História Complementary Colors - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Grimmjow Jaegerjaquez, Orihime Inoue
Tags Grimmhime, Grimmjow, Grimmjow Jaegerjaquez, Orihime, Orihime Inoue
Exibições 80
Palavras 1.218
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HELLO ~~

Bom, para uns já são 12:30, para outro apenas 11:30.
Para agradar a ambos e comemorar meu aniversário (25/11), resolvi postar o capítulo #3 neste horário <3

(Okay não é exatamente 11:30/12:30 mas eu to muito animada, então acabei postando. Hahaha!)


Espero que gostem <3

Capítulo 3 - Frozen Blue


Fanfic / Fanfiction Complementary Colors - Capítulo 3 - Frozen Blue

Ele abriu a porta sem muito ânimo. Estava pálido. Escuras e levemente roxas olheiras haviam nascido embaixo dos belos olhos azuis dele. O rapaz cambaleava sem muito equilíbrio. A cada um minuto ele levava até os lábios o objeto de vidro que sua mão esquerda segurava. Engolindo aquele forte e ardente líquido marrom. Bêbado. Esta cena se repetia há semanas, meses.

Ligou a televisão em um canal qualquer e jogou seu embriagado corpo contra o sofá. Ignorando seja lá o que os repórteres estavam falando, os orbes safiras dele encaravam aquela garrafa de conhaque praticamente vazia. Em segundos aquele vidro já havia se espalhado no chão, resultado de quando fora violentamente arremessado em direção à parede da sala de estar.

Aquele pequeno ato não parecia ter sido o suficiente, com raiva ele gritava “MALDIÇÃO!” junto de diversos outros palavrões enquanto jogava a moderna mesa de centro contra a televisão. Irado. Furioso.

Grimmjow!” falou uma assustada e conhecida voz atrás dele. Aquela voz. Um arrepio gelado nasceu na nuca do rapaz e com os olhos arregalados, o azulado encarou o lugar de onde aquela tão conhecida voz vinha.

Ele prendeu a respiração ao vê-la ali o encarando. A visão dele estava turva devido ao álcool, mas conseguia vê-la ali tão perto dele. Ela parecia encará-lo confusa, questionando as ações dele com aqueles grandes e brilhantes olhos castanhos claros, usando seu costumeiro robe rosa claro de seda. O rapaz de cabelos azuis podia jurar – pelo rosto levemente inchado da moça – que ela estava dormindo. Cambaleando, quase tropeçando nos próprios pés, Grimmjow foi até a jovem ruiva tentando abraçá-la. Procurando o conforto dos braços gentis da ruiva.

Porém ela não estava ali. Uma ilusão. Uma bela e maldita imagem que sua mente perturbada havia criado. Talvez fosse seu corpo desejando que parasse com toda aquela loucura. Alertando-o que estava quase no limite.

Aquela não fora a primeira vez que a mente doente do azulado havia feito tal maldita brincadeira. Testando seu confuso juízo. Ele a via em todos os lugares. Ouvia a voz dela no trabalho, gentilmente chamando o seu nome. Já havia perdido a conta de quantas vezes o azulado parou o carro no meio da estrada, pensando ter visto a delicada e esbelta figura dela caminhar graciosamente pela calçada.

Pela manhã, ele podia jurar ouvir a doce e animada voz da moça cantarolar uma música qualquer na cozinha. No trabalho, ele encarava o maldito celular esperando por alguma notícia milagrosa – sem contar os dias que o rapaz simplesmente imaginava escutar o toque de seu smartphone, agarrando-o imediatamente e percebendo que era apenas a sua estúpida imaginação – uma estúpida esperança que teimava em continuar na patética mente dele. E a noite, o azulado se encontrava desabando bêbado contra o colchão de seu quarto, desejando reencontrá-la em seus sonhos. O único local onde ele conseguia tocá-la, beijá-la, amá-la.

Orihime...” ele murmurava ajoelhado no chão, com as mãos no rosto. Ela era única. Ela era a única que conseguia enxergar bondade nele. A única que conseguia fazê-lo feliz. A única que tinha a coragem de testá-lo. A única que conseguia satisfazê-lo. A única que tinha a audácia de deixá-lo nervoso. Desesperado. Triste.

Tristeza. Uma palavra que não existia no dicionário dele. Grimmjow era orgulhoso demais, arrogante demais. Esse incontrolável e maldito orgulho não o deixava chorar. O impedia de derramar qualquer gota salgada de seus zangados olhos azuis. Esse pecado capital que fazia parte de seu ser era egoísta, controlador de suas emoções. Canalizando tudo em uma raiva descontrolada. Um catalisador perigoso para uma fúria explosiva.

