História Complementary Colors - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Grimmjow Jaegerjaquez, Orihime Inoue
Tags Grimmhime, Grimmjow, Grimmjow Jaegerjaquez, Orihime, Orihime Inoue
Exibições 47
Palavras 1.090
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello~

Eu sei que eu disse que postaria amanhã, mas estarei SUPER ocupada >_<
Então melhor postar logo hoje, né? hehehe

Espero que gostem!

Capítulo 4 - Broken Blue


Fanfic / Fanfiction Complementary Colors - Capítulo 4 - Broken Blue

Já era o final da segunda semana de sua depressiva folga – mais especificamente sexta-feira – e ele encontrava-se em seu quarto, sentado no chão encostando suas musculosas costas nuas na cama, Grimmjow apoiava a nuca no confortável colchão, observando sem muito interesse uma tímida e alaranjada fresta de luz solar caminhar lentamente pelo teto branco de seu cômodo frio, indicando que já deveria ser o entardecer.

O azulado estava acompanhado. Uma companheira que se fez útil para ele nos últimos tempos. Os orbes safiras dele lentamente encontraram sua acompanhante. Observando-a de forma vaga, indiferente. Permitiu-se lembrar de que costumava abusar da companhia dela – mesmo que de forma moderada – antes de conhecer Orihime.

Com um pesado suspiro, Grimmjow se deixou estudar as poucas curvas que ela tinha. Logo a trazendo até os lábios secos, bebendo seu líquido âmbar e produzindo um pequeno ruído devido à ardência do álcool presente nela. Whisky, quinze anos. Mais uma vez ele havia passado o dia bebendo, todavia desta vez ele se conteve em permanecer lúcido. Ou será que seu corpo havia conseguido construir uma certa resistência para com a bebida? Ele não sabia exatamente.

No rosto do rapaz estava encravada sua raiva, misturada à indiferença. Estava perdido e sabia disso. Seu pesar havia conseguido atingir outro nível. O nível de não se importar com coisa alguma. O nível de simplesmente querer se afundar no esquecimento. De jogar tudo para alto. De desistir. De morrer.

Morrer.” Ele não conseguiu deixar de achar graça diante aquele pensamento. No início, um riso abafado, evoluindo para uma alta gargalhada descontrolada. Grimmjow lentamente balançava a cabeça para os lados, de forma reprovativa. Rindo sem humor de sua estúpida desgraça.

Grimmjow...” falou uma voz atrás dele, preocupada. Um tormento constante. O azulado fechou os olhos com força ao ouvi-la chama-lo pela milésima vez. Torturando-o. Já estava cansado daquelas insistentes ilusões. “O quê quer? Eu já sei que não és real.” Retrucava a rouca e exausta voz dele.

Grimmjow esperou pela resposta dela, a qual não veio. Apenas fazendo-o achar graça do que estava fazendo. Havia perdido completamente o maldito juízo, esperar uma resposta de uma figura imaginária, criada por sua mente doentia era a gota d’água.

O que aconteceu com você?” Questionou a doce voz que imitava a de sua noiva. Ele não pôde deixar de arquear as sobrancelhas azuladas, surpreso até onde sua insanidade conseguia ir. Achando graça mais uma vez. O corpo forte dele lentamente levantou-se do chão, logo o girando na direção de sua adorável e amada noiva.

O rapaz de cabelos azuis juntou as sobrancelhas ao vê-la parada a frente da porta de seu quarto. Ela usara roupas diferentes, uma calça jeans azul escura combinada a uma simples camiseta azul clara. Podia jurar que aquela imagem fictícia parecia mais magra que sua futura esposa. Ele sorriu, logo rindo de toda aquela situação. Surpreso com a criatividade de sua mente maluca. “Heh. Que roupas são essas?” questionava o rapaz de forma debochada.

Ele assistiu a figura dela abraçar o próprio corpo, silenciosa. Ela piscara, desviando os olhos dele por alguns segundos, todavia logo voltou a encará-lo com preocupação. Exatamente como Orihime fazia. “Oh, por favor, se quer me torturar, pelo menos se vista como a Orihime se vestia!” exclamava a atordoada figura dele com a voz exaltada. Ele a encarou estremecer com a força de sua voz. Irritando-o ainda mais.

