre o fino tecido do meu vestido, o cheiro do seu perfume nas minhas narinas me embriagava mais que o vinho. Encostei minha cabeça no seu peito e me deixei levar pela dança, escutando o ritmo do seu coração.

Até que ele segurou o meu queixo e ergueu meu rosto, fitando nos meus olhos com seus olhos escuros e quentes e me beijou. Um suave beijo, quase um roçar de lábios, que aos poucos se tornaram mais exigentes e cálidos. Os fatos se desenrolaram sem urgência, foi tranquilo e delicado, as roupas descartadas com cuidado, as mãos se perderam em carícias sensuais, tocando a pele com cobiça e deleite, a invasão tão esperada e desejada, o prazer chegando junto para os dois, depois, os corpos ofegantes, esgotados e, plenamente, felizes e vitoriosos. Aquele era um momento que deveríamos guardar nas nossas memórias, como se soubéssemos que poderia ser, somente, a primeira vez.



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