Com o passar das semanas, ele regredia ao que era antigamente. Uma fera mergulhada em ira. Os tão esperados finais de semana, que antes eram dias abençoados, um paraíso na terra. Tornaram-se amaldiçoados, um doloroso inferno. Haviam dias que o azulado mal se dava ao trabalho de ir para casa. Preferia beber em um bar qualquer, arrumar uma briga, surrar qualquer coitado que tivesse o azar e a audácia de olhar torto para ele e fugir sempre que a polícia aparecia.

Grimmjow acabou por se acostumar com as graciosas e indesejáveis visões de Orihime, as quais suplicavam que ele parasse de agir daquele jeito. Simulavam a moça braba, triste, indignada com as impensadas ações dele. Quando o azulado se comportava, as imagens dela eram felizes, agradáveis, gentis, cheias de sorrisos. Contudo tais belas e reconfortantes visões o envenenavam. Deixando-o depressivo. Descontrolado. Fazendo-o perder a razão em um mar de fúria vermelha. Passou a preferir as visões de tristeza e as de raiva. Pelo menos com estas, ele não se sentia remoído pela sua estúpida esperança que aos poucos desaparecia. Morrendo junto com ele.

O rapaz desejava retirar todos aqueles sentimentos de dentro dele. Enfiar suas grandes e ásperas mãos em seu peito definido, arrancando tudo que ali havia sido criado por ela, deixando apenas um buraco negro. Vazio. Era como ele queria se sentir. O azulado sabia que não precisava daqueles irritantes sensações, sabia desde o início quando a encontrou pela primeira vez que um dia ele se arrependeria de tudo que havia feito. Fora um tolo em ignorar seus instintos e pensar que poderia ser feliz, que poderia amar e ser amado sem qualquer preconceito. Ele gritava para si mesmo “EU NÃO VOU DEIXAR ISSO CRESCER DENTRO DE MIM!!!” irado, repetindo tal frase como um mantra enquanto destruía qualquer coisa que estivesse ao seu redor.

Ele recebera três semanas de folga. Coisa incomum na empresa que trabalhava. Porém as atitudes descontroladas dele já estavam passando dos limites. Grimmjow era um membro importante demais para ser simplesmente descartado como um reles peão. Ele era como um cavalo branco – mesmo que suas atitudes lembrassem mais os ferozes felinos – Grimmjow era impulsivo. Não se incomodava em correr riscos em prol de seu objetivo final. Um seguidor nato das ideias maquiavélicas.

O azulado fazia parte do concelho da empresa internacional chamada Hueco Mundo. Além do presidente e seus dois poderosos sócios, Grimmjow era o sexto mais importante membro do concelho, o qual era composto por dez pessoas. Cada um era encarregado de uma área específica. Por causa disso, o senhor daquele império corporativo decidiu fazer com que o azulado ganhasse umas “férias”, com o intuito de que se recuperasse psicologicamente e passasse a trabalhar da forma que deveria.

Na primeira semana, o azulado já começava a aproveitá-la da mesmíssima forma que fez nas semanas, meses, anteriores. Bebendo. Brigando. Destruindo os mais diversos objetos que tinham o azar de aparecer em sua vista turva. Um dos primeiros itens a ser destruído fora o celular do rapaz, já devia ser a milésima vez que o azulado havia encarado a plana tela colorida do aparelho, em busca de notícias, sem qualquer sucesso, e em um relapso de raiva estraçalhou o smartphone contra parede de seu apartamento. Afundando-se em uma depressão amarga e furiosa.

Vez ou outra os orbes safiras dele encaravam o teto branco de seu quarto, um olhar vazio sem qualquer interesse. O azulado não tinha vontade de fazer coisa alguma. Só se sentia melhor quando bebia, ouvindo a imaginária imagem de sua noiva gritar com ele. Soltando risadas carentes de qualquer humor sempre que escutava aquela bela e maligna ilusão chamá-lo pelo nome implorando “Grimmjow! Por favor pare!”. Imitando sua mulher. Chegava a ser bem convincente. Mas não era real.


Notas Finais


O que acharam? :3
Espero que tenham gostado!
Todo e qualquer comentário é mais do que bem vindo!

Bom, como comemoração do meu aniversário, estou planejando fazer uma dobradinha ~
Porém o capítulo só será postado na segunda-feira hehehe
Pois eu gosto de deixar vocês curiosos <3

Beijos!


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