O QUÊ QUER DE MIM?!” gritava ele, agora arremessando a maldita garrafa contra a parede, destruindo-a. Assustando a imagem de Orihime à frende dele, ele podia jurar vê-la estremecer ao ter ouvido o vidro se partir contra o bloco de gesso que dividia seu cômodo do resto do apartamento. Imitando com perfeição a sua noiva, quando a ruiva estava com medo.

Ele a encarou surpreso. Perdendo o controle de sua paciência. Aquela odiosa e magnífica imitação havia conseguido deixá-lo arrependido. Arrependido de gritar, de agir daquela forma deplorável exatamente como sua amada mulher fazia. Ele odiava fazê-la ter medo dele. Como aquela ilusão havia tido a audácia de imitar Orihime e ainda fazê-lo se sentir pior do que já estava?!

Grimmjow assistiu aquela bela imagem lentamente abrir os lábios, com a intensão de falar qualquer coisa, contudo ele não queria ouvir o que aquela graciosa figura queria dizer. Ele berrou, irado. “VOCÊ NÃO É REAL!!” enquanto gritava, o forte homem de cabelos azuis levava as mãos até o rosto, curvando o corpo para frente “EU NÃO POSSO ACREDITAR QUE VOCÊ É REAL!!”. Desesperado.

Ele caiu de joelhos à frente dela, respirando com força, tentando não acreditar em tudo aquilo, forçando-se a manter a pouca sanidade que ainda lhe restava. “Grimmjow...” ele a ouviu chamá-lo novamente, na voz dela estava presente a preocupação, gentileza e benevolência que Orihime tinha para com ele. Ah, como ele amava e odiava aquela voz.

CALA A BOCA!!” gritou o rapaz com as mãos espalmadas contra as orelhas. ”VOCÊ NÃO É A ORIHIME! VOCÊ NÃO É A MINHA ORIHIME!” exclamava o azulado enfurecido, esperançoso que aquela imagem desaparecesse de sua frente. “SUMA DA MINHA FRENTE! DESAPAREÇA!!” ordenava a grossa e desesperada voz dele.

Silêncio. Lentamente os orbes safiras dele levantaram-se até o local onde aquela imagem ocupava, desejando ver apenas o corredor para a sala de estar. Porém o que encontrou foi aquela cópia de sua noiva, esta o encarava apavorada, as trêmulas, macias e delicadas mãos dela tapavam seus rosados e carnudos lábios. Ele sentiu o corpo arrepiar ao assistir os grandes olhos cor de mel dela lacrimejarem, libertando lágrimas salgadas. Odiou-se ao encarar aquela falsa Orihime chorar, imitando perfeitamente a sua futura esposa.

Mais uma vez ele se perguntou como havia se deixado envolver com aquela mulher. Perguntou-se como ela havia conseguido mudá-lo tanto. Se essa situação acontecesse anos atrás, ele pouco se importaria. Se fosse outra mulher, ele simplesmente procuraria outra que conseguisse satisfaze-lo. Não se daria ao trabalho de sofrer e se martirizar daquele jeito. Mas ela não era qualquer uma e seu estúpido cérebro sabia daquilo, teimando em usar a imagem dela contra ele.

Grimmjow lentamente se levantou do chão fitando a bela, assustada e chorosa réplica de Orihime. Ele fechou as mãos em punho, jogadas ao lado do corpo quando a ouviu soluçar em meio ao seu pranto doloroso. O azulado se deixou caminhar até a moça enquanto dizia entre os dentes “Eu vou provar para eu mesmo que você não é real!”. Ao chegar à frente dela, levou as mãos até os ombros da ruiva, decidido em acabar com todo aquele patético teatrinho criado por sua mente atordoada.


Notas Finais


Então o que acharam?
Espero que tenham gostado!

Todo e qualquer comentário é mais do que bem vindo!
Beijos!


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