História Compêndio de um amor perdido - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 10
Palavras 464
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 23 - FeliZ


Definitivamente, eu me sinto feliz, pelo menos, neste momento da minha existência. É uma felicidade tranquila e aconchegante que eu merecia, depois de tudo que passei, antes de chegar até aqui e saber que para haver um início, antes tem que haver um fim, completar o ciclo, por mais difícil que seja.

Nessa minha jornada, cresci e aprendi que ninguém pode ser feliz o tempo todo, nem é responsável pela felicidade alheia. Cada um que cuide da sua, sem colocar a culpa das suas escolhas nos outros, tudo depende de como se encara as alegrias e tristezas que a vida lhe apresentar, assim podemos ser felizes juntos. Também, não se pode negar a felicidade com medo de perdê-la algum dia e sofrer por isso. Tenho que aproveitar cada instante, pois tudo se modifica ou tem um fim, todavia ficarão as lembranças, algumas serão boas, outras ruins, mas essas que poderão ser usadas como ensinamentos, assim se aprende a não cair no mesmo erro outra vez. No entanto, se isso acontecer e eu sucumbir ao mesmo erro, me encontrará mais forte e preparada, já que nada é para sempre na vida e estamos sempre mudando.

Descobri que essa tal de felicidade deve ser tratada com muito cuidado e mantida com zelo, mesmo assim pode desaparecer em um piscar de olhos, visto que é efêmera.

Enquanto, eu encaro a tela em branco a minha frente, não consigo controlar o filme que passa rápido dentro da minha cabeça como um trailer e cujo enredo descreve os últimos meses da minha vida. Revivo as cenas do abandono, a dor, a procura e o reencontro de mim mesma, com as pessoas que passaram pela minha vida e os homens com os quais me relacionei. Os fatos que me levaram até ali naquele lugar, naquele momento, reflito se valeu a pena. Concluo que sim, porque, agora, estou, realmente, satisfeita com a pessoa que me tornei. Só se pode ser feliz com alguém, quando se é feliz consigo mesma.

Sou tirada dos meus devaneios, quando ao meu lado, percebo uma certa agitação na fila dos assentos, olhou na sua direção e vejo o meu homem, pedindo licença para os outros espectadores, enquanto equilibra com destreza, sacos de pipocas e copos de refrigerantes nas mãos. Finalmente, vitorioso na sua empreitada, ele se senta ao meu lado, sorriu envaidecida, olho nos seus olhos castanhos e sinceros, e o resto do mundo perde o foco, encolhendo-se a nossa volta. Então, eu descubro que tudo foi como tinha de ser.

Ele me entrega um dos sacos de pipoca.

- Doce para você e salgada para mim – comunica, eu sorrio, agradecida.

- Bem a tempo! O filme já vai começar – digo, quando as luzes se apagam, a tela se ilumina e ele segura a minha mão. 



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