História Compêndio de um amor perdido - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 7
Palavras 618
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 22 - ApaiXonada


Acordei cedo na manhã seguinte, na minha cama, com ele ainda dormindo ao meu lado. Eu o fitei adormecido tranquilamente, imaginando o que estaria sonhando. Ele abriu os olhos e deu-me um sorriso sonolento.

- Bom dia!

- Bom dia!

Ficamos em silêncio um virado para o outro, nos olhando, sem dizer mais nada, não precisava. Naquele momento, dentro de mim, senti um estranho e agradável calor, minha alma leve, aquecida e reconfortada.

 E quando olhei nos olhos deles e pude me ver dentro deles, fui envolvida por uma bruma turva de medo. Um medo irracional da perda e de sofrer novamente. Um medo de abri feridas tão recentemente fechadas. O medo de me apaixonar mais uma vez. Assim como algo inexplicável, uma espécie de extinto de autopreservação, me fechei, me tranquei dentro de mim a fim de me guardar, proteger-me de possíveis novas desilusões. Quedei paralisada, quando ele ergueu sua mão e acariciou meu rosto ternamente, com as pontas dos dedos. Sem saber o que fazer e dizer, naquele momento, fugi. Sai apressada da cama com a desculpa de precisar usar o banheiro.

Sozinha, atrás da porta fechada, respirei fundo, olhando-me no espelho, encarando a mulher na minha frente, tentei raciocinar, ponderei comigo mesma. Não podia me esconder a vida inteira do amor, não queria desistir dele, não havia o que temer, nem um porquê desse medo irracional.

Mesmo assim, ainda, insegura, me enrolei em um roupão e sai correndo do banheiro.

- Vou preparar o café da manhã para a gente – desculpe-me e rumei, rapidamente, para a cozinha. Afoita, comecei a abrir armários, pegar xícaras e pratos, colocar o café na cafeteira, ou seja, me ocupar para parar de pensar.

Ele surgiu na porta, se encostou no batente displicente, com a mão nos bolsos da calça que colocou, ficou me observando com atenção, sem falar nada.

Pus a mesa, apressada, o convidei para sentar, enquanto eu me sentei em um outro lugar. Ele se aproximou, sentou na minha frente e comecei a perguntar, atropelando as palavras, o que desejava comer ou beber e com movimentos bruscos e precipitados o servia.

Foi no momento em que ergui o prato, para lhe oferecer uma fatia de bolo, ele olhou nos meus olhos, tirou o recipiente da minha mão, tranquilamente, e o pôs sobre a mesa, e segurou a minha mão, entre as deles, com carinho e me encarou, sustentei o olhar, receosa. Naquele instante, percebi todos os sentimentos confusos pairando entre nós dois, como insetos.

- Eu também estou com medo – afirmou, calmamente, sem pestanejar. Pisquei duas vezes, atônita, como se não compreendesse aquelas palavras. – Eu, também, estou com medo de me envolver novamente, de não dar certo e acabar sofrendo outra vez – repetiu e eu suspirei e relaxei os ombros, aliviada.

- Você me entende! Depois de tudo que passei, de ter que juntar e colar todos os pedacinhos espalhados. Tenho medo de me apaixonar novamente.  Por isso, eu acabei me envolvendo com alguns caras, por quem eu sabia que nunca me apaixonaria, até encontrar você, por quem poderia me apaixonar, então eu estou com medo.

- Devo confessar que me sinto lisonjeado pelo o que acabou de dizer. Mas eu, também, estou com medo pelo mesmo motivo.  Porque sei que poderia me apaixonar por você. E não queria sofrer como eu sofri novamente.

- O que faremos? – perguntei.

- Poderemos prometer sermos sinceros um com o outro. Falar a verdade. Assinalar quando as coisas forem mal.

- Ir com calma e ver onde vai dar – completei.

- Então, temos um acordo?

- Sim – assenti.

- Brindamos a isso! – Erguemos as nossas xícaras de café e brindamos, olho no olho e com um recíproco sorriso de cumplicidade.



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